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O novo treinador de Sílvio, João Teixeira, Ivan Cavaleiro e Hélder Costa

vtVítor Pereira e Marco Silva também tinham sido apontados ao actual 19.º classificado do Championship, mas…

O Wolverhampton anunciou que Paul Lambert é o novo treinador da equipa, sucedendo a Zenga, que não resistiu aos maus resultados. O escocês, que liderou o Aston Villa entre 2012 e 2015, na época passada esteve à frente do Blackburn Rovers. Nos Wolves irá orientar os portugueses Sílvio, João Teixeira, Ivan Cavaleiro e Hélder Costa, tal como o benfiquista Ola John.

2 Comentários

  • João-Pedro Cordeiro
    Posted Novembro 6, 2016 at 11:18 am

    Não é uma escolha que tivesse à espera dado o novo rumo, ou suposto novo rumo, que a nova direcção do Wolves quer dar ao clube, mas é uma escolha que faz algum sentido. É um treinador mais que experimentado na liga, com um histórico de promoção em Norwich, que aguentou o Villa na Premier League (a bem ou a mal, a verdade é que quando saiu foi ainda pior), mesmo que o último trabalho em Blackburn tenha sido bastante discreto mas, aí, a culpa só pode ser dada a Lambert por ter aceitado um trabalho que tinha tudo para correr mal. No Molineux não tem. Tem uma base jovem muito interessante, jogadores com talento, uma direcção focada a levar o clube para a Premier League e aparentemente dinheiro para gastar (ainda que provavelmente em jogadores de catálogo).

    Um apontamento que chega depois de um típico jogo de contrastes. Um bom jogo, aliás. O Wolves até podia ter ficado fora da partida com o Derby logo ao intervalo, tal foi o dominio e ocasiões claras de golo dos Rams onde foi valendo ao Wolves um Andy Lonergan inspiradíssimo. Um jogo que trouxe de volta o melhor Will Hughes, numa exibição como há muito não o via fazer. A assistência para o golaço de Darren Bent é primorosa e não acaba com outra absolutamente genial já na segunda parte porque Lonergan negou Vydra em mais uma defesa magnífica. Só Lonergan jogou melhor que Hughes e, vá, Tom Ince. Mas na segunda parte o Wolves deu muito boa conta de si. A reacção desde o minuto 46′ foi impecável e encostaram o Derby às cordas. Golo do Hélder Costa e uma boa exibição de Cavaleiro que fica marcada por um penalty muito soft assinalado contra si, e um penalty quase escandaloso ignorado que sofreu logo de seguida.

    Por falar em treinadores, esta foi uma jornada que marcou o fim da ligação de Jimmy Floyd Hasselbaink no comando do QPR. Parece-me uma decisão algo precipitada (again…) mas também me parece que o QPR aproveitou o mínimo deslize para despachar o Hasselbaink depois de não ter conseguido fazê-lo naquele processo algo pantanoso descoberto pelo Telegraph. Não me parece que o QPR tenha gostado muito da atenção que Jimmy atraiu e aproveitou agora o momento para o despedir. As más línguas dizem que há algum tempo que Les Ferdinand quer meter Tim Sherwood à frente dos R’s. O Alex Neil que tome cuidado, que as declarações das direcções em defesa dos seus treinadores já pouco valem. Ou muito me engano, ou será o próximo despedimento no Championship.

    O Norwich que voltou a perder, num jogo que confirmou a impressionante ascensão do Leeds esta época. Para já as coisas estão calmas por Elland Road e sempre que isso acontece o Leeds tem possibilidades de lutar por algo. O Leeds é o seu próprio adversário. Contudo, uma luta pelo play-off não é/era propriamente expetável o que confirma a qualidade de Monk como treinador. Esta é a equipa menos interessante do Leeds nos últimos tempos, depois de ter perdido nomes como McCormack, Bamba, Byram e Cook ou até mesmo Antenucci, mas ao mesmo tempo tem sido o Leeds mais sólido dos últimos tempos (Pontus Jansson está a fazer uma época enorme). Ter um bom treinador ajuda, algo que não vinha acontecendo. A vitória do Leeds fica marcada por um golaço de Ronaldo Vieira, o seu primeiro como sénior. Um golo marcado já no tempo de compensação e em pleno Carrow Road. Melhor era impossível.

    Isto, numa jornada onde o Villa de Bruce continua a dar bons sinais de recuperação. Curiosamente, e apesar da época não estar a correr muitooo bem, o Villa ainda é a única equipa imbatível em casa. É certo que o adversário não era o mais complicado e mesmo assim até começaram a perder, mas o golo do Rovers foi o tónico fulcral para o acordar da equipa. Kodjia, apesar do balúrdio que custou, vai justificando o dinheiro.

    Mas não é possível não destacar o Brighton & Hove Albion. Eu digo o mesmo todos os anos, mas é que este é um clube que há muito merece a Premier League. Tem um óptimo estádio, uma óptima relação com a sua academia, é uma cidade especial e tem sido recorrentemente o clube com melhor apoio nas bancadas no Championship. Mesmo sem um grande sucesso desportivo e constantes desilusões, os adeptos não abandonam a equipa e o Amex está sempre cheio. E com Chris Hughton a equipa deu o salto para verdadeiros candidatos ao título. A vitória em Bristol foi a oitava nos últimos dez jogos (empataram os outros dois) e foi a 11ª clean sheet em 16 jogos de liga. Nos últimos 15, só perdeu uma vez fora de casa. É a melhor defesa da liga, um dos três melhores ataques e em Goal Average só são suplantados pelo Newcastle (que vai em sete vitórias consecutivas e sem grande surpresa a caminho do título). É uma equipa cheia de personalidade e ao contrário dos clubes mais ricos da liga nem gasta rios de dinheiro para comprar o sucesso. É um clube muito digno e que tenho todo o prazer em ver ser bem sucedido. Na vitória em Bristol, Sidwell marcou do meio campo, um golo dedicado a Knockaert ausente do jogo devido ao falecimento do seu pai.

    Por fim, destaques para a continuação da má forma do Huddersfield Town. De certa maneira, era algo expectável que a equipa começasse a cair posições mas tal não apaga o óptimo trabalho que David Wagner vai fazendo. Em Sheffield e ao fim de “nem eu sei quantos jogos/anos”, o Wednesday – Ipswich Town não acabou 1-1 e o Mad Mick voltou a sorrir. Tem sido muito criticado ultimamente por fãs com memória curta mas, não fosse ele, e os Tractor Boys muito provavelmente estavam enterrados na League One. Já o Reading de Jaap Stam continua a sua caminhada tranquila. Com um plantel bastante forte de há uns bons anos para cá, é sempre de esperar ver o Reading lutar pelos play-off daí que não seja assim tão surpreendente ver os Royals onde estão.

    • João-Pedro Cordeiro
      Posted Novembro 6, 2016 at 11:54 am

      Ainda em relação ao Reading, Stam teve o condão de entender que com um plantel com boa qualidade técnica, especialmente com um meio campo com nomes como Evans, Swift e Williams, o clube tinha tudo a ganhar com um jogo menos vertical como vinha sendo hábito. Ainda que nomes como McCleary ou Obita ou Beerens ou Harriott sejam dos melhores extremos ou dos jogadores que oferecem uma melhor/maior verticalidade ao jogo na liga. O Reading perde alguma acutilância e entusiasmo, mas ganha solidez. Em praticamente todos os jogos a equipa tem 60% de posse de bola e em termos de acerto de passe só o Fulham faz melhor. E tendo tudo isto em conta, até diria que a grande vitória de Stam foi na disciplina que incutiu em Danny Williams. É seguramente um dos melhores médios a jogar na liga (e nem vou mais longe para não chocar ninguém ahah) mas era um jogador incrivelmente indisciplinado. Não só em termos de agressividade, mas especialmente em termos tácticos. Descompensava em demasia a equipa algo que neste momento não acontece tantas vezes. O Reading e o próprio Williams só têm a ganhar com isso.

      E já que falei no Fulham, a equipa de Jokanovic já está à porta dos playoff e está cada vez mais forte e mais personalizada. É uma equipa que também domina os jogos pela posse de bola, ainda que não seja tão “pastelona” quanto o Reading. Arrisca mais, mas também tem criativos para isso como Aluko ou Cairney. Depois das perdas de nomes como McCormack ou Dembélé entre outros não dava tento por este Fulham, mas os Cottagers tem mostrado ser finalmente mais uma equipa e menos um conjunto de nomes. Mérito para Jokanovic, claro está, que pode estar a caminho da sua segunda promoção no Championship.

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