O FC Porto conquistou o seu 3º troféu europeu em 8 anos, numa final disputava frente ao Sp. Braga. Numa partida bastante pobre e com apenas 4 oportunidades de golo (duas para cada lado), os dragões foram mais controladores durante a primeira parte e mais resguardados na segunda. O Sp. Braga foi fiel ao seu estilo de jogo frente aos grandes, com um sector recuado bastante reforçado e um ataque muito desapoiado.
Na primeira parte, o espectáculo foi bastante fraco, com poucas situações de golo e pouco risco de parte a parte. Os dragões tinham mais bola e controlo sobre a partida, mas raramente conseguiram ultrapassar a forte retaguarda do Sp. Braga. O primeiro lance de perigo surgiu após uma jogada de insistência minhota, com Custódio a rematar ao lado, quando estava em boa posição para marcar. Na resposta, Hulk, depois de uma jogada individual, quase marcava (o remate saiu ao lado). A primeira parte arrastou-se sem mais nenhum lance de golo, até que Falcao marcou mais um golo na Liga Europa! Rodriguez perdeu a bola no meio campo, Guarin desenvolveu o lance e assistiu o colombiano na perfeição, que cabeceou sem hipóteses para Artur.
Para a segunda parte, Domingos colocou Kaká e Mossoró em jogo, para os lugares de Rodriguez e Hugo Viana (exibições bastante fracas). O “pequeno” brasileiro esteve mesmo em destaque, quando roubou a bola a Fernando e surgiu isolado perante Helton, mas falhou na hora do remate (defesa de Helton). O Sp. Braga estava bastante diferente, tendo arriscado mais no ataque. Mossoró e Alan tiveram mais bola, enquanto que Sílvio subiu mais no terreno e Paulao esteve perigoso no ataque, contudo, o maior desacerto na hora H, impediu os minhotos de sonharem com um prolongamento.
Com esta vitória, Villas-Boas fica mais perto do triplete (falta vencer o Vit. Guimarães) e torna-se no treinador mais jovem a vencer a Liga Europa/Taça UEFA.
Destaques:
Guarin – O médio colombiano encheu o meio campo portista, sempre com o seu músculo e visão de jogo. No lance do golo, recuperou a bola no meio campo adversário e com grande qualidade, livrou-se da marcação minhota e serviu Falcao de bandeja.
Hulk – Foi o jogador mais movimentado do ataque portista, tendo mesmo abusado de algumas situações mais individualistas. Esteve perto do golo e colocou a defensiva do Sp. Braga em sentido.
Falcao – Não fez uma grande partida, tendo sido mesmo tapado pelos centrais do Sp. Braga, contudo, não falhou no momento decisivo. Uma oportunidade, um golo e assim se contam os 90 minutos do colombiano.
Fernando/João Moutinho – Os dois jogadores do meio campo azul e branco realizaram uma partida bastante fraca, sendo que o brasileiro poderia ter deitado tudo a perder logo a abrir a segunda parte. O português não conseguiu alimentar o ataque portista e ficou na sombra de Guarin. Permitiram que o Sp. Braga dominasse o meio campo durante os últimos 45 minutos.
Helton – Em dia de aniversário, fez apenas uma defesa, o suficiente para oferecer a vitória aos dragões, pois Mossoró seguia isolado para a sua baliza.
André Villas-Boas – Depois da glória nacional veio a glória europeia, faltando apenas ganhar a Taça de Portugal, o Campeonato 2011-2012 e a Liga dos Campeões para igualar o percurso de José Mourinho… Apesar da exibição não ter convencido, fica para a história mais uma final europeia ganha pelo FC Porto, desta vez, com o jovem Villas-Boas ao comando.
Rodriguez – O peruano acaba por ser o principal responsável pela derrota do Sp. Braga, pois mesmo em cima do intervalo, nunca poderá ter um lapso daqueles. Tentou sair com a bola controlada e ofereceu a mesma a Guarin, que depois serviu Falcao para o único golo da partida. Jogou apenas 45 minutos, tendo-se mostrado algo desconcentrado.
Hugo Viana/Mossoró – O português fez 45 minutos paupérrimos, com muitas perdas de bola, “chutos” para a frente e passes sem nexo. Já o brasileiro animou o meio campo do Sp. Braga, teve o golo nos pés e tentou remar contra a maré.
Paulão – O central do Sp. Braga realizou uma grande exibição, com bastantes cortes importantes e um nível de concentração exemplar.
Domingos – O treinador dos minhotos abordou a partida como a crítica estava à espera, reforçando o meio campo defensivo com Custódio. O golo dos dragões alterou por completo a estratégia, no entanto, o jovem treinador não arriscou o que se pedia para os últimos 45 minutos, terminando mesmo a partida com os dois médios defensivos em campo.


