
A Anicolor / Tien 21 é uma espécie de nova W52? Dominou a prova como quis (3 ciclistas no Top 6), mas a verdade é que não houve grande surpresas. Nych era favorito e o seu principal opositor era Guerin, seu colega de equipa. Talvez se esperasse um pouco mais de Jesús David Peña (apenas 4.º), mas com a lacuna nos CR é complicado lutar pela amarela. Quem surpreendeu foi Byron Munton, que conseguiu um inesperado 3.º lugar. Grande prova também de Tivani, que venceu duas etapas e da Israel Premier Tech Academy, que arrebatou 4 (duas delas por Gilmore e outra por Pau Martí, que promete).
Artem Nych conquistou a Volta a Portugal pelo 2.º ano consecutivo. O ciclista russo, da Anicolor / Tien 21, assumiu a amarela na etapa 5 e acabou por dominar a prova com relativa facilidade. Alexis Guerin, também da Anicolor / Tien 21, fez 2.º, enquanto Byron Munton, da FEIRENSE – BEECELER, completou o pódio. Destaque ainda para Rafael Reis, que arrebatou o CR final, depois de já ter vencido o prólogo.


2 Comentários
JoaoGama
Lembro de ver todas as etapas da Volta nos anos 90 e 2000 mas, de há uns 15 anos para cá, não me desperta qualquer tipo de interesse. É urgente repensar a forma como as principais equipas nacionais apostam em ciclistas estrangeiros para serem os líderes, quando temos uma geração de excelentes ciclistas portugueses.
SportingFan1906
Acho que mais grave do que os líderes serem portugueses ou estrangeiros é o fraco nível do pelotão em geral (a equipa de formação de uma das piores equipas do World Tour veio cá ganhar 4 etapas e até podiam ter sido mais) e a corrida ser dominada por uma equipa cujo domínio dá ideias de haver doping ao barulho (o Artem Nych é demasiado pesado para o seu desempenho nas subidas da volta fazer sentido)