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O campeonato português está a perder competitividade? A visão de Amorim

Rúben Amorim foi questionado, depois da vitória com o Estoril, se a I Liga está a perder competitividade e destacou que a maior parte dos treinadores são vítimas do mau planeamento dos clubes, que acabam por contratar a maior parte dos reforços já com a época em andamento. O treinador do Sporting deu mesmo o exemplo do Santa Clara, que beneficia de ter a equipa da época passada.

40 Comentários

  • Aboubakar93
    Posted Setembro 29, 2024 at 5:32 am

    Este ano nota-se claramente um decréscimo da qualidade dos plantéis mais fracos em relação ao ano anterior. Boavista, Farense e Estrela à cabeça.

  • disturbed17
    Posted Setembro 28, 2024 at 8:43 pm

    O povo português vai sempre dizer que está pior.
    O Sporting ganha como ganha porque tem uma equipa/treinador muito superior a anos anteriores.
    A Premier League que é super-competitiva teve um Man. City campeão a 23 pontos do 4° classificado, e não faltaram vitórias por 4, 5 ou 6 golos.
    Esta é até a época em que Portugal tem mais representantes nas competições europeias.

  • jimmyvicente
    Posted Setembro 28, 2024 at 6:07 pm

    Pois eu acho que há dois grandes problemas para além dos que estão a ser aqui falados.
    O primeiro é claramente a concentração de adeptos em poucas equipas.
    O décimo oitavo clube com mais sócios em Portugal (seja ele qual for ) tem muito poucos sócios e adeptos no estádio, logo por aí não acho que seja sensato termos uma liga tão grande.
    Depois também há o problema de haver muitos históricos com muitos adeptos em divisões inferiores como Belenenses, Leiria, beira-mar, marítimo, Setúbal etc
    As equipas que levam mil adeptos a um jogo de primeira equipa em casa que me perdoem mas mais tarde ou mais cedo é inevitável que não tenham a sua sustentabilidade a longo prazo, porque os patrocínios e os investidores acabam, o que fica são os adeptos.
    Uma equipa como o Moreirense (apenas um exemplo ) ate pode ficar em quinto três anos seguidos que num longo prazo não vai ser uma equipa com nível de conference league porque não tem a base
    Já um vitória até pode descer que vai sempre parar lá acima mais tarde ou mais cedo
    O que nos precisamos para evoluir o futebol em Portugal é que os Boavistas os maritimos as académicas os leirias os setubais desta vida tenham gestões mais eficientes porque quando se alia uma gestão eficiente e de longo prazo a clubes com uma massa associativa média o nível vai aumentar.
    Mas estes teem tido péssimas gestões e os clubes de massa associativa pequena tomam o seu lugar com gestoes eficientes, mas acabam por ter um teto potencial mais curto e por isso nunca superam um determinado nível qualitativo

    • Fireball
      Posted Setembro 29, 2024 at 3:24 pm

      De destacar o trabalho da União de Leiria para criar uma ligação dos leirienses ao clube, mais clubes deviam seguir o exemplo.

  • Freud
    Posted Setembro 28, 2024 at 5:49 pm

    O Contexto que constantemente envolve o futebol tuga é que limita o mesmo.
    N falo de nenhum clube em concreto, mas do ruido em volta dos arbitros, as polemicas dos atletas com os arbitros, o ruido nos jornais e como constantemente um assunto “não assunto” vira polemica por ser escrutinado letra a letra… o investimento que é feito depois no futebol baixa e sobre tudo para os clubes abaixo do TOP 5 e obviamente ai perde qualidade. Vendemos muitos jogadores a peso de ouro, mas vendemos mal o produto futebol e os nossos campeonatos. Exportamos atletas de formação, treinadores de renome mas a imagem do nosso campeonato… Em fim… Acho que o problema é mesmo esse… Esse e não termos o poder financeiro das televisoes que resulta da falta de interesse do “mundo” no nosso campeonato.

  • dependente
    Posted Setembro 28, 2024 at 5:21 pm

    Estou a notar que muitos dos comentários misturam e até confundem duas coisas diferentes; Qualidade/competividade que não são a mesma coisa. A qualidade da nossa liga está em queda a todos os níveis e isso nota-se na queda no Ranking da UEFA, quando cada vez mais jogos nos fazem sono e quando as nossas melhores equipas perdem na Noruega ou se esganam para ganhar a sérvios ou israelitas. Por outro lado penso que a liga, continuando a ser muito assimétrica, está mais nivelada que há alguns anos e consequentemente mais competitiva e que isso ocorre, mais pela descida de qualidade dos grandes do que pela melhoria dos pequenos

    • SportingFan1906
      Posted Setembro 28, 2024 at 9:44 pm

      A queda no ranking da UEFA foi apenas de 6º para 7º e deveu-se à quantidade absurda de pontos que a Holanda fez na Conference League por ter lá alguns dos seus melhores clubes, não por terem mais qualidade do que os clubes portugueses

  • Gil-Galad
    Posted Setembro 28, 2024 at 3:52 pm

    Isso nota-se este ano de forma clara. Apesar do Sporting ter defrontado 6 adversários que estão na segunda metade da tabela, venceu com uma facilidade tremenda (não venceu o Porto facilmente mas foi facilmente superior). Mesmo o Porto com novo treinador, novos jogadores, mesmos jogadores de nível medíocre do passado recente venceu relativamente fácil os tais 6 adversários… O Benfica que está um caos venceu os últimos jogos de forma super tranquila… Tem sido doloroso ver a maior parte dos jogos se o objetivo é ver competição real entre duas equipas

  • Jasomp
    Posted Setembro 28, 2024 at 3:05 pm

    Óbvio que está.

    As equipas são cada vez mais fracas, a percentagem de jogadores estrangeiros é das mais altas do mundo, os jogadores parecem todos iguais, não há identidade nenhuma, os horários são vergonhosos, os estádio estão cada vez mais vazios…

    É este o produto que a Liga tem para apresentar?

  • henry14
    Posted Setembro 28, 2024 at 3:00 pm

    Todos os anos vem esta ladainha que o campeonato português está a perder qualidade…
    Para mim, o campeonato português, com exceção dos primeiros 4 (e às vezes os 5 quando o Guimarães não flopa) está sempre igual, o que muda é se é o Arouca, o Gil Vicente, o Moreirense ou o Santa Clara a fazer um “brilharete”.
    Não são os pequenos que estão mais fracos, neste caso é o Sporting que está extremamente forte. E isto não é querer pôr pressão ou expetativas altas, é dizer a realidade. Se consegue banalizar uma equipa como o Porto como conseguiu no jogo da liga, não haveria de banalizar o Estoril e os outros?
    O Benfica não perdeu em Famalicão? Não ia perdendo em Moreira de Cónegos? E é uma questão de tempo até o Porto também vacilar.
    Só para aí há uns 15 anos atrás é que curtia um pouco mais do Tugão porque as equipas do Marítimo e do Nacional eram candidatos à Europa e eram estádios difíceis. E o Belenenses também era fixe. Agora mais recentemente?? É sempre igual.

    • Fireball
      Posted Setembro 29, 2024 at 3:28 pm

      Concordo a 100%. Eu já nem os jogos do Benfica vejo porque já não há emoção nenhuma. Ou são jogos super tranquilos em que se marca um golo cedo e depois é velocidade de cruzeiro até ao fim com mais 2 ou 3 lá dentro quando o adversário se cansa. Ou então são jogos super aborrecidos em que uma equipa defende o 0-0 e a outra monta um cerco e bate numa parede e não se passa nada no jogo. Só há 5 equipas que tentam dar luta, esta semana tivemos dois treinadores a assumir diretamente ou a dizer nas entrelinhas que iam jogar para o empate e esperavam perder. Falta de ambição tremenda.

    • manel-ferreira
      Posted Setembro 28, 2024 at 4:25 pm

      O quê??? Um bicho raro que não acha que está tudo horrivel e que antes era tudo maravilhoso? Não façam movimentos bruscos, crianças, podem assustá-lo, limitem-se a observar!
      Depois andam com esta conversa do antes era tudo bom. Eu acompanho futebol desde os anos 90 e não me lembro de uma altura em que as pessoas não dissessem exatamente o mesmo que dizem hoje: é tudo uma porcaria, tudo abaixo de cão, os clubes não têm qualidade e são mal geridos e por aí fora.
      E ainda vêm com a conversa das vendas quando hoje os clubes vendem 5 vezes melhor (e para melhores destinos) do que há 15 anos, em que aí sim os craques iam todos para o Cluj e APOEL Nicósia por 200 mil euros. Ainda me lembro da armada portuguesa do Cluj em 2006 ou 07, hoje as armadas portuguesas estão no Wolves ou Olympiakos ou algo assim…

    • JJayy "Non Believer"
      Posted Setembro 28, 2024 at 4:14 pm

      Exato. Numa liga de 18 clubes tens 12 ou 13 que lutam pela manutenção. Isto é péssimo.

      • Jasomp
        Posted Setembro 28, 2024 at 10:10 pm

        Bem verdade. É o nivelamento por baixo. Mas paradoxalmente nunca se contratou tanto. Isso não demonstra que o que se contrata/ importa não acrescenta nada?

      • henry14
        Posted Setembro 28, 2024 at 4:46 pm

        Péssimo mesmo. Por isso é que se for preciso a pior equipa da liga francesa ganha fácil ao sexto classificado da liga tuga.

  • DNowitzki
    Posted Setembro 28, 2024 at 2:27 pm

    Obviamente, está. E joga-se um péssimo futebol, de forma geral.

  • Tiago Silva
    Posted Setembro 28, 2024 at 12:40 pm

    Muito isto! Os clubes da Primeira Liga e não só não conseguem manter um plantel coeso e bem trabalhado porque a. Ada ano mudam a equipa toda. Saidas e entradas a toda a hora para beneficiar empresários, ou chegam jogadores que vêem apenas os clubes como uma rampa de lançamento e saem logo à primeira oportunidade. Nenhuma equipa consegue ser forte coletivamente sem estabilidade, sem trabalho nos treinos e as equipas ficam mais fortes se tiverem jogadores que estejam adaptados às ideias dos seus treinadores e ao clube, mesmo que tenham menos qualidade. E o Santa Clara é um bom exemplo esta época sem dúvida porque mantiveram uma equipa vencedora e bem trabalhada junta. Isto só irá mudar com melhores dirigentes sem dúvida.

    • manel-ferreira
      Posted Setembro 28, 2024 at 3:49 pm

      E no entanto, ainda há um ano quando desceram, o Santa Clara era o clube horrivel dos entrepostos brasileiros, que daqui a três anos estão nos Distritais. Hoje voltaram à Liga e são o exemplo da boa gestão, mantendo exatamente o mesmo modus operandi. Não têm formação nenhuma e têm até uma maioria de jogadores brasileiros no plantel (já começaram jogos com 9).
      Se calhar, ser simplesmente bem gerido é melhor do que formação apenas porque sim, senão faço birra.. O Arouca é outro caso disso.
      Não tem tudo que passar pela formação, há várias formas de fazer crescer um clube.

      • Antonio Clismo
        Posted Setembro 28, 2024 at 10:15 pm

        Errado. Existem sim várias formas de enriquecer os impostores que se apoderam dos clubes com esse modelo de entreposto, já os clubes, NUNCA crescem, só definham.

  • Bruno Cunha
    Posted Setembro 28, 2024 at 9:31 am

    Não só com a época em andamento, mas muita contratação sem pensar se os jogadores encaixam ou se tem qualidade sequer.

    Olhemos para o Estrela que contrata para a frente Nani, Rodrigo Pinho,Alan Ruiz e Jovane – como é que um treinador encaixa estes 4 jogadores de peso, quase todos com as mesmas caraterísticas, num onze inicial?
    .
    Depois o Farense que tem numa linha defensiva, setor mais importante, jogadores que não tem o mínimo qualidade para jogar sequer na primeira divisão (o que leva um clube a contratar Lucas Áfrico?)

    Em geral a qualidade da parte baixa da liga caiu muito de qualidade este ano (ao ponto de ser o possível que um Boavista neste estado se consiga manter na liga por exemplo), e a solução das direções é despedir os treinadores a quem estão muitas vezes a pedir milagres.

    • Fireball
      Posted Setembro 29, 2024 at 3:32 pm

      Não importa se encaixam, estes clubes são como um caminhante perdido no deserto que vê água. Não importa se a água tem sal, se é fresca, se está suja, é água. E estes clubes estão sempre a viver à custa de negócios de oportunidade que dêem dinheiro a alguem, não interessa se o jogador encaixa ou não, o objetivo é só servir de entreposto para ver se entra algum carcanhol nos bolsos dos empresários e dirigentes.

  • Pedro Neto
    Posted Setembro 28, 2024 at 8:18 am

    Está. Não apenas agora, mas de há uns anos para cá.
    Nem vou falar nos casos de má gestão (que em muitos clubes parece roçar o amador). Quando clubes que lutam pela manutenção decidem vender a meio da época o seu melhor jogador por valores como duzentos mil euros, a fim de pagar salários (e não é raro isto acontecer)… penso ficar tudo dito.
    Todavia, para lá disso, creio que esta quebra de qualidade e de competitividade tem a ver com o surgimento da Lei Bosman e com a abertura de (muitos) outros mercados futebolísticos que tornaram o campeonato português menos atractivo para o futebolista de nível médio, médio-alto. Uma equipa que faça uma temporada interessante – e vou, para o caso, pegar, por exemplo, no Farense – é esfrangalhada imediatamente: Belloumi, Bruno Duarte, Matheus Oliveira, Rui Costa, Fabrício Isidoro, qualquer um que desse dois pontapés seguidos numa bola, deixaram o clube e seguiram carreira pelo mundo fora, em campeonatos ultraperiféricos. Foram substituídos – creio que sem excepção – por jogadores excedentários de clubes de ligas secundárias.
    Há uns anos clubes como o Farense, o Gil ou o Chaves conseguiam recrutar E MANTER durante várias épocas jogadores de bom nível como Hassan Nader, Drulovic, Zahovic, Zyad, Karoglan, Nikolic, Marlon Brandão, Yekini… (sim, sou velhote :) ) . Hoje em dia, se uma pérola como Nikolic aparecesse num clube da nossa liga, não passaria de Janeiro. Chegado o mercado de Inverno, quaisquer trezentos mil euros o levariam para a Polónia, a Bélgica ou o Qatar. Veja-se o caso, por exemplo, de Ricardo Mangas, um jogador interessante e titular indiscutível de um supostamente ambicioso Vitória de Guimarães. 250 mil euros bastaram.
    Para acabar com o resto temos agora casos como o do Feirense, Vizela ou Portimonense, que acabam a tornar-se apenas placas giratórias/montras para apresentar futeboleiros ao resto do mundo com o objectivo de fazer vendas, sem que haja propriamente um projecto desportivo.
    Assim é difícil.

    • JJayy "Non Believer"
      Posted Setembro 28, 2024 at 4:13 pm

      O caso mais flagrante para mim é o do Santa Clara, que a meio de uma eliminatória nas competições europeias, vendeu o Carlos Júnior que era o melhor jogador da equipa por tostões. Com esse tipo de gestão, será sempre uma liga medíocre

      • manel-ferreira
        Posted Setembro 28, 2024 at 4:28 pm

        Por tostões? Venderam-no por 2,5M. Se calhar para um clube como o Santa Clara 2,5M não são tostões.
        Mas pronto, o pessoal até acha que 16 milhões são tostões…

        • JJayy "Non Believer"
          Posted Setembro 28, 2024 at 4:53 pm

          2,5 milhões no mercado de hoje é o quê? Só mostra que esses clubes ainda estão num nível baixo, fraco. Qualquer proposta de 2
          Milhões é despachar. E a meio de uma eliminatória europeia? Para além de fracos são pobres. É isso torna a liga pobre

          • manel-ferreira
            Posted Setembro 28, 2024 at 9:50 pm

            Portanto, os clubes deviam vender melhor… Porque sim.
            Para ti, não há leis de mercado nenhumas e clubes com pouca dimensão internacional (e até nacional) deviam vender por muito mais, só que não vendem porque são pobres e fracos.
            Para um clube pequeno/médio tuga, 2,5M ainda é uma boa venda. Isto não é como nós queremos que seja. Os clubes têm de crescer por algum lado. Para o Arouca, 2,5M já foi uma boa venda, agora até por 10M conseguem vender..

            • JJayy "Non Believer"
              Posted Setembro 29, 2024 at 11:52 am

              Homem, nos dias de hoje até um júnior vale 2,5 milhões. Se o Santa Clara sentiu tanta necessidade em vendê-lo em vez de disputar uma eliminatória europeia, diz da mediocridade da liga. Já não para não falar da falta de apoios a muitos desses clubes.

    • Neville Longbottom
      Posted Setembro 28, 2024 at 1:01 pm

      Eu diria que vender o melhor jogador para pagar salários é uma decisão responsável se a alternativa for não pagar salários.
      .
      Estás absolutamente correto. A Lei Bosman marcou precisamente o fim da Liga Portuguesa como sendo atrativa para além de rampa de lançamento.

      • Pedro Neto
        Posted Setembro 28, 2024 at 2:33 pm

        Certamente que pagar os salários deverá ser sempre prioritário. O que quis dizer no meu comentário foi que um qualquer clube que se veja na obrigação de vender o seu melhor activo, a meio da temporada, por tuta-e-meia para efeitos de pagamento de salários não está a ser bem gerido.

    • Lúcifer Morningstar
      Posted Setembro 28, 2024 at 9:01 am

      Bom comentário, Pedro Neto. Mas permite-me acrescentar dois nomes que ilustram bem a necessidade de vender dos ditos clubes pequenos: Cristo González e Rafa Mujica. Bastaram fazer uma ou duas épocas de bom nível em Arouca para irem logo para o Qatar. Ora, assim, é complicado uma equipa dar continuidade ao bom trabalhar desenvolvido (e cheira-me que o Jason Remseiro, ou lá como se escreve o nome do rapaz, é o próximo a sair do nosso campeonato, dada a sua qualidade individual).

      • manel-ferreira
        Posted Setembro 28, 2024 at 3:42 pm

        Mas como é que um clube como o Arouca pode rejeitar um total de 16 M por dois jogadores? Vocês não estão a ver o que são 16M para um Arouca! Isto é como pedir a um grande para rejeitar 70 ou 80 milhões.
        Vocês também querem tudo ao mesmo tempo. Querem que os clubes tenham capacidade financeira suficiente para manter jogadores, sem conseguirem as receitas que lhes permitam essa capacidade financeira. Deve ser por magia, não?
        Ao contrário do que se disse atrás, até acho que os clubes têm conseguido manter os craques por mais tempo que era comum. E ao contrário do que o Pedro Neto disse (típico comentário do “está tudo mal e antes era tudo maravilhoso”, sem sequer um bocadinho sem contexto), os clubes vendem MUITISSIMO melhor do que hoje do que há 10-15-20 anos.
        Há 10-15 anos é que era muito comum os clubes venderem os melhores jogadores por 300 mil euros. Hoje, muitos já saem por 4-5 milhões (os do Arouca por bem mais do que isso, como disse antes). É comparar a venda do Mújica com a do Nené, em 2009, melhor marcador do campeonato, que nem ao um milhão chegou! Hoje saia por 6-7 milhões.
        E o Mangas não saiu por 250 mil euros, mas sim por 2,5M (faltou aí um zero). E saiu precisamente porque o VSC ainda está a pagar a fatura de direções anteriores, não foi porque lhes apeteceu.
        Querem tudo ao mesmo, grandes salários e grandes orçamentos… sem fazer vendas. Deve ser fácil, deve

        • Pedro Neto
          Posted Setembro 28, 2024 at 7:17 pm

          eish!! respira, homem!!
          Respira, relê o comentário outra vez e vê se há alguma mentira no que eu disse (salvo a inexactidão na transferência do Mangas; pelos vistos o valor que eu retive na memória e que referi no comentário é o montante que cabe ao Boavista pelos 20% da mais valia que detinha. Ainda assim, o Vitória vendeu por 2 milhões (2 e meio com bónus) um jogador que adquirira por 1M. Lucrou 750 mil com o negócio, o que, dado o peso do jogador na equipa, me parece manifestamente pouco.)
          E, por falar em Boavista, Chidozie, por exemplo, saiu por menos de meio milhão, Bruno Lourenço a custo zero, tal como Martim Tavares e outros. Bons negócios? Não me parece, mas… são opiniões.
          Por outro lado, nunca referi que “antigamente era tudo maravilhoso”.
          Disse, isso sim, que as equipas da liga portuguesa eram mais competitivas. Ir ao Bessa, ao Funchal ou ao São Luís, por exemplo, era complicadíssimo para os três grandes. Ir a Chaves ou a Setúbal era muito complicado, tal como ir ao Restelo, a Guimarães ou ao Vidal Pinheiro.
          Talvez não sejas desse tempo (sou cinquentão), mas cresci a ver as grandes equipas europeias a passar mal e a ter que sofrer muito quando vinham a Portugal. Vi o Bayern a ganhar com muito sofrimento por 1-0 ao Belenenses, vi a Juventus a bater o Marítimo, em Turim, por apenas 2-1, vi o Boavista a eliminar o Inter; lembro-me do Vitória de Setúbal bater a Roma em casa (embora depois tenha sido goleado fora) e de ter tido uma eliminatória muito equilibrada com a então poderosa Sampdoria (se bem me lembro, foi eliminado pelos golos fora). Na altura, as competições europeias para as equipas portuguesas (refiro-me a qualquer delas) começavam “a sério” a partir da 3ª eliminatória. Hoje… é o que é. Esperemos que o Guimarães finalmente nos honre na Conference, porque o desempenho dos seus antecessores tem sido para lá de deprimente.
          Portanto, sim, as equipas portuguesas de segunda e terceira linha eram, antigamente, mais competitivas e tinham mais capacidade de reter talento. (Claro que o facto de haver limite de estrangeiros em todos os campeonatos europeus pesava muito nisso. Quando esse limite caiu… deu-se o inevitável.)
          Dito isto, os clubes portugueses podem viver sem vender? Não. Pode um clube como o Arouca recusar valores como os que recebeu por Cristo e Mujica? Claro que não.
          Poderiam ser melhor geridos, apesar das dificuldades? Acho que sim, claro, e também há bons exemplos disso. O Braga e o Famalicão, por exemplo, submetidos às mesmas circunstâncias dos restantes, cresceram bastante.

          • manel-ferreira
            Posted Setembro 28, 2024 at 9:45 pm

            Ok, se vais pegar numa era pré-Bosman, sim, os clubes conseguiam manter os melhores jogadores. Mas isso não era só em Portugal, era em todo o lado. E acontecia porque, além de não haver mercado internacional que se visse, os clubes tigasnão tinham dimensão internacional nenhuma, portanto nem sequer ninguém queria vir cá buscar jogadores.
            O Boavista não é exemplo de nada. Naturalmente que um clube na situação em que estamos vai perder os jogadores por muito menor valor do que deviam. O Chidozie saiu por esse valor devido ao que se poupa nos salários. O Martim Tavares foi a custo zero porque não quis renovar. O Boavista não é nem por sombras, um típico clube da primeira liga neste momento.
            De qualquer forma, o meu ponto era muito simples: nunca os clubes pequenos/médios tugas venderam tão bem como vendem hoje. Isto é inegável e não há saudosismo nenhum que o conteste.
            Também é preciso dizer que nessa altura em que dizes que era mais difícil ir ao estádios pequenos, os grandes também eram bem mais fracos que hoje. Então o Benfica nem se fala.
            Eu sou boavisteiro e não nego que, em 2024, nunca poderíamos ser campeões com a equipa que tínhamos em 2001. Aproveitamos um momento em que os grandes estavam.todos em mau momento.

  • Lúcifer Morningstar
    Posted Setembro 28, 2024 at 7:54 am

    Falou e falou bem.
    *
    Eu não gosto de teorias da conspiração, mas tenho que dar a mão à palmatória com o Clismo: há muitos dirigentes, que consciente ou inconscientemente, usam os clubes como entrepostos de jogadores. Se não tens dinheiro para contratar jogadores, acho que faria mais sentido apostar na formação – desde que seja uma aposta regrada e não uma aposta feito às três pancadas nos miúdos da formação e a contratar jogadores só mesmo contratações cirúrgicas e explorando mercados onde possam encontrar jogadores interessantes que acrescentem qualidade.
    *
    Por exemplo, gostava que os clubes portugueses explorassem um pouco mais aquela zona do globo onde há países que participam na Gold Cup.

    • manel-ferreira
      Posted Setembro 28, 2024 at 3:44 pm

      Sim, sim, o Clismo deve adorar essa tua sugestão da Gold Cup. Só se isso for uma taça jogada entre Santarém e Abrantes…

      • DNowitzki
        Posted Setembro 29, 2024 at 1:05 am

        ;)

      • Lúcifer Morningstar
        Posted Setembro 28, 2024 at 5:16 pm

        Manel, eu falei na Gold Cup porque é uma competição que adoro ver quando dá na Sport TV (pelo menos na ultima vez que vi dava, salvo erro, na Sport TV).
        *
        E, sim, eu sei que o Clismo não ia adorar a ideia. Mas eu também defendo uma aposta na formação, mas tem de ser uma aposta regrada e numa mescla de contratações cirúrgicas com qualidade.

        • Antonio Clismo
          Posted Setembro 28, 2024 at 10:22 pm

          Já o disse várias vezes, mas não me importo de repetir.
          Se trouxerem qualidade, não me importo que venham do estrangeiro. O problema é que a maior parte vem para cá tapar os lugares todos nos plantéis e muitos nem 1 minuto fazem numa época. O rácio rendimento/investimento é baixíssimo e isso é inadmissível numa gestão responsável.
          .
          Por falar em Gold Cup, lembro-me do grande Latapy que jogou na Briosa no início dos anos 90, jogador de Trinidad e Tobago.

    • Jasomp
      Posted Setembro 28, 2024 at 8:14 am

      Isto. É muito isso que eu defendo.

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