Convém ter em linha de conta que até à chegada de Mozer a Naval contava com 11 derrotas em 15 jogos oficiais e a despromoção era dada já como um facto consumado. Hoje está apenas a 4 pontos do antepenúltimo classificado e a manutenção deixou de ser uma miragem.
Depois de passagens por Angola e Marrocos, o antigo central do Benfica está a ter uma estreia auspiciosa como treinador principal na primeira liga nacional.
Mal entrou na Naval 1º de Maio e sabendo da situação tremendamente complicada em que se estava a colocar, o técnico brasileiro procurou explorar o “efeito chicotada psicológica” e impor regras imediatas como treinos fechados a adeptos, sócios e comunicação social levando a crer que tais atitudes resultariam numa maior concentração competitiva do plantel.
A nível táctico saltou imediatamente à vista as mudanças no sistema defensivo com uma defesa em linha e bastante subida, mas que tem dado excelentes resultados como comprovam os (apenas) 2 golos sofridos nos últimos 4 jogos.
Irá Carlos Mozer conseguir perpetuar os bons resultados e garantir a manutenção da Naval? Ou será apenas um efeito prolongado da chicotada psicológica? Estaremos perante mais um ex-adjunto de Mourinho com síndrome de sucesso ou nem tudo em o special one toca se transforma em ouro?
M. Costa


