Escrevia assim Almada Negreiros no início do século passado: “nós não somos do século de inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século de inventar outra vez as palavras que já foram inventadas”. Noutro quadrante, os ideólogos do futebol encontravam-se com um problema semelhante nos primórdios do século XXI, concluindo-se que seria impossível, ou pelo menos pouco verosímil, criar-se, pela raiz, uma nova ideia de jogo que, além de fazer sentido, resultasse. Pep Guardiola (re)descobriu a fórmula.
Nenhum treinador revolucionou tanto o futebol neste milénio como Guardiola. O modo como o seu “tiki-taka”(recuperando, com elementos pessoais, o “futebol total” da escola holandesa) se impôs no Barcelona e influenciou decididamente outros conjuntos (sendo a mais célebre a situação da seleção espanhola) é prova factual da força dos princípios de Josep. Como nunca antes, uma equipa revelou ser capaz de segurar a bola, principal elemento do jogo, durante a quase totalidade da partida, alimentando uma sede constante por vitórias. Após o Barça ter terminado a 18 pontos do Real Madrid na temporada transata (e com apenas mais 3 que o 5º classificado), em 2008/09 Guardiola “arrumou a casa” com uma astúcia assinalável. Libertou o clube de antigos craques que já não acresentavam como previsto (Zambrotta, Deco, Ronaldinho…) e promoveu a estreia de jovens que, numa questão de meses, se tornariam peças basilares no novo sistema. Busquets (transformou-se rapidamente num “6” de eleição), Piqué (esquecido no Manchester United evoluiu para um nível estratosférico na cidade condal) e Pedro (a partir da segunda temporada “agarrou” a titularidade, apontando vários golos) são alguns dos exemplos de sucesso mais óbvios. Adicionando a estes fatores o crescimento exponencial de atletas na linha de Victor Valdés, Iniesta, Xavi e Messi (o argentino logo no primeiro ano de Pep dobrou o registo de golos), os “culé” transformaram-se numa força da Natureza que poucos conseguiram contrariar. Num espaço de quatro anos, venceram 14 títulos, incluindo 3 campeonatos e 2 Champions League, levantando-se a questão acerca do quão justo seria o epíteto de “melhor equipa da história”
Então, o antigo centrocampista decidiu tirar um ano sabático, antes de regressar ao ativo, no comando do poderoso Bayern de Munique onde, contudo, não foi capaz de replicar a aura “culé”. O percurso na Alemanha foi positivo (mais 7 títulos, não tendo “escorregado” na Bundesliga, confirmando uma superioridade absoluta face à concorrência) mas faltou o domínio na Europa (sempre eliminado nas “meias” da Champions) para convencer os adeptos.
Desde julho no Manchester City, Pep enfrenta o maior desafio da carreira. As dificuldades que superou no Barcelona, aquando da sua chegada, eram consideráveis (teve que construir uma equipa à sua maneira, que, como previamente referido terminara a quase 20 pontos da liderança na época anterior, construindo um grupo unido) mas este City é outra questão. Além do campeonato inglês ser de índole difícil e instável (o Leicester é prova viva de tal caraterística), os “citizens”, embora contem nas suas fileiras com excelentes jogadores, não têm maturidade competitiva suficiente para gerir toda uma época tão desgastante e longa do melhor modo (a juventude da maioria do elenco é um sério senão). Além do mais, como se constata nesta fase, a Premier League não é um “passeio”, ao invés do que Guardiola experienciou na Alemanha em em determinado momento em Espanha, e “crises” esporádicas como esta (são já 5 jogos sem vencer, em todas as provas) são mais comuns que em qualquer outro lugar e quem mais as conseguir evitar sairá como vencedor.
Analisando todo o percurso de Josep, o projeto “City” é o mais arriscado para a credibilidade do espanhol. Enquanto no Barça não tinha nada a perder (proveniente da “B” e em início de carreira) e no Bayern tal verbo não existia, nos “citizens” há toda uma legitimidade no limbo. É que, na Alemanha, os resultados insuficientes na Europa enfraqueceram a sua posição e, agora, um eventual fracasso colocá-lo-ia sob “fogo cruzado” – principalmente por parte dos seus detratores. Por outro lado, Pep continua a ser o melhor treinador do mundo, apresentando um currículo avassalador (21 títulos no geral e 6 campeonatos ganhos em 7 possíveis) e, como provou em diversas partidas já este ano, é capaz de moldar o Manchester City ao seu estilo de jogo.
Será Pep bem sucedido nas ilhas britânicas? Só o tempo o dirá, mas há condições para Guardiola carimbar, com esta passagem por Inglaterra (ter campeonatos conquistados em 3 países do top 5 é obra – só Mourinho, nos últimos tempos, pode reclamar tal feito), de vez (se é que ainda o não fez…), de vez (se é que ainda não o fez…) o seu nome na restrita lista dos melhores de sempre. Será preciso (re)inventar novas estratégias e ideias, mas não há melhor que Pep para o fazer.
António Hess


31 Comentários
Prosporix
Só queria deixar a minha opinião em relação ao porque de achar que o Guardiola “falhou” em Munique.
Sim eu sei, “falhou” é exagerado e provavelmente incorrecto. Admito, o saldo é positivo. Se formos ver que ganhou não sei qts titulos, foi sempre campeão… etc
No entanto (e pode parecer pouco) mas tem supertaças e taças perdidas de maneira infantil… a supertaça por exempplo é jogada em duas maos, e isso beneficia sempre o mais forte, e eles eram os mais fortes. (Nem vou falar na Champions)
No entanto aquilo que mais aponto ao Pep em Munique é o facto de ele qd chegou ter falado em construir um projecto de futuro grandioso , reformular algumas coisas na formação e de alguma forma tornar o Munique num Barcelona (que mm sem ele continua a ganhar em parte devido ao trabalho que ele deixou) o que para mim tal não se veio a confirmar. Se ele teve lá apenas 2/3 anos tb é dificil fazer algo desse genero, mas é mm por isso que para mim ele não esteve à altura do que prometeu qd chegou.
O munique já dominava antes, e continuará a dominar mas não pelo que o guardiola deixa.
cards
Tomara todos os treinadores do mundo falharem como falhou Guardiola em Munique.
Francisco Magalhães
O problema de Guardia é que tanto no Bayern como no City não tem Xavi, Pique, Busquets e especialmente Iniesta e ainda mais especialmente Lio Messi.
Para mim o espanhol é o melhor treinador que já vi (para mim só comparável com Mourinho), mas a diferença de qualidade individual do Barça para as outras equipas que treinou é como da noite para o dia, mesmo o todo-poderoso Bayern.
Ninguém vai ganhar sempre, é impossível e nem tem ‘piada’, mas o que Guardiola faz na champions (sempre meias finais no mínimo) e campeonatos (6 em 7 com GRANDE probabilidade de ser 7 em 8) é de genio! Porém contudo, há um gênio maior e esse nunca saiu da Catalunha. Ele é acompanhado pela sua equipa, mas o seu talento e influência já lhe reservaram lugar no Olimpo, onde moram, entre outros (!!), MJ, Kobe, Senna, Schumi, Phelps, Bolt, Maradona, Fedex…
Daqui a uns 60 anos vou dizer aos meus netos que vi treinar Guardiola, mas as lágrimas cair-me-ão quando os sentar no meu colo e lhes contar quem foi Leo Messi… #priceless
cards
Falta na lista Pelé de resto concordo com tudo.
Francisco Magalhães
Disse que faltam alguns. Apesar de nunca ter visto Pelé, acredito. Por tudo o que ele significa
Mas faltam outros tantos. Mas isto é a elite, o Olimpo do desporto
cards
Repito será campeão com mais de 10 pontos de avanço
António Hess
Tarefa difícil a de Guardiola em Inglaterra… O City tem bom plantel mas inferior ao do United, por exemplo, e a concorrência é feita por muitos clubes. Gosto de Guardiola mas era tão bom que este fosse o ano do Liverpool…
Luís Martins
Respeitando a tua opinião, considero que o plantel do United não é, de forma alguma, superior ao do City. É bastante inferior até.
Pode-se avaliar as ‘obrigações’ de um clube num campeonato por 3 prismas: pelo treinador, pelo plantel e pelo investimento.
Tanto o City como o United têm treinadores conceituados e, como tal, neste ponto acabam por ter o mesmo “nível de obrigação” de vencer a Premier League.
Mas nos restantes dois parâmetros, o City está bem à frente.
Quanto ao investimento, basta ver o que o João Lains escreveu a baixo para se perceber quem gastou mais.
Quanto à valia do plantel, apesar de ser mais subjetiva, não consigo ver como se considera o plantel do United superior. De Gea é melhor que Bravo, Pogba tinha lugar no meio-campo do City, Mkhytaryan, em condições normais, também conseguiria ter espaço nos Citizens, mas de resto…
Aguero, Silva, de Bruyne, Sterling, Gundogan, Fernandinho, Otamendi, Kompany, Sagna, Kolarov, Stones… O plantel do United é bom. O do City é muito bom.
Daredevil
O plantel do United é como o do Sporting: muito fogo de vista.
João Lains
Mas alguma vez o plantel do City é inferior ao do United? Guardiola herdou o melhor plantel de Inglaterra e ainda foi o treinador que mais dinheiro gastou neste mercado de verão. Se a tarefa dele é difícil, a de todos os seus adversários directos é hercúlea. São mais de 400 milhões de euros em apenas um ano. 212 com Pellegrini e agora 213 com Guardiola (425, no total). No mesmo período, o United gastou “apenas” 331, o Chelsea 227, o Liverpool 205, o Tottenham 154 e o Arsenal 142. Até o Watford gastou mais dinheiro que os Gunners, que lideram juntamente com o City e o Liverpool a Premier League.
António Hess
Lains, não é por se gastar mais dinheiro que se fica automaticamente com um plantel superior… Se assim fosse Martial rendia tanto como De Bruyne e Bailly era central de topo. Ah, e o Watford tem mais obrigação de estar na Champions que o Arsenal…
O United contratou o jogador a “custo zero” mais dispendioso da história e pagou um valor ridículo por Pogba. Depois, foi buscar Mkhitaryan, que todos consideraram uma contratação “bomba”; tem um guarda-redes top 3 mundial, um ponta de lança que segundo o próprio é o 3º melhor do mundo, extremos para todos os gostos e médios com caraterísticas também distintas. Juntando a isso o facto de os “red devils” não estarem muito preocupados com as competições europeias, parece-me justo serem considerados favoritos.
Quanto à tarefa dele ser difícil, é-o como para qualquer outro treinador. Um técnico para ser campeão tem que ter qualidade e mérito, mesmo que no Olympiakos. Em Inglaterra ainda mais, daí que o triunfo de Mourinho no Chelsea há dois anos tenha sido fantástico tal como qualquer um que vença este ano.
Já agora, Stones/Sané ou Pogba/Mkhitaryan, qual destes prometia oferecer mais a curto prazo?
João Lains
Só De Gea, Pogba e Mkhitaryan teriam lugar no onze do City.
Kafka
O Kop e o Mundo Inteiro anseiam desesperadamente por um titulo do Liverpool :) …em termos diferentes seria como o Leicester o Ano passado, que conseguiu que o Mundo Inteiro a dada altura torcesse por eles
Pedro Miguel Garcia
Gosto muito do Mourinho, e simpatizo com o United mas que este ano seja do Klopp. Ele e sobretudo o Liverpool merecem!
Kafka
Aqui estamos no mesmo barco :), também gostava de ver o Liverpool campeão, algo que nunca vi com olhos de ver, era demasiado novo na última vez, nem me lembro sequer
Pedro Miguel Garcia
António achas mesmo que o plantel do City é inferior ao do United? DIscordo por completo. Só em centrais Stones e Kompany acho que ganham. Têm também mais desequilibradores, e mesmo para o meio campo têm mais e melhores ofertas.
Por exemplo acho que Fellaini, Blind que são titulares não têm qualidade para um clube como o United. Não concordas?
António Hess
Pedro Miguel Garcia,
Na minha opinião, no conjunto, o Manchester United tem melhor plantel que o do City – neste momento. Os “citizens” têm jogadores com imenso potencial (fizeram aposta a médio-prazo, também) mas falta essa maturidade competitiva que referi e que pode sair caro. Já os “Red Devils” reforçaram-se com elementos que, em condições normais, seriam adições extraordinárias – aludo a Pogba, Ibra e Mkhitaryan, principalmente. Agora, Fellaini e Blind não podem ser titulares numa equipa candidata a vencer o que quer que seja e, se jogam, não é por falta de alternativas.
Não se deveria fazer isto, mas fica aqui uma comparação entre os XI habituais e o plantel total.
Bravo vs. De Gea (penso que De Gea é superior)
Valencia vs. Sagna/Sané (difícil comparar pois são tácticas diferentes e até têm sido os cruzamentos do Valencia a ajudar muito o United; mas vence o City)
Bailly/Smalling vs. Kompany/Stones (a defensiva do United tem estado desastrosa e, embora a dupla dos “citizens” ainda não me convença completamente, leva a melhor)
Shaw/Blind vs. Kolarov (o sérvio tem alinhado a central mas, sendo lateral de origem, faz duelo com Shaw/Blind; sendo inadmissível que o holandês continue a jogar, Shaw deveria ser mais vezes chamado mas também tem estado mal. Melhor Kolarov mas os “Red Devils” tinham obrigação de se superiorizar nesta posição)
Herrera/Pogba/Fellaini vs. Fernandinho/Gundogan/Silva (difícil escolher um lado mas o United, no meio campo, tem mais e melhores jogadores que o City – Schneiderlin ou Carrick tem que substituir prementemente o belga ou então colocar Mkhitaryan; algo como Herrera/Pogba/Mkhitaryan é superior ao trio do City)
Mata/Lingard/Rashford/Depay/Rooney/Martial/Ibra vs. De Bruyne/Sané/Delph/Sterling/Nolito/Agüero/Iheanacho (Mais e melhores opções por parte do United, novamente; a diferença não é muita, mas nenhum elemento de segunda linha do City teria lugar na equipa de Mourinho… estranha-me não haver esforço em recuperar Depay, ele que tanto prometeu).
Em suma, o City tem melhor defesa em geral (se bem que estas novas ideias de Guardiola podem sair pela “culatra”) mas se Mourinho deixasse de apostar em Blind e começasse a colocar Darmian (sempre dá mais segurança que Valencia) só teria a ganhar. Do meio para a frente, o conjunto do português tem muitas opções e credíveis, tem é que rentabilizá-los.
Veestia
E o schweinsteiger? Será que juntando Pogba com este mais o Herrera não seria um meio campo fortissimo?
Kafka
Subscrevo a 100% Hess
Kafka
Exclente texto Hess e destaco o exclente resumo feito ao Barça pré-Guardiola e pós-Guardiola, pois ainda hoje há muita gente que acha que o Barça sempre foi o actual mar de rosas que se conhece, o que não é verdade
Quanto ao resto concordo, e acredito que Guardiola vai triunfar em Inglaterra
PS: Uma nota final e por mera curiosidade, o Ancelotti esta época também vai conseguir ser campeão em 3 Ligas Top Mundial (Alemanha, Itália e Inglaterra), no entanto o Ancelotti não é propriamente um exemplo para nada ao nivel de provas de regularidade como todos sabemos, pois tem um ratio bastante baixo de campeonatos ganhos, para o número de épocas e grandes clubes que treinou…mas foi só mesmo por curiosidade da nota
Pedro Miguel Garcia
O Ancelotti é o melhor do mundo no que à gestão de egos diz respeito. A juntar a isso sabe motivar os seus jogadores, e isso é importante na Liga dos Campeões. Ao dia de hoje acho que quem o vai buscar sabe que é para vencer a Champions League, onde a motivação é importante.
Não me admirava que ainda fosse a Paris depois de Munique…
Kafka
Sem duvida, o balneário do Real gostava todo dele por exemplo, o que não é facil de acontecer….o Zidane até pelo poder/imponência do nome que tem parece poder ter tudo para se tornar também um excelente gestor de egos…veremos como vai evoluir a carreira dele
Pedro Miguel Garcia
O Zidane tem um problema. Já está num dos 3 melhores do mundo, daqui só se descer de patamar ou for para Munique, porque BCN está fechado para ele…
Marcos
Tanto Mourinho como Guardiola já são treinadores do passado. Uma equipa que queira ser vencedora hoje tem de escolher outros nomes. Não quero dizer que os dois não voltem a ganhar, vão ganhar mas muito mais raramente do que quando estiveram no auge, como tem acontecido a Mourinho desde que foi para o Real Madrid.
A pressão sobre os treinadores é enorme e sobre aqueles que tiveram tanto sucesso ainda é maior, sendo que todos acabam por ceder.
Lopes da Silva
Ao ouvir dizer “não quero dizer que não voltem a ganhar” nem parece que o Guardiola não foi campeão nas últimas épocas (e o Mourinho há apenas duas).
miguel
Estou curioso pra saber esses nomes que uma equipa tem que pensar pra ser vencedora sem ser com o Guardiola. Venham daí eles, estou a espera.
Jose Nuno Alves
Klopp, Pochettino e Koeman tem feito excelentes trabalhos, por onde tem passado.
O Liverpool de hoje nao tem nada a ver com o de Rodgers e embora tenha menos opcoes que o City, acho que vai dar luta.
O Tottenham, tem crescido gradualmente desde que chegou o Pochettino que tb tinha feito 1 excelente trabalho nos Saints.
O Koeman deu continuidade ao bom trabalho do Pochettino nos Saints e pegou num Everton que tinha muito potencial e tinha sido mal aproveitado pelo Martinez e tem tido bons resultados até ver.
Puel está a fazer um bom trabalho, Hoewede tb e mesmo o Bilic sáo treinadores a considerar.
Claro está, todos estes nomes, nao ganharam praticamente nada (à excepcao de Klopp no Dortmund), mas tb nunca tiveram a materia prima que o Mourinho ou o Guardiola tem.
Acho que o Mourinho estagnou (sempre tentei ser 1 defensor dele) e o Guardiola considero bom, mas não ponho em nenhum pedestal.
Sempre o disse, que tem merito no super Barça, em que conseguiu separar o trigo do joio, mas quem tem Messi, Puyol, Busquets, Dani Alves, Messi, Xavi, Iniesta e companhia… tem a tarefa facilitada.
Vamos ver como vai ser no fim de este ano.
miguel
E desses qual daria mais garantias que o Guardiola? Nenhum.
Já sobre essa conversa do que ele vez no Barcelona está mais que gasta e tão batida. É ler o segundo paragrafo do post, está lá tudo descrito sobre o Super Barça criado pelo Guardiola.
Jose Nuno Alves
O Klopp foi mto falado para o City mas preferiu um projecto como o Liverpool. O Pochettino dificilmente sairia do Tottenham, mas acredito que por estarem mais adaptados davam mais garantias.
Se quiseres falar de treinadores sem experiencia de PL, Simeone por exemplo daria mais garantias.
Se o Guardiola é que tem o mérito todo do Super Barça, por que raio ele perde 3-0 e 4-0 conta o Barça? Se calhar o Luis Enrique é tão bom como ele, não? Ou se calhar qualquer treinador “a sério” com aqueles jogadores faria parecido com o que ele(s) fez (fizeram).
É que no artigo diz-se que o ele fez na Alemanha (sem verdadeira oposiçáo interna) foi positivo, mas toda a gente diz que o que Mourinho fez no Real Madrid (onde conseguiu ganhar 1 campeonato ao Super Barça), foi negativo. Acho que tanto um como o outro foram nesses periodos, razoaveis.
Repito, ele é bom treinador. Tem coisas que gosto mto, mas não é o Super Génio que querem fazer dele. Pode ter sucesso na PL, mas não é por ter ganho 6 jogos no inicio que ele é o maior, nem é por estar há 5 jogos sem ganhar que é 1 flop. É simplesmente mais 1 bom treinador na PL.
Ricardo Ricard
O Guardiola tem de mudar alguns aspectos do seu jogo porque nada é eterno, os jogadores não são todos iguais, o que resulta com uns pode não resultar com outros e os adversários evoluem. De maneira diferente pode acabar no mesmo em que o Mourinho se encontra neste momento mas acredito que não irá acontecer. Esta é sem dúvidas a prova de fogo do espanhol,desta vez ao contrário da Alemanha e da Espanha,não treina o tubarão absoluto!
José S.
É, já o tinha afirmado, nada é eterno.
Mais tarde ou mais cedo haveria alguém ou algo a contrariar…
Mas se alguém pode reinventar, esse alguém é Pep Guardiola.