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O jogador revelação de 2019/20 em Portugal

A época em Portugal ficou marcada pelo aparecimento de vários jogadores que se destacaram e que até aí eram meros desconhecidos do grande público, como Pote, Zaidu, Kraev, Tapsoba, Fábio Abreu ou Al Musrati. Mas, tendo por base o rendimento, a importância na respectiva equipa, o preço, os números e o potencial de crescimento, a principal revelação do futebol português, em 2019-20, foi Marcus Edwards, do Vitória SC.

O extremo inglês chegou a Guimarães no final de mercado de transferências, sendo apresentado a 2 de Setembro e, por isso, demorou algum tempo a entrar na equipa de Ivo Vieira. Foi uma oportunidade de negócio dos vitorianos, que adquiriram um jogador no Tottenham a custo zero (50% do passe) e que, pelo percurso nas camadas jovens, revelava um grande potencial. Ora, a partir do momento em que Edwards começou a ter minutos na equipa principal, rapidamente se percebeu que era um jogador diferenciado. Na retina ficaram, desde logo, as excelentes exibições na Liga Europa, perante Arsenal ou Eintracht Frankfurt. Esse rendimento rapidamente se estendeu para solo luso, tornando-se no principal extremo do plantel. No total, Edwards alinhou em 36 jogos, marcou 9 golos e efectuou 5 assistências. Aos 20 anos, é hoje um jogador mais maduro e consolidado do que era antes desta época, ainda que tenha várias arestas para limar se quiser chegar a um nível top.

Em termos individuais, quando se olha para Edwards é impossível ficar indiferente ao talento do seu pé esquerdo. Técnica sublime, muita qualidade na recepção de bola, no drible, no passe e no remate. É um agitador e um desequilibrador por natureza, tendo a vantagem de, não só ter facilidade em ocupar o seu espaço no corredor, mas também de conseguir explorar terrenos interiores e contribuir com um último passe venenoso, que deixa o avançado na cara do golo. Não é fácil tirar a bola a Edwards, muito menos anulá-lo, mas a sua subida de patamar competitivo depende de uma maior consistência ao longo dos 90 minutos. Na verdade, o britânico ainda “desaparece” a espaços, por vezes durante períodos longos, mesmo que, num lance de génio, possa criar uma oportunidade de golo que contrarie a tendência da sua exibição.

Para já, é certo que se trata de um dos principais talentos deste campeonato, possivelmente um dos maiores de sempre fora dos três grandes, e que o seu valor de mercado disparou exponencialmente, com o Vitória a ter aqui uma oportunidade de fazer um super negócio neste Verão.

Rodrigo Ferreira

12 Comentários

  • Antonio Clismo
    Posted Agosto 7, 2020 at 1:07 pm

    A prova de que os ingleses evoluíram anos-luz em termos de formação de jogadores na última década é que neste momento jogadores que nem sequer tinham espaço na Premier League são craques na Primeira Liga portuguesa com muita facilidade.

    E em termos técnicos é uma diferença brutal na forma com que são formados, a escola espanhola que sempre foi a melhor em termos técnicos foi completamente ultrapassada pela escola inglesa. A nova geração inglesa prepara-se para dominar o futebol nos próximos anos.

    A formação francesa também evoluiu imenso mas prima mais pelos aspectos físicos e a escola alemã nos aspectos tácticos e estratégicos são estas as 3 principais escolas de formação mundiais da actualidade.

    A formação portuguesa sempre foi uma mistura de todas (pela proximidade com o Brasil que mais nenhum país da europa e ainda proximidade com África sempre fez de Portugal um excelente hotspot para o desenvolvimento de talento) mas neste momento aparentemente não existe grande rumo por parte da FPF havendo apenas um ou outro clube que continuam a trabalhar bem na formação, tudo o resto está quase ao abandono.

  • MegaBadjeras
    Posted Agosto 7, 2020 at 1:58 pm

    Kraev, para mim! Gostava de o ver no Benfica

  • Kacal
    Posted Agosto 7, 2020 at 2:22 pm

    Acho que lhe falta melhorar na tomada de decisão como quase todos os jovens, é normal. E ainda desaparece um pouco dos jogos, tem que dizer mais presente e ser mais consistente. Mas limando essas arestas tem um potencial fantástico e poderá atingir um patamar muito alto. Vai depender da sua atitude e mentalidade assim como dos treinadores e contextos que apanhar na carreira. Deverá escolher bem o seu destino saindo do Vitória, mas foi uma agradável surpresa esta época.

  • Manchester Is Red
    Posted Agosto 7, 2020 at 3:18 pm

    Deve ser dos melhores investimentos a realizar, neste momento.

    Há imensos craques a sair de Inglaterra neste momento e cada vez mais novos. Até podem não cumprir todo o potencial, mas são jogadores com um valor de mercado bastante elevado em comparação com as restantes nacionalidades.

    Não me admirava nada que os clubes estrangeiros começassem a ir às camadas jovens inglesas, potenciar miúdos e vender de volta para Inglaterra por uma “pipa de massa”.

  • Pedro Almeida
    Posted Agosto 7, 2020 at 4:09 pm

    Para mim Pedro Gonçalves do Famalicão merecia estar pelo menos nos mencionados. Teve uma excelente época no clube, a primeira a nível sénior e mostrou qualidade para estar num grande.

  • Sergiomig
    Posted Agosto 7, 2020 at 4:27 pm

    Revelação foi o Tapsoba.
    Um jogador vindo do Guimarães B não sei qual o pedigree do jogador antes, a mostrar uma qualidade de jogo monstruosa.
    Edwards vinha do Totenham, Pote do Wolverhampton, já tinham sido identificados tendo potencial, as vezes precisas do contexto certo.
    Nota para Zaidu e Fábio Abreu por virem de escalões mais baixos e conseguirem se afirmar desta forma (Zaidu está em via de ser convocado para a selecção).
    Al Musrati sinceramente não vi nada de especial

    • Lucas
      Posted Agosto 7, 2020 at 5:16 pm

      Concordo. É fácil esquecermo-nos do Tapsoba, mas o que ele fez foi monstruoso, do nada tornou-se no pilar da defesa do Vitória e em menos de 6 meses é vendido por um valor recorde no clube (e quem sabe, na próxima época ou na a seguir, pode subir ainda de patamar).

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