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O jogo só acaba quando o árbitro apita

A segunda volta do campeonato começou, tal como perspetivado, com uma montanha russa de emoções, iniciando na recuperação tardia do SC Braga diante do FC Porto e terminando na reviravolta do Sporting em Barcelos. Sortes diferentes como se vê, mas continua sem nada estar decidido, sendo que as únicas coisas garantidas neste momento é que ninguém deitará a toalha ao chão e que até ao apito final do árbitro tudo pode acontecer.

Rúben Amorim voltou a ter a estrelinha a seu favor e somou a 4.ª vitória consecutiva frente ao Gil Vicente e, agora com 8 pontos de vantagem para o 2.º lugar, a tarefa de manter os pés de jogadores e adeptos assentes na terra vai-se dificultando. Na Ronda 19, o líder terá mais uma prova de fogo, no jogo de cartaz da jornada. O Sporting vai receber o Paços de Ferreira, a sensação do campeonato, equipa que já vai numa sequência de 9 jogos sem perder. Uma partida que tem sido sinónimo de vitória leonina nos últimos anos (10 vitórias consecutivas), mas a equipa de Pepa tem mostrado uma cara totalmente diferente este ano, pelo que não se prevêm as mesmas facilidades.

Já o FC Porto, depois do balde de água fria na Pedreira, tem pela frente o Boavista no dérbi da Invicta, um dos duelos historicamente mais fervorosos do futebol português. Os dragões têm uma clara superioridade nestes confrontos, somando 96 vitórias em 138 jogos para todas as competições e já na primeira volta o tinham demonstrado, com uma goleada expressiva por 5-0 no Bessa. Agora, o rival tem um dos técnicos mais bem-sucedidos dos azuis-e-brancos ao leme e tentará limpar a imagem dessa derrota, apesar do mau momento teimar em continuar (ocupam a 16.ª posição do campeonato).

Quem não se largam são SC Braga e Benfica, tendo a última jornada resultado em novo empate na classificação. Os encarnados, ultrapassados os problemas com a Covid-19, estão determinados em realizar uma segunda volta de luxo e terão agora pela frente uma deslocação ao distrito de Braga, mas para defrontar o Moreirense. Os Cónegos têm revelado uma grande melhoria com Vasco Seabra no comando técnico, registando 3 vitórias e 2 empates em 6 partidas para a Liga, sendo que já travaram as águias nas últimas 2 épocas, mas a Jorge Jesus só interessa vencer para manter a esperança no título viva dentro dos seus jogadores. Por outro lado, a equipa de Carvalhal manteve um grande crer para resgatar um ponto na última jornada e não se poderá tirar de nenhuma equação. Nesta ronda, o Braga vai aos Açores encontrar a equipa que lhes causou a única derrota caseira, o Santa Clara, à procura de uma vingança que lhes permita ficar mais perto dos seus objetivos.

Nas outras partidas, destaque para o duplo jogo do Vitória SC, que defrontará o Rio Ave na partida relativa a esta jornada e o Farense, num duelo que fora adiado e diz respeito à jornada 14.

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

3 Comentários

  • Estigarribia
    Posted Fevereiro 12, 2021 at 6:53 pm

    Com este espalhafato sobre a expulsão ridícula do Luis Díaz, tenho um receio que o meu Sporting apanhe por tabela no que toca às arbitragens. Os árbitros vão estar pressionados e já sei quem vai pagar a factura.

    Quanto ao jogo entre Sporting e Paços de Ferreira, vai ser um jogo competitivo entre os dois melhores treinadores do campeonato esta época – Rúben Amorim e Pepa.

    Saudações Leoninas

  • Richrad
    Posted Fevereiro 12, 2021 at 6:51 pm

    Contas por alto, 42% dos golos marcados do Sporting CP foram marcados nos últimos 15 minutos de jogo.
    Eu coloco a questão… é uma questão de estrelinha = pura sorte?

    Esses 16 golos marcados no último quarto de hora ( 42% dos golos totais), 7 golos são marcados por jogadores que vieram do banco ( ou seja, pelo menos 44% dos golos têm diretamente impacto vindo das substituições).
    Por tantas vezes, época após época, questionava-se que o Sporting CP tinha um poder crónico de não ter banco, seja para dar a volta aos jogos fosse igualmente para segurar resultados.

    Mais,
    Aos jogos que o SL Benfica se viu em desvantagem no marcador ( 5 jogos), apenas em 40% dos mesmos ( igual a 2 jogos) a equipa encarnada conseguiu ganhar os respetivos encontros em que os respetivos 6 golos marcados, 2 são nos últimos 15 minutos de jogo ( 33,3%).
    Aos jogos que o FC Porto se viu em desvantagem no marcador ( 7 jogos), apenas em 43% dos mesmos ( igual a 3 jogos), a equipa portista conseguiu ganhar os respetivos encontros em que os respetivos 15 golos marcados, 5 são nos últimos 15 minutos de jogo ( 33,3%)
    Aos jogos que o Sporting CP se viu em desvantagem no marcador ( 3 jogos), em 100% dos mesmos, a equipa sportinguista conseguiu ganhar os respetivos encontros em que 6 dos 7 golos marcados são nos últimos 15 minutos (86%).

    Fica então a crónica questão, a estrelinha é somente = pura sorte?
    De longe, na minha opinião, excluo o fator sorte da equação, o tal cruzamento milimétrico, a bola que ressalta na relva e bate na canela e afins, mas só a sorte é suficiente para demonstrar o sucesso até ao dia de hoje da equipa de Amorim?
    São variáveis e dados que por alto justificam, para mim, uma competência coletiva e individual dos intervenientes em questão.
    Das épocas que mais me “gozo” deu em observar, a época de 2015 – 2016, o SL Benfica ganhou 11 jogos pela margem mínima ( em 2 jogos ganha por mais de 1) em que 8 golos são marcados ( no total de 21) nos últimos 16 minutos de jogo, ou seja, 39% de preponderância. Foi somente sorte ou foi igualmente competência?

    Saudações Desportivas

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