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O Melhor XI de 2017-18 em Portugal

Numa temporada marcada pela vitória do FC Porto no campeonato, quebrando assim um jejum de 5 anos, e pelas épocas negativas de Sporting (muito investimento e apenas um 3.º lugar e a Taça da Liga), Benfica (a conquista da Supertaça em Agosto parecia ser o mote para mais um ano de sucesso, mas as Águias defraudaram as expectativas no campeonato, nas taças e na Champions) e Vitória SC (9.º posto na Liga e falhanço nas restantes provas) ou pela campanha positiva do SC Braga no campeonato (4.º lugar, mas recorde de pontos) e de outras equipas, como o Rio Ave, o D. Chaves ou o Portimonense, que deixaram a sua marca devido ao estilo de jogo que praticaram, o Visão de Mercado faz um balanço daquilo que se passou e nomeia aquele que foi o melhor XI de 2017-18:

Guarda-Redes: Rui Patrício (Sporting) – O elemento mais regular dos Leões, apesar da última imagem na Madeira ser negativa. Totalista no campeonato, Patrício assumiu muitas vezes o estatuto de salvador, efectuando várias defesas de bom nível em diversas partidas, que valeram pontos numa equipa que consentia demasiadas chances aos adversários e que obrigava o seu guardião a ser chamado ao trabalho recorrentemente.

Lateral Direito: Ricardo Pereira (FC Porto) – Ninguém se destacou como Nélson Semedo no ano transacto, mas Ricardo foi o mais regular da posição, acrescentando velocidade e qualidade a um flanco que perdeu gás com Maxi na época passada. Defensivamente tem algumas lacunas, até por não ser um lateral de origem, mas compensa com a sua agressividade e capacidade com bola, acrescentando muito critério na frente (não cruza à toa e tem qualidade para jogar tanto por fora como por dentro, contabilizando sete assistências). Como prémio recebeu, além do título de campeão, uma chamada de Fernando Santos para o Mundial e uma transferência para a Premier League.

Central (Lado Direito): Felipe (FC Porto) – Já havia apresentado um nível interessante com NES e, apesar do excesso de agressividade em determinadas abordagens, é um central fiável, muito forte na marcação e no jogo aéreo (4 golos) e que não compromete na saída de bola. Além disso, tem velocidade para buscar os avançados na profundidade e formou uma dupla sólida com Marcano, sofrendo apenas 10 golos quando actuaram em simultâneo no campeonato.

Central (Ladro Esquerdo). Iván Marcano (FC Porto) – Um dos capitães e o líder da defensiva azul e branca. Apesar da fragilidade contratual, o espanhol esteve a um grande nível esta temporada, perfeitamente comprometido com o clube e eficaz nas suas acções. De patinho feio a esteio do eixo central da retaguarda, Marcano é importante na saída de bola e destacou-se igualmente pela capacidade nas bolas paradas ofensivas, apontando sete golos que o tornam um dos melhores marcadores da equipa na temporada. Pinto da Costa está a tentar segurar o central de 30 anos a todo o custo, mas não será fácil.

Lateral Esquerdo: Alex Telles (FC Porto) – O melhor lateral do futebol português, na senda de bons laterais esquerdos dos Dragões neste século, e um dos poucos elementos da Liga que pode aspirar a actuar numa formação de topo do futebol europeu. Tão importante nas acções ofensivas da equipa como os avançados foi Telles, o lateral que desequilibra ofensivamente por aquilo que consegue acrescentar no cruzamento e nas bolas paradas (ganhou critério com Sérgio Conceição, já que estava algo “viciado” em cruzar no ano passado), somando 20 assistências (o jogador com mais passes para golo no campeonato, com 13) e 4 golos na época. Além disso, é agressivo (difícil batê-lo no um contra um) e completo a defender, posicionando-se bem e fechando bem por dentro.

Médio Defensivo: Héctor Herrera (FC Porto) – Outra das peças basilares dos Azul e Brancos. Começou a temporada como suplente, mas desde que surgiu em Vila do Conde na 4.ª jornada que nunca mais perdeu o lugar. Capitão e um dos elementos do plantel com mais anos de casa, o mexicano, seja a “8” ou como médio mais recuado desde a lesão de Danilo, apresentou um excelente rendimento, evidenciando-se pela capacidade de pressão e recuperação de bola e revelando-se verdadeiramente decisivo na conquista do título ao apontar o golo na Luz. Tido como dispensável outrora e criticado pelos adeptos noutras épocas, Herrera conquistou o seu espaço com o seu profissionalismo e assumiu-se como um dos homens fortes da turma de Sérgio Conceição.

Médio Centro: Bruno Fernandes (Sporting) – A melhor aquisição da temporada no futebol português. Levantaram-se algumas dúvidas quando aterrou em Lisboa, sobretudo pelo custo do seu passe (8,5ME), mas o antigo médio de Sampdoria e Udinese não desapontou e excedeu até as expectativas em determinados momentos. Com vários golos de elevado requinte técnico, grandes passes e um espírito de sacrifício notável (60 jogos no total), os números de Fernandes não enganam (16 golos e 20 assistências) e desde cedo se percebeu que muito daquilo que o Sporting conseguisse fazer este ano passaria pelos seus pés e pela sua visão. Um médio total, que a Europa já segue com atenção e que fez por merecer a presença no Mundial.

Extremo Direito: Ricardo Esgaio (SC Braga) – Um dos comebacks da temporada. Aos 25 anos, Esgaio está na plenitude dos seus recursos e, após ser pouco ou nada utilizado no Sporting nos últimos anos, chegou a Braga em definitivo, envolvido no negócio Battaglia, para relançar a carreira e foi uma das principais figuras da turma de Abel Ferreira. Apesar de nos Leões ser quase sempre visto como lateral, nos minhotos regressou ao lugar onde se havia destacado na equipa B leonina e contribuiu com 4 golos e 13 assistências para a campanha do Braga na Liga e na Europa. Não é um desequilibrador nato, mas é um jogador inteligente e com uma capacidade de último passe acima da média.

Extremo Esquerdo: Shoya Nakajima (Portimonense) – Um talento de 23 anos à solta em Portimão. Apesar das presenças de Brahimi, Cervi ou Acuña, nenhum jogador foi tão regular e tão decisivo na ala esquerda como o japonês. Velocidade, técnica e uma qualidade de passe, drible, visão de jogo e poder de finalização raros num jogador de uma equipa desta dimensão. Depois de uma temporada de estreia na Europa sensacional, terá muitos pretendentes no defeso certamente, sendo que os seus 10 golos e 13 assistências (2.º jogador com mais passes para golo na Liga, com 10) em 33 partidas oficiais são um belo cartão de visita.

Segundo Avançado: Moussa Marega (FC Porto) – Num ápice passou de patinho feio a herói. Poucos esperavam que o maliano apresentasse este nível (chegou a ser alvo de chacota) e no início da temporada era o n.º 3 do ataque. Contudo, dando seguimento ao que havia feito em Guimarães no ano passado, entrou de rompante na equipa, após a lesão de Soares na 1.ª jornada, e nunca mais saiu. Quando esteve lesionado os Dragões sentiram a sua falta, sendo que Marega foi, provavelmente, o jogador mais determinante da equipa este ano. Muita velocidade, potência e capacidade física, mostrando que a ideia de que só poderia alinhar numa equipa que apenas explora o contra-ataque era um erro. 3.º melhor marcador do campeonato com 22 golos e uma temporada em cheio.

Ponta de Lança: Jonas (Benfica) – O artilheiro deste campeonato (34 golos na Liga, igualando Dost na época passada, 37 no total) e um jogador verdadeiramente decisivo nas Águias. Jonas é o plus que nenhum treinador pode enjeitar e parece estar no local perfeito nesta fase da sua carreira, desequilibrando como ninguém com a sua técnica, leitura de jogo e qualidade na finalização. Com o seu desaparecimento na recta final o conjunto de Rui Vitória perdeu gás e pontos que se revelaram decisivos na luta pelo título, uma vez que, apesar de Jiménez ter qualidade, ninguém está ao nível do brasileiro no futebol português e a sua ausência é sobejamente notada a todos os níveis. Um jogador que marca uma Era em Portugal.

Rodrigo Ferreira

18 Comentários

  • Marcio Ricardo
    Posted Maio 29, 2018 at 9:54 pm

    Acho que qualquer um dos centrais do Sporting podia estar no lugar de Filipe.. O brasileiro só não foi expulso 3 ou 4 vezes no início da época porque veste a camisa que veste… De resto, de acordo em tudo.

    • Luke
      Posted Maio 30, 2018 at 12:44 am

      Coates na segunda metade da época fartou-se de enterrar. O lugar de central ao lado do Marcano tem de ser entre Mathieu e Felipe, sendo que Rúben Dias também seria aceitável.

  • Tiago Silva
    Posted Maio 29, 2018 at 10:04 pm

    Patrício, Ricardo, Felipe, Rúben Dias, Alex Telles, Fejsa, Herrera, Bruno Fernandes, Marega, Nakajima e Jonas.

  • Nodlehs
    Posted Maio 29, 2018 at 10:43 pm

    Então e o Coates que tirou a camisola e que o árbitro se “esqueceu” do 2° amarelo ( num jogo em que Mathieu já tinha sido expulso) ? Se há equipa que não se pode queixar muito das arbitragens este ano é o Sporting! Do Felipe lembro-me do jogo com o Belenenses e pouco mais… Na outra época sim, a expulsão foi perdoada muitas vezes

  • Verde e Branco
    Posted Maio 29, 2018 at 10:51 pm

    A diferença que faz ter um treinador de Futebol, seja ele bom ou Top, ninguém no início de época diria que Alex Telles, Marcano, Felipe, Ricardo Pereira, Herrera ou Marega pudessem estar no 11 da época.

    Eu continuo com o mesmo pensamento do início de época, o meu Sporting tinha de longe o melhor Plantel a nível individual, foi notório que o plantel foi muito pouco rentabilizado, jogadores como Picini, Coentrão, Battaglia, Acuna, Dost, Doumbia, Wendel, Ruben Ribeiro podiam e deviam render mais, a formação foi claramente posta de lado, jogadores como Luis Maximiano Ivanildo Fernandes, Tiago Djalo, Mama Balde, Geraldes, Miguel Luis, Elves Balde ou Pedro Marques tem qualidade para a equipa A, é uma questão de oportunidade.

    O Jorge Jesus é na minha opinião o 2º pior treinador que tivemos neste século e um dos piores que já vi no Futebol Português, é incrível a Imprensa que tem, é uma autêntica fraude, pode ser muito bom ao nível do treino, na parte teórica do jogo, mas não existem resultados práticos, é um treinador que desceu o Felgueiras, o Amora e o Moreirense, que com o melhor Plantel da história do Braga terminou em 5º atrás do Nacional de Machado.

    o mesmo treinador que com planteis de luxo, que mais ninguém teve neste século em Sporting e especialmente Benfica, perde constantemente finais de Taças, que perde Ligas com vários pts de vantagem, que fez passar várias humilhações a nível europeu em ambos os clubes.

    Não é por acaso que qualquer treinador que substitua Jesus faz uma grande época logo a seguir, foi assim no Braga, no Benfica, nem é preciso ser um grande treinador, pois o Jesus nem mediano para mim é, pior que ele só Sá Pinto no meu clube.

    Metam cá um Abel Ferreira, Miguel Cardoso, Bielsa ou Blanc, tudo treinadores de Top e vão ver a diferença de resultados, mas até com um Daniel Ramos ou Nuno Manta ficariam supreendidos.

    • MiguelSilva
      Posted Maio 29, 2018 at 11:50 pm

      90% dos adeptos dizem desde o inicio que Ricardo e Alex Telles eram de longe os melhores laterais em Portugal, por isso essa saiu-te ao lado. E nem vou comentar o resto, vindo de alguém que já aqui disse que o Acuna era o jogador mais completo em Portugal e passado uma semana estava a dizer que é um jogador fraco e sem qualidade.

    • Luke
      Posted Maio 30, 2018 at 12:43 am

      Concordo plenamente com a parte sobre JJ. Acho que exageras quando dizes que é o 2º pior do século (o Sporting teve treinadores bem fraquinhos!!!), mas que é uma fraude lá isso é! Impressionante a maneira como se criou este mito à volta de JJ.

  • MM
    Posted Maio 29, 2018 at 11:15 pm

    Esgaio! Like VM! Alem do equilibrio à equipa e impacto ofensivo, ele é fundamental para o Braga pelo compromisso e alta rotacao que imprime ao jogo! Foi a pechincha do seculo. Mais alguns como ele e eramos campeoes!

    • Foi no ano 21
      Posted Maio 30, 2018 at 2:52 am

      É mesmo isso!
      Mas esgaio é daqueles que dá gosto é ver no estádio, pela importância tática dele neste Braga de Abel.
      E depois é o jogador que faz o que no artigo diz que Alex Sandro aprendeu a fazer com Conceição, saber defenir no último terço (quando ir a linha e cruzar, fletir para dentro e soltar mais curto ou rematar, etc.)
      Um daqueles que se derem muito dinheiro lá tem de ir, mas que vai custar, vai…

  • Fernando neves _36
    Posted Maio 29, 2018 at 11:41 pm

    Só alterava o Esgaio pelo Raphinha e o Felipe pelo Ruben Dias

  • MiguelSilva
    Posted Maio 29, 2018 at 11:53 pm

    Patricio, Ricardo, Jardel, Marcano, Alex Telles, Herrera, Bruno Fernandes, Matheus Pereira, Brahimi, Jonas e Dost

    • José S.
      Posted Maio 30, 2018 at 1:29 am

      Jardel!? Desde quando? Mais depressa entra o mathieu, coates ou mesmo o Ruben dias, mas pronto são opiniões.
      Matheus Pereira esteve bem mas não à frente de esgaio, raphinha ou Gelson.
      Marega foi o jogador sempre mais do campeonato não há como negar.

      • MiguelSilva
        Posted Maio 31, 2018 at 10:25 pm

        O Mathieu ainda se aceita, agora Ruben Dias ou Coates? O Jardel foi bem superior esta epoca, principalmente na 2º metade.
        Não acompanhei o Raphinha, mas Matheus foi superior quer a Esgaio, quer ao gelson que teve bem abaixo do esperado.

        Marega nem foi o jogador mais do porto, quanto mais do campeonato, é um cepo que teve bons numeros, mais nada.

        • José S.
          Posted Junho 3, 2018 at 10:46 pm

          Pois, são opiniões…
          Então para ti quem foi o jogador mais do campeonato? E se pensas em dizer o Jonas até escusas de responder.

  • Daniel Alves
    Posted Maio 30, 2018 at 1:37 am

    Rui Patrício; Ricardo, Jardel, Marcano, Telles; Danilo, Herrera; Nakajima, Bruno Fernandes, Marega; Jonas.

    Banco: Cláudio Ramos, Felipe, Esgaio, Fejsa, Ricardo Horta; João Novais e Bas Dost.

  • Kacal
    Posted Maio 30, 2018 at 2:47 am

    O 11 que votei para este só difere em Felipe e Esgaio, onde votei em Coates e Raphinha. Sinceramente já não me lembro ao certo se votei no Brahimi ou no Nakajima. Seja como for, é um excelente 11 esta também!

  • Gunnerz
    Posted Maio 30, 2018 at 8:25 am

    Para mim só falta Mathieu.

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