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«O meu Benfica não jogava, voava»

71 Comentários

  • lindoestu
    Posted Outubro 10, 2025 at 8:02 am

    O futebol champagne do JJ foi o melhor que ja vi no meu Benfica. Sinceramente, na minha opiniao, titulos são importante mas prefiro ver bom futebol a ganhar titulos. a conjugaçao dos dois é a cereja no topo do bolo, claro.

    • PbNm1983
      Posted Outubro 11, 2025 at 11:13 am

      Eu percebo essa perspectiva. A vitória no campeonato é 1 dia ou 1 semana de festa mas bom futebol durante 11 meses dá outro prazer.
      A questão é que a grandeza de um clube mede-se sempre pelos títulos que conquistou e não pelo futebol que jogou.

  • ManuelFAlbuquerque_
    Posted Outubro 10, 2025 at 8:32 am

    Vão dizer que sim porque tinha jogadores espetaculares e vão dizer que deveria ter vencido todos os anos tudo porque o VP é uma porcaria e o Porto daqueles anos era uma porcaria.
    Já o Amorim é culpa nossa porque depois de milhões em novos jogadores afinal ainda faltam muitos para não perdermos pontos contra equipas mais fracas e também não tínhamos jogadores para melhor que igualdade pontual que o Wolves … do VP.
    Não fez o plantel. Borges também não e ganhou troféus mas não presta, Amorim no 4° lugar hey até dizem que o futebol era bom. Foi azar. Até já dizem que o futebol deste ano já é melhor que a era Ten Hag, devem ter visto uns 3 jogos dessa era e falam à toa com o peito todo inchado.
    Esta gente é uma anedota.
    Esta gente a cada comentário que fazem sobre um tema não Amorim é um virar o bico ao prego de um tipo se desmanchar todo.
    Esta gente epa esta gente não tem mesmo um pingo de vergonha.
    Até do Nistelrooy falam porque na cabeça deles tinha obrigação de manter o Leicester na Premier. Hey com o Amorim descemos 7/8 posições quando houve a saída de Ten Hag durante o campeonato mas aí já é normal. Epa aí é normal porque o homem tem uma identidade que é uma coisa louca.
    Mas o Nistelrooy é que mostrou ser incompetente no Leicester, coitado do homem tinha dos piores planteis da liga claramente.
    Nós também tínhamos claro que sim, se eles dizem então é verdade.
    Então nesse caso o Ten Hag que sai em 8° até estava a fazer um trabalho muito bom e não se percebe bem a saída.
    Ah não, mas a ideia dele não era espetacular, a identidade não era espetacular.
    Que valentes bonecos.
    Tensão sem n pelo Amorim. E depois ainda criticam outros.

    • Carocho1
      Posted Outubro 10, 2025 at 7:42 pm

      Uma frase sobre o post. 27 frases sobre o ídolo…
      Não admira que quase ninguém interaja contigo apesar de seres o comentador mais assíduo do VM. Não há pachorra

  • Johny45
    Posted Outubro 10, 2025 at 8:37 am

    Ai JJ… a bazófia…
    Verdade seja dita o primeiro ano no Benfica foi espetacular, com Aimar Saviola e Cardozo.

    • Buddah
      Posted Outubro 10, 2025 at 11:44 am

      O primeiro foi muito bom mas 2013/2014 foi a melhor época dele na Luz

    • Carocho1
      Posted Outubro 10, 2025 at 7:38 pm

      Dizes uma coisa e contradizes-te na seguinte.
      Então o homem disse a verdade, que chegou ao Benfica e no 1º jogava imenso. É mentira? Não. Só porque é ele a dizer é logo bazófia?
      Sim ele tem um ego enorme, e merece ser criticado quando diz bacoradas. Este não foi o caso. Disse a verdade, muito mérito dele, ponto final.

  • Amadeu Carrelo
    Posted Outubro 10, 2025 at 9:51 am

    Grandes tempos you legend

  • porra33
    Posted Outubro 10, 2025 at 10:23 am

    A grande melhoria que Jesus trouxe ao Benfica não foi o futebol arte. Por vezes conseguiu exibições espectaculares mas o que trouxe e que fez subir o nível do Benfica foi a consistência. O Benfica de Jesus estava sempre muito próximo de ganhar os jogos às equipas pequenas e bater-se pelas grandes (mesmo das vezes que se retraía). O Benfica que vinha de anos inconsitentes onde poderia dar 4-0 a um Paços de Ferreira e no jogo seguinte empatar com o Leiria e essa incerteza impedia o Benfica de competir pelo título. Jesus teve o mérito de ter extraído o melhor dos jogadores que tinha e de ter definido jogadores para o seu modelo de jogo e eles terem chegado (extraiu o melhor de Cardozo e Aimar Maxi, Di Maria por exemplo e trouxe jogadores para o seu modelo de jogo Javi Garcia, Ramires.
    A imagem que tem às vezes é mais romantizada, mas houve muitos jogos onde aparecia uma equipa mais pragmática e competitiva do que desequilibradora e ofensiva. Na segunda passagem a espectacularidade foi muito rara, vincou a teimosia, as escolhas de jogadores que se revelaram erradas e que Jesus não extraiu o melhor e notou-se uma incapacidade de dar a volta a uma situação adversa de um homem que muita gente acreditou que viria como salvador. Naturalmente que o próprio esquece os seus falhanços e enaltece aquilo que de bom fez e fez muitas coisas boas no Benfica, mas não é tão bom quanto ele acha que é.

  • AndreChaves9
    Posted Outubro 10, 2025 at 12:53 pm

    Sem qualquer duvida. Foi a melhor fase do Benfica pelo menos dos últimos 30 anos. Enquanto adepto, mesmo com algumas derrotas duras em que não o culpo (ano do Kelvin a culpa é do Carlos Martins sem qualquer dúvida e no ano anterior Maicon, académica e guimarães foram 3 jogos seguidos a ser gamados) foi fantástico de acompanhar e não havia medo de nenhuma equipa. Pena mesmo aquela final com o Sevilha. Foi um tempo espetacular que nunca mais tivemos perto de igualar, tirando pequenas fases.

    Dúvido que tenhamos fases tao consistentemente boas como aquelas nos próximos anos. Destes últimos nem vale apena falar.

    • Pablo2
      Posted Outubro 10, 2025 at 6:04 pm

      sempre é culpa dos outros. as viúvas apareceram hoje…

    • PbNm1983
      Posted Outubro 11, 2025 at 11:06 am

      Sim, o Benfica não deve ter tido nenhum jogo onde foi beneficiado. Vamos acreditar nisso. Estamos a falar do Porto do VItor Pereira que perdeu 1 jogocpara campeonato em 2 épocas. Coisa pouca.

    • Petrol
      Posted Outubro 12, 2025 at 9:51 am

      Tem culpas claras no ano do Kelvin. Certamente não foi Carlos Martins que teve a ideia de colocar Roderick a jogar a trinco.

      • Valentes Transmontanos
        Posted Outubro 12, 2025 at 1:29 pm

        E porque é que o Aimar não mata a jogada logo no início com uma falta? Seria fácil estar aqui a enumerar “culpados”, são coisas que acontecem no futebol todas as semanas e em todos os países. Ali calhou ser num jogo decisivo. Paciência. Estivemos a segundos de ter duas equipas invictas num campeonato, o que faria com que uma equipa invicta não fosse campeã. Isso significa que o 2º classificado foi incompetente? Não creio.
        _
        Foram duas grandes equipas, e o Benfica provou-o novamente no ano seguinte quando se levantou daquele final de época e da derrota com o Marítimo na 1ª jornada. Aquele jogo com o Gil Vicente na 2ª jornada, em que o Benfica aos 92 está a perder 0-1 e acaba a vencer 2-1, foi o ponto de viragem.

        • BP
          Posted Outubro 13, 2025 at 12:34 am

          Com este excelente comentário, quase que te redimiste do “cringe” lá de cima ;-) subscrevo tudo.

        • Petrol
          Posted Outubro 13, 2025 at 8:30 am

          Podemos nomear inúmeros culpados e JJ seguramente é um deles. Sempre se amedrountou contra o Porto e colocar em campo Roderick por volta dos 60 minutos se não estou em erro, para jogar numa posição que não era a sua foi, no mínimo, pôr-se a jeito. Já todos vimos acontecer situações semelhantes no futebol com opções semalhantes à tomada pelo JJ. E não esquecer também a influência que teve Roderick no lance do golo.

      • Valentes Transmontanos
        Posted Outubro 12, 2025 at 1:30 pm

        E se o Carlos Martins não tivesse sido expulso, talvez o Benfica ganhasse ao Estoril, sim. E aí não teria havido Kelvin que valesse ao Porto.

  • Valderrama
    Posted Outubro 10, 2025 at 3:55 pm

    Goste-se da personagem ou não, a verdade é que com a primeira passagem do JJ, o Benfica regressou a um patamar competitivo de onde esteve ausente cerca de 15 anos. Essa mudança de patamar competitivo também se deu claramente no Flamengo e, em certa medida no Sporting

  • BP
    Posted Outubro 10, 2025 at 10:06 pm

    Ora bem, mister! Isto não é bazófia, são factos: foi o JJ que ressuscitou o Benfica, que era um monstro adormecido há década e meia quando ele chegou. Tínhamos um campeonato nos quinze anos antes dele, com ele passámos para três campeonatos em seis anos (que só não foram quatro ou cinco em seis porque os detalhes finais na decisão caíram para o outro lado). Duas finais europeias consecutivas, nas restantes épocas, quartos ou meias finais europeias. Eliminação da Juventus em Turim, na meia-final, tirando a Vechia Signora da final, que era em Turim nessa época.

    E para mim, que não sou utilitário, mais importante do que tudo isto: acompanho o Benfica desde 1980 e o melhor futebol que vi o clube jogar foi, precisamente, o do Benfica de JJ 2009/10 (e 2013/14). Quando digo o melhor futebol, refiro-me a futebol à Benfica, i.e. rolo compressor de futebol ofensivo.

    Mais: em 45 anos de benfiquismo, tenho dois onzes míticos, que são as minhas dream teams do Benfica: o onze do Benfica de Eriksson de 1982/83 e o onze deste Benfica de JJ de 09/10. Mas entre estas duas, elejo o de 09/10 porque tive o prazer de ver muitos jogos ao vivo do Benfica de JJ (quase, quase todos os jogos na Luz, naqueles seis anos), enquanto da equipa de Eriksson de 82/83, só ouvia o relato dos jogos e depois via os lances de perigo e golos no “Domingo Desportivo” – ah pois é, bebé, era o que havia na altura, instant gratification monkeys dos dias de hoje…

    Ficam aqui os dois onzes, porque mística é mística.

    Benfica de Eriksson 82/83 (442)

    Bento
    Pietra, Humberto Coelho, Bastos Lopes, Álvaro
    Shéu, Carlos Manuel, José Alves “luvas pretas”, Chalana
    Filipovic e Nené

    Benfica de JJ 09/10 4132 (este sei que toda gente sabe, mas continua a dar muito prazer enumerar…)

    Quim
    Maxi, Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão
    Javi Garcia
    Ramires, Pablo Aimar, Angel Di Magia
    Saviola e Óscar Cardozo

    • Daervar
      Posted Outubro 11, 2025 at 12:54 pm

      1 em 15 anos? 1 em 11.

      • BP
        Posted Outubro 11, 2025 at 4:04 pm

        Yap: entre 1994/95 e 2008/2009, só fomos campeões em 2004/05. Portanto, tínhamos sim um campeonato em 15 anos quando o JJ chegou (1994-2009).

      • Valentes Transmontanos
        Posted Outubro 12, 2025 at 2:31 am

        Como assim 1 em 11? O Benfica entre 1994 e 2009 só ganhou o campeonato de 2005. São contas simples.

    • Knox_oTal
      Posted Outubro 11, 2025 at 2:41 pm

      Pequena rectificação: João “Luvas Pretas” Alves!

      • BP
        Posted Outubro 11, 2025 at 10:23 pm

        :-D :-D :-D ok point taken!

      • BP
        Posted Outubro 11, 2025 at 10:42 pm

        Só agora reparei que tinha trocado o “João” pelo “José”…que vergonha, shame on me! Obrigado pela correcção e as minhas sinceras desculpas a um jogador que incluo num lote muito restrito, de apenas cinco médios-centro ofensivos, que nos últimos 45 anos estiveram à altura da mítica camisola 10 do SLB: do mais antigo para o mais recente: João “Luvas Pretas” Alves, Valdo, Rui Costa, Pablo Aimar, Orkun Kokçu. Verdadeiros maestros, de inteligência superlativa, classe e critério em cada gesto com bola, visão de jogo quase mediúnica, geniais no último passe e no remate à entrada da área (tanto de bola corrida como de livre directo).
        Já sei que muitos de vocês consideram absurdo incluir o Kokçu neste lote tão restrito, não vou voltar a esse debate porque disse tudo o que tinha a dizer sobre isso ao longo da última época, e quando ele saíu. Eu vejo uma espécie de fio do tempo invisível, feito de mística benfiquista, a ligar estes cinco grandes dez que vi jogar no Benfica, desde 1980 até 2025. Todos diferentes uns dos outros, também por jogarem em fases diferentes do futebol, mas todos com as qualidades superlativas supracitadas em comum.

        • Knox_oTal
          Posted Outubro 12, 2025 at 9:10 am

          Também me acontece, é só um detalhe! Mas sim, um craque o Luvas Pretas!!!
          .
          Quanto ao Kokçu, tenho mais dificuldades em incluí-lo nesse lote de número 10 míticos mais recentes, mas respeito a opinião claro! Acho que o turco tinha ainda assim todas as condições técnicas para ser unânime, no entanto por circunstâncias alheias a ele mas também por algumas decisões mais discutíveis do próprio acabou por ficar aquém do que se esperava dele na minha opinião!
          .
          Quanto aos outros 4, nada a dizer, craques e míticos… são nomes incontornáveis da nossa história!
          .
          Saudações desportivas

        • Valentes Transmontanos
          Posted Outubro 12, 2025 at 1:26 pm

          E o Gaitán? Era um 10 que jogava à esquerda, como ele próprio dizia. Não sou detractor do Kokçu, mas não teve o mesmo impacto dos outros que nomeias, e trocaria facilmente pelo Nico, até porque esteve 6 anos no clube e não apenas 2.

          • BP
            Posted Outubro 12, 2025 at 11:33 pm

            Concordo com tudo, o Gaitán está na minha galeria principal de ídolos e, obviamente, teve muito mais impacto no clube do que o Kokçu, até pelo que dizes, ficou seis anos, numa fase de hegemonia nossa. Mas repara que eu disse “médios-centro ofensivos”, também pensando precisamente em casos como o do Nico. Concordo que o DNA dele era de 10, mas ele jogou sempre como extremo, a partir da ala esquerda em regra, às vezes a partir da ala direita – nunca jogou no meio, nunca foi médio-centro ofensivo. Não o incluí por isso.

            Mas também te digo: ele tinha DNA de 10, sim, mas também tinha DNA de extremo ou avançado interior criativo…não acho que o perfil dele fosse, exactamente, o de 10 clássico, como os cinco que mencionei, aquele maestro cerebral, de grande visão de jogo, mais inteligente do que veloz, com muita classe e critério, às vezes pausa, que não corre muito mas desequilibra porque lê o jogo primeiro que os outros, decide quase sempre bem e descobre linhas de passe ‘visionárias?…acho que o Gaitán tinha parte desse DNA de 10, e podia ter sido um excelente médio-centro ofensivo, sem dúvida, mas também tinha muito DNA (mais, acho eu) de avançado móvel criativo, que vai para cima e desequilibra no 1×1, fortíssimo – aliás genial – no drible, muito veloz…e repara que, em seis anos, nunca foi utilizado como médio centro de organização, foi sempre utilizado como (falso) extremo criativo…portanto, no fundo acho que o Nico era um jogador excepcional precisamente porque tinha esse DNA misto, parte 10, parte 7, mas globalmente era mais 7 do que 10, imho…o 7 corre com a bola, o 10 clássico como os cinco que mencionei não corre com a bola, faz a bola correr…

  • Meshuggah_SLB
    Posted Outubro 11, 2025 at 1:55 am

    Comecei a acompanhar o futebol a sério a partir da época 2000/2001 e sem dúvida que o período de 8 épocas – 2009/2010 a 2016/2017 – com JJ e RV foi aquele que o Benfica que vi que mais se deve ter aproximado às memórias do meu pai e do meu avô. 5 ligas, 2 finais europeias + 2 quartos de final da champions (e sempre a cair de pé), competitividade e consistência geral, bom futebol em diversos momentos, grandes jogadores potenciados (e no tempo de RV, também da academia, muitos não se lembram mas ele teve sempre a coragem de lançar vários jogadores).

    E basta ver que um plantel combinado estilo best-off dessas 8 épocas podia ter dado alguma alegria europeia transcendental ao Benfica, visto que nessa altura passaram por cá futuros vencedores da Champions, vice campeões mundiais, etc… Sendo inegável que muitos desses jogadores evoluíram muito com JJ, que pese algumas invenções sem nexo também reinventou vários jogadores que se tornaram monumentais (Coentrão, Mário, Enzo Pérez são imediatamente os que me vêm à cabeça). Nem sou eu que o digo, basta ler entrevistas a vários deles para verem o quão gratos são a JJ e o quanto assumem ter aprendido com ele.

    O homem pode ter um ego do tamanho do mundo (e tem claramente alguns delírios de grandeza, também não é nenhum Guardiola ou Klopp) e também sofremos algumas humilhações com ele, mas foi ele que construiu o melhor Benfica dos últimos 30 anos e que o RV aproveitou muito bem durante mais 2 anos com recurso à academia (Renato, Ruben, Lindelof, Gonçalo Guedes, Nelson Semedo, só assim de cabeça, e também já se estava a preparar para apostar no Félix quando foi despedido).

    Daí para cá têm sido 8 anos com mais amarguras do que felicidade, com exceção de 6 meses de Lage e outros 6 de Roger (ou devo dizer 6 de Félix e outros 6 de Enzo salvados em cima da meta pelo João Neves)?

    O problema do JJ foi ter exigido um salário incomportável misturado com o desmantelamento progressivo que o Vieira conduziu. Este desmantelamento começou em 2014/2015, mas o JJ ainda safou com Talisca e Pizzi em modo bojardas e depois o RV miraculosamente também aguentou com os jovens que foi lançando, até que já não deu mais. Comparem a qualidade geral das contratações e apostas da equipa B de 2009 a 2017 com o que se bem passando. Quando o Benfica contrata bem e lança com sucesso putos da formação, naturalmente tem sucesso (a primeira época do Roger foi a única destes 8 anos em que as contratações mais caras de verão foram na mouche – Bah, Neres, Enzo, Aursnes – complementadas com a explosão do Gonçalo Ramos, a melhor época que o Florentino fez no Benfica, one season wonder António Silva e aparecimento do João Neves.

    O Benfica tinha achado a fórmula vencedora, mas entretanto tem treinadores com zero exigência, contrata caro e mal e quase não se atreve a lançar miúdos da formação – tudo ao contrário, portanto.

    • Daervar
      Posted Outubro 11, 2025 at 12:50 pm

      Concordo em absoluto.

    • Nobu
      Posted Outubro 11, 2025 at 2:10 pm

      O Benfica já foi a mais finais europeias, tendo eu visto duas finais da antiga liga dos campeões, onde tinha equipas verdadeiramente fortes e competitivas!! JJ apesar de ter alguma razão e qualidade nos seus métodos, apanhou as melhores equipas do Benfica onde em termos de títulos grandes, pouco ganhou! As suas finais europeias são boas, mas ficam na história pela derrota!! É certo que uma foi prejudicado, mas não foi capaz de ganhar o jogo!! Internamente sofreu humilhações, e quem voa não apresenta 10 títulos onde metade são irrelevantes!! Por outro lado evoluiu muitos jogadores, mas desperdiçou imenso talento da casa…É um bom treinador, mas nunca o Deus que quiserem fazer dele, apesar da excelente impressa que possui!

    • pogagnolo
      Posted Outubro 12, 2025 at 11:23 am

      Resumir o Benfica do Schmidt a Enzo é só estúpido, quando goleámos na champions um Brugges que estava numa grande época, e fora os jogos com o Inter (com ajuda do árbitro) e Porto-Chaves, continuámos a bom ritmo. Até o Chiquinho foi comparado ao Zidane nesses jogos. Aprende a ver futebol e deixa de repetir as falácias simplistas que lês online.

      • Meshuggah_SLB
        Posted Outubro 12, 2025 at 7:14 pm

        Amigo, não me conheces de lado nenhum para saberes o que conheço de futebol, nem para dizeres que sou estúpido. É a minha opinião pessoal, formada com base no que vejo, e tu tens a tua, mas num comentário inteiro vires defender especificamente com essa violência o Roger, diz-me que és lover ou que a tacanhice não vem bem daqui :)

      • Meshuggah_SLB
        Posted Outubro 12, 2025 at 7:18 pm

        Completo dizendo que o tempo realmente demonstrou como a comparação do Chiquinho com Zidane realmente fazia todo o sentido, a malta é muito babada. Ganhar jogos contra o Brugge (esse portento!) não apaga a quebra de qualidade exibicional geral e a perda de pontos, quando Enzo sai, salvo erro, a distância pontual era bem maior, o Benfica fecha a liga só na última jornada quando chegou a ter 8 pontos de vantagem. Por um triz não perdemos em Alvalade, mas disso não falas. Por isso, sim, o que disse tem sentido, as melhoras para ti meu caro, não estejas tão mal disposto a um domingo.

        • Petrol
          Posted Outubro 13, 2025 at 8:26 am

          O Benfica teve 10 pontos de vantagem. Também não acho que o futebol do Benfica se resumisse a Enzo. O Benfica, na minha opinião, quebrou no último terço da época, após a paragem para seleções de Março, não com a saída de Enzo e isso muito se deve ao estilo que Schmidt implementa. Basta ver o histórico das equipas de Farioli para perceber que é muito difícil aguentar a época toda ao mesmo ritmo a jogar de forma semelhante.

    • BP
      Posted Outubro 13, 2025 at 12:27 am

      Concordo com quase tudo, mas o Rui Vitória, por amor de Deus…imho, foi de muito longe o pior treinador dos últimos 50 anos do Benfica (excluindo interinos e SOS Mário Wilson e etc). Fomos tri e tetra com ele, sim. Mas fomos tri e tetra apesar dele. O Benfica que o JJ deixou era uma máquina trituradora de vitórias, o RV simplesmente beneficiou disso e de ter uma dupla (Jonas e Pizzi) que criavam em campo o que o treinador não sabia criar nem trabalhar…as conferências de imprensa de antevisão dos jogos eram mesmo extremamente penosas, o homem repetia o mantra de “muita determinação”, invariavelmente, para todos os jogos e contextos. RV não distinguia uma deslocação a Anfield Road na Champions de um jogo na Luz contra o Sintrense para a Taça: era sempre entrar com “muita determinação” e…e nada, era a determinação, estúpido! Era um discurso vazio porque ele era um treinador vazio. Não houve uma CI de Rui Vitória que não me desse vergonha alheia. Não foi por acaso que foi o único treinador da história do clube a perder todos os jogos que fez na Champions e o único a ser goleado por um Basileia! O Benfica, bicampeão europeu, que esteve em mais cinco finais da TCE/Champions além das duas que ganhou, três finais da Taça UEFA/Liga Europa, dezenas de quartos e meias finais, o segundo clube com mais presenças na maior competição europeia de clubes, sendo o primeiro o Real Madrid, fez zero pontos e foi humilhado por equipas que nem para beijar o tapete à entrada do museu Cosme Damião serviriam, graças ao toque de Mirdas deste treinador a todos os títulos lamentável.

  • Neville Longbottom
    Posted Outubro 11, 2025 at 2:26 pm

    Com um conhecimento de causa muito inferior a dos restantes comentadores, acho que o melhor Benfica deste século foi o Benfica da primeira metade de 2019. Depois disso foi o Benfica do Jesus em 2013/2014.

  • Valter Batista
    Posted Outubro 11, 2025 at 7:16 pm

    📝Crónica da Luz em Chamas
    «Tinha uma super equipa e comecei a ter outras portas abertas para o estrangeiro. (…) Foi o Benfica que me abriu as portas para o mundo, sem dúvida» Jorge Jesus, no Web Summit Portugal.
    Foi em 2009/10 que Jorge Jesus deixou de ser treinador e passou a ser alquimista. Antes de Jesus, o Benfica era um clube em modo sobrevivência. Uma década a colecionar treinadores como quem troca lâmpadas fundidas, a celebrar Taças como prémios de consolação e a ver o campeonato fugir como areia entre os dedos. O título de 2005 foi um milagre italiano, e o resto foi gestão de PowerPoint e fé institucional. O balneário parecia uma estação de comboios – jogadores a entrar e sair sem saber para onde iam. Jesus Pegou num Benfica que vinha de tropeços e transformou-o numa locomotiva de ataque, uma orquestra de trincheira, um bando de águias em modo turbo. A equipa não jogava – voava. E voava com classe, com veneno e com uma arrogância saudável que fazia tremer relvados e silenciar estádios.
    Aimar era maestro, com chuteiras de piano e cérebro de xadrez. Saviola, o coelho, surgia onde ninguém o esperava, com toque de seda e faro de golo. Di María ainda não sabia que ia ser galáctico, mas já jogava como se tivesse vindo de outra galáxia. Javi García varria tudo, Ramires corria por três, David Luiz fazia cortes com assinatura, e Fábio Coentrão… Coentrão era um fenómeno. Um lateral com pulmão de maratonista e alma de extremo. Jogava como se tivesse sido criado num laboratório de genética benfiquista. Cardozo marcava golos como quem respira. 26 só no campeonato. De pé esquerdo, de cabeça, de penalti, de raiva. Era o paraguaio que fazia tremer centrais e estatísticas.
    E Jorge Jesus, esse, gritava como maestro punk. Com cabelo em modo furacão e vocabulário de bancada, comandava como quem sabe que está a escrever história. O Benfica goleava por hábito. Três, quatro, cinco – era rotina. O Porto viu-se ultrapassado, o Braga tentou resistir, mas no fim, a Luz explodiu com um 2-1 ao Rio Ave e um campeonato que parecia escrito em sangue encarnado.
    Jesus ficou seis anos. Ganhou dez títulos. Mas aquele primeiro ano foi a epifania. Foi o momento em que o Benfica deixou de pedir licença e passou a impor respeito. Foi o ano em que a Luz não iluminava – incendiava. E quem viu, sabe: aquela equipa não jogava futebol. Jogava literatura épica em chuteiras.
    Saudações da trincheira – onde a memória não se apaga e o futebol ainda tem cheiro a pólvora.
    Valter Batista

    • Valentes Transmontanos
      Posted Outubro 12, 2025 at 2:32 am

      Cringe.

      • Carocho1
        Posted Outubro 12, 2025 at 8:54 am

        Bastante cringe. Freitas Lobo em esteróides. Mas pronto, ele está no seu direito.

        • kamps
          Posted Outubro 12, 2025 at 11:19 am

          Felizmente para ele, pouco lhe importa ser cringe. Cringe, o cancro do seculo XXI: tanta gente com medo de ser cringe, que acaba por não ser genuina. Triste quem aponta o outro como cringe. Prefiro dizer que foi um texto genuino

        • Valentes Transmontanos
          Posted Outubro 12, 2025 at 1:23 pm

          Em esteróides ahahah Mas sim, também me lembrei do Freitas Lobo. Ao menos esse ainda dá algum gosto de ouvir quando se foca no (muito) conhecimento que tem da bola.

        • Valter Batista
          Posted Outubro 12, 2025 at 5:41 pm

          Caro carocho, a crónica não foi escrita para todos os gostos – muito menos para paladares treinados em resumos de três linhas e análises com zero memória. Mas sim, estou no meu direito: o de escrever com vocabulário, contexto e uma chama que nem todos conseguem ver. Saudações!

      • Valter Batista
        Posted Outubro 12, 2025 at 5:42 pm

        Caro Valente Transmontano, há quem leia crónicas como quem vê placas de trânsito: só reconhece o que já conhece. E quando o texto exige mais do que o clube e o vocabulário permitem, sobra uma palavra – cringe. É curto. Mas revela tudo. Saudações.

    • BP
      Posted Outubro 13, 2025 at 12:08 am

      Já te perguntei onde é que eu assino para me declarar oficialmente fã dos teus textos…que me perdoem os escravos do cool que ficam sempre no backstage da vida, tipo velhos dos Marretas, nunca se chegam à frente do palco, nunca arriscam nem criam nada, para depois chamar cringe ao que os outros, os que se atrevem a chegar-se à frente no palco, arriscam e criam…sinceramente, até simpatizo muito com ambos (VT e Carocho), mas eu senti vergonha alheia ao ler os vossos comentários. Quem dera a qualquer um de vocês (e a mim, btw) ter um milésimo da qualidade literária e um milionésimo do sentido poético da mística benfiquista que tem este “Valter Baptista”, que não conheço de lado nenhum, mas que aqui saúdo e parabenizo. O texto acima é só o melhor que já vi sobre a “mudança de era” que Jesus fundou, no Verão de 2009, acabando de vez e à bruta com o Vietname que Damásio iniciou em 94/95. Cringe é ler um poema em prosa destes e chamar “cringe”…

      • Valentes Transmontanos
        Posted Outubro 13, 2025 at 2:18 pm

        Já leste alguma coisa escrita por mim? Sabes sequer quem sou “no mundo real”? Eu gabo quem tira imenso tempo para escrever odes e “poemas em forma de prosa” em blogues desportivos, mas não tratem os outros como a plebe só porque caiu aqui um user a escrever palavras “finas”. Também as sei usar, só não acho que uma publicação sobre o JJ valha isso tudo. Se tu gostas e consideras o user “superior” a ti por escrever dessa forma, é contigo.

        • BP
          Posted Outubro 13, 2025 at 4:13 pm

          Olha, eu no “mundo real”, desde o ano passado, sou escritor. Lancei no início deste ano o meu primeiro romance, que já foi definido como “um romance provocador sobre os dilemas do século XXI”. Nas primeiras três semanas depois de enviar o meu manuscrito original às editoras, recebi aprovações editoriais e propostas de publicação de seis editoras, três delas internacionais. O meu primeiro romance está em venda online na FNAC, Bertrand, Wook, Almedina e está presente em todas as feiras do livro deste país.

          E mesmo assim, digo-te: eu não sei escrever sobre o Benfica e a sua mística tão bem como o “Valter Baptista”. Eu sinto tudo o que ele escreve, mas não o consigo traduzir tão bem em palavras como ele faz. Ele torna dizível tudo o que a mística e o benfiquismo têm de indizível. Como adepto e sócio com lugar anual na Luz há mais de uma década, revejo-me em tudo o que ele escreve – ele traduz o meu benfiquismo e a forma como sinto a mística do Benfica muito melhor do que eu alguma vez fui capaz.

          E não, não tem nada a ver com usar palavras «finas» e ninguém te acusou de seres da plebe.

          • Valter Batista
            Posted Outubro 13, 2025 at 11:08 pm

            Obrigado, caro BP. Nem imagina o orgulho que senti ao ler a sua mensagem. Não sou escritor – sou professor de Português. Escrevo por paixão e pela vontade de partilhar ideias, ao estilo dos velhos cronistas d’A Bola. Lembro-me de ir todos os dias à drogaria da minha terra, onde se vendia o jornal como se fosse pãozinho quente. Se quiser acompanhar, pode seguir as minhas crónicas no Facebook: Crónicas da Meia Esquerda. Quanto ao resto, cringe é tentar gozar com o que não se alcança. E rir-se à boleia dos outros só confirma o essencial: há quem comente por reflexo, não por leitura. A crónica não é para todos – é para quem tem memória, contexto e capacidade. O resto, fica-se pelo ruído. Saudações!

          • Neville Longbottom
            Posted Outubro 14, 2025 at 7:05 am

            E qual é esse romance?

            • Valter Batista
              Posted Outubro 14, 2025 at 11:00 am

              Talvez “O Coração dos Homens” de Bruno Vieira Amaral.

              • BP
                Posted Outubro 14, 2025 at 2:22 pm

                Era bom, era…tanto quanto sei, o Bruno Vieira Amaral já publica livros há mais de uma década. Eu estou ainda longe, comparativamente a ele não passo de um proto-escritor – só comecei a ser escritor a tempo inteiro no início do ano passado, só tenho um romance publicado.

            • BP
              Posted Outubro 14, 2025 at 1:06 pm

              Ahahaha boa tentativa de me sacar a identidade…teria todo o gosto em deixar aqui os links para compra online do meu romance, na FNAC, Bertrand ou Wook, mas não pode ser porque eu não publiquei sob pseudónimo, se o fizesse vocês todos ficavam a saber a verdadeira identidade do “Benfiquista Primário/BP”…

              • Neville Longbottom
                Posted Outubro 15, 2025 at 12:21 pm

                Sacar a identidade? Amigo eu tenho mais que fazer. É-me indiferente o teu nome ou quem tu és. Mas o romance despertou-me curiosidade.
                .
                Tranquilo
                Abraço

              • Valter Batista
                Posted Outubro 15, 2025 at 7:05 pm

                Caro BP, desejo-lhe toda a sorte do mundo. É tão reconfortante quando fazemos o que gostamos. Dá para perceber facilmente que tem uma escrita distinta. Espero que também goste do Meia-Esquerda. Saudações Benfiquistas!

  • Kacal
    Posted Outubro 12, 2025 at 2:23 pm

    O Benfica 09/10 e o 13/14 até concordo que jogavam muito, foram das equipas que melhor jogaram cá neste século! Quem sabe mais uma ou outra versão dele. Mas na segunda passagem foi igualmente fraco.

  • Artur Trindade
    Posted Outubro 12, 2025 at 6:12 pm

    JJ é o grande treinador português da sua geração, e o único que consegue chegar a qualquer sítio e transformar completamente o futebol jogado. Isto continua a acontecer ao dia de hoje, entrou no Al Nassr e mudou, como tinha feito no Al Hilal, e equipas anteriores.
    Quem refere que esta grande equipa do Benfica de 2006 (antecedida de um grande Braga e seguida de um grande Sporting) se deve aos grandes jogadores que tinha, esquecendo que entre outros, Aimar, Coentrão, Di Maria já estavam no Benfica e jogavam pouco mais que um caracol.
    Dos que se aproximam, Mourinho perdeu a fórmula (do futebol jogado) faz muito, e Amorim (outra geração) falta provar que tem a força de renovação (repetida vezes sem conta) do seu professor Jesus.

  • BabaYaga
    Posted Outubro 12, 2025 at 9:10 pm

    Voava e arraçava

  • JJayy "Non Believer"
    Posted Outubro 12, 2025 at 9:55 pm

    O Benfica da primeira passagem foi, o da segunda não deixa saudades e foi um grande gastador. Os putos da formação também não têm saudades nenhumas dele

  • BP
    Posted Outubro 13, 2025 at 12:43 am

    Para mim, não há a mínima dúvida: JJ é de longe o melhor treinador português (o Mourinho do FCP, Chelsea, Real Madrid e Inter é um caso à parte, está sozinho num patamar acima de todos os outros, em termos de resultados). Dá-me vontade de rir quando comparam JJ com Abéis e Conceições, é mesmo comédia involuntária da mais fina igualha :-D.

    Em termos de conhecimento do jogo e do futebol que põe as equipas a jogar (logo quando chega, tem impacto imediato e descomunal no futebol da equipa, não precisa de um “projecto” de anos para ter impacto e ganhar), só admitiria comparações com um Paulo Fonseca ou um Vítor Pereira no seu melhor. Todos os outros seriam alunos de JJ na boa…

    • Kacal
      Posted Outubro 13, 2025 at 1:34 pm

      Nem sou fã do Sérgio Conceição mas a realidade é que ambos têm (ele e JJ) 3 campeonatos conquistados em Portugal, por exemplo. Futebol jogado podemos discutir quem é melhor e até posso concordar que JJ teve épocas do melhor que vimos cá, mas dissociar as conquistas é sempre complicado para aferir o valor de um treinador. E a realidade é que ambos têm os mesmos campeonatos cá. Depois fora JJ tem vantagem, mas SC também não treinou reais candidatos a titulos.

      • BP
        Posted Outubro 13, 2025 at 4:49 pm

        Oh por amor de Deus, o Conceição do ‘modelo de jogo’ “chutão lá para cima e fé no Marega”??… Se mencionasses o FCP de VP ou AVB, ok, aí sim, via-se trabalho de grande treinador, agora o cão raivoso? Please…

        A minha análise acima é qualitativa, não é quantitativa, em função de títulos ganhos, não fui ver os números dos treinadores portugueses. O Rui Vitória foi bicampeão no meu Benfica e nem por isso deixa de ser, imho, de muito longe o pior treinador dos últimos 50 anos do Benfica (excluindo interinos, SOS Mário Wilson e etc). Houve um treinador italiano que toda a gente que vê futebol internacional assegurava que era mau treinador, ganhou a Champions com o seu Chelsea (Di Matteo? Já não me recordo bem do nome) e nem por isso deixou de ser um mau treinador…

        Não desprezo os números, os G+A, os títulos ganhos etc mas acho que o futebol se deve analisar antes de tudo qualitativamente, vendo mesmo o jogo. Isto aplica-se, para mim, tanto a jogadores como a treinadores. Repara no exemplo mais famoso de todos: Messi do Barça vs CR7do Real. Se tu não os visses jogar, visses só os números tipo golos marcados, ias concluir que eram jogadores de valor semelhante; mas bastava-te ver um jogo de cada um deles para ser óbvio que Messi era mil vezes mais jogador, que jogava mais e fazia mais jogar a equipa, que era muito mais criativo, que tinha muito melhor técnica de drible, de recepção orientada e de passe etc

        Eu quando digo o que digo acima, de ser JJ de longe o melhor treinador português (Special One à parte), digo-o não pelos números que o JJ tem vs os outros que mencionei (embora o JJ tenha excelentes números e não só no SLB), mas por uma apreciação qualitativa do futebol que ele põe as equipas dele a jogar…até porque, repara: no facto de um treinador ganhar ou não um título, há muitos outros factores que não a qualidade do treinador a influenciar. A começar pelo fenónemo “Match Point”, a bola que bate no poste e entra vs a bola que bate no poste e sai…os chamados “deuses do futebol” têm, imho, uma enorme importância no definição final de um título, no jogo decisivo…por exemplo, no final do último campeonato, quando disputávamos o título com o SCP taco a taco, eu quando vi o SLB perder na Luz dois pontos com o Arouca, no último lance dos descontos da segunda parte, e na semana seguinte vi o SCP ganhar em Alvalade dois pontos no último lance dos descontos da segunda parte, percebi logo e disse-o aqui: os “deuses do futebol” estavam do lado leonino, não havia nada a fazer…

        Acho que ver uma época de jogos da sua equipa e analisar qualitativamente o futebol apresentado é uma forma mais fiável de estimar a qualidade de um treinador versus olhar para a tabela no fim da época e ver se ganhou o título ou não. Porque um excelente treinador pode pôr a sua equipa a jogar o melhor futebol durante toda a época, chegar a todas as decisões finais, mas depois, nestas decisões, entra o efeito “Match Point” em cena, a bola bate e sai em vez de bater e entrar, a “estrelinha” está do lado do adversário e faz os detalhes cairem todos para o outro lado, e o treinador perde o título nessas decisões finais, por causa disso, porque os deuses do futebol fizeram os detalhes cairem para o outro lado. Deixa de ser um excelente treinador, deixa de ser o melhor durante a época toda? eu acho que não.

        P.S. É uma honra debater contigo, Kacal: és dos meus comentadores preferidos neste blog! :-)

  • Paulo Roberto Falcao
    Posted Outubro 13, 2025 at 7:22 am

    Tenho uma palavra, ou melhor duas, para a tua bazófia: minuto 92…

  • batalha34
    Posted Outubro 13, 2025 at 10:55 am

    Voava mas desde que chegou o VAR foi so andar rasteirinho.

    Claro que querem eliminar o VAR – apesar de ter sido globalmente positivo, foi particularmente negativo para alguns.

    • Mantorras
      Posted Outubro 13, 2025 at 4:07 pm

      O unico clube que o ano passado, em Portugal, venceu um trofeu, a saber, a taca de Portugal, com ajuda do arbitro e do VAR, foi o Sporting.

      • Shmokyy
        Posted Outubro 13, 2025 at 5:14 pm

        Errado! Com a ajuda de…. tchan tchan tchan tchan…. The Only! The One! Reeeeeeeeeenato Saaaaaaaaaaaancheeeeeeeeeez!!!!!

        Ja chega meu caro, antes ate dava graca mas parem la de por culpas nos outros que as coisas estao a ficar muito negras para esse lado… E outra que tambem nao convem esquecer, com a “ajuda” do VAR nao tinhamos ficado 20 anos sem ganhar. So para acabar, as escutas ja se podem publicar? Ou o Varandas nao deixa?

        • Mantorras
          Posted Outubro 14, 2025 at 7:26 am

          Falam tanto dos outros que nao vos devia custar admitir.
          Choram mas o ano passado so voces mamaram.
          É verdade. Foram os unicos no colinho.

          • Neville Longbottom
            Posted Outubro 15, 2025 at 12:18 pm

            O Sporting o ano passado foi o único no colinho? Tens mesmo a certeza disso? É que esse comentário não é típico de um benfiquista. Costumamos ser mais nós.

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