Humberto Coelho afirmou em Campinas, onde está a base da selecção portuguesa durante o Mundial 2014, que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) quer ter mais jogadores portugueses nas selecções nacionais. Uma gralha do vice-presidente da FPF, no meio de algumas promessas que parecem ser fundamentais para o futebol português, como desenvolver a formação, criar condições para que os nossos jovens possam jogar e principalmente criar condições para que a selecção AA tenha mais qualidade.
Há muitos anos que o VM tem alertado para esta nova realidade do futebol português: a partir de 2016 mais de 80% da actual selecção nacional vai estar na casa dos 30 e se o trabalho de renovação não começar a ser feito, estamos condenados a ser um País medíocre no contexto internacional. É necessário implementar algumas medidas que possibilitem a afirmação do jogador português (o que vale terem talento e nos últimos anos tem aparecido boas fornadas, os resultados nas selecções jovens até tem melhorado, se depois não tem oportunidades quando chegam ao futebol sénior?). As equipas B foram um 1º passo nesse sentido, mas ainda é insuficiente. Porque, o principal problema continua a ser a falta de espaço que os jovens valores tem nas equipas da I Liga, mesmo que apareçam muitos jovens promissores vão continuar a estar tapados pelos Salvio’s, Gaitán’s, Jackson’s, etc, e sem oportunidades nunca vão evoluir. Por outro lado e como este trabalho não é da exclusiva responsabilidade dos clubes, a própria federação tem de tomar algumas medidas (e com isto já estamos a ignorar o facto das selecções nacionais terem treinadores sem qualidade).
Soluções?
O Visão de Mercado sugere algumas soluções a aplicar pela FPF (já o fizemos diversas vezes nos últimos 3 anos, ler aqui, mas só agora, as pessoas parecem estar a reparar neste problema), como forma a reduzir esta invasão de jogadores extra-comunitários e dar mais espaço ao valor nacional. As medidas são na nossa perspectiva realistas e de acordo com os padrões do futebol português. A saber:
– O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube (a mesma regra da UEFA: ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos).
– Para equilibrar o número de jogadores portugueses no 11 inicial, sugerimos que obrigatoriamente em todos os jogos, as equipas coloquem 3 jogadores nacionais de inicio, passado 2 anos depois de ser implementada esse número aumentava para 4. Esta medida, obrigaria os clubes nacionais a terem um plantel com pelo menos 10-12 jogadores nacionais, como forma de prevenir qualquer lesão ou castigo. E 3 até pode parecer um número pouco significativo, mas era o suficiente para os clubes nacionais, principalmente Porto e Benfica que no máximo colocam 1/2 jogadores lusos no 11, passarem a valorizar a formação. Recordamos que por exemplo no campeonato russo há uma obrigatoriedade de as equipas apresentarem 6 jogadores russos no 11.
– Limitar as transferências de jogadores do exterior para 8 ou 10 (desde que pelos menos 5 deles sejam internacionais por qualquer escalão de formação do seu país). Esta medida visa reforçar as trocas internas, fomentando a circulação interna do dinheiro e maior equilíbrio das contas dos clubes.
Que medidas equaciona para uma melhoria do nosso futebol? Portugal vai ser uma selecção vulgar a partir de 2016/18 (temos muitos jovens com talento, mas se continuarem sem espaço, nunca se vão afirmar)? O que acrescentaria ou retirava às ideias do Visão de Mercado para permitir evoluir a nossa Liga em termos de sustentabilidade dos clubes, indirectamente ajudar o futuro da nossa selecção, e para dar mais condições ao jogador português? Recordamos que em 2004 (parece que foi há um século, mas foi há uma década) o Porto de Mourinho venceu a Liga dos Campeões com 9/10 portugueses a jogar assiduamente como tal, a ideia de os clubes só poderem ser mais competitivos com jogadores estrangeiros não faz sentido. E se os nossos melhores querem sair, ao menos que se criem condições para que outros apareçam e mostrem o seu valor…e para isso só actuando com regularidade.
Não quero ver o meu clube ser obrigado a apostar em jogadores portugueses para depois serem convocados apenas os que são representados pelo Jorge Mendes ou afilhados do Paulo Bento…
Luis Freitas
Artur Matias
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Junho 26, 2014 at
1:44 pm
Devia ser obrigatório a federação ter treinadores formadores e não ex-jogadores amigos do fulano X sem provas dadas ao nível do treino e metodologias associadas.
Devia ser obrigatório que identificassem 100 ou 200 futuros "craques" em cada ano e lhes dessem o acompanhamento (psicológico inclusive) necessário ao seu amadurecimento em condições. Tinham de promover concentrações e campos de treino (efetivo) regulares.
A FPF não pode cruzar os braços, não fazer o seu trabalho e somente dizer aos clubes: "Arranjem-me jogadores!"
É preciso que trabalhem com qualidade. Se compensarem melhor os clubes que fornecem os jogadores, talvez estes considerem mais interessante esta simbiose. Há seleções sem medo de apostar em jovens, inclusive em jovens de divisões secundárias como foi o caso de um rapaz do atlético de Madrid. A própria seleção não gosta muito de promover jovens e também por isso a qualidade não melhora. Não se arrisca nada.
Pedritxo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:10 pm
so de pensar que poderimos ter este 11 no mundial: Beto Figueiras Neto Alves Antunes William Moutinho Amorim Danny Ronaldo Bruno Fernandes
Teria sangue novo, velocidade,versatilidade , seria uma maravilha,fora ter quaresma e adrien no banco
Pedritxo
Posted
Junho 26, 2014 at
5:26 pm
Enganei-me no alves , claro que e o pepe, obviamente.
Nao ia a lado nenhum? so nao pus coentrao pq se lesionou. Seriamos muito mais fortes com este 11, duvidas?
Leque mais alargado? fale-me de quem, nao acha bruno fernandes alargado?
Mega Badjeras
Posted
Junho 26, 2014 at
3:16 pm
Pedritxo, com esse 11 não ias a lado nenhum, convém teres um conhecimento mais alargado de um leque de jogadores possíveis para a seleção.
Anónimo
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Junho 26, 2014 at
11:45 am
Uma competição onde apenas podiam participar jogadores portugueses (até se tornava bem mais interessante que a taça da liga).
Cumprimentos, Gomes
Alfemus
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Junho 26, 2014 at
12:00 pm
E o Arouca era campeão, como se via esta época.. ahah
Alfemus
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Junho 26, 2014 at
10:31 am
Tenho algumas considerações quanto a estas medidas, e gostava que me dissessem o que acham:
– Em primeiro lugar penso que a medida dos jogadores nacionais no 11 não pode ser aplicada por razões jurídicas já referidas em cima. Mesmo sendo possível, penso não ser desejável, já que poderia levar a distorções na verdade desportiva. É muito mais preferível, até para os clubes, um aumento dos nacionais dos clubes nos plantéis do que no 11. Imaginem que há uma qualquer vaga de lesões e que os clubes são obrigados, por aquela razão, a meter um extremo só porque é português a defesa central. Penso não ser esse o caminho.
– Em segundo lugar, a medida da limitação das transferências também não é possível, no meu entendimento. Trata-se de uma limitação à liberdade de circulação de capitais e liberdade de trabalhadores, liberdades essas que no âmbito da UE são muito protegidas, e que poderia na mesma levar a distorções nas contratações, como esta que vou referir: —- As cláusulas de rescisão são uma cláusula que inclui um contrato entre a entidade patronal "clube" e trabalhador "jogador". Apesar de não ser do bolso dele a pagar, na teoria, são os jogadores que pagam ao clube, quando saem, uma cláusula de rescisão. Se um clube quiser resolver o contrato com um jogador sem o seu consentimento, também terá que pagar essa cláusula de rescisão (veja-se o caso do Villas-Boas para sair do Chelsea). Ora, o que assistiríamos era a uma descida das cláusulas de rescisão e a todos os jogadores a saírem por essa cláusula, mesmo que na realidade não fosse isso que acontecesse, podendo haver manhosices financeiras depois ao barulho.
– A verdadeira aposta está na questão da formação. Porém, mesmo aí, não temos garantido que o jogador seja português. Cada vez mais vemos os escalões de formação dos clubes a "pescar" cedo os jogadores mais jovens para conseguirem que eles sejam considerados da formação, mesmo não sendo portugueses de gema (podendo depois naturalizar-se, claro).
O que eu alterava mesmo era a idade da "formação". Penso que 21 anos é muito para um jogador de formação. Facilmente se vai buscar um jogador com 19 anos, que já se sabe que é um bom jogador, e ele é considerado da formação e pode jogar na mesma.
Uma coisa que pode ajudar os jogadores portugueses a vingar, por mais que possam não querer, é a a limitação dos jogadores inscritos nos clubes "grandes", que absorvem tudo que é juventude que consegue tocar numa bola, e depois andam a emprestar. Os jogadores são desde cedo formatados que vão jogar naquele clube durante muitos anos e habituam-se à ideia de que vão ser estrelas e ganhar muito. Depois têm dificuldade em "descer" para clubes mais fracos, e mesmo aí acham-se estrelas.
Também passará por aumentar o poder económico dos clubes mais pequenos, que em vez de "pescar" romenos, africanos e brasileiros, que acham estes salários apelativos, consigam dar mais e contratar esses jovens portugueses que não querem vir..
Nélio Ralha
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Junho 26, 2014 at
10:29 am
Boas sugestões do VM que só iriam resultar em 2 coisas… 1ª deixar de ter clubes portugueses a disputar finais de provas internacionais (Champions e Liga Europa, um vez que a qualidade baixaria certamente) 2ª teriamos uma seleção portuguesa inferior em termos de qualidade á que temos hoje, e os selecionadores só iam chamar na mesma os jogadores que jogassem lá fora….
Gonçalo Mano
Posted
Junho 26, 2014 at
10:27 am
Li com atenção todos os comentários, dou-vos os parabéns pela elevação numa discussão tão importante.
Pessoalmente sou a favor das seguintes medidas:
1) Plantel ilimitado em termos de inscrições (Decisão do clube)
2) Competições: 2.1) Liga: Obrigatório a utilização, em cada momento, de 7 seleccionáveis + 4 não seleccionáveis. 2.2) Taça de Portugal: 3 jogadores sub-21 + 4 seleccionáveis + 4 não seleccionáveis 2.3) Taça da Liga: 5 sub-21 + 4 seleccionáveis + 4 não-seleccionáveis
A proposta é violenta, eu sei, mas os clubes precisam de ser protegidos dos seus dirigentes e adeptos.
Deixe-mo-nos de ilusões, o Futebol Português viaja a passos largos para a Bancarrota.
Jorge Dinis
Posted
Junho 26, 2014 at
10:21 am
Valores portugueses que neste momento não estão na selecção há muitos:
Miguel Lopes, Sílvio, Ivo Pinto, André Gomes, Paulo Machado, Ruben Micael, Bebé, Nélson Oliveira, Castro, Orlando Sá, Ivan Cavaleiro, Bruno Gama, Adrien, André Martins, Bruma, Paulo Oliveira, Ricardo, André André, Candeias, etc.
O futuro da selecção está assegurado.
Paulo Duarte Miguel
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Junho 26, 2014 at
12:40 pm
Só se for para jogar amigáveis contra o San Marino, ou acha que é com os jogadores que refere que seremos capazes de repetir os feitos do passado recente? Sejamos realistas…
João Dias
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Junho 26, 2014 at
10:29 am
Está assegurado, sim senhora.
Mas podia estar ainda mais se houvesse uma aposta mais firme em portugueses.
Anónimo
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Junho 26, 2014 at
10:09 am
Um óptimo artigo que vem colocar o dedo na ferida e suscitar uma discussão verdadeiramente útil. Concordo com os pontos referidos e acrescentaria que se deverá colocar um travão e impôr uma maior disciplina na actividade dos empresários, sobretudo naqueles que se dedicam às transfer~encias de jogadores mais jovens. Já é incontável o número de jovens jogadores que saiem dos seus clubes de formação para o exterior com idades abaixo dos vinte anos e que se perde por completo o seu rasto, abdicando de carreiras promissoras a troco de dinheiro muito rápido mas que fatalmente se acaba muito depressa. Por outro lado há que proteger mais os clubes formadores garantindo melhores compensações pelas saídas de jovens atletas e nesse campo poderá também a FPF subsidiar essa actividade com uma distribuição mais criteriosa das verbas avultadas que recebe da participação das competições internacionais. Menos dinheiro gasto com dirigentes e luxos desnecessários e mais dinheiro para quem verdadeiramente produz os atletas.
De notar, contudo, que os actuais dirigentes já fizeram algo de positivo no sentido de redimensionar o jogador português e refiro-me concretamente ao actual figurino das equipas Bês, que permite uma melhor transição do futebol jovem para o sénior, fase essa, onde normalmente se perdem inúmeros talentos, normalmente devido à desmotivação por falta de oportunidades de jogar regularmente.
Fernando Silva
João Dias
Posted
Junho 26, 2014 at
9:51 am
Caso paradigmático: Bélgica.
Os clubes belgas começaram a apostar na formação e vejam o acréscimo de qualidade que tiveram.
E não duvidem. Se por acaso os clubes portugueses apostassem na formação, não duvidem que teríamos uma equipa muito superior à atual Bélgica.
Porquê? Porque o jogador português, na sua génese, é mais talentoso que o belga.
Dói-me imenso ver jovens com a qualidade do Bernardo Silva, João Cancelo, Gonçalo Paciência, André Silva, Tozé, Ricardo Horta se perder porque não há o mínimo de confiança em apostar neles.
Vejam agora. Parece que o Maxi vai sair. Em vez de darem oportunidades ao João Cancelo o que vão fazer? Contratar um brasileiro para o lugar dele :(
Somos o país da Europa que menos aposta na formação. O Porto é o clube da Europa que mais estrangeiros têm em relação ao número de jogadores do plantel!
O Benfica é o clube na Europa que soma menos minutos com jogadores nacionais…
E o Sporting, que tem o luxo de ter das melhores academias do mundo, também só tem 6/7 jogadores da formação no plantel num totar de 23 o que é curto.
São estatísticas que nos devem envergonhar. Só a FPF pode por cobro a esta situação. Está tudo na mão dela. Terá de ganhar coragem e tomar medidas mesmo que isso afete os temíveis lobbys.
Nuno R
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Junho 26, 2014 at
10:38 am
Ou não percebes ou não queres perceber. O Sporting encheu a equipa de estrangeiros (e portugueses velhos também), tirando lugar à formação. Agora tem de remendar o erro. Demora. Mas não pode lançar 7 ou 8 jogadores por ano vindos da formação de uma só vez. Se saltarem 2/3 por temporada é bem bom.
João Dias
Posted
Junho 26, 2014 at
10:27 am
Um clube com uma academia como a do Sporting devia ter muito mais jogadores da formação. 6/7 é curto.
Nuno R
Posted
Junho 26, 2014 at
10:11 am
O Sporting fez uma inversão na aposta na formação (antes até do Godinho), e agora está a regressar à estratégia anterior (no tempo do Dias da Cunha até havia um "estatuto" que obrigava a que percentagem do plantel fosse baseada na formação). Vai demorar algum tempo, é certo, mas este ano entraram na equipa 2 elementos novos (william e Mane) e foram usados outros que já lá estavam (Cedric, Adrien, Martins). Não me parece fraco para um ano. Agora é preciso ver se tem continuidade.
André
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Junho 26, 2014 at
9:35 am
Balelas. Já na campanha eleitoral estes senhores tinham prometido ajudar o jogador português. Até agora: zero. Só ajudaram o Jorge Mendes até ver.
André Vieira
Posted
Junho 26, 2014 at
9:35 am
Concordo com as sugestões do VM, e é imperativo que a FPF aplique regras que diminuam a contratação de estrangeiros, e aumentam a aposta na Formação. As equipas B melhoraram um pouca a aposta na formação, mas mesmo assim FC Porto e Benfica, começaram a contratar estrangeiros, desta feita para a equipa B, que poem em risco o aparecimento dos talentos da formação, e uma das regras que eu imponha, era a obrigatoriedade da equipa B jogar apenas com jogadores da Formação, e impossibilitar a inscrição de estrangeiros na equipa B. Falando agora da formação do meu clube: É agora ou nunca, o FC Porto nesta fornada de 1995 apresenta jogadores de grande talento, há que criar condições para que eles apareçam, jogadores como Ivo Rodrigues, André Silva, Tomás e Rafa tem potencial para virem a ser grandes jogadores do FC Porto e da seleção nacional.
Nuno R
Posted
Junho 26, 2014 at
9:18 am
Têm de me explicar muito devagarinho o porquê das equipas portuguesas ficarem menos competitivas se usarem jogadores portugueses. É por não terem qualidade? Deixámos de produzir bons jogadores depois dos Figos e Ronaldos? Ou será diferente pegar num sérvio de 21 anos e apostar nele do que pegar num português? Nem todos os miúdos-estrelas vão vingar nas equipas principais. Certo. E quantos estrangeiros não são barretes? O jogador estrangeiro nunca poderá deixar de jogar, nem que seja por trazer algo diferente do ponto de vista morfológico. Jogadores muito acima da média, em especial já formados, são bem vindos, e até ajudam os jovens a evoluir. Agora, ter uma equipa somente formada por estrangeiros, alguns deles de qualidade assim-assim… Vamos ser honestos: a formação em Portugal nunca deixou de existir, o que mudou foi a filosofia dos clubes (grandes), que passou a centrar-se em ir buscar valores lá fora, valoriazá-los, e revendê-los. E enquanto essa filosofia não mudar, podem vir com conversas de fornadas de talento, e pro ano é que saltam uns miúdos para a equipa principal, mas basicamente são conversas para encher chouriços.
Nuno R
Posted
Junho 26, 2014 at
10:26 am
A Alemanha não aposta na formação? A Espanha? A França? Há que integrar a formação, prospecção, e aquisições.
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
10:11 am
Nuno R,
Olha actualmente as equipas belgas e holandesas (Países onde se aposta de facto e abertamente na formação) e diz-me se são competitivas a nível Europeu? o Ajax é comprovadamente a melhor escola de formação do Mundo e achas que a nível Internacional é um clube competitivo actualmente?
trikas
Posted
Junho 26, 2014 at
9:09 am
Não li os comentários anteriores, portanto não sei se já foi dito algo parecido, mas a minha opinião é a seguinte:
Enquanto existir um senhor chamado Jorge Mendes (que um dia desaparecerá, daqui a muitos anos) e um grupo chamado Olivedesportos (que nunca desaparecerá), a FPF nunca terá "cojones" para implementar qualquer tipo de regras destas, e mesmo que implemente, quem vai á selecção, quer seja o seleccionador, quer sejam os jogadores serão sempre "encomendados".
– Regras que eu penso que deveriam ser implementadas, tendo em conta a falta de coragem da FPF: 1 – Plantéis constituidos com as regras da UEFA (O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube – ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos), mas atenção que esta regra apesar de ajudar, pode não passar por aqui a solução, olhemos, por exemplo, para Eric Dier
2 – Taça de Portugal, como é "de Portugal", pelo menos 6 jogadores portugueses no 11 inicial (para jogar com estrangeiros, teriam o campeonato, e além disso, Taça é festa, logo poderiamos ter grandes surpresas na Taça e não acredito que depois de uma ou mais grandes exibições dos portugueses nos jogos da taça, não dessem mais oportunidades a estes jogadores nas outras competições)
3 – Campeonato e Taça da Liga com obrigatoriedade de pelo menos 6 portugueses na convocatória (mesmo que o 11 inicial fosse todo estrangeiro, dos suplentes apenas 1 poderia ser também estrangeiro) – mesma regra que na Bélgica, e vejam bem a selecção que a Bélgica tem neste momento
trikas
Posted
Junho 26, 2014 at
11:45 am
Entenda-se, então, o "portugueses" como jogadores formados no país (como acontece na Bélgica), só que isto poderia levar a mais Diers, como referi, que são jogadores formados localmente, mas que são internacionais por outros países.
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
10:19 am
O ponto 2 não pode acontecer
CERVICAL
Posted
Junho 26, 2014 at
8:54 am
Falando do meu clube: Adorava ver, já este ano, ver Iuri Medeiros, João Mário, Esgaio e Chaby na equipa principal, a ter minutos (vários), por outro lado, Ponde e Betinho emprestados.
(falando em miúdos da formação)
CERVICAL
Posted
Junho 26, 2014 at
8:51 am
Ha tanto talento Português, parem de dizer que os clubes vao perder competitividade !! Temos é de apostar neles !!
Pedro
Posted
Junho 26, 2014 at
8:51 am
E se certas medidas forem apenas impostas a clubes que nesse ano não estejam presentes nas competições europeias.
Por exemplo, um clube que jogue as competições europeias tem de ter no seu plantel (na lista para FPF) 8 jogadores nacionais (com passaporte português). Um clube que não jogue deve ter 14. (Listas com limite máximo definido)
Ou então, na ficha de jogo, dos 17 convocados, 7 serem portugueses. E um clube que frequente as competições europeias serem apenas 4 portugueses.
Entre outras medidas semelhantes.
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
8:32 am
Essas limitações são contraproducentes e são irrealistas. Na sociedade atual não podemosdevemos obrigar uma sociedadeclubeassociação a seguir determinado. Com base em que seria essa limitação? Fortalecimento da seleção nacional? Para isso os dirigentes dos clubes diriam que não estão à frente da seleção estão à frente dos seus clubes e são os interesses dos mesmos que pretendemdevem assegurar e defender. Não vale a pena estarmos com xenofobismos de qualquer tipo ou patriotismo cego, a realidade é que essa decisão tem que ser tomada pelos clubes! Concordo que poderia haver uma limitação de inscrição de estrangeiros no plantel, sendo obrigatório a inscrição, por exemplo, de 8 jogadores nos 27, mas nunca poderia existir uma limitação minima no 11. Se um clube tivesse 3 ou 4 tugas titulares lesionados teriam que arranjar substitutos igualmente portugueses para essas posições ou mexer na equipa noutras posições, o que seria ridiculo e se revelaria num decréscimo de qualidade das equipas, desvirtuando até a competição por causa dessa limitação. Também se poderia existir um fenómeno interessante, que era as equipas jogarem no campeonato portugues com essa limitação e nas competições europeias sem qualquer limitação, ou seja, apresentar equipa mista no campeonato e uma equipa só de estrangeiros na Champions e isso sim, iria diminuir o valor do próprio jogador portugues.
Acredito que existem bons valores portugueses, acredito que haverá uma maior aposta no futuro, até quando começarem a aparecer os jovens valores nos clubes nacionais, mas é preciso ter calma. O panorama financeiro das equipas leva tudo a crer que se começara a apostar mais na formação, assim como a qualidade da mesma.
Agora façam-me um favor e contra mim falo.. Quando se apostar em Licás, Ricardos, Josués, André's Gomes, André's Almeida's, Cedric's, Mané's e etc. critiquem-nos ao fim do 1º jogo mal conseguido e nunca mais lhes deem descanso. Todos pedem jogadores portugueses, quando aparecem só criticam, nem sequer lhes dando uma hipotese real.
Joel
Luís Silva
Posted
Junho 26, 2014 at
8:15 am
Ao Humberto fugiu-lhe a boca para a verdade, afinal Pepe é brasileiro, William Carvalho é angolano, Nani é cabo-verdiano e Eder é guineense.
Rúben Cardoso
Posted
Junho 26, 2014 at
9:28 am
Arroz outra vez?
Chilavert
Posted
Junho 26, 2014 at
8:08 am
Este é um assunto que vai estar na ribalta especialmente se Portugal falhar os 1/8 de final. Infelizmente é necessario um rude despertar para tomarmos consciencia dos factos: Se continuarmos neste caminho daqui a 3 ou 4 anos a Selecção voltará ao ostracismo pré anos 80. Não outro caminho que não seja a formação e não dá resultados imediatos( A Espanha necessitou de 15 anos). Ao contrario da maioria o problema não são os extracomunitarios nem tão pouco os estrangeiros!O problema são os dirigentes dos clubes com as suas politicas e ineficacia da tutela(LIGA e FPF). Primeiro os clubes nos quais os dirigentes sedentos de dinheiro optam por adquirir jogadores fora visto que assim o dinheiro circula na compra e na venda( e junto aos clubes gravitam muitas "bocas" para alimentar) embora no seu discurso digam que é uma questão de qualidade competitiva. Esta politica tema agravante de fragilizar financeiramente os clubes(vejam os relatorios e contas dos 3 grandes) Em segundo os organismos que tutelam o futebol a Liga é um orgão decorativo que serve apenas como força de bloqueio e a FPF que dotou ao abandono nos anos do Scolari apesar do esforço feito por Fernando Gomes para revitalizar as selecções de formação com relativo sucesso, continua sem conseguir furar o bloqueio dos clubes para aprovar uma regulamentação que proteja o jogador portugues. Enquanto os clubes não se consciencializarem que as suas politicas são megalomanas e insustentaveis financeiramente a longo prazo não haverá mudanças.É simples.
Em relação ás medidas aplicar não acredito que a limitação de extracomunitarios ou de estrangeiro resolva o problema além dos entraves legais que poderiam haver com medidas exclusivas(alguem acima falou do Direito Europeu á livre circulação). Como tal as medidas tem de ser inclusivas. Por exemplo em vez de limitarmos os numero de estrangeiros por equipa, definir se um minimo de jogadores portugueses no 11 inicial.Assim não há o risco de violarmos direitos internacionais. A minha proposta seria nos 2 primeiros anos 3 jogadores minimo por equipa e a partir do 3º ano 5 jogadores por equipa. O caracter progressivo minimizaria o impacto da perda de competitividade(tão temida pelos grandes clubes)e a curto/medio prazo a qualidade média iria elevar se. Gostaria de saber o que pensam sobre isto e as vossas ideias
Chilavert
Posted
Junho 26, 2014 at
3:52 pm
A maioria dos jogadores estrangeiros em Portugal são de origem extracomunitaria(embora grande parte tenha passaportes comunitarios devido a ascendencia europeia até 3º grau). Eu sinceramente acho que legalmente não podes limitar o numero de estrangeiros mas podes regulamentar o uso de portugueses afinal de contas os portugueses são comunitarios logo não viola a lei…
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
10:18 am
Chilavert,
Mantenho a questão feita em cima, tu não podes obrigar um Clube dentro do Espaço Europeu a jogar com 2 ou 3 Portugueses de inicio, porque isso é automaticamente excluir todos os restantes comunitários, se essa regra fosse em diante, qualquer clube podia contestá-la em tribunal e a Federação Portuguesa levava uma "ripada" tremenda da União Europeia…porque a questão mantém-se, tu não podes obrigar que se jogue com 3 Portugueses de inicio, porque isso seria dizer que os Portugueses teriam mais direitos que um Sueco ou um Holandês, e isso vai contra todos os acordos em vigor actualmente…o Arouca tem o pleno direito de jogar com 11 Gregos ou 11 Eslovenos, porque são comunitários, e ninguém pode obrigar o Arouca a jogar com 2 Portugueses em vez de com 11 Gregos..
Enquanto Portugal mantiver os acordos que tem dentro da União Europeia, esqueçam de uma vez por todas essa ideia de obrigatoriedade de Portugueses, volto a frisar que o Futebol não se pode sobrepor às leis do País…
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
7:18 am
Concordo com grande parte do post. Outras medidas que acrescentaria seriam:
1) Limitar o número de estrangeiros nas equipas B (neste ponto é que está o grande problema a meu ver, porque as equipas B foram criadas para evoluir jogadores nacionais mas estão a ser utilizadas para meter estrangeiros sem valor confirmado na perspectiva que serão um dia um Messi).
2)Obrigar a Seleção Nacional A a incluir nas convocatorias pelo menos 3 jogadores com menos de 21 anos. (Pessoas como o Paulo Bento podem continuar a favorecer magnatas da bola mas serão obrigados a convocar alguns jovens, temos pena)
3) Só podem treinar seleções jovens treinadores que tenham demonstrado mais valia na sua carreira (Treinadores que tenham tido um número minimo de x anos em provas europeias como a liga europa por exemplo, treinadores que obtiveram boas classificações com clubes pequenos ou que treinaram grandes e treinadores que são reconhecidos pelo mérito de apostar na formação e potenciar jogadores)
4) Clubes tenham dividas insustentáveis ou ordenados não pagos ficam proibidos de efectuar transferências internacionais até terem as contas saldadas
5) Clubes que tenham uma proporção de jogadores da formação com jogos (+= 45 min por jogo) feitos acima de um dado valor têm direito a prémios maiores na época seguinte (por exemplo os direitos de TV podiam ter este factor em conta e os clubes pequenos iriam certamente lucrar com isto)
6) Como última medida banir do futebol os responsáveis pelos clubes (dirigentes) que desrespeitem as regras acima referidas pelo Post e outras que venham a ser consideradas
João Pedro
Resto de bom trabalho VM
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
6:26 am
Eu acho que alguns comentários estão a exagerar. Vamos por partes. O nosso País tem 10 milhões de habitantes. Portanto jogadores federados deve ter 200 000 praticantes. A Espanha e a França têm para cima de 50 milhões de habitantes logicamente devem ter 1000 000 de federados. Já aqui não tem sentido andarmos com comparações quando os números não são iguais. Depois faremos a comparação com outros Países mais com sensivelmente a mesma população como a Holanda,Suécia,Belgica etc. Estes ´Países têm algum sucesso nas competições internacionais porque vão buscar putos de 17 e 18 anos ao estrangeiro e depois formam nas suas academias para depois fazerem uma mais valia. Ex: o Luis Soares foi para o Ajax com 18 anos. O Ronaldo fenómeno foi para a Holanda com 17 anos. Como é que me dizem que os clubes portugueses têm que formar se não há jogadores com qualidade suficiente para o fazer. Reparem que a seleção dos sub20 que foi a Final com o Brasil tinha Nelson Oliveira,Danilo etc. Onde param esses jogadores. O Danilo encheu o peito e não quis renovar pelo Benfica e agora arrasta-se no Maritimo. O Nelson Oliveira teve oportunidades no Benfica e na seleção e não deu em nada. Portanto as pessoas têm que ter em mente que podem classificar todos os jogadores em 3 níveis. O nº1 podem jogar em jogadores como o Benfica e Porto ou Sporting. 2º nível podem jogar em Bragas,Boavista,e Guimarães e o 3º nível nas outras equipas . Ponham a pergunta da seguinte maneira. O Benfica o Porto e Sporting andam à procura de defesas esquerdos portugueses. Onde é que os há? Medios defensivos só apareceu este ano o Wiliam carvalho mas é só 1. Defesas centrais onde é que os há. O sporting foi buscar agora o Paulo Oliveira. Mas teve lá o Carrizo e aquele miúdo que foi para o Liverpol que por sua vez foi emprestado para Espanha. Agora digam com sinceridade. Acham que estes jogadores têm categoria para serem titulares do sporting ? Metam na cabeça que quando um jogador tem classe não há nenhum clube grande que não aposte nele. Ex: o Benfica foi buscar o Luisinho e o Hugo Vieira que são portugueses. Com o tempo que passou acham que tinham categoria para jogar no Benfica? O porto o Ano passado foi buscar ao Guimarães e ao Estoril o Tiago, o Ricardo o Lica digam sinceramente se têm categoria para serem titulares no Porto. Isto de teorias anda o Mundo Cheio. Mediante isto os clubes portugueses apostam na formação quer com jogadores portugueses quer com outros jogadores estrangeiros mais novos para fazer mais valias. Lembrem-se que não há clube nenhum em Portugal que consiga subreviver só com a bilheteira e com a Televisão. Reparem que os clubes mais pequenos que têm mais desafogo financeiro todos foram buscar jogadores brasileiros e outros, foram formados e depois revendem.Ex: Maritimo,Nacional, Braga, Academica etc. Vocês acham que era possível isto só com jogadores portugueses. Nem sempre podemos ter ciclos com bons jogadores. Vocês têm casos como por exemplo a França a Bélgica a Dinamarca a Suecia que já tiveram boas seleções e agora estão um pouco na travessia do deserto. Vejam por exemplo a Espanha. Foi campeã do Mundo e agora foi para casa. Acabou-se o ciclo. mesmo antes de serem campeões do Mundo o que fizeram eles como resultados. Nada. E a nível de clubes? Portanto deixem estar o futebol Português como ele está porque o ciclo vai mudar a nível de seleções.
Leituga
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Junho 26, 2014 at
3:00 am
Agentes e empresários que dominam e minam isto tudo nunca na vida aceitariam. Não só a FPF ou Liga querer, é eles deixarem que isso aconteça. Eu partilho das mesmas ideias, que seriam muito benéficas para a nossa selecção e para os nossos clubes.
Luís Rosa
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Junho 26, 2014 at
1:03 am
Quando se fala nos problemas da formação, normalmente fala-se exclusivamente dos 3 grandes, mas os restantes clubes não devem ficar de fora da conversa, sobretudo quando os seus índices de utilização de estrangeiros são igualmente elevados. E atendendo áquela que é geralmente a qualidade dos seus jogadores estrangeiros, teriam inclusive mto a ganhar com a utilização do jogador português, que sempre demonstrou ter boa escola técnica e táctica. O problema é este novo poder instalado, dos empresários, que não têm qualquer interesse na mudança dos estado de coisas. As medidas propostas, com ajustes ou não, ou inclusive outras, têm que ser o caminho. Esperar que os clubes tomem a iniciativa por si sós de apostar na formação é uma ilusão. Havendo regras iguais para todos é a única forma de se garantir a aposta na formação, porque há a ilusão (ou realidade) que ao apostar em jovens portugueses sem que os rivais o façam nos coloca em desvantagem. Por isso, venha a regulação.
P.S. Há hoje jovens talentos que têm já qualidade inquestionável para entrar no 11 e nos convocados da selecção, e aposta nestes jogadores é… zero. Que a selecção dê também o exemplo.
Alexandre Ferro
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Junho 26, 2014 at
12:49 am
Concordo plenamente com o post. No entanto, na minha opinião, as medidas não passam tanto pela imposição dessas regras (como todos sabemos, o típico "tuga" quando se vê sujeito a restrições arranja sempre maneira de se "desenrascar"). Acho que os organismos se deviam reunir (não sei se isto já foi feito a este respeito), como a Liga, a FPF e os vários clubes da 1ª liga, como forma de sensibilização para o carácter urgente que esta renovação de jogadores portugueses revela. Não concordo com algumas coisas ditas aqui, tais como que a solução passa pelo empréstimo de jogadores a clubes menores. Isso já é feito e revela não ser a solução. O jovem jogador português preciso de jogar ao mais alto nível, de competitividade e de treinos que "puxem" por ele. As medidas devem ser principalmente tomadas por Benfica, Porto e Sporting (este último tem contribuído para o objectivo nos últimos anos). Acho que uma medida plausível passaria por benefícios monetários a quem apostasse mais na formação e metesse mais jogadores "da casa" na sua equipa principal e até no seu 11 inicial.
Alexandre Ferro
Anónimo
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Junho 26, 2014 at
12:41 am
Está problemática inerente a contratação excessiva de estrangeiros para planteis tem consequências nefastas ao nível das finanças dos clubes assim como a insuficiente aposta nos nossos jovens jogadores. frequentemente estas contratações são fortemente inflacionadas e em nada acrescentam valor aos planteis em que estes se inserem, o numero de exemplos deste acontecimento é infindável. Devido às fortes dificuldades de financiamento bem como de endividamento dos clubes portugueses é fundamental uma mudança diametral de paradigma, a aposta em jovens deverá tornar-se fundamental num futuro muito próximo. Apregoa-se que a qualidade das equipas irá baixar, possivelmente será assim a curto prazo, a longo prazo será totalmente sustentável com um nível de qualidade elevado em termos internos e externos. É relevante mencionar que o Benfica apenas em 1979 possibilitou a contratação de estrangeiros e nesse período foi cinco vezes finalista da CL.
Está mudança deve ser gradual e ponderada, para que em termos desportivos a qualidade não desça abruptamente, e em sentido inverso haja uma redução substancial dos custos inerentes a contratações estapafúrdias e salários descabidos, de diversos estrangeiros que povoam o futebol português, possibilitando uma melhoria das condições financeiras dos clubes portugueses.
No fim de contas, os clubes ganham e em ultimo plano a nossa seleção poderá aspirar a conquistas internacionais.
enlightenment
Anónimo
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Junho 26, 2014 at
12:33 am
É tipico dos portugueses desvalorizarem o que é português. Enquanto a mentalidade e os interesses dos empresários não mudarem (sim porque se o futebol português apostar muito na formação vai haver muita gente que vai deixar de receber comissões). O nosso mal é não valorizar-mos e apostar-mos no jogador português, tudo isto passa por um grande processo de formação e disciplina, pois os seres humanos são todos iguais, quando nascem não sabem jogar à bola. Temos que confiar nas nivas gerações e propiciar um futuro com sucesso pois um grande mal das gerações passadas foi não acreditar que podiam chegar a um grande patamar internacional devido à não valorização do jogador português e o grande reflexo acaba por ser uma seleção nacional limitadissima pois o problema não é a dimensão demográfica do país. A Costa Rica e o Uruguai são bem mais pequenos que Portugal. Aqui o grande problema é não acreditar no jogador português e consequemente tornar a formação uma escola de elite mundial.
Filipe
Bruno
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Junho 26, 2014 at
12:23 am
É tudo muito bonito, mas há um problema… Grande parte das receitas de alguns clubes em Portugal (3 grandes + braga, etc…) são fruto da participação dos mesmos nas competições Europeias! Os clubes Portugueses perderiam qualidade, e as nossas equipas passariam a estar ao nivel de um campeonato Holandês ou Belga! Agora vocês dizem "Há o Porto foi campeão Europeu com Portugueses em 2004"… Atualmente é Impossivel ter esse pensamento, em 2004 os grandes Europeus estavam em fase de transição, e tiveram uma época muito abaixo da esperada! O Porto teve mérito? Teve sim senhor! Quantos verdadeiros papões é que apanhou desde a fase de grupos até à final? Só me lembro do Man. United!
Não é todos os anos que aparecem Ronaldo's, Messi's, Pogba's, etc… Obrigar os clubes Portugueses a adotarem essas medidas, é matarem o Futebol Português… Claro que a seleção fica a perder, mas olhando para o caso do Benfica e do Porto, quantos avançados Portugueses é que são melhores que o Jackson? Quantos extremos Portugueses (sem contar com Ronaldo e Nani) são melhores que Gaitan, Sálvio ou Markovic? Quantos Centrais são melhores do que Garay e Mangala?
É apostar nos jovens só porque sim?
Anónimo
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Junho 26, 2014 at
1:24 pm
FCP jogou com o Real Madrid na fase de grupos, apanhou o United nos quartos, meias finais jogou com o Deportivo, que penso que era campeão espanhol na altura ou tinha sido há pouco tempo e tinha uma grande equipa, assim como o Monaco, que fez contratações muito boas com fundos derivados de bolsos bastante fundos. Rothen, ou lá como se escreve, Morientes, Ibarra, Giuly, Evra, Squillaci, Plasil, Nonda, Edebayor, etc.
Podemos reduzir os méritos à vontade, mas contra factos não há argumentos.. É o mesmo que ir a uma final contra um PSG ou um City e daqui a 10 anos eles estarem desportivamente muito piores e dizermos que eles só ganharam porque era contra eles.. Memória curta.
Não obstante esse facto temos finais do SLB contra um Sevilha, dos mais fracos dos últimos anos, e do SCP contra o Moscovo e perderam.. às tantas não é só sorte. A realidade é que o FCP tinha uma equipa fortissima e muito dificilmente alguem lhes ganharia após a vitória sobre o United, e diga-se, um United fortissimo.
Joel
ze
Posted
Junho 26, 2014 at
11:42 am
Mas os clubes poderiam ter esses jogadores, Garay, Salvio, etc.. se os 3 extra-comunitários entrem no plantel principal. Porque a grande maioria dos clubes portugueses tem muitos extra-com. no banco e nas reservas.. Por exemplo: – Benfica: só na equipa B tinha 7, no plantel principal tinha 11 (números arredondados) – Sporting: B – 5, na principal – 9 (números arredondados) – Porto: B – 4, na principal – 15 (números arredondados)
No mínimo é absurdo… para comprar jogadores para irem para equipa B, mais vale apostar na cantera.. Agora comprar Jackson's, Jefresson's, Garay's, ets.. jogadores que vao entrar de caras na equipa, assim deveria ser!! É comprar Brasileiros , Argentinos, Colombianos, Mexicanos à palete fica mais barato.. é triste o caminho que o futebol português tem andado..
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:17 am
acho demasiado agressivo o 2º ponto , deviam sim ser obrigatório 3/4 jogadores na ficha de jogo . e nas equipas B , acho que não devia ser permitido jogadores acima de uma certa idade ( acho que agora são permitidos 3 jogadores com mais de uma certa idade , não me recordo )
josé
João Dias
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Junho 26, 2014 at
12:16 am
Uma questão: porque é que a FPF nunca se prenunciou sobre esta matéria? Querem fazer disto um tema tabu?
Falam de tudo e mais algum coisa e disto nem direta nem indiretamente se prenunciaram!
É lamentável
GG
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Junho 26, 2014 at
12:12 am
As contratações, principalmente internacionais, movimentam muito dinheiro, seja por exemplo fundos ou comissões, tanto as razoáveis e declaradas e, como as outras mais escondidas. E serão estes fluxos de dinheiro, e quem está no fim deles, que nunca permitirão uma menor aposta em contratações de estrangeiros. Pelo menos enquanto não deixarem de ter poder/influência/parceria com alguns clubes de futebol. Há muita gente a encher os bolsos à grande com essas contratações e a aposta na formação não é tanto dinheiro fácil.
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:06 am
Algo importante que não se falou: Tornar lei o controlo de idades dos miúdos africanos/brasileiros que vêm parar aos nossos escalões de formação. O teste aos ossos é um teste cientificamente válido que determina a idade de uma pessoa mas os clubes apesar de o fazerem não deixam de usar os miúdos. O facto de usarem estes miúdos leva a que "putos" de 16 anos joguem nos infantis e tirem o lugar e por consequencia competitividade aos nosso miúdos portugueses. Depois quando este miúdos africanos chegam aos 18/19 anos o seu físico já não faz a diferença e a maior parte não chega a lado nenhum e muito provavelmente impediram que os nossos o fizessem. Pessoalmente esta é a principal razão pela qual nunca temos bons pontas-de-lança: os imigrantes que chegam aos nossos escaloes de formação ocupam quase sempre essa posição (mais altos, fortes e rápidos – "mete-os lá a frente p marcar golos"). Tudo isto para ganhar campeonatos de infantis/iniciados e depois lixar o futuro. Pensamento mesquinho de curto prazo. Sei de fonte directa de histórias do Cátio Baldé chegar com um miúdo gigante para os escolinhas, o director da formação do clube em questão dizer "Cátio, isso é um exagero" e o senhor Cátio Baldé aparecer uns dias depois com o mesmo miúdo mas com mais dois anos no b.i.
Mah Med
Posted
Junho 26, 2014 at
12:35 am
O catio e o maior parasita que existe, traz centenas de miúdos , a 5 que sao bons e os 95 que nao sao talentos acabam a viver em condiçoes abaixo de " cao" Deixo aqui uma reportagem feita acerco disso : https://www.youtube.com/watch?v=uboiZfsxMQs
Bruno
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Junho 26, 2014 at
12:19 am
É verdade, o Cátio fez esse truque com o Bruma, só que ao contrário, ele é na realidade muito mais novo, e ainda esta naquela idade em que não sabe falar.
Mah Med
Posted
Junho 26, 2014 at
12:04 am
Eu acho giro quando a posts relacionados com a formação , todos puxam dos seus galões e afirmam que são 10 craques nos sub-17 outros 50 nos sub-20 e os seus clubes são os melhores a formar , mas quando surge um post deste tipo , ja aparecem a a dizer " bem eu prefiro o meu gaitan" , mas num passado não muito longínquo afirmavam : " Bernardo Silva craque da cabeça aos pés , futuro bola de ouro " , os clubes portugueses se querem recuperar dos seus problemas financeiros gravíssimos( não me venham com tretas , em Portugal andam tesos ou a viver de fundos) serão mais tarde ou mais cedo obrigados a apostar na formaçao , Por exemplo a contratação do Maurício( apresentou se a um bom nível) para mim e um disparate quando um clube tem Tobias e Semedo , pois ambos são superiores a Maurício .
Rúben Cardoso
Posted
Junho 26, 2014 at
12:50 pm
O Semedo é melhor que o Maurício? Meu Deus do céu, que disparate.
Mafrense
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Junho 26, 2014 at
12:47 am
Quem está sempre a dizer que tem a melhor formação são os Sportinguistas. Os outros preferem ganhar campeonatos nacionais a ter melhor formação, e campenatos nacionais ganham-se com Gaitans e Jacksons, e não com Cavaleiros ou Licás.
Ricciardo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:34 am
O Sporting contratou o Maurício por uma razão muito especifica, o melhor defesa do clube é o Rojo que tem 22 anos, o Sporting precisava de um jogador mais maduro para dar estabilidade emocional à defesa…
A aposta na formação só pode ser eficiente se existirem nos planteis jogadores maduros o suficiente para tornar um clube mais estável, ter apenas jogadores jovens normalmente não resulta, o Sporting no final dos anos 90 cometeu um grave erro nesse aspecto, após a criação da SAD, investiu em jogadores de qualidade estrangeiros e Portugueses, mas todos eles demasiado jovens, tinha poucos jogadores veteranos na equipa, e o resultado foi mau…
Só mais tarde quando se contratou o Schmeichel, Acosta André Cruz é que se fez um bom grupo e conseguiu ganhar então o campeonato.
Mah Med
Posted
Junho 26, 2014 at
12:31 am
Bruno , acho que isto acontece em todos os clubes , aonde esta Bernardo bem podia estar Iuri , acho que tem se começar a mudar de mentalidades , claro os sportinguistas depois do reinado de Godinho Lopes já entenderam que a única maneira do Sporting ter sucesso e através da sua academia .
Bruno
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Junho 26, 2014 at
12:09 am
Pensei o mesmo. Melhor formação do País e arredores, cheguem-se à frente hehe
Kacal l
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Junho 26, 2014 at
12:02 am
Subscrevo o VM, concordo a 100%, é claro que os três "grandes" portugueses vão ficar menos competitivos no panorama internacional, mas é um risco que eu corria para ter uma selecção cheia de talento e competitiva, em vez de uma medíocre.
Mega Badjeras
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Junho 26, 2014 at
3:13 pm
Kacal I, porque é que os três grandes portugueses ficariam menos competitivos com mais portugueses? isso não tem fundamento. Há inúmeros players portugueses de 17, 18, 19, 20 com maior qualidade que muitos da mesma idade estrangeiros que vêm para o Benfica, Porto e Sporting. Consegues-me explicar porque é que o Porto adquiriu o Oliver por empréstimo e não aposta no Tozé??? Consegues-me explicar a compra do Benfica de Lolo Plá, Gianni, Dawidowicz, Friesenbichler, entre muitos milhares em vez de apostar em Nélson Oliveira, Cancelo, Bernardo Silva, por exemplo? O Sporting foi buscar o Slavchev, e mais não sei quantos jovens em vez de apostar nos da formação. Achas que faz sentido??
Então depois não se venham aqui lamentar e fazer BrainStormings das más prestações de Portugal nas fases finais
Kacal l
Posted
Junho 26, 2014 at
11:10 am
Joel,
Sim, eu concordo com isso, estou a dizer que no caso de acontecer uma diminuição da competitividade internacional, eu não sou contra se for para apostar nos jovens portugueses, mas não estou a dizer que é uma certeza, muito menos que o jogador português é fraco, nada disso.
Anónimo
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Junho 26, 2014 at
8:36 am
A diminuição da competitividade internacional depende de como for feita a integração do jogador portugues. O FCP ganhou a Champions com 910 portugueses, ganhou a Europa League com 34 portugueses em 2010.. Há bons jogadores tugas, tem é que ser integrados com cabeça, paciencia e serem dadas as mesmas oportunidades que é dada aos de fora. Claro que não pode ser uma equipa de 11 portugueses, mas a integração de 34 já seria um bom começo a curto prazo e seria viavel a meu ver.
Joel
m1950
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Junho 25, 2014 at
11:58 pm
Na minha opinião , o Sporting teve essa estrategia , mas que foi um pouco errada , pois Martins e Wilson Eduardo não são nunca jogadores de seleção por exemplo , Jardim teve medo de apostar na juventude (talento fresco a precisar de ser trabalhado), a excepção do Mané , Sporting não teve nenhum grande talento da formação a ser trabalhado na equipa A vindo da equipa B ou juniores.
Lançamos o William de Carvalho que nem titular é na seleção , e nos ultimos dias , vemos o Rojo e o Slimani a dispararem a sua cotação… e são jogadores infinitamente inferiores ao William , onde quero chegar com isto , o Sporting nada ganhou com a aposta na formação porque a FPF não quis valorizar também o trabalho do SCP ( Adrien pelo menos tinha de la estar). Penso que lentamente o Sporting , vai ser mais rigoroso e criterioso na aposta na formação e os jogadores portugueses vão ter menos espaço.
Vou relembrar o capitão Ronaldo , depois de um jogo com Israel penso , onde dizia que talvez não fosse bom "tanta gente nova" , o mesmo que chorou as limitações de Portugal.
Voltando a formação , de referir que os jogadores da formação são até menos leais que os estrangeiros quando se sentem a vontade , todos temos memoria do Sporting de Bento , onde tinhamos o Nani a dizer que se sentia pobre , o Veloso e o Yannick em passareles e etc , montes de birras e mimos , e o Sporting era um clube competitivo apesar da pouca qualidade do futebol de Bento. Lembro-me de Bento dizer que no Sporting na academia mais valia todos aprenderem ingles , visto que todos tinham na cabeça que iam oara o United.
Hoje temos um William que me parece estar a perder a cabeça no sitio tal é o assédio , e ninguem sabe qual será o seu rendimento na próxima epoca , o Sporting devido ao marketing fortissimo que tem na formação ( a nivel europeu claro , porque aqui no burgo a melhor formação é a do Benfica , segundo o Joao Querido Manha e etcs) acaba por ter dificuldade em segurar os jogadores que brilham. Por exemplo acredito que Rojo fique no SCP com mais vontade do que um William de Carvalho… Este é o outro lado da navalha , quando os miudos percebem que tem de haver aposta na formação , acabam por abusar , e o Sporting se quer voltar a ganhar não pode depender de ninguém – nem vou lembrar Bruma e Ilori.
Agora que o Sporting recuperou a a estrutura , e vai-se começar a atirar aos titulos , a formação vai perder peso , até porque como vimos o retorno do investimento foi zero , e a FPF quer guerra com o Sporting ao ponto de tirar o verde da camisola de Portugal para responder ao BDC.
Acho que está na hora do Benfica mostrar a sua formação ao mundo , pois tem qualidade , mas falta-lhe é aposta , boa sorte nisso , enquanto isso vamos ter o FCP a apostar na formação também (só que espanhola)
Artur Matias
Posted
Junho 26, 2014 at
1:32 pm
O William Carvalho foi um cogumelo que apareceu de repente. Andava emprestado pelas bélgicas que nem o sporting lhe ligava nenhuma. Claro, teve sorte que era uma época de crise, sem competições europeias e assim aparece. Até parece que era a coqueluche da formação desde há anos…
Bruno
Posted
Junho 26, 2014 at
12:13 am
Bom comentário.
m1950
Posted
Junho 26, 2014 at
12:10 am
Devo só lembrar que se Fernando fosse naturalizado o William não estaria sequer na seleção, por interesses que todos imaginamos , e sim porque Fernando é superior neste momento.
Agora é ver que Lima é portugues , porque não se considerou Lima na seleção , porque não é convocavel , Lima é o melhor avançado portugues… pois mas aqui já não era preciso , já não era para queimar um jogador do Sporting.
Esta coisa do Sporting que os adversarios gostam de chamar de mania da perseguição , é que já é tão claro , que acabam por fazer figuras a tentar desmentir o obvio e o que está visivel na cara de toda a gente.
Amaral
Posted
Junho 25, 2014 at
11:54 pm
Nao concordo com a parte do 11 inicial ter de conter um x numero de jogadores nacionais, a partir do momento que um treinador tem um plantel com que trabalha, deve poder geri-lo da maneira que quiser, e até devido a lesoes e suspensoes nunca achei uma boa solucção. Mas estou claramente de acordo com o numero limite de inscriçoes, 27 será um nº razoavel, 5 jogadores da formação tambem, mas adiciono um ponto: Minimo 10/12 jogadores nacionais (Nada da treta dos extra-comunitarios)!
O Treinador poderia gerir o plantel da maneira que quisesse, a unica diferença seria a nível das inscrições, é obvio que poderia acontecer na mesma 11's sem jogadores nacionais, Mas um plantel relativamente curto e com cerca de 40% de jogadores nacionais aumentaria e muito o uso do jogador portugues.
Flávio Trindade
Posted
Junho 25, 2014 at
11:52 pm
Estou de acordo com o VM na generalidade. 1. Essas alterações têm que ser impostas à força porque os grandes clubes nunca o irão fazer por livre vontade.
2. Optaria pelas regras da UEFA. 25 jogadores inscritos, 8 formados no país e 4 no clube. Estas normas não violam a livre circulação.
3. Em vez de darem o exemplo russo ou o turco que são realidades afastadas da nossa, porque não dar o espanhol? Em Espanha os clubes inscrevem 25 jogadores no máximo e existe um limite de extra comunitários. A aposta na formação é uma constante e eles dominaram o futebol durante 6 anos.
4. É das situações mais ridículas que já li aqui. O facto de existirem regras para a proteção do jogador nacional e de criação de espaço para jogadores da formação em nada retira competitividade aos clubes nacionais. Nada mesmo! Será que Helder Costa inferior a Ola John? Ou Esgaio inferior a Welder? Ou André Silva inferior a Kleber? Acham mesmo que com estes ou outros exemplos os clubes ficariam pior servidos? Eu também acho que não. Aliás esse argumento é tão falacioso que com as regras acima descritas isso não iria impedir um dos grandes de alinhar com 11 estrangeiros no 11 inicial. Mas essas medidas serviriam para que os jovens talentos portugueses sejam no mínimo opção nos seus clubes. E quão tranquilizador seria para mim como adepto ter um Bernardo ou um Rafa ou um João Mário como opções.
Flávio Trindade
Posted
Junho 26, 2014 at
12:26 pm
Kafka, São exemplos diferentes. Os holandeses sempre apostaram na formação, não é por acaso que muito antes de aparecer La Masia já o Ajax dominava a formação. Aliás na Holanda, isso é cultural. Eles preferem sempre um jovem a um estrangeiro de qualidade duvidosa. Não creio que isso se reflectisse em Portugal porque o nível médio do estrangeiro a jogar em Portugal é muito superior ao da Holanda e da Bélgica. Se eles tivessem um Gaitan ou um Jackson na liga deles deliravam.
Kafka I
Posted
Junho 26, 2014 at
12:17 am
Concordo inteiramente com o ponto 1) 2) e 3)
Relativamente ao ponto 4), admito que sou dos que acha que os grandes baixassem um pouco a sua competitividade, e estou a ter como base de comparação os clubes Holandeses e Belgas, que são Países onde se aposta claramente na formação e todos os clubes estão recheados de jovens talentos do respectivos País, e no entanto tanto os clubes Belgas como Holandeses baixaram um pouco o seu nível, mesmo o Ajax , o PSV, o Feyeenord, o Anderlecht que eram clubes grandes na Europa, hoje em dia estão num nível muito abaixo, mas admito estar errado..
Bruno
Posted
Junho 25, 2014 at
11:50 pm
Ah bom, se o objectivo é ter mais tugas assim fico mais descansado, estava na dúvida, e ainda bem que quem fala na selecção veio a público esclarecer.
A selecção é um circo. Paulo Bento é o palhaço maior, este, o ajudante, Ronaldo a principal atracção, qual elefante malabarista qual quê, JM é o dono, e por ai fora.. isto são declarações na onda dos resultados, de forma a tentar baixar o desconforto depois da vergonhosa prestação da selecção nacional no Mundial, contudo, isto são questões que devem/ deviam ser já assunto, independentemente de resultados. E é ai que se vê que isto são promessas "a la Viera", aka só as come quem é parvo. Em suma, esqueceram-se mais uma vez de falar no essencial, nos erros cometidos, planeamento, convocatórias, 11 titular, e por ai fora.
Entretanto, o marinheiro não se deixa ir abaixo, e é mais um que acredita cegamente que a coisa vai mudar, é assim mesmo, são este tipo de pessoas que são precisas.
SL!
Rui Santos
Posted
Junho 25, 2014 at
11:44 pm
O problema, na minha opinião, não são só os grandes. Se olharmos para os plantéis de Porto e Benfica, vemos excelente qualidade e, naturalmente, um jogador jovem terá problemas em afirmar-se. Além de que passar dos júniores/equipa B para uma champions não é fácil e nem todos conseguem. É certo que além de Salvio's, Gaitan's, Jackson's etc. vêm jogadores muito fracos e que têm mais oportunidade que o jogador nacional mas, para mim, a maior culpa é dos clubes "pequenos".
Olhando para o Setúbal este ano, apostou nos escalões inferiores, na prata na casa e em jogadores jovens das equipas grandes. Se as equipas nacionais em vez de apostar em brasileiros (na sua maioria) de 3ª divisão, pedissem empréstimo dos jovens das equipas grandes – de onde provém grande parte do talento – ficavam, na minha opinião, a ganhar. Além do óbvio talentos destes jogadores, tinham mais dinheiro para contratações a sério. E, deste modo, seria mais fácil a afirmação destes jogadores nos clubes "grandes".
Quantos às medidas do VM. Como foi dito anteriormente não é possível implementar a 2ª medida. Como tal, era passar para jogadores comunitários e, em vez dos 3/4 atletas, serem 5/6 atletas. Em que destes 5/6, 2/3 teriam de ter feito a formação no clube.
Anónimo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:24 pm
Pois eu prefiro continuar a ter Sálvios, Gaitans e Jacksons e ter o meu clube competitivo a nível interno e externo do que perder competitividade a todos os níveis para a Selecção fazer boa figura de 4 em 4 anos. Além de que vivemos na União Europeia e há direitos que não devem ser postos em causa.
Francisco
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
1:24 pm
E jackson, como o próprio autor confirmou O william carvalho é uma excepção…eu sou do bemfica, e acima de tudo quero ter os melhores…voces falam e o próprio sporting com as contratações q já fez este ano está a tirar o lugar a miudos da formação…quer dizer que os miudos são maus? Não, quer dizerem q querem ganhar agora, e ser mais competitivos.
josé
Nuno R
Posted
Junho 26, 2014 at
10:15 am
Então e se em vez de Salvios, Gaitans e Jacksons (esses distintos cidadãos europeus) tiveres Capuchos, Sergios Conceicao e JVP, deixas de ser competitivo?
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:36 am
Prefiro ter jogadores que ganhem sejam eles de que nacionalidade for. Tal como eu fui trabalhar para o estrangeiro e não me agradaria que me tivessem impedido de trabalhar só por causa da minha nacionalidade. P.S. Por acaso até sou portista e referi os jogadores do post da VM e não vou responder aos habituais comentários cheios de complexos de inferioridade sportinguistas.
Francisco
Ricciardo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:24 am
José, ai não? então o quer dizer « prefiro jogar com Salvios e Gaitans»?? é de que clube ? do Sporting não?
Deixem de ser Hipocritas pá, está mais que visto que são os Benfiquistas os maiores detractores da aposta na formação
# Não trocava um William Carvalho por nenhum jogador estrangeiro da mesma posição (serve ou tenho que argumentar mais?)
LuisRafaelSCP
Posted
Junho 26, 2014 at
12:18 am
Quantos Cristianos Ronaldos poderá ter perdido o Benfica por querer promover Gaitán's? A questão é essa, a falta de aposta poderá fazer perder-se grandes talentos nacionais. O William Carvalho que o diga…
Anónimo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:59 pm
Ricciardo, em nenhum momento ele referiu que é benfiquista, apenas falou de jogadores que aumentão e muito a qualidade do campeonato, não é por seres do Sporting se tivesses dinheiro para ter um gaitan ou um quintero dlavas assim!
E que eu saiba o benfica continua a contratar como sempre, portanto acho um bocado ridiculo essa professia da desgraça a 2 meses do fim do mercado de transferências.
José
Ricciardo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:43 pm
Estão a ver… típico comentário de Benfiquista que tem estigma em relação a formação de jogadores Portugueses…
o clube dele continua a aumentar o passivo, a ter prejuízos ano após ano, hoje em dia já tiveram que mudar um pouco a política e começar a contratar Djavan's e Candeias porque se acabou o crédito para mais sul Americanos, mas continuam com a mesma ladainha e a vir falar em direitos de União Europeia…
A união Europeia não defende igualdade para Salvios e Gaitans, meu caro….
A união Europeia diz que os cidadãos Europeus, Franceses, Portugueses, Alemães, Espanhois, são Europeus e podem andar em qualquer lado do Espaço Schengen
isso não se aplica nem a Argentinos, nem a Brasileiros…
Por isso é que em Espanha, França, Alemanha e outros países, só se podem utilizar X de Brasileiros ou Argentinos, porque são cidadãos, NÂO EUROPEUS
qual é a parte do Não-EUROPEUS, que não percebe??
João Dias
Posted
Junho 25, 2014 at
11:39 pm
Em suma, preferes ter mercenários a jogadores que amem a camisola do teu clube.
É a tipica mentalidade de adepto pequenino: ganhar a todo o custo
Mah Med
Posted
Junho 25, 2014 at
11:11 pm
iuri medeiros e esgaio tem todas condiçoes para assumir as alas do sporting , ambos sao superiores actuais extremos , Bernardo silva devia ter lugar no minimo no plantel do Benfica , Andre Silva e daqueles que nao engana ninguém pode muito bem começar a dar os primeiros passoa no plantel principal do Porto , Agostinho Ca , Tiago Ilori, joao carlos teixeira e edgar ie , andam perdidos e seriam titular sem exagero em 80% das equipas , o que nao falta sao talentos portugueses por ai …
Ricciardo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:30 pm
No Sporting não há problema, em cada geração irão sair 3 ou 4 jogadores de Selecção nacional
O problema são as outras equipas, que umas vezes queimam etapas de crescimento dos jogadores outras vezes não lhes dão oportunidades
Não existe razão nenhuma para Portugal ser o único país praticamente da União europeia que permite a utilização sem limitações de jogadores não comunitários… temos claramente um excesso de jogadores não comunitários em Portugal, alias, a esmagadora maioria dos jogadores estrangeiros em Portugal são não comunitários, porque contratar jogadores estrangeiros Europeus nem é para qualquer bolso…
Anónimo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:11 pm
É tudo muito muito bonito, mas com a influência que os empresários têm no futebol atual e as comissões tão chorudas que beneficiam os dirigentes, parece-me uma prática impraticável. Mário
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
7:38 am
Exacto, tem de haver um grupo de pessoas com eles no sitio para empurrar esse poder para a periferia do futebol. Incluindo o selecionador de Portugal que o que temos é um lacaio de JM
João Pedro
João Lains
Posted
Junho 25, 2014 at
11:07 pm
Mas estão todos bem cientes que em termos internacionais, os nossos clubes serão menos competitivos, certo?
Mega Badjeras
Posted
Junho 26, 2014 at
3:05 pm
João Lains o Benfica e o Porto passavam bem sem a sua formação, mas não a seleção, e se és português e gostas de futebol, devias apoiar jogadores portugueses nos principais clubes, para mais tarde o seleccionador, independentemente de quem for, ter mais opções do que hoje em dia, para podermos ambicionar algo mais em Mundiais e Europeus.
Não entendo essa tua negação aos jogadores nacionais em clubes nacionais, argumentando que sem estrangeiros, os clubes não obtêm sucesso. É por causa de pessoas que pensam como tu e que mandam hoje no futebol português, que a seleção está como está. Enfim…
João Lains
Posted
Junho 26, 2014 at
1:49 pm
O Benfica e o Porto passavam bem sem a sua formação, não sei onde está a dúvida. Além disso, mas que raio é que os clubes têm a ver com a selecção? Os clubes são independentes, a selecção pega os jogadores que pode. É claro que a base de recrutamento da selecção fica mais reduzida se os clubes não apostarem no jogador nacional, pelo menos, os de qualidade. Acho que tu é que fizeste aí umas contradições com o português, com todo o respeito.
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
1:09 pm
Boa tarde, João Lains desculpa que te diga mas tu contradizes-te quase de frase em frase…. primeiro que tudo não acho que seja profunda ignorância considerar que a selecção portuguesa venha em primeiro lugar,e volto a referir que para MIM assim o deveria de acontecer.Os clubes não precisam de viver á custa da formação?que eu saiba nenhum clube em Portugal foi comprado por algum Emir ou algo do género logo não há "petrodolares" para o sustentar e como é mais ou menos sabido dinheiro é algo que não abunda nos clubes por cá…e como é que a base de recrutamento ficaria reduzida se passasse a haver medidas inclusivas de jogadores portugueses?penso que seria precisamente o oposto.
Ass.KAIOSHI
Nuno R
Posted
Junho 26, 2014 at
11:19 am
MAs achas mesmo que com 4/5 portugueses na equipa deixavas de conseguir competir com Sevilhas e Celtics?
João Lains
Posted
Junho 26, 2014 at
11:02 am
Roberto, isso é conversa de "fuinha", se és realmente benfiquista, vais apoiar incondicionalmente o teu clube, sejam eles portugueses ou chineses.
José Luís Ferreira, nem sequer compares o Barcelona com a realidade de qualquer clube português.
Não percebo porque se apoiam no Porto de 2004, foi uma excepção, tal como foi a nossa presença na final de um Europeu, uma meia-final do Mundial, e por aí fora, num altura em que tínhamos alguns dos melhores jogadores do futebol europeu.
Tal como o Chilavert disse no seu comentário, os nossos clubes iriam perder competitividade a nível internacional a curto prazo (2 a 3 anos), essa é a minha convicção e também já a tinha deixado clara, infelizmente o envio do meu comentário deve ter falhado.
Kaioshi, se achas que a selecção vem em primeiro lugar, vives numa profunda ignorância. Os clubes não precisam de viver à custa da sua formação, já a selecção vê a sua base de recrutamento bastante reduzida se os clubes não apostarem no jogador nacional. Acho que deixei bem claro, quem é que tem de "arregaçar as mangas".
Nuno, comentário muito pertinente… Eu olho para as prestações mais recentes dos clubes portugueses e acho que uma presença na final da Liga Europa já seria bastante digna. Portanto, não percebo porque é que falas em Real, Barcelona e Bayern.
Alfemus
Posted
Junho 26, 2014 at
10:38 am
João Lains, perdoa-me, mas desde que o Mourinho andou a "pescar" jogadores portugueses com pouco dinheiro no campeonato português e passado dois anos foi Campeão Europeu eu não concordo com esse argumento da falta de competitividade a nível internacional. Que "estranhamente" depois coincidiu com as nossas melhores exibições em campeonatos do mundo e europeus…
Nuno R
Posted
Junho 26, 2014 at
9:21 am
Sim, Lains, perderemos aquela capacidade de lutar de igual para igual com o Real, Barcelona ou Bayern… Gostaria de saber onde andavas e o que dizias quando o Acordo Bosman entrou em vigor. Também era o fim do futebol português. E afinal…
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
7:36 am
Seria menos competitivo? O porto ganhou 2 provas europeias seguidas com portugueses e com um treinador português!!! O melhor árbitro do Mundo é português! O MELHOR JOGADOR DO MUNDO é português! E foi formado em Portugal caso não te lembres! A melhor geração de sempre que já tivémos foi recente e foi formada em .. Portugal!! Caso não te lembres Rui Costa , João Pinto, Vitor Baia, Ricardo Carvalho, Fernandp Couto, Figo, Pauleta, Nuno Gomes, Sérgio Conceição, Paulo Sousa, Costinha, Maniche, etc etc etc são de que nacionalidade??? E foram formados no Brasil ou na Argentina??? Não meu caro, apostar na formação é apostar na sustentabilidade e apostar na própria valorização do clube e da sua mística. Jogadores de outras naconalidade quando são bons devem vir claro, mas quando o valor é duvidoso investir na formação deve ser sempre a prioridade! Por último, sabe porque é que a seleção hoje está viva? Porque um senhor chamado Paulo Bento foi obrigado/ aceitou apostar nalguns miúdos que conheceu nos juniores do Sporting. Se ele não tivesse passado por lá se calhar nem tinha apostado em ninguém… e hoje estávamos a ver o mundial na TV com a Suécia no grupo de Portugal.
João Pedro
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
7:32 am
acho que falta falarem num ponto essencial para a aposta do jogador portugues pelos clubes de médiapequena dimensão do nosso campeonato , porque a base de uma futura seleção passa também por eles.
A nivel de formação, salvo devidas excepçoes, (Vitória de Guimarães que tem aproveitado muito bem as camadas jovens e transição sénior via equipa B, e o Sporting de Braga que na passada época teve um relativo sucesso), tudo o resto raramente aposta no jogador portugûes (e aqui o meu clube Académica também tem mea culpa por apostar pouco, Zé Castro , Flávio Ferreira e pouco mais , dado que licás e gonçalos santos nao foram devidamente aproveitados).
Será que já parámos todos para pensar o porqûe de isso assim o ser? -Empresários? Certamente
Mas e os orçamentos dos clubes? que rebentam com as fornadas vindas dos ditos 3 grandes? Dando um exemplo claro, o Nélson oliveira quando foi o melhor marcador do mundial de sub-20, já possuia um salario prinicipiesco para os clubes de média dimensão. Coloquem-se no papel dos director desportivo de um clube. pelo valor de 1 jogador (que na maior parte das vezes nao vai ter seguimento na sua formação (esperem para ver tozés, bernardos silvas e cancelos perdidos numa polonia ou chipre dentro de alguns anos) o mesmo clube consegue apostar em 45 jogadores (com um risco ligeiramente maior, mas com potenciais de retorno do investimento bastantes superiores, vejam o conceito de equidade no poker que se entenderem isso, entendem logo isto de certeza, que nao vos tou para massacrar com contas).
O que eu quero dizer com isto, é que o jogador portugues para os clubes médios que deveriam ser o suporte da seleção,as estrelas já sabemos voam para longe depressa, são demasiados caros, e vêm na sua maior parte das vezes com mania jogar para cá, ao contrário dos imigrantes do nosso futebol, que vêm aqui para subir na vida e vao dar o máximo(ou deveriam vá), ja a maior parte do jogador portugues , so que jogar no benfica,porto e sporting, e quem sabe num dos outros só que pago a peso de ouro para a realidade nacional.
João Roque
Anónimo
Posted
Junho 26, 2014 at
1:37 am
Boa noite,primeiro que tudo está a selecção portuguesa e não faz sentido para mim que se ponha os clubes em primeiro,logo se os nossos clubes ficarem mais fracos nas competições europeias (o que sinceramente não acredito porque na minha opinião existe muita qualidade nos nossos jovens) durante uma ou outra época isso será um "mal" necessário e que vem por bem. Alguém neste forum acha que se um dia Portugal ganhar alguma competição o sentimento por tal vai ser inferior ao de ter ganho algo pelo seu clube?Claro que NÃO!Muito pelo contrário!Se os nossos jogadores são cobiçados por clubes de outros países porque não serviram para os nossos?Nós temos de apostar no que é nosso e realmente formar os nossos jogadores (vou dar um exemplo que nos dias que correm é por demais evidente,o Éder,com o porte físico e qualidade que tem se tivesse sido bem formado desde tenra idade possivelmente seria um avançado portentoso mas infelizmente não tem cultura de ponta-de-lança nem a desejada capacidade de finalização) e moldá-los consoante as necessidades se for o caso(o Brasil durante anos a fio não teve guarda-redes de qualidade e agora exporta-os para todo o lado)e neste momento temos uma falta gritante de laterais (principalmente esquerdos) e pontas-de-lança.O tipo de medidas que deveriam ser utilizadas têm de ser inclusivas porque assim não vão contra nenhuma lei em vigor e por outro lado os clubes assim vão pensar duas vezes antes de contratar jogadores(sejam não-portugueses ou extra-comunitários) aos "contentores" como fazem em todas as janelas de transferência .
Ass.KAIOSHI p.s.- s.f.f. espero que desta vez publiquem o meu comentário,já que não o tem acontecido nos últimos tempos por alguma razão que desconheço.
Messias
Posted
Junho 26, 2014 at
12:40 am
Mas é lógico que o Barça não seria tão competitivo sem os estrangeiros, e quem diz o Barça diz qualquer clube, acho que até tu consegues perceber isso, mas numa coisa lá tens razão, a falta de inteligência de alguns aqui é atroz…
Ricciardo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:59 pm
O Barcelona não seria tão competitivo sem o Neymar?? OMG isto é com cada comentário
Mas que exemplo mais estapafúrdio, o Barcelona é uma das melhores formações do Mundo
e Ninguém aqui esta´a dizer que se deve jogar com 11 jogadores da formação…
O que eu estou a dizer é que esta palhaçada de se poder jogar com 11 brasileiros ou 11 Argentinos desvirtua largamente o nosso campeonato e prejudica a formação do jogador Português…
Eu defendo uma logica de 6 + 5, prefiro que em vez de ter muitos estrangeiros, os clubes Portugueses contratem jogadores estrangeiros de melhor qualidade, qualidade a frente da quantidade, e que apostem mais no jogador nacional, seja formado no clube ou não…
No passado já houve exemplos de sucesso, não me venham com a conversa do Euro Milhões, porque jogar no Euromilhões é andar a contratar estrangeiros as carradas todos os anos a ver se sai um Di Maria…
è que por cada Di Maria, saem 10 Ola Johns… pode ter lucro com 1, mas tem prejuízo com 10, e a prova disso é que a situação financeira dos clubes tem vindo a deteriorar-se…
ainda acha que essa é a boa política?? A falta de inteligência de alguns aqui é atroz…
Ricciardo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:54 pm
Os clubes não apostam em Portugueses por vários razões Sousa..
1. Nem todos os presidentes de clubes e outros agentes que gravitam a volta de futebol estão preocupados com o clube ou o seu futuro (tenho que lhe dar exemplos ou acredita em mim?)
2. Formar jogadores Portugueses não dá comissões a ninguém, importar jogadores dá….
3. Eu não disse que não apostam por incompetência, Eu afirmo categoricamente que há um excesso de importação de jogadores estrangeiros em Portugal, porque é uma das formas de pessoas extraírem dinheiro dos clubes, muitas pessoas ganham com transferências…
Uma coisa é ter 3 ou 4 estrangeiros acima da média num plantel, como acontecem em Italia, Alemanha e Espanha, outra coisa é ter 11 estrangeiros medianos, apenas porque se tem um estigma aos jogadores nacionais e se pensa (erradamente) que qualquer estrangeiro é melhor…
Há muito entulho por aí a ocupar espaço em planteis da primeira liga, espaço esse que poderia servir para jovens Portugueses ganharem reputação, evoluírem e tornarem-se belos jogadores… mas tal como eu disse, formar jogadores não dá comissões a ninguém
formar jogadores é bom para os clubes, contratar jogadores por vezes é melhorar para quem dirige os clubes (são coisas diferentes…)
Chilavert
Posted
Junho 25, 2014 at
11:54 pm
A cena dos Extracomunitarios é facil de contornar basta arranjar ligações de um bisavo ou avô a um país da UE, pedes passaporte e voilá já não és extracomunitario! A perda de competitividade seria apenas nos 2/3 anos a seguir a aplicação da medida (se fosse uma medida severa) agora se for uma medida progressiva (exemplo primeiros 2 anos 3 portugueses no 11 inicial e ao 3 ano 5 portugueses) esse impacto competitivo iria se diluir. Mas concordo que a hipocrisia existe demais! Todos nós sabemos porque se vão buscar jogadores lá fora é que assim alimenta se as "bocas" quando se compram e quando se vende, na formação só há "alimento" quando se vende. Tudo se resume ao que faz girar o mundo: dinheiro!!!!!
Arquimedes
Posted
Junho 25, 2014 at
11:46 pm
Ricciardo a excepção nao confirma a regra, nao é por ganhares uma vez o euromilhões que o vais passar a ganhar todas as semanas, é lógico que com campo de recrutamento maior vais ter melhores jogadores, mesmo o Barcelona tem Mesiss e Neymares senão não seria tão competitivo. A questão não tem nada haver com a qualidade do jogador português, mas sim de matemática. Ao limitares a escolha as escolhas vão ser piores.
Sousa
Posted
Junho 25, 2014 at
11:43 pm
Ricciardo, então e os clubes não têm a liberdade de apostar nos jogadores portugueses? Se compensa, tal como aconteceu com o Porto em 2004, então os clubes certamente apostariam nos jogadores portugueses. Ao que me parece, você insinua que por incompetência os clubes não apostam nos jogadores nacionais. Mas será a imposição destas medidas o melhor remédio? Não! Só agravaria o estado actual, então em vez de contratar um Di Maria ou um James ou Falcao, apostamos aqui no Manel que é nacional e tem potencial mas com um risco muito maior. Se os jogadores estrangeiros acabem por ser mediocres, naturalmente saem do clube.
Enfim, isto já lembra os argumentos protecionistas na economia: fechemos as fronteiras que senão os estrangeiros ficam com os nossos empregos!
Ricciardo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:25 pm
O Porto foi campeão Europeu em 2004 com uma equipa feita a base de Portugueses e com a maioria de jogadores contratados a nível interno…
quem acha que Portugal seria menos competitivo a nível internacional por usar Portugueses além de ser complexado e ter a mania de que os estrangeiros são melhores não se enxerga e não repara que mesmo com estrangeiros actualmente para uma equipa Portuguesa passar a segunda fase da Champions é uma sorte…
Clubes Portugueses a terem dividas todos os anos, orçamentos irrealistas, mas continuam a existir irresponsáveis e hipocritas que acreditam que o caminho unico para a competitividade é apostar em estrangeiros…
José Luís Ferreira
Posted
Junho 25, 2014 at
11:24 pm
Fala-me do futebol espanhol, onde só podem jogar 2 extracomunitários (acho eu)? Não olhando para o último Mundial. Em 2009 quando o Barça foi considerada umas das melhores equipas de sempre, jogava com 8/9 espanhóis e perdeu competitividade? E não vás pelas escolas de formação porque o Sporting tem umas das melhores do mundo, o Benfica foi finalista na Young Champions League e, curiosamente, quem venceu o campeonato interno de juniores e juvenis foram o Braga e o Vitória, respectivamente.
Roberto
Posted
Junho 25, 2014 at
11:23 pm
Prefiro apoiar uma equipa em que jogam jogadores com que me possa identificar do que apoior uma equipa de estrangeiros que vêm num dia e desaparecem no outro. Por exemplo, esta temporada do Benfica. Que sentido faz apoiar esta equipa um ano inteiro para quando obterem sucesso metade ir embora?
João Dias
Posted
Junho 25, 2014 at
11:12 pm
Porquê? Será impossível conjugar aposta em jogadores portugueses com sucesso nas competições europeias? Creio que não.
Kafka I
Posted
Junho 25, 2014 at
11:12 pm
Exactamente João, tocaste num ponto que acho que a maioria ainda não percebeu, essa aposta tornaria a Selecção melhor, mas os clubes ficariam mais fracos, digamos que os clubes passariam a ter o actual nível dos clubes Belgas ou Holandeses, por exemplo
Soraia
Posted
Junho 25, 2014 at
11:06 pm
Verdade seja dita, o problema de Portugal não é o Ronaldo, problema Portugal vem de mais a trás! ! As equipas portuguesas apostam em estrangeiros, para mais tarde os vender para grandes equipas, desvalorizando os jovens jogadores Portugueses, com empréstimos!! Se as equipas portuguesas têm apostado em jogares nacionais, hoje em dia não seria o Ronaldo o único super star da equipa portuguesa! ! Mas assim sendo, é normal, que os outros sejam indicados ou mesmo de livre vontade, ter o Ronaldo como jogador alvo!! Nani tá no Man. U não joga, João Moutinho tá no Mónaco, do resto estão todos em equipas de merda, que se não Fosse pelo Salário, prefeririam jogar em dos três grandes de Portugal!
Kafka I
Posted
Junho 25, 2014 at
11:06 pm
Visão de Mercado,
Vivemos na União Europeia, logo o 2º ponto não é viável de todo, pois um grego ou um Sueco tem tanto direito de trabalhar num clube Português, como um Português tem, logo esse 2º ponto não pode nem faz sentido ser aplicado pertencendo nós à União Europeia, o máximo que poderá existir é obrigatoriedade de 3 ou 4 jogadores "Comunitários" o que é completamente diferente de obrigatoriedade de jogadores "portugueses"
O exemplo do Campeonato Russo, na minha opinião não serve de exemplo, porque a Rússia não pertence à União Europeia, logo pode fazer as regras que quiser e bem lhe apetecer (como até se tem visto ultimamente fora do Futebol)…
Isto é tudo muito bonito de favorecer o jogador nacional e etc, mas o Futebol não se pode sobrepor às leis do País, e a partir do momento que pertencemos à União Europeia e termos acordos de livre circulação de pessoas e bens, os mesmos são para ser compridos, tanto no futebol como em qualquer outra empresa…
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
2:26 pm
Ah ok ok Alfemus, intrepretei mal, entendido :)
Alfemus
Posted
Junho 26, 2014 at
1:47 pm
Kafka, eu falei mesmo disse. A Inglaterra demonstrou reservas à aplicação do tratado. Quando um país formula reservas não se aplica a si o tratado naquelas partes.
Penso que entendeste o contrário, porque estava a dizer o mesmo que tu. :-D
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
11:17 am
Miguel Verissimo,
Admito também estar errado, não sei porquê sempre associei que o Reino Unido só tinha assinado certas partes do tratado, mas admito estar errado porque não fui pesquisar, tinha isto em mente, mas posso estar a fazer confusão com outra coisa qualquer ou outro tipo de tratado, podes ter razão…
Alexandre Gomes
Posted
Junho 26, 2014 at
11:07 am
Acredito que se fossem importados do estrangeiro o mesmo número de treinadores e dirigentes desportivos como de jogadores, os números iriam mudar de certeza..
Miguel Veríssimo
Posted
Junho 26, 2014 at
11:05 am
Kafka, Posso estar enganado, mas penso que a Inglaterra assinou o Tratado a 100%. Tu não vês nenhum problema a qualquer cidadão europeu de entrar e trabalhar no uk.
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
10:37 am
Alfemus,
Mas a Inglaterra é um caso diferente, porque a Inglaterra não assinou o tratado de Schengen a 100%, só subscreveu algumas partes do mesmo, como por exemplo a cooperação policial e judicial e pouco mais do que isso, volta a não ser o exemplo ideal, pois não tem o tratado assinado na sua plenitude como Portugal tem…no entanto mesmo assim, qualquer equipa Inglesa pode perfeitamente jogar com 11 jogadores Comunitários…
RicardoSporting
Posted
Junho 26, 2014 at
10:31 am
Em Portugal os brasileiros nao contam como extracomunitarios.
Alfemus
Posted
Junho 26, 2014 at
10:13 am
– É muito fácil os argentinos, por exemplo, pedirem nacionalidade italiana. É muito fácil aos brasileiros pedirem nacionalidade portuguesa. Isto porque podem pedir por causa dos seus ascendentes até certo ponto. Não me parece que seja por aí. Mas a emissão de vistos é fácil de controlar… – Sei que não é tanto para o estes casos da América do Sul, mas atenção à Inglaterra, já que eles têm montes de reservas ao acordo de Shengen.
Quanto às medidas dos estrangeiros, passa apenas pela formação.
Kafka
Posted
Junho 26, 2014 at
9:34 am
Ricciardo,
Mas onde é que me viste dizer que sou contra o limite de extra-comunitários? eu sou a favor disso, basta leres o que eu estou a dizer…
Eu apenas estou a tentar corrigir os users que falam em "obrigatoriedade de jogadores Portugueses" porque isso é IMPOSSIVEL de concretizar, devido a estarmos dentro do Espaço Europeu, agora como o Miguel Verissimo e tu bem disseram, a União Europeia está-se a barimbar para os Extra-Comunitários, logo por ai podemos à vontade proibir a entrada de extra-comunitários no nosso campeonato e nisso eu concordo contigo…
Repara uma coisa é limite de extra-comunitários (perfeitamente de acordo e possível de concretizar), outra completamente diferente e que muitos users aqui insistem no erro é "obrigatoriedade de jogadores Portugueses" porque isso significa que um Português teria mais direitos que um Sueco, ora isso vai contra as regras e acordos assinados…só quero que os users aqui percebam isso…
Miguel Veríssimo
Posted
Junho 26, 2014 at
1:00 am
Oh Ricciardo, tu estás um bocadinho confuso das tuas ideias rapaz. 1- A UE não tem diretória nenhuma. São Directivas, que são feitas pelos Governos Nacionais, no fundo são uma especie de Tratado, para além de ter tratados como o TUE e o TFUE cujo principio basilar é no fundo o oposto ao que estás a dizer, ou seja, não se podem criar qualquer tipo de barreiras a não nacionais que não existam para os nacionais. Nessa medida se impusesses a regra de que só (por exemplo) pudessem jogar em Portugal jogadores formados em Portugal, terias por hipótese jogadores Portugueses, que por terem sido formados em (vamos imaginar) Inglaterra ou Itália não seriam eligíveis a jogar em Portugal. 2- A UE está-se no fundo a cagar para o extra-comunitários. Para a UE, os EM (Estados-Membros, como é Portugal) até podem banir a entrada de cidadãos que não tenham a cidadania europeia (por exemplo o que está a contecer na ilha de lampedusa.
@Chilavert: Estás a ouvir o que estás a dizer? Qualquer medida inclusiva é uma medida exclusiva para alguém! Exemplo: "As equipas têm de jogar com 11 Portugueses!" Isto não te parece exclusivo para o resto do Mundo? Os critérios usados são quase de formação e não apelam à nacionalidade. Quanto à Taça da Liga, pois não estou certo que obrigarem uma equipa a jogar com 2 nacionais eja uma medida exclusiva, parece-me antes ridícula e só existe por haverem equipas que nem com isso jogam em Portugal, e nessa medida atendendo ao caso concreto e muito bem explicadinho isso até pode passar. Mas atenção, desenganem-se não é por termos 2 jogadores portugueses em campo que vamos meter mais jogadores de qualidade na Seleção.
Ricciardo
Posted
Junho 26, 2014 at
12:21 am
Kafka, isso é apenas um detalhe, porque obviamente que ao existir uma regra que pede a utilização de X de jogadores formados em Portugal ou no clube entre idades compreendidas entre A e B, está-se naturalmente a falar de jogadores que ou são nascidos em Portugal, ou são naturalizados…
Logo é uma questão de interpretação…
no entanto, o que interessa aqui é isto:
Tu como benfiquista defendes a ideia que não se pode limitar os estrangeiros porque estamos na Europa bla bla bla Mentira, porque cidadãos Europeus é uma coisa, cidadãos não europeus é outra…
o problema aqui é fácil de identificar, Extra-comunitários em excesso, e isso não há problema nenhum em criar regras na liga Portuguesa iguais a Liga Espanhola, Liga Alemã, Liga inglesa…
Mas vocês Benfiquistas são hipocritas, querem que isto fique igual, para poderem jogar com 11 Argentinos.
Kafka I
Posted
Junho 26, 2014 at
12:10 am
Chilavert,
Podes ter razão nisso, a questão é que como é que tu dentro do Espaço Europeu, podes por uma lei de obrigatoriedade de utilização de portugueses? essa lei será sempre facilmente contraposta em tribunal
Na minha interpretação, só há uma forma de contornar a lei, que seria a obrigatoriedade de jogadores formados localmente, ora isso não transporta em momento algum para a questão da nacionalidade, apenas frisa que tem que ser formado cá, o que já são coisas distintas, pelo que talvez seja por aí que se possa contornar a lei…mas também não sou advogado também não sei ao certo, se dará de facto..
Kafka I
Posted
Junho 26, 2014 at
12:03 am
Ricciardo, tal como eu previa a alinea que mencionas esta errada e não há obrigação nenhuma de utilização de jogadores portugueses na Taça da Liga, ora o regulamento diz o seguinte:
" 2. Os clubes são também obrigados a incluir na ficha técnica como efectivos, em cada jogo disputado, pelo menos dois jogadores formados localmente, cuja definição decorre do disposto no artigo 57º do Regulamento das Competições"
Artigo 57º Ponto 3 – Considera-se como jogador formado localmente aquele que tenha sido inscrito na Federação Portuguesa de Futebol, pelo período correspondente a três épocas desportivas, entre os 15 e os 21 de idade, inclusivé"
Ou seja, em momento algum está a obrigatoriedade de utilização de jogadores Portugueses, porque isso não pode estar porque isto é a União Europeia, não é o Bangladesh…
Chilavert
Posted
Junho 26, 2014 at
12:00 am
Kafka o problema não são os extracomunitarios por si só, mas sim os jogadores sem nacionalidade portuguesa! Alem dos extracomunitarios poderem ser comunitarios com relativa facilidade(arranjar ascendentes até 3º grau para pedir passaportes) não resolve o problema estrutural(ausencia de portugueses) Se se limitassem os extracomunitarios imediatamente os clubes virariam se para mercados comunitarios. Tem a ver com dinheiro não com a origem dos jogadores
Kafka I
Posted
Junho 25, 2014 at
11:50 pm
Ricciardo, o que tu disseste invalida o que eu disse? ou não sabes ler? dás o exemplo dos outros Países mas em nenhum dos exemplo que deste é proibido os comunitários e foi aí que eu falei, "NOS COMUNITÁRIOS" uma equipa inglesa pode jogar com 11 comunitários
Miguel Verissimo,
Concordo inteiramente com a limitação a jogadores extracomunitários
Chilavert
Posted
Junho 25, 2014 at
11:49 pm
Só não são permitidas medidas exclusivas(limitar estrangeiros comunitarios não se pode) mas são permitidas medidas inclusivas(obrigar a colocar numero x de jogadores portugueses)
Miguel Veríssimo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:41 pm
O Kafka tem toda a razão. A proposta do Tiago Alves é boa porém do pinto de vista do Direito Europeu pode levantar algumas dúvidas, ainda que no geral seja no meu entendimento admissível à tangente. Agora, quanto a jogadores extracomunitários i.e. Brasileiros, argentinos e afins, pode haver uma séria limitação. Pode ainda haver uma limitação ao número de transferências a realizar por época, por forma a cimentar a aposta na prata da casa.
Kafka I
Posted
Junho 25, 2014 at
11:41 pm
Exacto Tiago, pode ser uma forma de contornar a lei
Ricciardo
Posted
Junho 25, 2014 at
11:38 pm
O problema do campeonato Português são os estrangeiros não comunitários…
logo essa conversa do não se poder limitar estrangeiros porque estamos no espaço schengen é uma treta, se alguém analisar os estrangeiros que jogam em Portugal 90% são extra-comunitários, Sul Americanos (Brasileiros principalmente)
E quanto a introdução de regras para defender a utilização do jogador formado em espaço nacional, não existe nenhuma directoria da união Europeia que impeça a liga Portuguesa de obrigar os clubes utilizar obrigatoriamente X de Portugueses por convocatória…
Isso até já acontece por exemplo na taça da Liga em que os clubes são obrigados a usar pelo menos 2 convocados Portugueses formados no clube entre determinada idade…
Portanto não venham com a conversa demagoga que as leis europeias e não sei do quê…. Porque nos outros paises existe limitação para os extra-comunitários
em Inglaterra nem pode jogar um extra-comunitário qualquer, tem que ser um jogador internacional e tem que ser aprovada a inscrição, não é de qualquer maneira… só aceitam estrangeiros não comunitários se tiverem qualidades comprovadas….
ter Franceses, Suecos e Suiços nunca foi problema em Portugal, o problema é haver 70% de não comunitários no total de jogadores…
Tiago Alves
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Junho 25, 2014 at
11:23 pm
Compreendo. Para compensar, Aumenta-se o nº jogadores formados localmente e internamente
LuisRafaelSCP
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Junho 25, 2014 at
11:04 pm
Para mim só falta mesmo a aposta, pois qualidade nunca vai faltar aos nossos jogadores… podemos não ter em todas as gerações um melhor do mundo, como tivémos Figo e agora Cristiano Ronaldo, mas por exemplo, mesmo com aposta escassa nos últimos anos, temos excelentes gerações a aparecer, principalmente a nível de médios interiores e centrais!! Falta-nos também conseguir formar jogadores de qualidade para posições importantes como as laterais e para a frente de ataque!
Fábio Teixeira
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Junho 26, 2014 at
6:53 pm
Pode parecer que não, mas o André Silva tem o físico muito aprimorado e fartou-se de marcar golos de cabeça. Nem sempre o maior ou o mais entroncado são os melhores nesses aspetos. E a técnica e visão de jogo do Gonçalo é inferior à do AS, até porque o segundo começou a jogar a médio ofensivo e extremo antes de chegar a avançado.
Agora, o que o Gonçalo é infinitamente superior é a fazer trabalho de pivot, onde tanto consegue suportar bem o choque e dominar a bola e retê-la até ao aparecimento de colegas, como trabalhar ele próprio o lance. É uma espécie de Giroud português. O André Silva é mais um Lisandro.
João
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Junho 26, 2014 at
3:38 pm
Já vi vários jogos de ambos. O Mega é que nunca deve ter visto uma equipa a jogar em 4-3-3 para achar que o 1,84m e 80kg do Paciência são um pormenor num avançado que actua nesse sistema, ou a capacidade de segurar jogo e conseguir entregar a bola em condições. A diferença de qualidade não é abismal, são os dois tecnicamente evoluídos, simplesmente o Gonçalo tem mais maturidade competitiva. Aconselho-o a rever o Porto B 3 – 2 Acdémico de Viseu (https://www.youtube.com/watch?v=z0dZwu2xOAg) para perceber o que é um avançado em 4-3-3, deve elucidá-lo.
Mega Badjeras
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Junho 26, 2014 at
2:59 pm
Concordo com o Fábio Teixeira. João, tu nunca deves ter visto um jogo do André SIlva e do Paciência pois não?? A diferença de qualidade é abismal, o André é mil vezes melhor que o Gonçalo e deveria ter sido chamado para este mundial, independentemente de onde jogou esta época. O Gonçalo chegou onde chegou por ter 184 cm e 80 kg, porque com a bola nos pés é mediano
. Aconselho-te a veres o Euro sub-19 agora em Julho. Se o André não estiver no Euro 2016 é um escândalo, ele e outros jovens desta fornada de 94, 95. Não interessa o clube onde jogam ou se as equipas são de meia tabela, se têm qualidade têm de ir à seleção.
Neste mundial tinha levado à vontade o André Silva (superior a Hugo, Hélder e Éder), o Marcos Lopes ou o Bernardo Silva ou o Tozé e até mesmo o Cancelo (melhor que João Pereira e Almeida). Mas este é um país de atrasados e incompetentes, que só apetece é chamar nomes à Federação por não criar programas de desenvolvimento e cooperação com os clubes e fazer uma aposta nos jogadores nacionais como fez a Alemanha depois do euro 2000.
Estas gerações dos anos 90 hão de ser só mais uma devido à incompetência dos que hoje mandam.
João
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Junho 26, 2014 at
2:34 pm
O André Silva não tem melhor técnica que o Gonçalo, mas nem sequer de longe. Será melhor finalizador, é possível, mas precisamente porque o Gonçalo tem demasiada tendência para adornar os lances. Jogo de cabeça também tenho sérias dúvidas que seja melhor que o Paciência e mais forte fisicamente então deve ser para rir, basta comparar a estampa física de ambos. Acho o André um excelente avançado, com um potencial enorme, acho inclusivé que é melhor em alguns aspectos que o Gonçalo. Agora a presença física, técnica, maturidade e visão de jogo, são tudo armas do Gonçalo que, bem trabalhadas (o que duvido que vá acontecer) o deixavam num patamar muito próximo do Jackson.
Fábio Teixeira
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Junho 26, 2014 at
1:22 pm
O André Silva em duas épocas nos júniores do FC Porto marcou 47 golos em 59 jogos. Queria ver os números do NO, Betinho e Gonçalo Paciência. O AS é claramente o mais promissor de todos, até porque é o mais forte fisicamente, com melhor técnica, jogo de cabeça e acima de tudo, melhor finalização. Escusado será dizer que também é o mais rápido.
Ace-XXI
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Junho 26, 2014 at
10:07 am
Betinho e Nelson Oliveira mostraram mais potencial nas camadas jovens que esse 2 e até agora tem desiludido nos seniores mas penso que o futuro PL da seleção será CR7
João
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Junho 26, 2014 at
2:53 am
Gonçalo tem o triplo do potencial do André Silva, basta trabalhá-lo.
Fábio Teixeira
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Junho 26, 2014 at
1:31 am
O André Silva é o avançado que todos estamos à espera.
LuisRafaelSCP
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Junho 26, 2014 at
12:16 am
Exacto, pensava-se o mesmo em relação ao Nelson Oliveira. Esperemos que o Porto tenha mais cuidado e faça uma maior aposta do que fez o Benfica com o jogador referido.
F
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Junho 25, 2014 at
11:48 pm
André Silva parece vir contrariar essa tendência. Tem um potencial enorme. Vamos ver agora o aproveitamento que o Porto lhe retira.
0 Comentários
Anónimo
Por mim fica como está.
Não quero ver o meu clube ser obrigado a apostar em jogadores portugueses para depois serem convocados apenas os que são representados pelo Jorge Mendes ou afilhados do Paulo Bento…
Luis Freitas
Artur Matias
Devia ser obrigatório a federação ter treinadores formadores e não ex-jogadores amigos do fulano X sem provas dadas ao nível do treino e metodologias associadas.
Devia ser obrigatório que identificassem 100 ou 200 futuros "craques" em cada ano e lhes dessem o acompanhamento (psicológico inclusive) necessário ao seu amadurecimento em condições. Tinham de promover concentrações e campos de treino (efetivo) regulares.
A FPF não pode cruzar os braços, não fazer o seu trabalho e somente dizer aos clubes: "Arranjem-me jogadores!"
É preciso que trabalhem com qualidade. Se compensarem melhor os clubes que fornecem os jogadores, talvez estes considerem mais interessante esta simbiose. Há seleções sem medo de apostar em jovens, inclusive em jovens de divisões secundárias como foi o caso de um rapaz do atlético de Madrid. A própria seleção não gosta muito de promover jovens e também por isso a qualidade não melhora. Não se arrisca nada.
Pedritxo
so de pensar que poderimos ter este 11 no mundial:
Beto
Figueiras Neto Alves Antunes
William
Moutinho Amorim
Danny Ronaldo Bruno Fernandes
Teria sangue novo, velocidade,versatilidade , seria uma maravilha,fora ter quaresma e adrien no banco
Pedritxo
Enganei-me no alves , claro que e o pepe, obviamente.
Nao ia a lado nenhum? so nao pus coentrao pq se lesionou.
Seriamos muito mais fortes com este 11, duvidas?
Leque mais alargado? fale-me de quem, nao acha bruno fernandes alargado?
Mega Badjeras
Pedritxo, com esse 11 não ias a lado nenhum, convém teres um conhecimento mais alargado de um leque de jogadores possíveis para a seleção.
Anónimo
Uma competição onde apenas podiam participar jogadores portugueses (até se tornava bem mais interessante que a taça da liga).
Cumprimentos, Gomes
Alfemus
E o Arouca era campeão, como se via esta época.. ahah
Alfemus
Tenho algumas considerações quanto a estas medidas, e gostava que me dissessem o que acham:
– Em primeiro lugar penso que a medida dos jogadores nacionais no 11 não pode ser aplicada por razões jurídicas já referidas em cima. Mesmo sendo possível, penso não ser desejável, já que poderia levar a distorções na verdade desportiva. É muito mais preferível, até para os clubes, um aumento dos nacionais dos clubes nos plantéis do que no 11. Imaginem que há uma qualquer vaga de lesões e que os clubes são obrigados, por aquela razão, a meter um extremo só porque é português a defesa central. Penso não ser esse o caminho.
– Em segundo lugar, a medida da limitação das transferências também não é possível, no meu entendimento. Trata-se de uma limitação à liberdade de circulação de capitais e liberdade de trabalhadores, liberdades essas que no âmbito da UE são muito protegidas, e que poderia na mesma levar a distorções nas contratações, como esta que vou referir:
—- As cláusulas de rescisão são uma cláusula que inclui um contrato entre a entidade patronal "clube" e trabalhador "jogador". Apesar de não ser do bolso dele a pagar, na teoria, são os jogadores que pagam ao clube, quando saem, uma cláusula de rescisão. Se um clube quiser resolver o contrato com um jogador sem o seu consentimento, também terá que pagar essa cláusula de rescisão (veja-se o caso do Villas-Boas para sair do Chelsea). Ora, o que assistiríamos era a uma descida das cláusulas de rescisão e a todos os jogadores a saírem por essa cláusula, mesmo que na realidade não fosse isso que acontecesse, podendo haver manhosices financeiras depois ao barulho.
– A verdadeira aposta está na questão da formação. Porém, mesmo aí, não temos garantido que o jogador seja português. Cada vez mais vemos os escalões de formação dos clubes a "pescar" cedo os jogadores mais jovens para conseguirem que eles sejam considerados da formação, mesmo não sendo portugueses de gema (podendo depois naturalizar-se, claro).
O que eu alterava mesmo era a idade da "formação". Penso que 21 anos é muito para um jogador de formação. Facilmente se vai buscar um jogador com 19 anos, que já se sabe que é um bom jogador, e ele é considerado da formação e pode jogar na mesma.
Uma coisa que pode ajudar os jogadores portugueses a vingar, por mais que possam não querer, é a a limitação dos jogadores inscritos nos clubes "grandes", que absorvem tudo que é juventude que consegue tocar numa bola, e depois andam a emprestar.
Os jogadores são desde cedo formatados que vão jogar naquele clube durante muitos anos e habituam-se à ideia de que vão ser estrelas e ganhar muito. Depois têm dificuldade em "descer" para clubes mais fracos, e mesmo aí acham-se estrelas.
Também passará por aumentar o poder económico dos clubes mais pequenos, que em vez de "pescar" romenos, africanos e brasileiros, que acham estes salários apelativos, consigam dar mais e contratar esses jovens portugueses que não querem vir..
Nélio Ralha
Boas sugestões do VM que só iriam resultar em 2 coisas…
1ª deixar de ter clubes portugueses a disputar finais de provas internacionais (Champions e Liga Europa, um vez que a qualidade baixaria certamente)
2ª teriamos uma seleção portuguesa inferior em termos de qualidade á que temos hoje, e os selecionadores só iam chamar na mesma os jogadores que jogassem lá fora….
Gonçalo Mano
Li com atenção todos os comentários, dou-vos os parabéns pela elevação numa discussão tão importante.
Pessoalmente sou a favor das seguintes medidas:
1) Plantel ilimitado em termos de inscrições (Decisão do clube)
2) Competições:
2.1) Liga: Obrigatório a utilização, em cada momento, de 7 seleccionáveis + 4 não seleccionáveis.
2.2) Taça de Portugal: 3 jogadores sub-21 + 4 seleccionáveis + 4 não seleccionáveis
2.3) Taça da Liga: 5 sub-21 + 4 seleccionáveis + 4 não-seleccionáveis
A proposta é violenta, eu sei, mas os clubes precisam de ser protegidos dos seus dirigentes e adeptos.
Deixe-mo-nos de ilusões, o Futebol Português viaja a passos largos para a Bancarrota.
Jorge Dinis
Valores portugueses que neste momento não estão na selecção há muitos:
Miguel Lopes, Sílvio, Ivo Pinto, André Gomes, Paulo Machado, Ruben Micael, Bebé, Nélson Oliveira, Castro, Orlando Sá, Ivan Cavaleiro, Bruno Gama, Adrien, André Martins, Bruma, Paulo Oliveira, Ricardo, André André, Candeias, etc.
O futuro da selecção está assegurado.
Paulo Duarte Miguel
Só se for para jogar amigáveis contra o San Marino, ou acha que é com os jogadores que refere que seremos capazes de repetir os feitos do passado recente? Sejamos realistas…
João Dias
Está assegurado, sim senhora.
Mas podia estar ainda mais se houvesse uma aposta mais firme em portugueses.
Anónimo
Um óptimo artigo que vem colocar o dedo na ferida e suscitar uma discussão verdadeiramente útil. Concordo com os pontos referidos e acrescentaria que se deverá colocar um travão e impôr uma maior disciplina na actividade dos empresários, sobretudo naqueles que se dedicam às transfer~encias de jogadores mais jovens. Já é incontável o número de jovens jogadores que saiem dos seus clubes de formação para o exterior com idades abaixo dos vinte anos e que se perde por completo o seu rasto, abdicando de carreiras promissoras a troco de dinheiro muito rápido mas que fatalmente se acaba muito depressa.
Por outro lado há que proteger mais os clubes formadores garantindo melhores compensações pelas saídas de jovens atletas e nesse campo poderá também a FPF subsidiar essa actividade com uma distribuição mais criteriosa das verbas avultadas que recebe da participação das competições internacionais. Menos dinheiro gasto com dirigentes e luxos desnecessários e mais dinheiro para quem verdadeiramente produz os atletas.
De notar, contudo, que os actuais dirigentes já fizeram algo de positivo no sentido de redimensionar o jogador português e refiro-me concretamente ao actual figurino das equipas Bês, que permite uma melhor transição do futebol jovem para o sénior, fase essa, onde normalmente se perdem inúmeros talentos, normalmente devido à desmotivação por falta de oportunidades de jogar regularmente.
Fernando Silva
João Dias
Caso paradigmático: Bélgica.
Os clubes belgas começaram a apostar na formação e vejam o acréscimo de qualidade que tiveram.
E não duvidem. Se por acaso os clubes portugueses apostassem na formação, não duvidem que teríamos uma equipa muito superior à atual Bélgica.
Porquê? Porque o jogador português, na sua génese, é mais talentoso que o belga.
Dói-me imenso ver jovens com a qualidade do Bernardo Silva, João Cancelo, Gonçalo Paciência, André Silva, Tozé, Ricardo Horta se perder porque não há o mínimo de confiança em apostar neles.
Vejam agora. Parece que o Maxi vai sair. Em vez de darem oportunidades ao João Cancelo o que vão fazer? Contratar um brasileiro para o lugar dele :(
Somos o país da Europa que menos aposta na formação. O Porto é o clube da Europa que mais estrangeiros têm em relação ao número de jogadores do plantel!
O Benfica é o clube na Europa que soma menos minutos com jogadores nacionais…
E o Sporting, que tem o luxo de ter das melhores academias do mundo, também só tem 6/7 jogadores da formação no plantel num totar de 23 o que é curto.
São estatísticas que nos devem envergonhar. Só a FPF pode por cobro a esta situação. Está tudo na mão dela. Terá de ganhar coragem e tomar medidas mesmo que isso afete os temíveis lobbys.
Nuno R
Ou não percebes ou não queres perceber.
O Sporting encheu a equipa de estrangeiros (e portugueses velhos também), tirando lugar à formação. Agora tem de remendar o erro. Demora. Mas não pode lançar 7 ou 8 jogadores por ano vindos da formação de uma só vez. Se saltarem 2/3 por temporada é bem bom.
João Dias
Um clube com uma academia como a do Sporting devia ter muito mais jogadores da formação. 6/7 é curto.
Nuno R
O Sporting fez uma inversão na aposta na formação (antes até do Godinho), e agora está a regressar à estratégia anterior (no tempo do Dias da Cunha até havia um "estatuto" que obrigava a que percentagem do plantel fosse baseada na formação). Vai demorar algum tempo, é certo, mas este ano entraram na equipa 2 elementos novos (william e Mane) e foram usados outros que já lá estavam (Cedric, Adrien, Martins). Não me parece fraco para um ano. Agora é preciso ver se tem continuidade.
André
Balelas.
Já na campanha eleitoral estes senhores tinham prometido ajudar o jogador português.
Até agora: zero.
Só ajudaram o Jorge Mendes até ver.
André Vieira
Concordo com as sugestões do VM, e é imperativo que a FPF aplique regras que diminuam a contratação de estrangeiros, e aumentam a aposta na Formação.
As equipas B melhoraram um pouca a aposta na formação, mas mesmo assim FC Porto e Benfica, começaram a contratar estrangeiros, desta feita para a equipa B, que poem em risco o aparecimento dos talentos da formação, e uma das regras que eu imponha, era a obrigatoriedade da equipa B jogar apenas com jogadores da Formação, e impossibilitar a inscrição de estrangeiros na equipa B.
Falando agora da formação do meu clube:
É agora ou nunca, o FC Porto nesta fornada de 1995 apresenta jogadores de grande talento, há que criar condições para que eles apareçam, jogadores como Ivo Rodrigues, André Silva, Tomás e Rafa tem potencial para virem a ser grandes jogadores do FC Porto e da seleção nacional.
Nuno R
Têm de me explicar muito devagarinho o porquê das equipas portuguesas ficarem menos competitivas se usarem jogadores portugueses.
É por não terem qualidade? Deixámos de produzir bons jogadores depois dos Figos e Ronaldos? Ou será diferente pegar num sérvio de 21 anos e apostar nele do que pegar num português?
Nem todos os miúdos-estrelas vão vingar nas equipas principais. Certo. E quantos estrangeiros não são barretes?
O jogador estrangeiro nunca poderá deixar de jogar, nem que seja por trazer algo diferente do ponto de vista morfológico. Jogadores muito acima da média, em especial já formados, são bem vindos, e até ajudam os jovens a evoluir. Agora, ter uma equipa somente formada por estrangeiros, alguns deles de qualidade assim-assim…
Vamos ser honestos: a formação em Portugal nunca deixou de existir, o que mudou foi a filosofia dos clubes (grandes), que passou a centrar-se em ir buscar valores lá fora, valoriazá-los, e revendê-los. E enquanto essa filosofia não mudar, podem vir com conversas de fornadas de talento, e pro ano é que saltam uns miúdos para a equipa principal, mas basicamente são conversas para encher chouriços.
Nuno R
A Alemanha não aposta na formação? A Espanha? A França?
Há que integrar a formação, prospecção, e aquisições.
Kafka
Nuno R,
Olha actualmente as equipas belgas e holandesas (Países onde se aposta de facto e abertamente na formação) e diz-me se são competitivas a nível Europeu? o Ajax é comprovadamente a melhor escola de formação do Mundo e achas que a nível Internacional é um clube competitivo actualmente?
trikas
Não li os comentários anteriores, portanto não sei se já foi dito algo parecido, mas a minha opinião é a seguinte:
Enquanto existir um senhor chamado Jorge Mendes (que um dia desaparecerá, daqui a muitos anos) e um grupo chamado Olivedesportos (que nunca desaparecerá), a FPF nunca terá "cojones" para implementar qualquer tipo de regras destas, e mesmo que implemente, quem vai á selecção, quer seja o seleccionador, quer sejam os jogadores serão sempre "encomendados".
– Regras que eu penso que deveriam ser implementadas, tendo em conta a falta de coragem da FPF:
1 – Plantéis constituidos com as regras da UEFA (O número de inscrições na Liga ZON-Sagres fica fixado nos 27 jogadores, no entanto, desse número, pelo menos 5 jogadores terão que ter sido formados no clube – ter jogado pelo menos 3 anos no seu clube, entre os 15 e os 21 anos), mas atenção que esta regra apesar de ajudar, pode não passar por aqui a solução, olhemos, por exemplo, para Eric Dier
2 – Taça de Portugal, como é "de Portugal", pelo menos 6 jogadores portugueses no 11 inicial (para jogar com estrangeiros, teriam o campeonato, e além disso, Taça é festa, logo poderiamos ter grandes surpresas na Taça e não acredito que depois de uma ou mais grandes exibições dos portugueses nos jogos da taça, não dessem mais oportunidades a estes jogadores nas outras competições)
3 – Campeonato e Taça da Liga com obrigatoriedade de pelo menos 6 portugueses na convocatória (mesmo que o 11 inicial fosse todo estrangeiro, dos suplentes apenas 1 poderia ser também estrangeiro) – mesma regra que na Bélgica, e vejam bem a selecção que a Bélgica tem neste momento
trikas
Entenda-se, então, o "portugueses" como jogadores formados no país (como acontece na Bélgica), só que isto poderia levar a mais Diers, como referi, que são jogadores formados localmente, mas que são internacionais por outros países.
Kafka
O ponto 2 não pode acontecer
CERVICAL
Falando do meu clube:
Adorava ver, já este ano, ver Iuri Medeiros, João Mário, Esgaio e Chaby na equipa principal, a ter minutos (vários), por outro lado, Ponde e Betinho emprestados.
(falando em miúdos da formação)
CERVICAL
Ha tanto talento Português, parem de dizer que os clubes vao perder competitividade !!
Temos é de apostar neles !!
Pedro
E se certas medidas forem apenas impostas a clubes que nesse ano não estejam presentes nas competições europeias.
Por exemplo, um clube que jogue as competições europeias tem de ter no seu plantel (na lista para FPF) 8 jogadores nacionais (com passaporte português). Um clube que não jogue deve ter 14. (Listas com limite máximo definido)
Ou então, na ficha de jogo, dos 17 convocados, 7 serem portugueses. E um clube que frequente as competições europeias serem apenas 4 portugueses.
Entre outras medidas semelhantes.
Anónimo
Essas limitações são contraproducentes e são irrealistas. Na sociedade atual não podemosdevemos obrigar uma sociedadeclubeassociação a seguir determinado. Com base em que seria essa limitação? Fortalecimento da seleção nacional? Para isso os dirigentes dos clubes diriam que não estão à frente da seleção estão à frente dos seus clubes e são os interesses dos mesmos que pretendemdevem assegurar e defender.
Não vale a pena estarmos com xenofobismos de qualquer tipo ou patriotismo cego, a realidade é que essa decisão tem que ser tomada pelos clubes! Concordo que poderia haver uma limitação de inscrição de estrangeiros no plantel, sendo obrigatório a inscrição, por exemplo, de 8 jogadores nos 27, mas nunca poderia existir uma limitação minima no 11. Se um clube tivesse 3 ou 4 tugas titulares lesionados teriam que arranjar substitutos igualmente portugueses para essas posições ou mexer na equipa noutras posições, o que seria ridiculo e se revelaria num decréscimo de qualidade das equipas, desvirtuando até a competição por causa dessa limitação. Também se poderia existir um fenómeno interessante, que era as equipas jogarem no campeonato portugues com essa limitação e nas competições europeias sem qualquer limitação, ou seja, apresentar equipa mista no campeonato e uma equipa só de estrangeiros na Champions e isso sim, iria diminuir o valor do próprio jogador portugues.
Acredito que existem bons valores portugueses, acredito que haverá uma maior aposta no futuro, até quando começarem a aparecer os jovens valores nos clubes nacionais, mas é preciso ter calma. O panorama financeiro das equipas leva tudo a crer que se começara a apostar mais na formação, assim como a qualidade da mesma.
Agora façam-me um favor e contra mim falo.. Quando se apostar em Licás, Ricardos, Josués, André's Gomes, André's Almeida's, Cedric's, Mané's e etc. critiquem-nos ao fim do 1º jogo mal conseguido e nunca mais lhes deem descanso. Todos pedem jogadores portugueses, quando aparecem só criticam, nem sequer lhes dando uma hipotese real.
Joel
Luís Silva
Ao Humberto fugiu-lhe a boca para a verdade, afinal Pepe é brasileiro, William Carvalho é angolano, Nani é cabo-verdiano e Eder é guineense.
Rúben Cardoso
Arroz outra vez?
Chilavert
Este é um assunto que vai estar na ribalta especialmente se Portugal falhar os 1/8 de final.
Infelizmente é necessario um rude despertar para tomarmos consciencia dos factos: Se continuarmos neste caminho daqui a 3 ou 4 anos a Selecção voltará ao ostracismo pré anos 80.
Não outro caminho que não seja a formação e não dá resultados imediatos( A Espanha necessitou de 15 anos).
Ao contrario da maioria o problema não são os extracomunitarios nem tão pouco os estrangeiros!O problema são os dirigentes dos clubes com as suas politicas e ineficacia da tutela(LIGA e FPF).
Primeiro os clubes nos quais os dirigentes sedentos de dinheiro optam por adquirir jogadores fora visto que assim o dinheiro circula na compra e na venda( e junto aos clubes gravitam muitas "bocas" para alimentar) embora no seu discurso digam que é uma questão de qualidade competitiva.
Esta politica tema agravante de fragilizar financeiramente os clubes(vejam os relatorios e contas dos 3 grandes)
Em segundo os organismos que tutelam o futebol a Liga é um orgão decorativo que serve apenas como força de bloqueio e a FPF que dotou ao abandono nos anos do Scolari apesar do esforço feito por Fernando Gomes para revitalizar as selecções de formação com relativo sucesso, continua sem conseguir furar o bloqueio dos clubes para aprovar uma regulamentação que proteja o jogador portugues.
Enquanto os clubes não se consciencializarem que as suas politicas são megalomanas e insustentaveis financeiramente a longo prazo não haverá mudanças.É simples.
Em relação ás medidas aplicar não acredito que a limitação de extracomunitarios ou de estrangeiro resolva o problema além dos entraves legais que poderiam haver com medidas exclusivas(alguem acima falou do Direito Europeu á livre circulação).
Como tal as medidas tem de ser inclusivas.
Por exemplo em vez de limitarmos os numero de estrangeiros por equipa, definir se um minimo de jogadores portugueses no 11 inicial.Assim não há o risco de violarmos direitos internacionais.
A minha proposta seria nos 2 primeiros anos 3 jogadores minimo por equipa e a partir do 3º ano 5 jogadores por equipa.
O caracter progressivo minimizaria o impacto da perda de competitividade(tão temida pelos grandes clubes)e a curto/medio prazo a qualidade média iria elevar se.
Gostaria de saber o que pensam sobre isto e as vossas ideias
Chilavert
A maioria dos jogadores estrangeiros em Portugal são de origem extracomunitaria(embora grande parte tenha passaportes comunitarios devido a ascendencia europeia até 3º grau).
Eu sinceramente acho que legalmente não podes limitar o numero de estrangeiros mas podes regulamentar o uso de portugueses afinal de contas os portugueses são comunitarios logo não viola a lei…
Kafka
Chilavert,
Mantenho a questão feita em cima, tu não podes obrigar um Clube dentro do Espaço Europeu a jogar com 2 ou 3 Portugueses de inicio, porque isso é automaticamente excluir todos os restantes comunitários, se essa regra fosse em diante, qualquer clube podia contestá-la em tribunal e a Federação Portuguesa levava uma "ripada" tremenda da União Europeia…porque a questão mantém-se, tu não podes obrigar que se jogue com 3 Portugueses de inicio, porque isso seria dizer que os Portugueses teriam mais direitos que um Sueco ou um Holandês, e isso vai contra todos os acordos em vigor actualmente…o Arouca tem o pleno direito de jogar com 11 Gregos ou 11 Eslovenos, porque são comunitários, e ninguém pode obrigar o Arouca a jogar com 2 Portugueses em vez de com 11 Gregos..
Enquanto Portugal mantiver os acordos que tem dentro da União Europeia, esqueçam de uma vez por todas essa ideia de obrigatoriedade de Portugueses, volto a frisar que o Futebol não se pode sobrepor às leis do País…
Anónimo
Concordo com grande parte do post. Outras medidas que acrescentaria seriam:
1) Limitar o número de estrangeiros nas equipas B (neste ponto é que está o grande problema a meu ver, porque as equipas B foram criadas para evoluir jogadores nacionais mas estão a ser utilizadas para meter estrangeiros sem valor confirmado na perspectiva que serão um dia um Messi).
2)Obrigar a Seleção Nacional A a incluir nas convocatorias pelo menos 3 jogadores com menos de 21 anos. (Pessoas como o Paulo Bento podem continuar a favorecer magnatas da bola mas serão obrigados a convocar alguns jovens, temos pena)
3) Só podem treinar seleções jovens treinadores que tenham demonstrado mais valia na sua carreira (Treinadores que tenham tido um número minimo de x anos em provas europeias como a liga europa por exemplo, treinadores que obtiveram boas classificações com clubes pequenos ou que treinaram grandes e treinadores que são reconhecidos pelo mérito de apostar na formação e potenciar jogadores)
4) Clubes tenham dividas insustentáveis ou ordenados não pagos ficam proibidos de efectuar transferências internacionais até terem as contas saldadas
5) Clubes que tenham uma proporção de jogadores da formação com jogos (+= 45 min por jogo) feitos acima de um dado valor têm direito a prémios maiores na época seguinte (por exemplo os direitos de TV podiam ter este factor em conta e os clubes pequenos iriam certamente lucrar com isto)
6) Como última medida banir do futebol os responsáveis pelos clubes (dirigentes) que desrespeitem as regras acima referidas pelo Post e outras que venham a ser consideradas
João Pedro
Resto de bom trabalho VM
Anónimo
Eu acho que alguns comentários estão a exagerar. Vamos por partes. O nosso País tem 10 milhões de habitantes. Portanto jogadores federados deve ter 200 000 praticantes. A Espanha e a França têm para cima de 50 milhões de habitantes logicamente devem ter 1000 000 de federados. Já aqui não tem sentido andarmos com comparações quando os números não são iguais. Depois faremos a comparação com outros Países mais com sensivelmente a mesma população como a Holanda,Suécia,Belgica etc. Estes ´Países têm algum sucesso nas competições internacionais porque vão buscar putos de 17 e 18 anos ao estrangeiro e depois formam nas suas academias para depois fazerem uma mais valia. Ex: o Luis Soares foi para o Ajax com 18 anos. O Ronaldo fenómeno foi para a Holanda com 17 anos. Como é que me dizem que os clubes portugueses têm que formar se não há jogadores com qualidade suficiente para o fazer. Reparem que a seleção dos sub20 que foi a Final com o Brasil tinha Nelson Oliveira,Danilo etc. Onde param esses jogadores. O Danilo encheu o peito e não quis renovar pelo Benfica e agora arrasta-se no Maritimo. O Nelson Oliveira teve oportunidades no Benfica e na seleção e não deu em nada. Portanto as pessoas têm que ter em mente que podem classificar todos os jogadores em 3 níveis. O nº1 podem jogar em jogadores como o Benfica e Porto ou Sporting. 2º nível podem jogar em Bragas,Boavista,e Guimarães e o 3º nível nas outras equipas . Ponham a pergunta da seguinte maneira. O Benfica o Porto e Sporting andam à procura de defesas esquerdos portugueses. Onde é que os há? Medios defensivos só apareceu este ano o Wiliam carvalho mas é só 1. Defesas centrais onde é que os há. O sporting foi buscar agora o Paulo Oliveira. Mas teve lá o Carrizo e aquele miúdo que foi para o Liverpol que por sua vez foi emprestado para Espanha. Agora digam com sinceridade. Acham que estes jogadores têm categoria para serem titulares do sporting ? Metam na cabeça que quando um jogador tem classe não há nenhum clube grande que não aposte nele. Ex: o Benfica foi buscar o Luisinho e o Hugo Vieira que são portugueses. Com o tempo que passou acham que tinham categoria para jogar no Benfica? O porto o Ano passado foi buscar ao Guimarães e ao Estoril o Tiago, o Ricardo o Lica digam sinceramente se têm categoria para serem titulares no Porto. Isto de teorias anda o Mundo Cheio. Mediante isto os clubes portugueses apostam na formação quer com jogadores portugueses quer com outros jogadores estrangeiros mais novos para fazer mais valias. Lembrem-se que não há clube nenhum em Portugal que consiga subreviver só com a bilheteira e com a Televisão. Reparem que os clubes mais pequenos que têm mais desafogo financeiro todos foram buscar jogadores brasileiros e outros, foram formados e depois revendem.Ex: Maritimo,Nacional, Braga, Academica etc. Vocês acham que era possível isto só com jogadores portugueses. Nem sempre podemos ter ciclos com bons jogadores. Vocês têm casos como por exemplo a França a Bélgica a Dinamarca a Suecia que já tiveram boas seleções e agora estão um pouco na travessia do deserto. Vejam por exemplo a Espanha. Foi campeã do Mundo e agora foi para casa. Acabou-se o ciclo. mesmo antes de serem campeões do Mundo o que fizeram eles como resultados. Nada. E a nível de clubes? Portanto deixem estar o futebol Português como ele está porque o ciclo vai mudar a nível de seleções.
Leituga
Agentes e empresários que dominam e minam isto tudo nunca na vida aceitariam. Não só a FPF ou Liga querer, é eles deixarem que isso aconteça.
Eu partilho das mesmas ideias, que seriam muito benéficas para a nossa selecção e para os nossos clubes.
Luís Rosa
Quando se fala nos problemas da formação, normalmente fala-se exclusivamente dos 3 grandes, mas os restantes clubes não devem ficar de fora da conversa, sobretudo quando os seus índices de utilização de estrangeiros são igualmente elevados. E atendendo áquela que é geralmente a qualidade dos seus jogadores estrangeiros, teriam inclusive mto a ganhar com a utilização do jogador português, que sempre demonstrou ter boa escola técnica e táctica.
O problema é este novo poder instalado, dos empresários, que não têm qualquer interesse na mudança dos estado de coisas.
As medidas propostas, com ajustes ou não, ou inclusive outras, têm que ser o caminho. Esperar que os clubes tomem a iniciativa por si sós de apostar na formação é uma ilusão. Havendo regras iguais para todos é a única forma de se garantir a aposta na formação, porque há a ilusão (ou realidade) que ao apostar em jovens portugueses sem que os rivais o façam nos coloca em desvantagem. Por isso, venha a regulação.
P.S. Há hoje jovens talentos que têm já qualidade inquestionável para entrar no 11 e nos convocados da selecção, e aposta nestes jogadores é… zero. Que a selecção dê também o exemplo.
Alexandre Ferro
Concordo plenamente com o post. No entanto, na minha opinião, as medidas não passam tanto pela imposição dessas regras (como todos sabemos, o típico "tuga" quando se vê sujeito a restrições arranja sempre maneira de se "desenrascar").
Acho que os organismos se deviam reunir (não sei se isto já foi feito a este respeito), como a Liga, a FPF e os vários clubes da 1ª liga, como forma de sensibilização para o carácter urgente que esta renovação de jogadores portugueses revela.
Não concordo com algumas coisas ditas aqui, tais como que a solução passa pelo empréstimo de jogadores a clubes menores. Isso já é feito e revela não ser a solução. O jovem jogador português preciso de jogar ao mais alto nível, de competitividade e de treinos que "puxem" por ele. As medidas devem ser principalmente tomadas por Benfica, Porto e Sporting (este último tem contribuído para o objectivo nos últimos anos).
Acho que uma medida plausível passaria por benefícios monetários a quem apostasse mais na formação e metesse mais jogadores "da casa" na sua equipa principal e até no seu 11 inicial.
Alexandre Ferro
Anónimo
Está problemática inerente a contratação excessiva de estrangeiros para planteis tem consequências nefastas ao nível das finanças dos clubes assim como a insuficiente aposta nos nossos jovens jogadores. frequentemente estas contratações são fortemente inflacionadas e em nada acrescentam valor aos planteis em que estes se inserem, o numero de exemplos deste acontecimento é infindável. Devido às fortes dificuldades de financiamento bem como de endividamento dos clubes portugueses é fundamental uma mudança diametral de paradigma, a aposta em jovens deverá tornar-se fundamental num futuro muito próximo.
Apregoa-se que a qualidade das equipas irá baixar, possivelmente será assim a curto prazo, a longo prazo será totalmente sustentável com um nível de qualidade elevado em termos internos e externos. É relevante mencionar que o Benfica apenas em 1979 possibilitou a contratação de estrangeiros e nesse período foi cinco vezes finalista da CL.
Está mudança deve ser gradual e ponderada, para que em termos desportivos a qualidade não desça abruptamente, e em sentido inverso haja uma redução substancial dos custos inerentes a contratações estapafúrdias e salários descabidos, de diversos estrangeiros que povoam o futebol português, possibilitando uma melhoria das condições financeiras dos clubes portugueses.
No fim de contas, os clubes ganham e em ultimo plano a nossa seleção poderá aspirar a conquistas internacionais.
enlightenment
Anónimo
É tipico dos portugueses desvalorizarem o que é português. Enquanto a mentalidade e os interesses dos empresários não mudarem (sim porque se o futebol português apostar muito na formação vai haver muita gente que vai deixar de receber comissões). O nosso mal é não valorizar-mos e apostar-mos no jogador português, tudo isto passa por um grande processo de formação e disciplina, pois os seres humanos são todos iguais, quando nascem não sabem jogar à bola. Temos que confiar nas nivas gerações e propiciar um futuro com sucesso pois um grande mal das gerações passadas foi não acreditar que podiam chegar a um grande patamar internacional devido à não valorização do jogador português e o grande reflexo acaba por ser uma seleção nacional limitadissima pois o problema não é a dimensão demográfica do país. A Costa Rica e o Uruguai são bem mais pequenos que Portugal. Aqui o grande problema é não acreditar no jogador português e consequemente tornar a formação uma escola de elite mundial.
Filipe
Bruno
É tudo muito bonito, mas há um problema… Grande parte das receitas de alguns clubes em Portugal (3 grandes + braga, etc…) são fruto da participação dos mesmos nas competições Europeias!
Os clubes Portugueses perderiam qualidade, e as nossas equipas passariam a estar ao nivel de um campeonato Holandês ou Belga! Agora vocês dizem "Há o Porto foi campeão Europeu com Portugueses em 2004"… Atualmente é Impossivel ter esse pensamento, em 2004 os grandes Europeus estavam em fase de transição, e tiveram uma época muito abaixo da esperada! O Porto teve mérito? Teve sim senhor! Quantos verdadeiros papões é que apanhou desde a fase de grupos até à final? Só me lembro do Man. United!
Não é todos os anos que aparecem Ronaldo's, Messi's, Pogba's, etc… Obrigar os clubes Portugueses a adotarem essas medidas, é matarem o Futebol Português…
Claro que a seleção fica a perder, mas olhando para o caso do Benfica e do Porto, quantos avançados Portugueses é que são melhores que o Jackson? Quantos extremos Portugueses (sem contar com Ronaldo e Nani) são melhores que Gaitan, Sálvio ou Markovic? Quantos Centrais são melhores do que Garay e Mangala?
É apostar nos jovens só porque sim?
Anónimo
FCP jogou com o Real Madrid na fase de grupos, apanhou o United nos quartos, meias finais jogou com o Deportivo, que penso que era campeão espanhol na altura ou tinha sido há pouco tempo e tinha uma grande equipa, assim como o Monaco, que fez contratações muito boas com fundos derivados de bolsos bastante fundos. Rothen, ou lá como se escreve, Morientes, Ibarra, Giuly, Evra, Squillaci, Plasil, Nonda, Edebayor, etc.
Podemos reduzir os méritos à vontade, mas contra factos não há argumentos.. É o mesmo que ir a uma final contra um PSG ou um City e daqui a 10 anos eles estarem desportivamente muito piores e dizermos que eles só ganharam porque era contra eles.. Memória curta.
Não obstante esse facto temos finais do SLB contra um Sevilha, dos mais fracos dos últimos anos, e do SCP contra o Moscovo e perderam.. às tantas não é só sorte. A realidade é que o FCP tinha uma equipa fortissima e muito dificilmente alguem lhes ganharia após a vitória sobre o United, e diga-se, um United fortissimo.
Joel
ze
Mas os clubes poderiam ter esses jogadores, Garay, Salvio, etc.. se os 3 extra-comunitários entrem no plantel principal. Porque a grande maioria dos clubes portugueses tem muitos extra-com. no banco e nas reservas..
Por exemplo:
– Benfica: só na equipa B tinha 7, no plantel principal tinha 11 (números arredondados)
– Sporting: B – 5, na principal – 9 (números arredondados)
– Porto: B – 4, na principal – 15 (números arredondados)
No mínimo é absurdo… para comprar jogadores para irem para equipa B, mais vale apostar na cantera.. Agora comprar Jackson's, Jefresson's, Garay's, ets.. jogadores que vao entrar de caras na equipa, assim deveria ser!!
É comprar Brasileiros , Argentinos, Colombianos, Mexicanos à palete fica mais barato.. é triste o caminho que o futebol português tem andado..
Anónimo
acho demasiado agressivo o 2º ponto , deviam sim ser obrigatório 3/4 jogadores na ficha de jogo .
e nas equipas B , acho que não devia ser permitido jogadores acima de uma certa idade ( acho que agora são permitidos 3 jogadores com mais de uma certa idade , não me recordo )
josé
João Dias
Uma questão: porque é que a FPF nunca se prenunciou sobre esta matéria? Querem fazer disto um tema tabu?
Falam de tudo e mais algum coisa e disto nem direta nem indiretamente se prenunciaram!
É lamentável
GG
As contratações, principalmente internacionais, movimentam muito dinheiro, seja por exemplo fundos ou comissões, tanto as razoáveis e declaradas e, como as outras mais escondidas. E serão estes fluxos de dinheiro, e quem está no fim deles, que nunca permitirão uma menor aposta em contratações de estrangeiros. Pelo menos enquanto não deixarem de ter poder/influência/parceria com alguns clubes de futebol. Há muita gente a encher os bolsos à grande com essas contratações e a aposta na formação não é tanto dinheiro fácil.
Anónimo
Algo importante que não se falou: Tornar lei o controlo de idades dos miúdos africanos/brasileiros que vêm parar aos nossos escalões de formação. O teste aos ossos é um teste cientificamente válido que determina a idade de uma pessoa mas os clubes apesar de o fazerem não deixam de usar os miúdos.
O facto de usarem estes miúdos leva a que "putos" de 16 anos joguem nos infantis e tirem o lugar e por consequencia competitividade aos nosso miúdos portugueses. Depois quando este miúdos africanos chegam aos 18/19 anos o seu físico já não faz a diferença e a maior parte não chega a lado nenhum e muito provavelmente impediram que os nossos o fizessem.
Pessoalmente esta é a principal razão pela qual nunca temos bons pontas-de-lança: os imigrantes que chegam aos nossos escaloes de formação ocupam quase sempre essa posição (mais altos, fortes e rápidos – "mete-os lá a frente p marcar golos").
Tudo isto para ganhar campeonatos de infantis/iniciados e depois lixar o futuro. Pensamento mesquinho de curto prazo.
Sei de fonte directa de histórias do Cátio Baldé chegar com um miúdo gigante para os escolinhas, o director da formação do clube em questão dizer "Cátio, isso é um exagero" e o senhor Cátio Baldé aparecer uns dias depois com o mesmo miúdo mas com mais dois anos no b.i.
Mah Med
O catio e o maior parasita que existe, traz centenas de miúdos , a 5 que sao bons e os 95 que nao sao talentos acabam a viver em condiçoes abaixo de " cao"
Deixo aqui uma reportagem feita acerco disso : https://www.youtube.com/watch?v=uboiZfsxMQs
Bruno
É verdade, o Cátio fez esse truque com o Bruma, só que ao contrário, ele é na realidade muito mais novo, e ainda esta naquela idade em que não sabe falar.
Mah Med
Eu acho giro quando a posts relacionados com a formação , todos puxam dos seus galões e afirmam que são 10 craques nos sub-17 outros 50 nos sub-20 e os seus clubes são os melhores a formar , mas quando surge um post deste tipo , ja aparecem a a dizer " bem eu prefiro o meu gaitan" , mas num passado não muito longínquo afirmavam : " Bernardo Silva craque da cabeça aos pés , futuro bola de ouro " , os clubes portugueses se querem recuperar dos seus problemas financeiros gravíssimos( não me venham com tretas , em Portugal andam tesos ou a viver de fundos) serão mais tarde ou mais cedo obrigados a apostar na formaçao , Por exemplo a contratação do Maurício( apresentou se a um bom nível) para mim e um disparate quando um clube tem Tobias e Semedo , pois ambos são superiores a Maurício .
Rúben Cardoso
O Semedo é melhor que o Maurício? Meu Deus do céu, que disparate.
Mafrense
Quem está sempre a dizer que tem a melhor formação são os Sportinguistas.
Os outros preferem ganhar campeonatos nacionais a ter melhor formação, e campenatos nacionais ganham-se com Gaitans e Jacksons, e não com Cavaleiros ou Licás.
Ricciardo
O Sporting contratou o Maurício por uma razão muito especifica, o melhor defesa do clube é o Rojo que tem 22 anos, o Sporting precisava de um jogador mais maduro para dar estabilidade emocional à defesa…
A aposta na formação só pode ser eficiente se existirem nos planteis jogadores maduros o suficiente para tornar um clube mais estável, ter apenas jogadores jovens normalmente não resulta, o Sporting no final dos anos 90 cometeu um grave erro nesse aspecto, após a criação da SAD, investiu em jogadores de qualidade estrangeiros e Portugueses, mas todos eles demasiado jovens, tinha poucos jogadores veteranos na equipa, e o resultado foi mau…
Só mais tarde quando se contratou o Schmeichel, Acosta André Cruz é que se fez um bom grupo e conseguiu ganhar então o campeonato.
Mah Med
Bruno , acho que isto acontece em todos os clubes , aonde esta Bernardo bem podia estar Iuri , acho que tem se começar a mudar de mentalidades , claro os sportinguistas depois do reinado de Godinho Lopes já entenderam que a única maneira do Sporting ter sucesso e através da sua academia .
Bruno
Pensei o mesmo. Melhor formação do País e arredores, cheguem-se à frente hehe
Kacal l
Subscrevo o VM, concordo a 100%, é claro que os três "grandes" portugueses vão ficar menos competitivos no panorama internacional, mas é um risco que eu corria para ter uma selecção cheia de talento e competitiva, em vez de uma medíocre.
Mega Badjeras
Kacal I, porque é que os três grandes portugueses ficariam menos competitivos com mais portugueses? isso não tem fundamento. Há inúmeros players portugueses de 17, 18, 19, 20 com maior qualidade que muitos da mesma idade estrangeiros que vêm para o Benfica, Porto e Sporting.
Consegues-me explicar porque é que o Porto adquiriu o Oliver por empréstimo e não aposta no Tozé???
Consegues-me explicar a compra do Benfica de Lolo Plá, Gianni, Dawidowicz, Friesenbichler, entre muitos milhares em vez de apostar em Nélson Oliveira, Cancelo, Bernardo Silva, por exemplo?
O Sporting foi buscar o Slavchev, e mais não sei quantos jovens em vez de apostar nos da formação. Achas que faz sentido??
Então depois não se venham aqui lamentar e fazer BrainStormings das más prestações de Portugal nas fases finais
Kacal l
Joel,
Sim, eu concordo com isso, estou a dizer que no caso de acontecer uma diminuição da competitividade internacional, eu não sou contra se for para apostar nos jovens portugueses, mas não estou a dizer que é uma certeza, muito menos que o jogador português é fraco, nada disso.
Anónimo
A diminuição da competitividade internacional depende de como for feita a integração do jogador portugues. O FCP ganhou a Champions com 910 portugueses, ganhou a Europa League com 34 portugueses em 2010.. Há bons jogadores tugas, tem é que ser integrados com cabeça, paciencia e serem dadas as mesmas oportunidades que é dada aos de fora. Claro que não pode ser uma equipa de 11 portugueses, mas a integração de 34 já seria um bom começo a curto prazo e seria viavel a meu ver.
Joel
m1950
Na minha opinião , o Sporting teve essa estrategia , mas que foi um pouco errada , pois Martins e Wilson Eduardo não são nunca jogadores de seleção por exemplo , Jardim teve medo de apostar na juventude (talento fresco a precisar de ser trabalhado), a excepção do Mané , Sporting não teve nenhum grande talento da formação a ser trabalhado na equipa A vindo da equipa B ou juniores.
Lançamos o William de Carvalho que nem titular é na seleção , e nos ultimos dias , vemos o Rojo e o Slimani a dispararem a sua cotação… e são jogadores infinitamente inferiores ao William , onde quero chegar com isto , o Sporting nada ganhou com a aposta na formação porque a FPF não quis valorizar também o trabalho do SCP ( Adrien pelo menos tinha de la estar). Penso que lentamente o Sporting , vai ser mais rigoroso e criterioso na aposta na formação e os jogadores portugueses vão ter menos espaço.
Vou relembrar o capitão Ronaldo , depois de um jogo com Israel penso , onde dizia que talvez não fosse bom "tanta gente nova" , o mesmo que chorou as limitações de Portugal.
Voltando a formação , de referir que os jogadores da formação são até menos leais que os estrangeiros quando se sentem a vontade , todos temos memoria do Sporting de Bento , onde tinhamos o Nani a dizer que se sentia pobre , o Veloso e o Yannick em passareles e etc , montes de birras e mimos , e o Sporting era um clube competitivo apesar da pouca qualidade do futebol de Bento. Lembro-me de Bento dizer que no Sporting na academia mais valia todos aprenderem ingles , visto que todos tinham na cabeça que iam oara o United.
Hoje temos um William que me parece estar a perder a cabeça no sitio tal é o assédio , e ninguem sabe qual será o seu rendimento na próxima epoca , o Sporting devido ao marketing fortissimo que tem na formação ( a nivel europeu claro , porque aqui no burgo a melhor formação é a do Benfica , segundo o Joao Querido Manha e etcs) acaba por ter dificuldade em segurar os jogadores que brilham. Por exemplo acredito que Rojo fique no SCP com mais vontade do que um William de Carvalho… Este é o outro lado da navalha , quando os miudos percebem que tem de haver aposta na formação , acabam por abusar , e o Sporting se quer voltar a ganhar não pode depender de ninguém – nem vou lembrar Bruma e Ilori.
Agora que o Sporting recuperou a a estrutura , e vai-se começar a atirar aos titulos , a formação vai perder peso , até porque como vimos o retorno do investimento foi zero , e a FPF quer guerra com o Sporting ao ponto de tirar o verde da camisola de Portugal para responder ao BDC.
Acho que está na hora do Benfica mostrar a sua formação ao mundo , pois tem qualidade , mas falta-lhe é aposta , boa sorte nisso , enquanto isso vamos ter o FCP a apostar na formação também (só que espanhola)
Artur Matias
O William Carvalho foi um cogumelo que apareceu de repente. Andava emprestado pelas bélgicas que nem o sporting lhe ligava nenhuma. Claro, teve sorte que era uma época de crise, sem competições europeias e assim aparece. Até parece que era a coqueluche da formação desde há anos…
Bruno
Bom comentário.
m1950
Devo só lembrar que se Fernando fosse naturalizado o William não estaria sequer na seleção, por interesses que todos imaginamos , e sim porque Fernando é superior neste momento.
Agora é ver que Lima é portugues , porque não se considerou Lima na seleção , porque não é convocavel , Lima é o melhor avançado portugues… pois mas aqui já não era preciso , já não era para queimar um jogador do Sporting.
Esta coisa do Sporting que os adversarios gostam de chamar de mania da perseguição , é que já é tão claro , que acabam por fazer figuras a tentar desmentir o obvio e o que está visivel na cara de toda a gente.
Amaral
Nao concordo com a parte do 11 inicial ter de conter um x numero de jogadores nacionais, a partir do momento que um treinador tem um plantel com que trabalha, deve poder geri-lo da maneira que quiser, e até devido a lesoes e suspensoes nunca achei uma boa solucção.
Mas estou claramente de acordo com o numero limite de inscriçoes, 27 será um nº razoavel, 5 jogadores da formação tambem, mas adiciono um ponto: Minimo 10/12 jogadores nacionais (Nada da treta dos extra-comunitarios)!
O Treinador poderia gerir o plantel da maneira que quisesse, a unica diferença seria a nível das inscrições, é obvio que poderia acontecer na mesma 11's sem jogadores nacionais, Mas um plantel relativamente curto e com cerca de 40% de jogadores nacionais aumentaria e muito o uso do jogador portugues.
Flávio Trindade
Estou de acordo com o VM na generalidade.
1. Essas alterações têm que ser impostas à força porque os grandes clubes nunca o irão fazer por livre vontade.
2. Optaria pelas regras da UEFA. 25 jogadores inscritos, 8 formados no país e 4 no clube. Estas normas não violam a livre circulação.
3. Em vez de darem o exemplo russo ou o turco que são realidades afastadas da nossa, porque não dar o espanhol? Em Espanha os clubes inscrevem 25 jogadores no máximo e existe um limite de extra comunitários. A aposta na formação é uma constante e eles dominaram o futebol durante 6 anos.
4. É das situações mais ridículas que já li aqui. O facto de existirem regras para a proteção do jogador nacional e de criação de espaço para jogadores da formação em nada retira competitividade aos clubes nacionais. Nada mesmo! Será que Helder Costa inferior a Ola John? Ou Esgaio inferior a Welder? Ou André Silva inferior a Kleber? Acham mesmo que com estes ou outros exemplos os clubes ficariam pior servidos? Eu também acho que não. Aliás esse argumento é tão falacioso que com as regras acima descritas isso não iria impedir um dos grandes de alinhar com 11 estrangeiros no 11 inicial.
Mas essas medidas serviriam para que os jovens talentos portugueses sejam no mínimo opção nos seus clubes. E quão tranquilizador seria para mim como adepto ter um Bernardo ou um Rafa ou um João Mário como opções.
Flávio Trindade
Kafka,
São exemplos diferentes. Os holandeses sempre apostaram na formação, não é por acaso que muito antes de aparecer La Masia já o Ajax dominava a formação. Aliás na Holanda, isso é cultural. Eles preferem sempre um jovem a um estrangeiro de qualidade duvidosa. Não creio que isso se reflectisse em Portugal porque o nível médio do estrangeiro a jogar em Portugal é muito superior ao da Holanda e da Bélgica. Se eles tivessem um Gaitan ou um Jackson na liga deles deliravam.
Kafka I
Concordo inteiramente com o ponto 1) 2) e 3)
Relativamente ao ponto 4), admito que sou dos que acha que os grandes baixassem um pouco a sua competitividade, e estou a ter como base de comparação os clubes Holandeses e Belgas, que são Países onde se aposta claramente na formação e todos os clubes estão recheados de jovens talentos do respectivos País, e no entanto tanto os clubes Belgas como Holandeses baixaram um pouco o seu nível, mesmo o Ajax , o PSV, o Feyeenord, o Anderlecht que eram clubes grandes na Europa, hoje em dia estão num nível muito abaixo, mas admito estar errado..
Bruno
Ah bom, se o objectivo é ter mais tugas assim fico mais descansado, estava na dúvida, e ainda bem que quem fala na selecção veio a público esclarecer.
A selecção é um circo. Paulo Bento é o palhaço maior, este, o ajudante, Ronaldo a principal atracção, qual elefante malabarista qual quê, JM é o dono, e por ai fora.. isto são declarações na onda dos resultados, de forma a tentar baixar o desconforto depois da vergonhosa prestação da selecção nacional no Mundial, contudo, isto são questões que devem/ deviam ser já assunto, independentemente de resultados. E é ai que se vê que isto são promessas "a la Viera", aka só as come quem é parvo. Em suma, esqueceram-se mais uma vez de falar no essencial, nos erros cometidos, planeamento, convocatórias, 11 titular, e por ai fora.
Entretanto, o marinheiro não se deixa ir abaixo, e é mais um que acredita cegamente que a coisa vai mudar, é assim mesmo, são este tipo de pessoas que são precisas.
SL!
Rui Santos
O problema, na minha opinião, não são só os grandes. Se olharmos para os plantéis de Porto e Benfica, vemos excelente qualidade e, naturalmente, um jogador jovem terá problemas em afirmar-se. Além de que passar dos júniores/equipa B para uma champions não é fácil e nem todos conseguem. É certo que além de Salvio's, Gaitan's, Jackson's etc. vêm jogadores muito fracos e que têm mais oportunidade que o jogador nacional mas, para mim, a maior culpa é dos clubes "pequenos".
Olhando para o Setúbal este ano, apostou nos escalões inferiores, na prata na casa e em jogadores jovens das equipas grandes. Se as equipas nacionais em vez de apostar em brasileiros (na sua maioria) de 3ª divisão, pedissem empréstimo dos jovens das equipas grandes – de onde provém grande parte do talento – ficavam, na minha opinião, a ganhar. Além do óbvio talentos destes jogadores, tinham mais dinheiro para contratações a sério. E, deste modo, seria mais fácil a afirmação destes jogadores nos clubes "grandes".
Quantos às medidas do VM. Como foi dito anteriormente não é possível implementar a 2ª medida. Como tal, era passar para jogadores comunitários e, em vez dos 3/4 atletas, serem 5/6 atletas. Em que destes 5/6, 2/3 teriam de ter feito a formação no clube.
Anónimo
Pois eu prefiro continuar a ter Sálvios, Gaitans e Jacksons e ter o meu clube competitivo a nível interno e externo do que perder competitividade a todos os níveis para a Selecção fazer boa figura de 4 em 4 anos. Além de que vivemos na União Europeia e há direitos que não devem ser postos em causa.
Francisco
Anónimo
E jackson, como o próprio autor confirmou
O william carvalho é uma excepção…eu sou do bemfica, e acima de tudo quero ter os melhores…voces falam e o próprio sporting com as contratações q já fez este ano está a tirar o lugar a miudos da formação…quer dizer que os miudos são maus? Não, quer dizerem q querem ganhar agora, e ser mais competitivos.
josé
Nuno R
Então e se em vez de Salvios, Gaitans e Jacksons (esses distintos cidadãos europeus) tiveres Capuchos, Sergios Conceicao e JVP, deixas de ser competitivo?
Anónimo
Prefiro ter jogadores que ganhem sejam eles de que nacionalidade for. Tal como eu fui trabalhar para o estrangeiro e não me agradaria que me tivessem impedido de trabalhar só por causa da minha nacionalidade.
P.S. Por acaso até sou portista e referi os jogadores do post da VM e não vou responder aos habituais comentários cheios de complexos de inferioridade sportinguistas.
Francisco
Ricciardo
José, ai não? então o quer dizer « prefiro jogar com Salvios e Gaitans»?? é de que clube ? do Sporting não?
Deixem de ser Hipocritas pá, está mais que visto que são os Benfiquistas os maiores detractores da aposta na formação
# Não trocava um William Carvalho por nenhum jogador estrangeiro da mesma posição (serve ou tenho que argumentar mais?)
LuisRafaelSCP
Quantos Cristianos Ronaldos poderá ter perdido o Benfica por querer promover Gaitán's? A questão é essa, a falta de aposta poderá fazer perder-se grandes talentos nacionais.
O William Carvalho que o diga…
Anónimo
Ricciardo, em nenhum momento ele referiu que é benfiquista, apenas falou de jogadores que aumentão e muito a qualidade do campeonato, não é por seres do Sporting se tivesses dinheiro para ter um gaitan ou um quintero dlavas assim!
E que eu saiba o benfica continua a contratar como sempre, portanto acho um bocado ridiculo essa professia da desgraça a 2 meses do fim do mercado de transferências.
José
Ricciardo
Estão a ver… típico comentário de Benfiquista que tem estigma em relação a formação de jogadores Portugueses…
o clube dele continua a aumentar o passivo, a ter prejuízos ano após ano, hoje em dia já tiveram que mudar um pouco a política e começar a contratar Djavan's e Candeias porque se acabou o crédito para mais sul Americanos, mas continuam com a mesma ladainha e a vir falar em direitos de União Europeia…
A união Europeia não defende igualdade para Salvios e Gaitans, meu caro….
A união Europeia diz que os cidadãos Europeus, Franceses, Portugueses, Alemães, Espanhois, são Europeus e podem andar em qualquer lado do Espaço Schengen
isso não se aplica nem a Argentinos, nem a Brasileiros…
Por isso é que em Espanha, França, Alemanha e outros países, só se podem utilizar X de Brasileiros ou Argentinos, porque são cidadãos, NÂO EUROPEUS
qual é a parte do Não-EUROPEUS, que não percebe??
João Dias
Em suma, preferes ter mercenários a jogadores que amem a camisola do teu clube.
É a tipica mentalidade de adepto pequenino: ganhar a todo o custo
Mah Med
iuri medeiros e esgaio tem todas condiçoes para assumir as alas do sporting , ambos sao superiores actuais extremos , Bernardo silva devia ter lugar no minimo no plantel do Benfica , Andre Silva e daqueles que nao engana ninguém pode muito bem começar a dar os primeiros passoa no plantel principal do Porto , Agostinho Ca , Tiago Ilori, joao carlos teixeira e edgar ie , andam perdidos e seriam titular sem exagero em 80% das equipas , o que nao falta sao talentos portugueses por ai …
Ricciardo
No Sporting não há problema, em cada geração irão sair 3 ou 4 jogadores de Selecção nacional
O problema são as outras equipas, que umas vezes queimam etapas de crescimento dos jogadores outras vezes não lhes dão oportunidades
Não existe razão nenhuma para Portugal ser o único país praticamente da União europeia que permite a utilização sem limitações de jogadores não comunitários… temos claramente um excesso de jogadores não comunitários em Portugal, alias, a esmagadora maioria dos jogadores estrangeiros em Portugal são não comunitários, porque contratar jogadores estrangeiros Europeus nem é para qualquer bolso…
Anónimo
É tudo muito muito bonito, mas com a influência que os empresários têm no futebol atual e as comissões tão chorudas que beneficiam os dirigentes, parece-me uma prática impraticável.
Mário
Anónimo
Exacto, tem de haver um grupo de pessoas com eles no sitio para empurrar esse poder para a periferia do futebol. Incluindo o selecionador de Portugal que o que temos é um lacaio de JM
João Pedro
João Lains
Mas estão todos bem cientes que em termos internacionais, os nossos clubes serão menos competitivos, certo?
Mega Badjeras
João Lains o Benfica e o Porto passavam bem sem a sua formação, mas não a seleção, e se és português e gostas de futebol, devias apoiar jogadores portugueses nos principais clubes, para mais tarde o seleccionador, independentemente de quem for, ter mais opções do que hoje em dia, para podermos ambicionar algo mais em Mundiais e Europeus.
Não entendo essa tua negação aos jogadores nacionais em clubes nacionais, argumentando que sem estrangeiros, os clubes não obtêm sucesso.
É por causa de pessoas que pensam como tu e que mandam hoje no futebol português, que a seleção está como está. Enfim…
João Lains
O Benfica e o Porto passavam bem sem a sua formação, não sei onde está a dúvida. Além disso, mas que raio é que os clubes têm a ver com a selecção? Os clubes são independentes, a selecção pega os jogadores que pode. É claro que a base de recrutamento da selecção fica mais reduzida se os clubes não apostarem no jogador nacional, pelo menos, os de qualidade. Acho que tu é que fizeste aí umas contradições com o português, com todo o respeito.
Anónimo
Boa tarde,
João Lains desculpa que te diga mas tu contradizes-te quase de frase em frase….
primeiro que tudo não acho que seja profunda ignorância considerar que a selecção portuguesa venha em primeiro lugar,e volto a referir que para MIM assim o deveria de acontecer.Os clubes não precisam de viver á custa da formação?que eu saiba nenhum clube em Portugal foi comprado por algum Emir ou algo do género logo não há "petrodolares" para o sustentar e como é mais ou menos sabido dinheiro é algo que não abunda nos clubes por cá…e como é que a base de recrutamento ficaria reduzida se passasse a haver medidas inclusivas de jogadores portugueses?penso que seria precisamente o oposto.
Ass.KAIOSHI
Nuno R
MAs achas mesmo que com 4/5 portugueses na equipa deixavas de conseguir competir com Sevilhas e Celtics?
João Lains
Roberto, isso é conversa de "fuinha", se és realmente benfiquista, vais apoiar incondicionalmente o teu clube, sejam eles portugueses ou chineses.
José Luís Ferreira, nem sequer compares o Barcelona com a realidade de qualquer clube português.
Não percebo porque se apoiam no Porto de 2004, foi uma excepção, tal como foi a nossa presença na final de um Europeu, uma meia-final do Mundial, e por aí fora, num altura em que tínhamos alguns dos melhores jogadores do futebol europeu.
Tal como o Chilavert disse no seu comentário, os nossos clubes iriam perder competitividade a nível internacional a curto prazo (2 a 3 anos), essa é a minha convicção e também já a tinha deixado clara, infelizmente o envio do meu comentário deve ter falhado.
Kaioshi, se achas que a selecção vem em primeiro lugar, vives numa profunda ignorância. Os clubes não precisam de viver à custa da sua formação, já a selecção vê a sua base de recrutamento bastante reduzida se os clubes não apostarem no jogador nacional. Acho que deixei bem claro, quem é que tem de "arregaçar as mangas".
Nuno, comentário muito pertinente… Eu olho para as prestações mais recentes dos clubes portugueses e acho que uma presença na final da Liga Europa já seria bastante digna. Portanto, não percebo porque é que falas em Real, Barcelona e Bayern.
Alfemus
João Lains, perdoa-me, mas desde que o Mourinho andou a "pescar" jogadores portugueses com pouco dinheiro no campeonato português e passado dois anos foi Campeão Europeu eu não concordo com esse argumento da falta de competitividade a nível internacional. Que "estranhamente" depois coincidiu com as nossas melhores exibições em campeonatos do mundo e europeus…
Nuno R
Sim, Lains, perderemos aquela capacidade de lutar de igual para igual com o Real, Barcelona ou Bayern…
Gostaria de saber onde andavas e o que dizias quando o Acordo Bosman entrou em vigor. Também era o fim do futebol português. E afinal…
Anónimo
Seria menos competitivo? O porto ganhou 2 provas europeias seguidas com portugueses e com um treinador português!!! O melhor árbitro do Mundo é português! O MELHOR JOGADOR DO MUNDO é português! E foi formado em Portugal caso não te lembres! A melhor geração de sempre que já tivémos foi recente e foi formada em .. Portugal!! Caso não te lembres Rui Costa , João Pinto, Vitor Baia, Ricardo Carvalho, Fernandp Couto, Figo, Pauleta, Nuno Gomes, Sérgio Conceição, Paulo Sousa, Costinha, Maniche, etc etc etc são de que nacionalidade??? E foram formados no Brasil ou na Argentina??? Não meu caro, apostar na formação é apostar na sustentabilidade e apostar na própria valorização do clube e da sua mística. Jogadores de outras naconalidade quando são bons devem vir claro, mas quando o valor é duvidoso investir na formação deve ser sempre a prioridade! Por último, sabe porque é que a seleção hoje está viva? Porque um senhor chamado Paulo Bento foi obrigado/ aceitou apostar nalguns miúdos que conheceu nos juniores do Sporting. Se ele não tivesse passado por lá se calhar nem tinha apostado em ninguém… e hoje estávamos a ver o mundial na TV com a Suécia no grupo de Portugal.
João Pedro
Anónimo
acho que falta falarem num ponto essencial para a aposta do jogador portugues pelos clubes de médiapequena dimensão do nosso campeonato , porque a base de uma futura seleção passa também por eles.
A nivel de formação, salvo devidas excepçoes, (Vitória de Guimarães que tem aproveitado muito bem as camadas jovens e transição sénior via equipa B, e o Sporting de Braga que na passada época teve um relativo sucesso), tudo o resto raramente aposta no jogador portugûes (e aqui o meu clube Académica também tem mea culpa por apostar pouco, Zé Castro , Flávio Ferreira e pouco mais , dado que licás e gonçalos santos nao foram devidamente aproveitados).
Será que já parámos todos para pensar o porqûe de isso assim o ser?
-Empresários? Certamente
Mas e os orçamentos dos clubes? que rebentam com as fornadas vindas dos ditos 3 grandes?
Dando um exemplo claro, o Nélson oliveira quando foi o melhor marcador do mundial de sub-20, já possuia um salario prinicipiesco para os clubes de média dimensão.
Coloquem-se no papel dos director desportivo de um clube. pelo valor de 1 jogador (que na maior parte das vezes nao vai ter seguimento na sua formação (esperem para ver tozés, bernardos silvas e cancelos perdidos numa polonia ou chipre dentro de alguns anos) o mesmo clube consegue apostar em 45 jogadores (com um risco ligeiramente maior, mas com potenciais de retorno do investimento bastantes superiores, vejam o conceito de equidade no poker que se entenderem isso, entendem logo isto de certeza, que nao vos tou para massacrar com contas).
O que eu quero dizer com isto, é que o jogador portugues para os clubes médios que deveriam ser o suporte da seleção,as estrelas já sabemos voam para longe depressa, são demasiados caros, e vêm na sua maior parte das vezes com mania jogar para cá, ao contrário dos imigrantes do nosso futebol, que vêm aqui para subir na vida e vao dar o máximo(ou deveriam vá), ja a maior parte do jogador portugues , so que jogar no benfica,porto e sporting, e quem sabe num dos outros só que pago a peso de ouro para a realidade nacional.
João Roque
Anónimo
Boa noite,primeiro que tudo está a selecção portuguesa e não faz sentido para mim que se ponha os clubes em primeiro,logo se os nossos clubes ficarem mais fracos nas competições europeias (o que sinceramente não acredito porque na minha opinião existe muita qualidade nos nossos jovens) durante uma ou outra época isso será um "mal" necessário e que vem por bem. Alguém neste forum acha que se um dia Portugal ganhar alguma competição o sentimento por tal vai ser inferior ao de ter ganho algo pelo seu clube?Claro que NÃO!Muito pelo contrário!Se os nossos jogadores são cobiçados por clubes de outros países porque não serviram para os nossos?Nós temos de apostar no que é nosso e realmente formar os nossos jogadores (vou dar um exemplo que nos dias que correm é por demais evidente,o Éder,com o porte físico e qualidade que tem se tivesse sido bem formado desde tenra idade possivelmente seria um avançado portentoso mas infelizmente não tem cultura de ponta-de-lança nem a desejada capacidade de finalização) e moldá-los consoante as necessidades se for o caso(o Brasil durante anos a fio não teve guarda-redes de qualidade e agora exporta-os para todo o lado)e neste momento temos uma falta gritante de laterais (principalmente esquerdos) e pontas-de-lança.O tipo de medidas que deveriam ser utilizadas têm de ser inclusivas porque assim não vão contra nenhuma lei em vigor e por outro lado os clubes assim vão pensar duas vezes antes de contratar jogadores(sejam não-portugueses ou extra-comunitários) aos "contentores" como fazem em todas as janelas de transferência .
Ass.KAIOSHI
p.s.- s.f.f. espero que desta vez publiquem o meu comentário,já que não o tem acontecido nos últimos tempos por alguma razão que desconheço.
Messias
Mas é lógico que o Barça não seria tão competitivo sem os estrangeiros, e quem diz o Barça diz qualquer clube, acho que até tu consegues perceber isso, mas numa coisa lá tens razão, a falta de inteligência de alguns aqui é atroz…
Ricciardo
O Barcelona não seria tão competitivo sem o Neymar?? OMG isto é com cada comentário
Mas que exemplo mais estapafúrdio, o Barcelona é uma das melhores formações do Mundo
e Ninguém aqui esta´a dizer que se deve jogar com 11 jogadores da formação…
O que eu estou a dizer é que esta palhaçada de se poder jogar com 11 brasileiros ou 11 Argentinos desvirtua largamente o nosso campeonato e prejudica a formação do jogador Português…
Eu defendo uma logica de 6 + 5, prefiro que em vez de ter muitos estrangeiros, os clubes Portugueses contratem jogadores estrangeiros de melhor qualidade, qualidade a frente da quantidade, e que apostem mais no jogador nacional, seja formado no clube ou não…
No passado já houve exemplos de sucesso, não me venham com a conversa do Euro Milhões, porque jogar no Euromilhões é andar a contratar estrangeiros as carradas todos os anos a ver se sai um Di Maria…
è que por cada Di Maria, saem 10 Ola Johns… pode ter lucro com 1, mas tem prejuízo com 10, e a prova disso é que a situação financeira dos clubes tem vindo a deteriorar-se…
ainda acha que essa é a boa política?? A falta de inteligência de alguns aqui é atroz…
Ricciardo
Os clubes não apostam em Portugueses por vários razões Sousa..
1. Nem todos os presidentes de clubes e outros agentes que gravitam a volta de futebol estão preocupados com o clube ou o seu futuro (tenho que lhe dar exemplos ou acredita em mim?)
2. Formar jogadores Portugueses não dá comissões a ninguém, importar jogadores dá….
3. Eu não disse que não apostam por incompetência, Eu afirmo categoricamente que há um excesso de importação de jogadores estrangeiros em Portugal, porque é uma das formas de pessoas extraírem dinheiro dos clubes, muitas pessoas ganham com transferências…
Uma coisa é ter 3 ou 4 estrangeiros acima da média num plantel, como acontecem em Italia, Alemanha e Espanha, outra coisa é ter 11 estrangeiros medianos, apenas porque se tem um estigma aos jogadores nacionais e se pensa (erradamente) que qualquer estrangeiro é melhor…
Há muito entulho por aí a ocupar espaço em planteis da primeira liga, espaço esse que poderia servir para jovens Portugueses ganharem reputação, evoluírem e tornarem-se belos jogadores… mas tal como eu disse, formar jogadores não dá comissões a ninguém
formar jogadores é bom para os clubes, contratar jogadores por vezes é melhorar para quem dirige os clubes (são coisas diferentes…)
Chilavert
A cena dos Extracomunitarios é facil de contornar basta arranjar ligações de um bisavo ou avô a um país da UE, pedes passaporte e voilá já não és extracomunitario!
A perda de competitividade seria apenas nos 2/3 anos a seguir a aplicação da medida (se fosse uma medida severa) agora se for uma medida progressiva (exemplo primeiros 2 anos 3 portugueses no 11 inicial e ao 3 ano 5 portugueses) esse impacto competitivo iria se diluir.
Mas concordo que a hipocrisia existe demais!
Todos nós sabemos porque se vão buscar jogadores lá fora é que assim alimenta se as "bocas" quando se compram e quando se vende, na formação só há "alimento" quando se vende.
Tudo se resume ao que faz girar o mundo: dinheiro!!!!!
Arquimedes
Ricciardo a excepção nao confirma a regra, nao é por ganhares uma vez o euromilhões que o vais passar a ganhar todas as semanas, é lógico que com campo de recrutamento maior vais ter melhores jogadores, mesmo o Barcelona tem Mesiss e Neymares senão não seria tão competitivo.
A questão não tem nada haver com a qualidade do jogador português, mas sim de matemática.
Ao limitares a escolha as escolhas vão ser piores.
Sousa
Ricciardo, então e os clubes não têm a liberdade de apostar nos jogadores portugueses? Se compensa, tal como aconteceu com o Porto em 2004, então os clubes certamente apostariam nos jogadores portugueses. Ao que me parece, você insinua que por incompetência os clubes não apostam nos jogadores nacionais. Mas será a imposição destas medidas o melhor remédio? Não! Só agravaria o estado actual, então em vez de contratar um Di Maria ou um James ou Falcao, apostamos aqui no Manel que é nacional e tem potencial mas com um risco muito maior. Se os jogadores estrangeiros acabem por ser mediocres, naturalmente saem do clube.
Enfim, isto já lembra os argumentos protecionistas na economia: fechemos as fronteiras que senão os estrangeiros ficam com os nossos empregos!
Ricciardo
O Porto foi campeão Europeu em 2004 com uma equipa feita a base de Portugueses e com a maioria de jogadores contratados a nível interno…
quem acha que Portugal seria menos competitivo a nível internacional por usar Portugueses além de ser complexado e ter a mania de que os estrangeiros são melhores não se enxerga e não repara que mesmo com estrangeiros actualmente para uma equipa Portuguesa passar a segunda fase da Champions é uma sorte…
Clubes Portugueses a terem dividas todos os anos, orçamentos irrealistas, mas continuam a existir irresponsáveis e hipocritas que acreditam que o caminho unico para a competitividade é apostar em estrangeiros…
José Luís Ferreira
Fala-me do futebol espanhol, onde só podem jogar 2 extracomunitários (acho eu)? Não olhando para o último Mundial. Em 2009 quando o Barça foi considerada umas das melhores equipas de sempre, jogava com 8/9 espanhóis e perdeu competitividade? E não vás pelas escolas de formação porque o Sporting tem umas das melhores do mundo, o Benfica foi finalista na Young Champions League e, curiosamente, quem venceu o campeonato interno de juniores e juvenis foram o Braga e o Vitória, respectivamente.
Roberto
Prefiro apoiar uma equipa em que jogam jogadores com que me possa identificar do que apoior uma equipa de estrangeiros que vêm num dia e desaparecem no outro. Por exemplo, esta temporada do Benfica. Que sentido faz apoiar esta equipa um ano inteiro para quando obterem sucesso metade ir embora?
João Dias
Porquê? Será impossível conjugar aposta em jogadores portugueses com sucesso nas competições europeias? Creio que não.
Kafka I
Exactamente João, tocaste num ponto que acho que a maioria ainda não percebeu, essa aposta tornaria a Selecção melhor, mas os clubes ficariam mais fracos, digamos que os clubes passariam a ter o actual nível dos clubes Belgas ou Holandeses, por exemplo
Soraia
Verdade seja dita, o problema de Portugal não é o Ronaldo, problema Portugal vem de mais a trás! ! As equipas portuguesas apostam em estrangeiros, para mais tarde os vender para grandes equipas, desvalorizando os jovens jogadores Portugueses, com empréstimos!! Se as equipas portuguesas têm apostado em jogares nacionais, hoje em dia não seria o Ronaldo o único super star da equipa portuguesa! ! Mas assim sendo, é normal, que os outros sejam indicados ou mesmo de livre vontade, ter o Ronaldo como jogador alvo!! Nani tá no Man. U não joga, João Moutinho tá no Mónaco, do resto estão todos em equipas de merda, que se não Fosse pelo Salário, prefeririam jogar em dos três grandes de Portugal!
Kafka I
Visão de Mercado,
Vivemos na União Europeia, logo o 2º ponto não é viável de todo, pois um grego ou um Sueco tem tanto direito de trabalhar num clube Português, como um Português tem, logo esse 2º ponto não pode nem faz sentido ser aplicado pertencendo nós à União Europeia, o máximo que poderá existir é obrigatoriedade de 3 ou 4 jogadores "Comunitários" o que é completamente diferente de obrigatoriedade de jogadores "portugueses"
O exemplo do Campeonato Russo, na minha opinião não serve de exemplo, porque a Rússia não pertence à União Europeia, logo pode fazer as regras que quiser e bem lhe apetecer (como até se tem visto ultimamente fora do Futebol)…
Isto é tudo muito bonito de favorecer o jogador nacional e etc, mas o Futebol não se pode sobrepor às leis do País, e a partir do momento que pertencemos à União Europeia e termos acordos de livre circulação de pessoas e bens, os mesmos são para ser compridos, tanto no futebol como em qualquer outra empresa…
Kafka
Ah ok ok Alfemus, intrepretei mal, entendido :)
Alfemus
Kafka, eu falei mesmo disse. A Inglaterra demonstrou reservas à aplicação do tratado. Quando um país formula reservas não se aplica a si o tratado naquelas partes.
Penso que entendeste o contrário, porque estava a dizer o mesmo que tu. :-D
Kafka
Miguel Verissimo,
Admito também estar errado, não sei porquê sempre associei que o Reino Unido só tinha assinado certas partes do tratado, mas admito estar errado porque não fui pesquisar, tinha isto em mente, mas posso estar a fazer confusão com outra coisa qualquer ou outro tipo de tratado, podes ter razão…
Alexandre Gomes
Acredito que se fossem importados do estrangeiro o mesmo número de treinadores e dirigentes desportivos como de jogadores, os números iriam mudar de certeza..
Miguel Veríssimo
Kafka,
Posso estar enganado, mas penso que a Inglaterra assinou o Tratado a 100%. Tu não vês nenhum problema a qualquer cidadão europeu de entrar e trabalhar no uk.
Kafka
Alfemus,
Mas a Inglaterra é um caso diferente, porque a Inglaterra não assinou o tratado de Schengen a 100%, só subscreveu algumas partes do mesmo, como por exemplo a cooperação policial e judicial e pouco mais do que isso, volta a não ser o exemplo ideal, pois não tem o tratado assinado na sua plenitude como Portugal tem…no entanto mesmo assim, qualquer equipa Inglesa pode perfeitamente jogar com 11 jogadores Comunitários…
RicardoSporting
Em Portugal os brasileiros nao contam como extracomunitarios.
Alfemus
– É muito fácil os argentinos, por exemplo, pedirem nacionalidade italiana. É muito fácil aos brasileiros pedirem nacionalidade portuguesa. Isto porque podem pedir por causa dos seus ascendentes até certo ponto. Não me parece que seja por aí. Mas a emissão de vistos é fácil de controlar…
– Sei que não é tanto para o estes casos da América do Sul, mas atenção à Inglaterra, já que eles têm montes de reservas ao acordo de Shengen.
Quanto às medidas dos estrangeiros, passa apenas pela formação.
Kafka
Ricciardo,
Mas onde é que me viste dizer que sou contra o limite de extra-comunitários? eu sou a favor disso, basta leres o que eu estou a dizer…
Eu apenas estou a tentar corrigir os users que falam em "obrigatoriedade de jogadores Portugueses" porque isso é IMPOSSIVEL de concretizar, devido a estarmos dentro do Espaço Europeu, agora como o Miguel Verissimo e tu bem disseram, a União Europeia está-se a barimbar para os Extra-Comunitários, logo por ai podemos à vontade proibir a entrada de extra-comunitários no nosso campeonato e nisso eu concordo contigo…
Repara uma coisa é limite de extra-comunitários (perfeitamente de acordo e possível de concretizar), outra completamente diferente e que muitos users aqui insistem no erro é "obrigatoriedade de jogadores Portugueses" porque isso significa que um Português teria mais direitos que um Sueco, ora isso vai contra as regras e acordos assinados…só quero que os users aqui percebam isso…
Miguel Veríssimo
Oh Ricciardo, tu estás um bocadinho confuso das tuas ideias rapaz.
1- A UE não tem diretória nenhuma. São Directivas, que são feitas pelos Governos Nacionais, no fundo são uma especie de Tratado, para além de ter tratados como o TUE e o TFUE cujo principio basilar é no fundo o oposto ao que estás a dizer, ou seja, não se podem criar qualquer tipo de barreiras a não nacionais que não existam para os nacionais. Nessa medida se impusesses a regra de que só (por exemplo) pudessem jogar em Portugal jogadores formados em Portugal, terias por hipótese jogadores Portugueses, que por terem sido formados em (vamos imaginar) Inglaterra ou Itália não seriam eligíveis a jogar em Portugal.
2- A UE está-se no fundo a cagar para o extra-comunitários. Para a UE, os EM (Estados-Membros, como é Portugal) até podem banir a entrada de cidadãos que não tenham a cidadania europeia (por exemplo o que está a contecer na ilha de lampedusa.
@Chilavert: Estás a ouvir o que estás a dizer? Qualquer medida inclusiva é uma medida exclusiva para alguém! Exemplo: "As equipas têm de jogar com 11 Portugueses!" Isto não te parece exclusivo para o resto do Mundo? Os critérios usados são quase de formação e não apelam à nacionalidade. Quanto à Taça da Liga, pois não estou certo que obrigarem uma equipa a jogar com 2 nacionais eja uma medida exclusiva, parece-me antes ridícula e só existe por haverem equipas que nem com isso jogam em Portugal, e nessa medida atendendo ao caso concreto e muito bem explicadinho isso até pode passar. Mas atenção, desenganem-se não é por termos 2 jogadores portugueses em campo que vamos meter mais jogadores de qualidade na Seleção.
Ricciardo
Kafka, isso é apenas um detalhe, porque obviamente que ao existir uma regra que pede a utilização de X de jogadores formados em Portugal ou no clube entre idades compreendidas entre A e B, está-se naturalmente a falar de jogadores que ou são nascidos em Portugal, ou são naturalizados…
Logo é uma questão de interpretação…
no entanto, o que interessa aqui é isto:
Tu como benfiquista defendes a ideia que não se pode limitar os estrangeiros porque estamos na Europa bla bla bla
Mentira, porque cidadãos Europeus é uma coisa, cidadãos não europeus é outra…
o problema aqui é fácil de identificar, Extra-comunitários em excesso, e isso não há problema nenhum em criar regras na liga Portuguesa iguais a Liga Espanhola, Liga Alemã, Liga inglesa…
Mas vocês Benfiquistas são hipocritas, querem que isto fique igual, para poderem jogar com 11 Argentinos.
Kafka I
Chilavert,
Podes ter razão nisso, a questão é que como é que tu dentro do Espaço Europeu, podes por uma lei de obrigatoriedade de utilização de portugueses? essa lei será sempre facilmente contraposta em tribunal
Na minha interpretação, só há uma forma de contornar a lei, que seria a obrigatoriedade de jogadores formados localmente, ora isso não transporta em momento algum para a questão da nacionalidade, apenas frisa que tem que ser formado cá, o que já são coisas distintas, pelo que talvez seja por aí que se possa contornar a lei…mas também não sou advogado também não sei ao certo, se dará de facto..
Kafka I
Ricciardo, tal como eu previa a alinea que mencionas esta errada e não há obrigação nenhuma de utilização de jogadores portugueses na Taça da Liga, ora o regulamento diz o seguinte:
" 2. Os clubes são também obrigados a incluir na ficha técnica como efectivos, em cada jogo disputado, pelo menos dois jogadores formados localmente, cuja definição decorre do disposto no artigo 57º do Regulamento das Competições"
Artigo 57º
Ponto 3 – Considera-se como jogador formado localmente aquele que tenha sido inscrito na Federação Portuguesa de Futebol, pelo período correspondente a três épocas desportivas, entre os 15 e os 21 de idade, inclusivé"
Ou seja, em momento algum está a obrigatoriedade de utilização de jogadores Portugueses, porque isso não pode estar porque isto é a União Europeia, não é o Bangladesh…
Chilavert
Kafka o problema não são os extracomunitarios por si só, mas sim os jogadores sem nacionalidade portuguesa!
Alem dos extracomunitarios poderem ser comunitarios com relativa facilidade(arranjar ascendentes até 3º grau para pedir passaportes) não resolve o problema estrutural(ausencia de portugueses)
Se se limitassem os extracomunitarios imediatamente os clubes virariam se para mercados comunitarios.
Tem a ver com dinheiro não com a origem dos jogadores
Kafka I
Ricciardo, o que tu disseste invalida o que eu disse? ou não sabes ler? dás o exemplo dos outros Países mas em nenhum dos exemplo que deste é proibido os comunitários e foi aí que eu falei, "NOS COMUNITÁRIOS" uma equipa inglesa pode jogar com 11 comunitários
Miguel Verissimo,
Concordo inteiramente com a limitação a jogadores extracomunitários
Chilavert
Só não são permitidas medidas exclusivas(limitar estrangeiros comunitarios não se pode) mas são permitidas medidas inclusivas(obrigar a colocar numero x de jogadores portugueses)
Miguel Veríssimo
O Kafka tem toda a razão. A proposta do Tiago Alves é boa porém do pinto de vista do Direito Europeu pode levantar algumas dúvidas, ainda que no geral seja no meu entendimento admissível à tangente. Agora, quanto a jogadores extracomunitários i.e. Brasileiros, argentinos e afins, pode haver uma séria limitação. Pode ainda haver uma limitação ao número de transferências a realizar por época, por forma a cimentar a aposta na prata da casa.
Kafka I
Exacto Tiago, pode ser uma forma de contornar a lei
Ricciardo
O problema do campeonato Português são os estrangeiros não comunitários…
logo essa conversa do não se poder limitar estrangeiros porque estamos no espaço schengen é uma treta, se alguém analisar os estrangeiros que jogam em Portugal 90% são extra-comunitários, Sul Americanos (Brasileiros principalmente)
E quanto a introdução de regras para defender a utilização do jogador formado em espaço nacional, não existe nenhuma directoria da união Europeia que impeça a liga Portuguesa de obrigar os clubes utilizar obrigatoriamente X de Portugueses por convocatória…
Isso até já acontece por exemplo na taça da Liga em que os clubes são obrigados a usar pelo menos 2 convocados Portugueses formados no clube entre determinada idade…
Portanto não venham com a conversa demagoga que as leis europeias e não sei do quê….
Porque nos outros paises existe limitação para os extra-comunitários
em Inglaterra nem pode jogar um extra-comunitário qualquer, tem que ser um jogador internacional e tem que ser aprovada a inscrição, não é de qualquer maneira… só aceitam estrangeiros não comunitários se tiverem qualidades comprovadas….
ter Franceses, Suecos e Suiços nunca foi problema em Portugal, o problema é haver 70% de não comunitários no total de jogadores…
Tiago Alves
Compreendo. Para compensar, Aumenta-se o nº jogadores formados localmente e internamente
LuisRafaelSCP
Para mim só falta mesmo a aposta, pois qualidade nunca vai faltar aos nossos jogadores… podemos não ter em todas as gerações um melhor do mundo, como tivémos Figo e agora Cristiano Ronaldo, mas por exemplo, mesmo com aposta escassa nos últimos anos, temos excelentes gerações a aparecer, principalmente a nível de médios interiores e centrais!!
Falta-nos também conseguir formar jogadores de qualidade para posições importantes como as laterais e para a frente de ataque!
Fábio Teixeira
Pode parecer que não, mas o André Silva tem o físico muito aprimorado e fartou-se de marcar golos de cabeça. Nem sempre o maior ou o mais entroncado são os melhores nesses aspetos. E a técnica e visão de jogo do Gonçalo é inferior à do AS, até porque o segundo começou a jogar a médio ofensivo e extremo antes de chegar a avançado.
Agora, o que o Gonçalo é infinitamente superior é a fazer trabalho de pivot, onde tanto consegue suportar bem o choque e dominar a bola e retê-la até ao aparecimento de colegas, como trabalhar ele próprio o lance. É uma espécie de Giroud português. O André Silva é mais um Lisandro.
João
Já vi vários jogos de ambos. O Mega é que nunca deve ter visto uma equipa a jogar em 4-3-3 para achar que o 1,84m e 80kg do Paciência são um pormenor num avançado que actua nesse sistema, ou a capacidade de segurar jogo e conseguir entregar a bola em condições. A diferença de qualidade não é abismal, são os dois tecnicamente evoluídos, simplesmente o Gonçalo tem mais maturidade competitiva. Aconselho-o a rever o Porto B 3 – 2 Acdémico de Viseu (https://www.youtube.com/watch?v=z0dZwu2xOAg) para perceber o que é um avançado em 4-3-3, deve elucidá-lo.
Mega Badjeras
Concordo com o Fábio Teixeira.
João, tu nunca deves ter visto um jogo do André SIlva e do Paciência pois não?? A diferença de qualidade é abismal, o André é mil vezes melhor que o Gonçalo e deveria ter sido chamado para este mundial, independentemente de onde jogou esta época. O Gonçalo chegou onde chegou por ter 184 cm e 80 kg, porque com a bola nos pés é mediano
. Aconselho-te a veres o Euro sub-19 agora em Julho.
Se o André não estiver no Euro 2016 é um escândalo, ele e outros jovens desta fornada de 94, 95. Não interessa o clube onde jogam ou se as equipas são de meia tabela, se têm qualidade têm de ir à seleção.
Neste mundial tinha levado à vontade o André Silva (superior a Hugo, Hélder e Éder), o Marcos Lopes ou o Bernardo Silva ou o Tozé e até mesmo o Cancelo (melhor que João Pereira e Almeida).
Mas este é um país de atrasados e incompetentes, que só apetece é chamar nomes à Federação por não criar programas de desenvolvimento e cooperação com os clubes e fazer uma aposta nos jogadores nacionais como fez a Alemanha depois do euro 2000.
Estas gerações dos anos 90 hão de ser só mais uma devido à incompetência dos que hoje mandam.
João
O André Silva não tem melhor técnica que o Gonçalo, mas nem sequer de longe. Será melhor finalizador, é possível, mas precisamente porque o Gonçalo tem demasiada tendência para adornar os lances. Jogo de cabeça também tenho sérias dúvidas que seja melhor que o Paciência e mais forte fisicamente então deve ser para rir, basta comparar a estampa física de ambos. Acho o André um excelente avançado, com um potencial enorme, acho inclusivé que é melhor em alguns aspectos que o Gonçalo. Agora a presença física, técnica, maturidade e visão de jogo, são tudo armas do Gonçalo que, bem trabalhadas (o que duvido que vá acontecer) o deixavam num patamar muito próximo do Jackson.
Fábio Teixeira
O André Silva em duas épocas nos júniores do FC Porto marcou 47 golos em 59 jogos. Queria ver os números do NO, Betinho e Gonçalo Paciência. O AS é claramente o mais promissor de todos, até porque é o mais forte fisicamente, com melhor técnica, jogo de cabeça e acima de tudo, melhor finalização. Escusado será dizer que também é o mais rápido.
Ace-XXI
Betinho e Nelson Oliveira mostraram mais potencial nas camadas jovens que esse 2 e até agora tem desiludido nos seniores mas penso que o futuro PL da seleção será CR7
João
Gonçalo tem o triplo do potencial do André Silva, basta trabalhá-lo.
Fábio Teixeira
O André Silva é o avançado que todos estamos à espera.
LuisRafaelSCP
Exacto, pensava-se o mesmo em relação ao Nelson Oliveira. Esperemos que o Porto tenha mais cuidado e faça uma maior aposta do que fez o Benfica com o jogador referido.
F
André Silva parece vir contrariar essa tendência. Tem um potencial enorme. Vamos ver agora o aproveitamento que o Porto lhe retira.