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«O período de cinco anos para os naturalizados irem à Seleção é curto»

Concorda?

Ricardo Carvalho não é contra a presença de naturalizados na seleção mas defende que o período de cinco anos para um futebolista se naturalizar português é curto.  «O Deco e o Pepe são bons exemplos de adaptação ao nosso país, por isso convenceram a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Sinceramente, acho que não é preciso nascer obrigatoriamente em Portugal para representar a Seleção, mas acho muito pouco o período de cinco anos [para poder jogar na Seleção]. Ainda para mais, somos um país que tem muito jogadores talentosos na formação», afirmou o ex-defesa, em entrevista ao UOL. «As regras são as mesmas e o Otávio e o Matheus Nunes encaixam neste segmento… Eles acreditam que estão em casa em Portugal, querem representar Portugal. Espero que, assim como aconteceu com os outros no passado, sejam bem-recebidos. O mesmo serve para todos os outros que queiram jogar pelo nosso país», comentou sobre os mais recentes naturalizados.

29 Comentários

  • Claudio V.
    Posted Outubro 7, 2021 at 1:40 pm

    Tem cidadania. Tem plenos direitos. Nem outra coisa se pode conceber.

  • Pao com Presunto
    Posted Outubro 7, 2021 at 12:20 pm

    Paragem cerebral de alguém que, enquanto jogador, praticamente não as teve dentro de campo.

    Isto para mim é uma não-questão. Tanto português por aí que fala pior a língua, mal sabe escrever sem erros (alguns com licenciaturas e mestrados), não sabem puto da história do nosso país, e se for preciso ainda defendem tudo o que vem de fora ser melhor, e ninguém questiona a sua nacionalidade.

    Às vezes esquece-se que há coisas acima do futebol… a lei é (devia?) ser uma delas.

  • Sede de vencer
    Posted Outubro 7, 2021 at 9:53 am

    Mais uma típica paragem cerebral do Ricardo Carvalho.

    Regra geral, um desportista está sujeito às mesmas obrigações e direitos que o mais comum dos cidadãos.

    Se cumpre as obrigações, pode usufruir dos direitos.

    Salvo casos muito raros e, acrescento eu, em deportos individuais, fará sentido acelerar a obtenção da nacionalidade. Mas terá sempre, sempre, de existir um mínimo de identificação (falar língua, saber hino, conhecimentos de história, estar devidamente enquadrado na sociedade, ser reconhecido pela sociedade, escrever na língua, … ) do atleta com o seu (novo) país.

    Querer acelerar ou atrasar a cidadania a um futebolista, apenas por ser futebolista, é um absurdo. Só não é absurdo para quem vive na bolha do mundo da bola.

    Tenho conhecidos em comum com o RC, e isto vale o que vale, mas na altura da birra dele com o Mourinho, esses conhecidos reportavam-me uma grande instabilidade emocional do homem, bem como mudanças súbitas de posição.

    Não há nada de mau em mudar as opiniões, o próprio Hawking o fez relativamente à existência de deus, mas no caso do RC, esse comportamento era mal visto dentro do balneário.

  • Vespas
    Posted Outubro 6, 2021 at 8:43 pm

    O que eu não concordo é naturalizar alguém só porque “é bom”. Esse argumento não tem lógica e atropela a nossa sociedade pois qualquer pessoa deve ter o mesmo direito à nacionalidade quer seja jogador de futebol ou motorista da Uber . A nacionalidade e o futebol são coisas diferentes. O Otávio por lei é tão português como o Ricardo Carvalho e não existe distinção nenhuma possível.

    Quando aos atletas que adquirem a nacionalidade só porque são bons, isso na realidade deveria ser ilegal, aliás, nem sei como não é. É uma espécie de visto gold.

  • Show off
    Posted Outubro 6, 2021 at 7:35 pm

    Esta é uma não questão, mas somos um País de Velhos do Restelo.. Quando andamos feito colonizadores já todos podiam jogar na seleção, enfim.. É simplesmente ridículo que alguém que fale português por ter nascido nos Países de língua oficial portuguesa, ainda leve com discussões destas… Para mim até deveria ser encurtado o prazo nestes casos, quanto aos 5 anos chega e sobra, faz-me confusão pessoal ainda com a cabeça no século XIX…

  • Antonio Clismo
    Posted Outubro 6, 2021 at 6:42 pm

    Anthony Lopes, Guerreiro, Adrien Silva ou Petit podiam perfeitamente ter jogado pela França.
    Diogo Costa ainda pode ser convocado pela Suíça
    Cédric podia ter jogado pela Alemanha
    Nélson Semedo, Ricardo Pereira, Gélson Martins, Nani, Renato Sanches, etc podiam ter jogado por Cabo Verde
    William Carvalho ou João Mário podiam estar a jogar por Angola
    Danilo Pereira podia ter escolhido a Guiné- Bissau

    De igual forma, jogadores como Eric Dier podiam ter escolhido Portugal para jogar, Reyna, Marquinhos, Éderson, Paquetá, Galeno, Allan, Coutinho também.

    Não se fala muito disso mas muitas dezenas de milhares de israelitas conseguiram o passaporte português nos últimos anos ao provarem que eram descendentes dos judeus sefarditas expulsos do país no séc XVI. Ora, não é de estranhar que vários jogadores da seleção de Israel tenham passaporte português também como Salomon (Shakhtar), Weissmann (Valladollid) ou o Dor Micha.

    Podemos até pegar no caso do Zeca que se naturalizou grego e tem mais de 30 internacionalizações pela Grécia. Dizem que se naturalizou para lhe dar jeito? Não acredito nisso.. Esteve lá tempo suficiente para se enamorar pelo país, não sei se a mulher é de lá, os filhos nasceram lá, porque não se há de sentir orgulhoso a vestir a camisola da seleção grega?

  • Abbas
    Posted Outubro 6, 2021 at 5:17 pm

    Já agora, qual é a opinião do Ja Rule sobre o assunto?

  • Amigos e bola
    Posted Outubro 6, 2021 at 5:12 pm

    Não entendo este comentário do Ricardo Carvalho. O Matheus Nunes está em Portugal há mais mais que 5 anos. Aliás, está cá desde criança.

  • Mushy
    Posted Outubro 6, 2021 at 4:48 pm

    Compreendo o que ele quer dizer, mas em Portugal funciona mais o lema “é o que dá mais jeito”.
    Temos o caso do Pichardo que precisou de meses apenas para ser português e temos centenas de outros exemplos que precisam de mais de 7 anos para conseguir o mesmo estatuto, ainda por cima quando vem para portugal jovens ou crianças.
    Alguns exemplos de terem levado mais de 5 anos é o do Nelson Évora ou Naide, ou até mesmo Obikwelu, mas quando começou a dar jeito foi dado permissão para a naturalização. Há caso do Matheus que veio com 12 anos e só deixou de ter dificuldades de obter porque foi para um grande.

    Agora olhem à volta e vejam o comum cidadão, alguns estão 8, 9, 10 anos a tentar conseguir e trabalham desde então em portugal, mas pelos vistos não serve como outros.

    É por isso que vejo estas situações e digo que em Portugal funciona “o que dá mais jeito para agora” e não ter problemas com entidade nenhuma desportiva

    • Kafka
      Posted Outubro 6, 2021 at 6:45 pm

      Ainda a conversa do Pichardo? O Pichardo foi naturalizado dentro das regras e prazos em vigor…. Isso já foi explicado mais que uma vez na altura dos jogos Olímpicos,

  • Jan the Man
    Posted Outubro 6, 2021 at 4:32 pm

    Concordo com Ricardo Carvalho. Acho que o aumentar de tempo ia terminar com grande parte das situações de naturalização por conveniência (casos do Liedson, Dyego Souza, Otávio, para citar apenas os nacionais), o que acaba por fazer algum sentido.

    Com um período de 8/10 anos (por exemplo), um jogador naturalizado teria de ter já feito ou pelo menos terminado a sua formação no país, por forma a ser elegível numa idade em que ainda apresente rendimento desportivo. Algo que me parece totalmente diferente no que toca a apropriação dos valores, cultura e costumes do país pelo qual se naturalizou.

  • Bino Costa
    Posted Outubro 6, 2021 at 4:11 pm

    Basicamente, R. Carvalho decidiu vir comentar a lei de cidadania portuguesa, dizendo que acha curto 5 anos de residência para pedir cidadania. É óbvio que numa UE ser preciso nascer no país para jogar pela selecção seria absurdo, nem sequer percebo a dúvida aí, ficaríamos sem metade dos habituais..
    A lei é esta, portanto se alguém se quer naturalizar português e consegue, tem de estar elegível para a selecção, ponto! Se não estaria a ser considerado cidadão de segunda. A verdade é que o nosso país precisa de gente, portanto é preciso atrair os que sairam e respeitar a vontade e os direitos de quem pretende ser cidadão português, esta questão da selecção é secundária!

  • Ricardo N
    Posted Outubro 6, 2021 at 3:54 pm

    A solução é simples e já existe, não há portugueses de primeira nem portugueses de segunda, logo qualquer cidadão português tem pleno direito a representar a seleção nacional.

    • Tiago Silva
      Posted Outubro 6, 2021 at 5:15 pm

      Exato e se os jogadores estrangeiros depois dos 5 anos cá se quiserem naturalizar estão no seu direito tal como qualquer outra pessoa estrangeira. Depois disso tornam-se cidadãos portugueses como todos os outros e ficam elegíveis para representar a seleção como qualquer outro português.

  • DiogoRaposo
    Posted Outubro 6, 2021 at 3:50 pm

    Na minha opiniao isto podia ser muito simples. Seguia-se a mesma regra que usa para definir se um jogador é formado num clube, que é ter feito X anos da formaçao la. Se o jogador tivesse sido formado em Portugal era elegivel, caso contrario nao era. Agora estarmos a naturalizar jogadores que chegaram ja ca ja formados so porque estao ca ha alguns anos nao me faz sentido

  • Koffi
    Posted Outubro 6, 2021 at 3:32 pm

    Considero, no geral, um progressista, mas nesta questão, sou um conservador. Não me oponho ás migrações, mas acho que só em caso extremos, um estrangeiro naturalizado, poderia jogar por outra seleção, que não o de origem.

  • Miguel Lopes
    Posted Outubro 6, 2021 at 1:56 pm

    Sim, o Ricardo quer que seja aumentado o tempo para quando chegar a altura de eles serem convocados para a seleção, poderem ir de cadeira de rodas!!!!

  • Guti
    Posted Outubro 6, 2021 at 12:56 pm

    Antes de serem jogadores de futebol sao cidadaos e todos os cidadaos devem seguir as mesmas regras. Se for para baixar o periodo de 5 anos para futebolista tambem o deveria ser feito para qualquer outra pessoa que requer nacionalidade.

    • Sombras
      Posted Outubro 6, 2021 at 2:54 pm

      Há diversas excepções a essa regra, desde estatuto de refugiado, a nacionalizações em prol do interesse nacional (um exemplo são os médicos estrangeiros que reforçam o SNS). Nem tudo é tão linear como residência de 5 anos.

      • Afohlag
        Posted Outubro 6, 2021 at 4:42 pm

        Para mim é simples, qualquer cidadão que seja elegível e que até pode votar para eleger os nossos representantes no governo e autarquias, deve ser elegível para representar as seleções de qualquer que seja a modalidade desportiva, passando a ser um cidadão de pleno direito com as mesmas obrigações e deveres de todos nós.

    • Fields
      Posted Outubro 6, 2021 at 1:37 pm

      Ele disse exatamente o contrário, que na sua opinião o período deveria ser superior a 5 anos.

    • Michkin
      Posted Outubro 6, 2021 at 1:31 pm

      Mas o Ricardo Carvalho diz para aumentar o período e não diminuir… Convém não ler na diagonal apenas

    • Rodas Dos Bosques
      Posted Outubro 6, 2021 at 1:16 pm

      O Ricardo até defendeu o contrário. Ser necessário mais anos.

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