Corria o ano de 1991, quando Rui Costa selou a coroação daquela que foi considerada a Geração de Ouro do futebol português. E nesse caso, a realidade confirmou as expectativas, pois muitos dos seus elementos alcançaram carreiras de prestígio, ao mesmo tempo que transportaram a Selecção Nacional para patamares competitivos elevados. Jogadores como Figo e Rui Costa, no auge das suas potencialidades, foram considerados como dos melhores do mundo nas respectivas posições, concretizando como profissionais o que deles se esperava enquanto jovens. João Pinto e Jorge Costa também foram internamente figuras de Top. No entanto, o melhor jogador do Mundial de Lisboa não foi qualquer um dos citados, mas sim um jovem médio defensivo que arrebatou tudo e todos com a sua qualidade. Emílio Peixe dominou completamente o torneio, mostrando uma maturidade acima da média, uma disponibilidade física impressionante, à qual aliava uma cultura táctica invulgar para um jogador tão novo e uma técnica pouco vista, numa altura em que os médios defensivos eram essencialmente destruidores de jogo. Mas o jogador do Sporting, ao contrário de muitos dos seus colegas, não correspondeu ao que dele se esperava, e teve uma carreira muito abaixo do potencial que lhe apontavam. Serve este preâmbulo para falar um pouco sobre a equipa de sub-21 que competiu no Europeu da República Checa, cujos jogadores parecem destinados a carreiras de sucesso. Leram-se e ouviram-se elogios vários, e aconselha-se cuidado às Espanhas e Alemanhas, que esta geração tem tudo para varrer o que aparecer pela frente. Praticamente todos os jogadores foram colocados no panteão, repete-se a mesma conversa de sempre, de que o potencial é imenso, e de que o futuro está mais que assegurado. Olhando para trás, não é demasiado optimista afirmar que a História se pode repetir, mas a verdade é que não se pode simplesmente olhar para o Figo, e esquecer o Peixe. Até porque, feitas as contas, a Geração de Ouro produziu mais pechisbeque que propriamente ouro. Muitos dos jogadores que formaram aquela equipa tiveram carreiras medianas, e alguns nunca sequer apareceram enquanto seniores. Este facto reforça que, realisticamente, idealizar uma carreira baseada no potencial ou no percurso na formação nada mais é que um “wishful thinking”, uma ilusão. Os jogadores perdem-se pelas mais diversas razões, nem vale a pena enunciá-las, é um exercício de futilidade. Ora, o que é necessário neste ponto, ao invés de sonhos e previsões, é dar condições aos jogadores para que estes possam evoluir. Eles se encarregarão de chegar onde efectivamente podem chegar, alcancem o nível de um Figo, ou se fiquem por um Peixe. Isto é realidade, são factos concretos. Porém, e porque em Portugal existe sempre um “mas”, os factos não suportam o clima de optimismo. Tiago Ilori tem tudo para continuar a trilhar um caminho de empréstimos, que em nada ajudam a evolução de quem precisa de estabilidade. Paulo Oliveira e Tobias podem perfeitamente ficar a ver o Douglas e o Ewerton jogarem. Sérgio Oliveira dificilmente terá minutos no meio dos Imbulas do Porto. Ricardo parece condenado a ser um tapa-buracos de um Danilo qualquer. Gonçalo terá de ter paciência, e ir jogar num Arouca, ou então apanhar as sobras de Aboubakar. Ou seja, muitos dos que apareceram neste Europeu com rodagem, com jogos, e na fase inicial das suas carreiras profissionais, enfrentarão o tradicional obstáculo de não terem oportunidades de jogar ao mais alto nível. Claro que, mesmo jogando assiduamente, alguns não vão mostrar aquilo que deles se espera, mas tal só será possível aferir, caso tenham as devidas oportunidades. Uns vão agarrá-las, outros desperdiçá-las, uns farão uma gestão de carreira imaculada, outros darão passos maiores que as pernas, e cairão redondos no chão. Mas não jogar, nesta fase, significa estagnar. Daí que, com toda a normalidade, daqui a uns anos associemos muitos destes nomes a um qualquer Peixe.
Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Nuno Ranito



0 Comentários
Hernandez
De notar que o Peixe teve oportunidades para jogar. Simplesmente não correspondeu ao potencial que apresentava. De qualquer maneira teve uma boa carreira , como tiveram Capucho,Rui Bento, Abel X. ou Nelson. Atingir o nivel de excelencia de um Figo é para muito poucos.
Ter sucesso no futebol não é fácil , é preciso trabalho mas também muita sorte.
Sorte com as lesões, com os treinadores que vão tendo ao longo dos anos ,escolha de clube com ou até neste futebol moderno, com o empresário que lhes gere a carreira.
Carlos Manuel
Um texto muito sensato. Concordo, mas no fundo e apesar de todos os factores, é inevitavel que nem todos venham a ser estrelas porque a vida é mesmo assim… por cada Pelé tem que haver sempre uns 1000 Manés ou dito de outra forma, se as estrelas fossem comuns ñ seriam estrelas.
Hernandez
De notar que o Peixe teve oportunidades para jogar. Simplesmente não correspondeu ao potencial que apresentava. De qualquer maneira teve uma boa carreira , como tiveram Capucho,Rui Bento, Abel X. ou Nelson. Atingir o nivel de excelencia de um Figo é para muito poucos.
Ter sucesso no futebol não é fácil , é preciso trabalho mas também muita sorte.
Sorte com as lesões, com os treinadores que vão tendo ao longo dos anos ,escolha de clube ou até neste futebol moderno, com o empresário que lhes gere a carreira.
Anónimo
Infelizmente, os grandes clubes portugueses não permitem que esses jogadores tenham seu espaço nas equipes principais.
Pablo Teles.
Anónimo
excelente texto!!
Concordo plenamente!
tal como já aconteceu noutras alturas, as finais não querem dizer nada. muitos são os que se irão perder(infelizmente).
Talvez a vitoria nestas ultimas finais (mundial de sub 20, euro sub 19 e sub 21) fizessem diferença não nos jogadores, mas nas mentalidades dos dirigentes, que com campeões do Mundo e de Europa no seus clubes, fossem pressionados a mete-los em campo.
Agora acho que uma parte se vai perder por não ter oportunidades, tal como aconteceu nas gerações anteriores, mas outros irão continuar com as suas carreiras e certamente quando ingressarem na selecção A vão ser titulares preciosos.
Agora quem pensa e diz que o futuro esta assegurado que la para 2020 vamos ganhar um Euro ou um Mundial facilmente, esta muito enganado! Os outros vão melhorar, outras selecções irão aparecer e outros talentos vão despontar. Resta esperar e ver.
Os títulos não são impossíveis… mas são muito difíceis
LM_7
Anónimo
Em relação ao Ilori não tenho pena, pois segundo o mesmo preferia ficar dois anos sem jogar do que ficar no Sporting.
Mas em geral, muitos jogadores,ou os seus representantes, vão atrás do dinheiro e pensam pouco na carreira.
Em resumo dos mais utilizados deixo aqui um pouco de futurologia:
José Sá – Vai jogar mais um pouco na equipa principal do Marítimo, mas tapado por Sallin.
Esgaio – Lateral fraco, mais um "Pereirinha", útil em qualquer equipa.
Paulo – A surpresa deste Euro, vai continuar titular no Sporting,com uma boa época poderá pensar em outros voos.
Ilori – Continuará perdido em empréstimos, mas qualidade não falta,só um pouco mais de cabeça.
Raphael – Titular no Lorient,não o vejo a sair e se sair espero que não seja para o banco do PSG.
William – Duvido que saia do Sporting,pois a clausula é muito elevada, JJ poderá dar-lhe a intensidade que ainda lhe falta.
Sérgio Oliveira – O banco do FCP ou mesmo a equipa B espera por ele, infelizmente pois num Braga seria um craque.
João Mário – Mais um bom jogador tecnicamente, mas falta-lhe intensidade e objectividade, JJ poderá incutir-lhe isso.
Cavaleiro – Monaco(LOL), com Matial,Carrillo e outros avançados que poderão vir, duvido que seja titular, mas mostra agressividade, disputa cada bola, mais um jogador que seria a estrela num Guimarães ou mesmo no Braga (substituto do Alan).
Ricardo – Continuará o tapa buracos no FCP e a disputar alguns jogos na equipa B.
Bernardo – Que jogador, continuar no Mónaco é o mais acertado, pois será titular e poderá ainda valorizar-se mais.
Em relação a estes jogadores que poderão saltar para a Selecção principal, neste momento só vejo William,Bernardo e Paulo Oliveira.
Em resumo uma Selecção que valeu pelo seu colectivo, e não foi por falhar nos penaltys que os vou desvalorizar,só espero que tenham mais oportunidade de brilhar,se não poderem ser nos seus clubes que sejam emprestados a clubes que os possam desenvolver e dar-lhe a oportunidade de mostrarem as suas qualidades.
NS85
Fabio_33
O Paulo Oliveira provavelmente vai perder a titularidade.
Jose Nuno Alves
Os meus comentários (o que eu espero):
José Sá: Depois do Europeu e tendo a conta a escassez de bons GR acho que pode ser dar o salto para equipas de outra valia.
Esgaio: completmente de acordo.
Illori: Se tiver as oportunidades que dizem que vai ter na pré-época, pode agarrar um lugar Liverpool. Mesmo que não comece a titular tem nivel para mais tarde ou mais cedo ganhar o seu lugar.
Raphael: Ao contrário, náo o vejo a continuar depois da época q fez e mesmo não tendo feito um bom europeu, conseguiu o destaque necessário. É importante escolher bem o seu rpóximo destino.
William: Pelo preço q pedem, penso que não sai, mas tudo pode acontecer. Ficar um ano a trabalhar com o JJ iria fazer-lhe muito bem.
Sergio Oliveira: Espero q tenha minutos. Poderá surpreender muita gente se tiver a mesma atitude que teve neste europeu.
João Mário: Vai evoluir muito nas mãos de JJ. Veremos como estará dentro de 1 ano.
Cavaleiro: Uma incognita. Menos talentoso que muitos dos seus colegas, mas tem muita garra.
Bernardo: Ainda mais influente no Monaco. Espero que mantenha os pés assentes na terra.
Ricardo: Cavaleiro 2, mas visto como tapa buracos do Porto. Infelizmente deve ser o que menos minutos terá se não sair do Porto.
kanjy6
O José não precisa de equipas superiores, precisa de ser titular… Emprestar a um dos recém promovidos ou assim seria o melhor!
Kanjy6
Nuno R
Desses todos, os dois avançados são os mais limitados. Pouco mais evem fazer que andar em equipas de segunda linha, onde se usem jogadores que corram muito e precisem de jogar pouco.
O Esgaio é o elo mais fraco. Acompanho-o há algum tempo, e parece que regrediu. E também porque não é um extremo moderno, nem será um lateral. A sua melhor posição é como interior, mas há poucas equipas que joguem assim. Não me parece que vá evoluir.
Todos os outros têm potencial, agora é também uma questão de sorte, e vontade.
Diogo Faria
O José Sá pode vir a ser a "galinha dos ovos de ouro" do Marítimo. Depois deste Europeu ou sai ou vai ser titular absoluto.
Paulo Oliveira
Concordo inteiramente, mas também temos que destacar que hoje em dia existem clubes que têm um poder económico que lhes permita "arriscar" em jogadores promissores e na geração de 91 os jogadores já tinham que ter provas dadas nos seniores para serem alvo de possível contratação.
Os tempos são outros, hoje em dia os valores envolvidos nas transferências são tão irreais que se vendem jogadores por balúrdios! E cada vez se paga mais mensalmente a jogadores…
Lembro-me de à uns anos o jogador mais bem pago do Mundo ser o Recoba e ganhava 100.000 contos por mês no Inter… Hoje em dia, quantos não ganham 500.000€ por mês?! Tantos, mas tantos!!!
Hélder
Mt bem dito!
Euclides!
Eu penso que jogadores como Paulo Oliveira, João Mário, William Carvalho e mesmo o Bernardo Silva apesar de muito novos já não pode ser considerados apenas "esperanças" ou vistos como jogadores de muito potencial, creio que eles já mostraram ao mais alto nível rendimento consistente para que se tornem jogadores acima da media, e diria que outros estão no mesmo caminho, o maior problema será as decisões de carreira..
Estes jogadores precisam de competição forte para evoluir, se estiverem confinados a segundas ou terceiras opções não vão dar o salto no patamar competitivo que outros deram nos anos 90, quer por se afirmarem nos clubes ou imigrarem para outros campeonatos…
Os jogadores do Sporting não me preocupam, porque dependerá sempre deles, se mostrarem qualidade nas oportunidades que terão, poderão afirmar-se no clube e quem sabe serem transferidos mais tarde para tubarões do futebol europeu, caso não tenham qualidade suficiente acabarão como bons jogadores na nossa liga ou em outras ligas, como de resto o Sporting é dos clubes a nível europeu que mais jogadores nas diversas ligas…
Nunca se pode prever ou esperar uma eficiência de 100%, mas há muitos anos que não via selecções jovens com tanto talento em Portugal em quantidade, sendo que até se diz que há uma crise na formação de alguns clubes como o Sporting e aquilo que se vê é um numero bastante apreciável de opções aparecerem…
Não devemos temer o futuro, devemos é reflectir para que ele seja melhor.
Zingerlitz
A qualidade de escrita do Nuno Ranito é vastamente superior. Dos melhores textos que já li aqui no site.
rl
Antes de mais excelente texto que revela claramente a realidade predominante no futebol português.
Nao vou dizer que me lembro de todos os jogadores em questão apenas não me lembro do Emílio peixe, talvez pela carreira do mesmo não ter sido nada fora do normal, e de a única coisa que lembro é me dizerem que esse senhor só não teve uma carreira de excelência porque não conseguiu arranjar as tais conhecidas 'panelas'.
Contudo, é voltando ao tema em sí, penso que a culpa disto é só e apenas da FPF.
Porque se fizesse como em certos países e limitasse a presença de jogadores extra-comunitários no plantel nada disto acontecia. Porque se a FPF não se limitasse a vir para a televisão dizer que tem orgulho destes sub-21's e que vêem neles o futuro da seleção, e tomassem realmente decisões para aparecer uma definitiva aposta na prata da casa estaria tudo bem. Porque bem lá no fundo a FPF sabe perfeitamente que se nada fizer nada quanto a isso, mais de metade desta seleção dos sub-21, mais tarde nem se quer sairá nos jornais, nem se quer para figurar em equipas de segunda divisão. Eles sabem disso. Óbvio que sabem. Mas se estivessem realmente preocupados, fariam alguma coisa quanto a isso.
Porque na minha opinião (mas, lá está, é a minha) essa é única diferença entre nós enquanto seleção nacional para outras como Alemanha, França e etc porque os seus sub-19, sub-20, sub-21 e por aí fora vão sendo apostas convicentes dos seus emblemas nas suas ligas interinas e vão tendo estabilidade, vão jogando, e vão dando cartas, que com o passar dos anos vai formando jogadores mais inteligentes e experientes, e claro que depois é só opções aos pontapés coisa que aqui não existe e infelizmente muito pelo contrário.
Renato Lopes
João Magalhães
A questão é que nessas rivalidades que julgas serem niveladas entre o nosso país e o deles estão distorcidas, na maior parte dos casos. Muitos desses países não levam os jogadores pela idade, mas sim pelo patamar competitivo em que se encontram. A Alemanha leva jogadores que entendem que o espaço dos sub21 é o melhor, ou porque tiveram pouca competição durante a época, ou porque através desse espaço de competição vão evoluir. Não os leva para passar imagem de que se está a trabalhar ou bem ou mal, como a FPF faz.
A diferença não está nas oportunidades que cada um tem – falo na generalidade -, porque a maior parte dos nossos jogadores não têm o factor para ser jogadores de alto nível. Se comparares verás que em termos de potencial bruto sub21 são poucos os que conjugam tudo o que é necessário. Para chegar à elite não basta ser bom tecnicamente ou jogar com o número 10 nas costas, é preciso muito mais. Jogadores como o Nani,Ronaldo,Ricardo Carvalho,Moutinho não aparecem todos os dias.
Kafka I
João Magalhães
Não sou um espectador particularmente atento do futebol jovem, mas do pouco que ligo é precisamente essa a ideia que tenho, pelo que subscrevo na integra todo o teu comentário
João Magalhães
Claro que eu não estou a menosprezar o que fizemos neste europeu e o trajecto que temos vindo a construir em termos de resultados nos últimos 3/4 anos. A questão é que precisam de ser relativizados ao contexto e aos adversários. Se conseguirmos manter este ritmo de produção de jogadores, temos um futuro engraçado, mas nada que se compare às 3 principais potências do futebol europeu. Alemanha, França e Espanha estão longe das outras, porque conseguem produzir jogadores de top todos os anos e que se mostram na selecção A, que é o local que realmente importa
Deixo aqui um artigo interessante sobre a opinião dos Espanhóis aos nossos últimos resultados:
https://www.marca.com/2015/07/02/futbol/futbol_internacional/1435824720.html
Miguel Guerreiro
O problema desta selecção é serem mal aconselhados e os 3 grandes serem autenticos polvos…
Como já disse anteriormente é necessário (e urgente) colocar restrições no numero de jogadores que um clube pode ter, assim jogadores como Gonçalo Paciência, Sergio Oliveira, Ricardo entre outros talvez conseguissem tornar-se figuras principais de um clube e consequentemente dar o salto para um clube que lute por titulos. Estes jogadores são jogadores que já são figuras em equipas da metade inferior da tabela mas que não estão preparados para os 3 grandes. Fazem falta mais equipas como Guimarães e Bragas ao futebol português.
Anónimo
É o que eu já tenho dito, para mim é preferível ver os jovens talentos a irem para fora e singrarem do que ficarem cá e estagnarem.
Mário
Antonio Oliveira
Eu acho que nao é assim tao dificil prever quem vai ser jogador, eles já tem 20,21, 22 ou até 23 anos, já tem pelo menos 2 epocas de futebol senior. Claro que pode acontecer uma lesao e estragar tudo.
William e Bernardo vao ser dos melhores do mundo nas suas posiçoes( William já é).
Joao Mario vai ser um medio de muita qualidade, titular numa equipa top. Raphael Guerreira tambem, titular numa equipa top.
Paulo Oliveira, bom central, qualidade para ser indiscutivel numa equipa grande em Portugal, sendo o melhor central do campeonato, dificilmente terá qualidade para ser titular numa equipa top, mas pode lá chegar.
Cavaleiro, nunca vai ser nada de especial, titular em equipas de meia-tabela de campeonatos top, ou num braga em portugal. Ricardo a mesma coisa, mas este pode ser um tapa-buracos de uma equipa grande. Sergio Oliveira a mesma coisa pode ser craque num braga, mas dificilmente tera qualidade para um grande. Esgaio jogador util numa equipa grande, nunca para ser titular, mas faz varias posiçoes com qualidade.
Incognitas:
-Iuri pode ser dos melhores do mundo( sim dos melhores do mundo) como pode ser um jogador razoavel. Tem muita qualidade tecnica, muita criatividade e bom poder de decisao, tem tambem bom remate, tem todas as carateristicas tecnicas para ser dos melhores do mundo. Por outro lado, 90% dos jogos está-se a "lixar" para o jogo, nao lhe aptece defender( apesar de estar a melhorar nisso), só joga quando existe um desafio( nos escaloes de formaçao ele só jogava bem quando era de 1 ano, quando era de 2 ano nao jogava nada( excepto se fosse ao escalao acima, aí voltava a jogar bem) quando devia de ser o contrario, como ele nao tinha nenhum desafio nem se esforçava).
-Ilori tinha tudo para ser dos melhores centrais do mundo, mas se continuar assim neste ritmo de emprestimos nao vai longe e é até ultrapassado por centrais de muito menos potencial como Paulo Oliveira.
-Jose Sa, fez um grande europeu mas ele começou a epoca passada a titular e teve varias pessimas exibiçoes que lhe fizeram perder o lugar e jogar só pela equipa B, este é uma autentica incognita.
-Mané, tudo depende como se for utilizado, ele nao tem muito potencial mas se for utilizado nas posiçoes certas pode ser importante em equipas de top devido a carateristicas que tem, como ser dos jogadores mais rapidos do mundo com a bola nos pes, tem o slalom nos pes ou o grande faro que tem para o golo. Se tiver um treinador que saiba utilizar estas carateristicas Mane vai longe.
João Magalhães
Tantos rótulos precoces. Olha que às vezes os esforçados como o Cavaleiro e o Ricardo fazem carreiras bem interessantes. Basta ver jogadores como o Varela..
Anónimo
Muitos ses , não é por meia duzia de jogos bons ou maus que se define um jogador vamos ver . William dos melhores do mundo? Onde isto ja vai
Tevez
Diogo T.
Acho mal a história do brilharam numa competição tem de ter oportunidade, os jogadores tem é de demonstrar nos 9 meses da época que são bons, e não durante 15 dias. Pegando no José Sá, lembro me que a quando da convocação era aqui um mal dizer do rapaz, o Sérgio Oliveira era um gozo até porque que o Porto o contratou e muitos outros, e não pode ser 15 dias que mudam alguém de tosco a brilhante.
Há que trabalhar, e esses mesmos miúdos tem de saber que tem de trabalhar, tem de lutar, porque muitos deles tão nas formações de equipas grandes desde os 11, 12 anos, não sabem o que é ter de sofrer pa jogar a bola, veja-se a história do Cristiano Ronaldo, sofreu, saiu de casa aos 11 anos, atravessou o Atlântico, passou mal em Lisboa, teve problemas cardíacos e isso deu lhe uma ética de trabalho superior a qualquer outro, o exemplo do Sérgio Oliveira era estrela aos 17 anos, clausula de 20 milhões, mas se não fosse os períodos passados no Paços e noutras equipas nunca entenderia que o futebol é um desporto de sacrifício e não só de estrelato. Quem é bom no futebol e trabalhador tem sempre a recompensa.
E depois não podemos esquecer o Salenko tb fez um mundial de 94 de outro mundo, no Valência foi um flop, o Diouf em 2002 foi uma coisa bonita de se ver, no Liverpool foi flop, o Ochoa ao ano passado no mundial parecia que tinha asas, no Malaga (ok o Kameni é grande gr) jogou quase nada, Navas idem idem.
Bernardo Barreiros
Eu acho que um dos grandes problemas de agora e não falo só no futebol mas sim na vida, é que se quer tudo logo e sem esperar. E isto é válido para nós adeptos, para os dirigentes e para os jogadores.
Porque reparem há uns 20 anos +- o Rui Costa foi emprestado ao Fafe e fez 3 épocas no Benfica, antes de sair para a Fiore com 22/23 anos, ou seja já estamos a falar dum jogador que já não é uma esperança, é uma certeza e vai para ser uma das estrelas da equipa.
O Figo sai aos 24 para o Barça, outro que quando sai, já não sai para ser mais um, sai para ser uma das estrelas da equipa.
Ou seja, estamos a falar de dois dos melhores jogadores de sempre de Portugal que souberam maturar e depois sair.
Isto já para não falar de jogadores como Pedro Barbosa, Capucho, Jorge Costa, Capucho, Ricardo Carvalho, que andaram em equipas mais pequenas durante anos antes de chegarem a um dos grandes para serem grandes jogadores nessas equipas.
Agora o exemplo contrário há cerca de 12/15 anos +- Simão sai aos 19/20 anos para Espanha, não rende, volta a Portugal para ser estrela, Quaresma que apesar de ter feito 2 épocas em Alvalade sai com 19 anos para Espanha também não rende, volta a Portugal para ser estrela.
Mais recente ainda, Ilori sai porque não quer ficar no Sporting, anda de empréstimo a empréstimo até a acabar contrato, dificilmente vai ser metade do esperado, Bruma apesar de jogar no Galatasaray nem convocado é para os sub21 porque "ninguém" vê o campeonato turco, Mário Rui e Danilo Pereira (ponto prévio, se tivesse ficado no Benfica B, se calhar tinham-se enterrado, não sou bruxo por isso não sei), o Benfica tá na calha de voltar a ter equipa B, preferem assinar pelo Parma… Mário Rui não sei o que é feito dele, Danilo voltou ao Marítimo (jogou 2 anos se não me engano) e agora fala-se para um grande, ou seja voltou a uma equipa de menor nivel, jogou, cresceu e agora sim tá pronto para subir de patamar.
As pessoas tem de perceber nem todos são o Ronaldo para chegar ao United com 18 anos e partir aquilo tudo, ou numa escala mais baixa como o Bernardo está a fazer no Mónaco.
Pá e aqui a culpa é muito dos jogadores, fazem 2/3 jogos bons e querem ir para um grande, estão me a dizer que o Orlando Sá não tinha ganho mais depois do hat trick à Espanha em sub21 em ter continuado no Braga em vez de se ir enterrar logo no Porto, ou o Mika depois de aquele Mundial de sub20 dum nível assombroso que se foi enterrar no Benfica B e como eles há muitos.
Os putos e os pais deles só tem de perceber que ás vezes é melhor andar a "penar" uns 2 aninhos numa equipa de meio da tabela e ser a estrela dessa equipa e depois conseguir ser um bom elemento para um grande, do que fazer 2/3 jogos assinar por um grande, não jogar durante 1 ano, ou jogar num nível competitivo abaixo do que precisam e em vez de fazerem 1 milhão daqui a 5 anos, fizeram 200 mil já este ano, mas depois vai ser sempre a descer. (um exemplo é pensar no Amorim, se tem vindo aos 20 anos para o SLB, nunca teria sido ninguém, veio aos 23/24 depois de jogar 3/4 épocas no Restelo e veio para ser um bom jogador do Benfica)
As coisas tem de se fazer com calma e as pessoas tem de perceber, que ter talento e ser mais valia no imediato são coisas diferentes e enquanto isso não acontecer, vai-se continuar a perder jogadores a torto e a direito.
Anónimo
Em parte concordo, no entanto não se "deixar a maturar" para sempre. Nos casos do Rui Costa e do Figo vale a pena dizer que quando saíram, por volta dos 23/24, já tinham 100 jogos ou mais por clubes Grandes clubes em Portugal e já tinham ganho títulos. Muitos dos jogadores desta geração de 2015 estão quase nessa faixa etária e ainda estão à procura de se afirmar ao mais alto nível, excepto os casos do William, Bernardo e João Mário.
Claro que não pode haver uma aposta obrigatória só por serem portugueses, mas havendo qualidade (e há) não pode haver medo de apostar, e com continuidade.Por exemplo ninguém me convence que o Nélson Oliveira em 2011, com a confiança em alta, não faria igual ou melhor que Rodrigo no Benfica se tivesse a mesma aposta por parte do clube, depois sim com esse falhanço (não aposta do clube) acho que se perdeu e não mais teve força para se levantar, não aproveitando os empréstimos.
Por outro lado, concordo que os jogadores têm que ter mais cuidado nas suas escolhas de carreira, por exemplo Rabiola, Orlando Sá, João Silva ou Hugo Vieira poderiam ter tido muito melhores carreiras se tivessem tido melhores opções.
Para finalizar acho que esta selecção terá um aproveitamento bem maior, no geral, que a "Geração d'Ouro", no entanto nesta os que deram tiveram todos excelentes carreiras, tomara a muitos dos jovens desta terem uma carreira como Capucho, ou Rui Bento (símbolo e campeão nacional pelo Boavistão). Comparações com Figo e Rui Costa são injustas, porque foram jogadores dum talento à parte. Ah também temos de mudar o chip e acabar com o "preconceito" perante o jogador português e dar-lhe a mesmas oportunidades face aos estrangeiros(na presença de qualidade e potencial claro)
Knox_oTal
Pedro Rebelo
Mário Rui fez esta época 37 jogos pelo Empoli que joga na Série A e falava-se que podia vir a ser reforça do AC Milan
Leão das Avenidas
Excelente texto, que põe a nu a realidade do futebol sobretudo nas camadas jovens. Quando vou até à Cidade Universitária e passo nos relvados junto à piscina, sei de antemão que daquelas 40 ou mais crianças que trajam a rigor e treinam, possivelmente dois ou três terão uma carreira de futebolista. O funil tende a apertar e nem todos correspondem.
Certo é que sem apostas de risco e sem competitividade a evolução é dificílima de alcançar. Daí que é necessário colocá-los a jogar a sério, disputando jogos pelas equipas principais dos seus clubes, do que emprestá-los a equipas sem ambição nenhuma. Gonçalo Paciência, por exemplo, terá muito mais a dar sendo 9 do Porto do que sendo 9 do Arouca ou do Olhanense.