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«O presidente estava disposto a dar 20 ME por um jogador da minha posição, mas Bruno Lage disse que ia me pôr a mim»

Teve muitos altos e baixos ao serviço do Benfica, mas foi muito importante no título com Lage e a sua reintegração foi algo pelo qual ninguém contava (ainda chegou a renovar).

Adel Taarabt concedeu uma entrevista onde recordou a sua passagem pelo Benfica entre 2015 e 2022, trajeto esse que começou de forma conturbada e teve direito a uma grande reviravolta. Sobre a sua chegada à Luz, o marroquino disse que não contava assinar com o Benfica: «O Benfica fez as primeiras aproximações em 2015. Visitei-os sem a verdadeira intenção de assinar, apesar de saber que era um clube com uma história incrível. O presidente [Luís Filipe Vieira], um homem importante em Portugal, não aceitou um ‘não’ da minha parte. Estive lá durante quatro horas. Ofereceu-me um contrato de cinco anos». Ainda assim, acabou por assinar contrato, mas o seu primeiro impacto foi logo negativo: «Fui para Marrocos no verão e voltei com oito quilogramas a mais. A pré-época foi para perder o peso extra, certo? Mas o Benfica não ficou feliz. O treinador [Rui Vitória] disse-me que o meu peso não era o ideal. Não me deu sequer um minuto na pré-temporada. Ele teve razão quando disse que eu tinha peso a mais e foi frio comigo. Não me cumprimentava de manhã. Portanto, eu era frio para ele. O presidente telefonou ao meu agente. Ele não ficou contente. Sugeri que não recebesse mais nada pelo tempo em tive tinha excesso de peso. Fiquei em forma. Estava pronto, mas continuava a não jogar porque o treinador não gostava de mim e eu não gostava dele. Eu tinha um contrato de cinco anos e disse que podiam pagar os cinco anos. O presidente achou que eu estava errado, mas um bocadinho dele gostava de mim», confidenciou Taarabt. Mas tudo mudou depois de um empréstimo ao Génova e a chegada de Bruno Lage ao comando técnico encarnado: «Depois dessa entrevista, o presidente disse que eu não voltaria a jogar pelo Benfica. Mas depois aconteceu uma coisa espantosa: Bruno Lage tornou-se no treinador do Benfica. Foi como um pai para mim. Chegou e disse ao diretor desportivo Tiago Pinto que gostava de mim como jogador.  O Tiago explicou-me a situação do clube e o que o presidente tinha dito. Assim, fui colocado a treinar com a equipa principal e não com a equipa B», prosseguiu. «O presidente foi falar com Bruno Lage e disse-lhe: ‘Estou disposto a dar 20 milhões de euros para comprar um jogador da posição’. O Lage disse que não queria, que queria pôr-me a jogar na equipa. O presidente disse que tinha dito a toda a gente que eu não voltaria a jogar. Os adeptos viam-me na rua e gritavam que eu só estava ali por dinheiro. Joguei um pouco na equipa B e, um dia, o Tiago ligou-me e disse: ‘Amanhã viajas com a equipa principal’. Uma semana depois, já estava no plantel. Estávamos no final de março e eu ainda não tinha jogado. O estádio, com 55 mil pessoas, estava uma loucura, sabiam que eu estava no banco, mas não sabiam porquê. Não conseguíamos marcar golos. Era contra o Tondela. O Lage disse-me para aquecer. Não sabia o que os adeptos iriam pensar, mas foi positivo. Entrei nos últimos 19 minutos. Estava com muita vontade de mostrar às pessoas a minha qualidade. Estava a atacar e comecei a jogar bolas perigosas para a frente. Marcámos um golo aos 84 minutos. Voltei a jogar. Ganhámos todos os jogos e vencemos o campeonato. Fiquei muito agradecido ao Lage. Era o seu primeiro grande clube, mas ele arriscou muito por mim»

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Author: VM-Desporto

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