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O Real Madrid, com 4 titulares lusos, arrisca-se a ser uma das equipas mais portuguesas no Mundo…

A aquisição de Fábio Coentrão por parte do Real Madrid veio aumentar o contingente luso na capital espanhola. Mourinho tem agora ao seu dispor quatro internacionais da nossa selecção, sendo indiscutíveis absolutos para o seleccionador Paulo Bento, reforçando a ideia de que no nosso país, existem bons valores e com capacidades para jogarem em qualquer equipa.

Ao invés do clube espanhol, este ano, as equipas portuguesas, nomeadamente os “três grandes”, diminuiram (o Sporting era a excepção) ainda mais a aposta no jogador nacional. A época que se aproxima será prova disso mesmo. O FC Porto na teoria irá contar apenas com Moutinho e Rolando no 11 titular, enquanto o Sporting terá apenas João Pereira, Patrício e talvez André Santos. O Benfica é o caso mais grave, uma vez que com a saída do lateral-esquerdo, é pouco espectável que algum português seja titular na equipa da Luz. Contrariando esta ideia, José Mourinho terá ao seu dispor uma equipa com uma percentagem de jogadores portugueses elevados, e é preciso ter em conta que todos eles deverão ser titulares. A dupla de centrais é intocável, com Pepe e R. Carvalho a formarem uma das melhores duplas do Velho Continente. C. Ronaldo nem se discute, sendo a principal figura de um Real preparado para atacar o reinado do Barcelona. Fábio Coentrão, depois de ter custado 30 milhões aos cofres dos “merengues”, certamente irá marcar presença na equipa titular, actuando em outra posição ou relegando Marcelo para o meio campo.

Tudo somado, uma das melhores equipas do Mundo apresenta no seu onze o mesmo número de jogadores portugueses do que as grandes potências do nosso futebol. É, sem sombra de dúvida, um motivo de orgulho, mas também de preocupação, já que os jovens atletas que temos por cá poderão ter o seu futuro comprometido, bem como a nossa selecção. A preferência por jogadores estrangeiros, prejudica claramente a evolução do futebol português, deixando-o à mercê de interesses superiores.

A. Mesquita

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