No Benfica – Rio Ave jogaram vinte e dois homens. Correram, cruzaram, gritaram, remataram. Mas só um deles nasceu em Portugal. Um. António Silva. E mesmo esse, por pouco, não foi substituído por um sueco, um argentino ou um algoritmo.
O jogo terminou empatado. Mas o empate não foi só no marcador. Foi também no idioma, na identidade, na alma. O relvado da Luz, que já viu Eusébio, Chalana ou João Vieira Pinto, agora vê Pavlidis, Sudakov e Aguilera. Nada contra os nomes – mas tudo contra o vazio.
O Rio Ave, que em tempos lançou Fábio Coentrão e deu minutos a Tarantini, apresentou-se com onze estrangeiros. O Benfica, que já foi a espinha dorsal da Seleção, respondeu com dez. Só António Silva resistiu. E nem foi por decreto – foi por talento.
Esta jornada da Primeira Liga foi um desfile de passaportes. No Braga – Gil Vicente, jogaram 18 estrangeiros. No Sporting – Famalicão, 17. No Porto – Nacional, 16. Em Alverca – Santa Clara, 15. O português tornou-se exceção. E quando entra, parece pedir desculpa.
A Liga Portugal 2025/26 tem 518 jogadores inscritos. 349 são estrangeiros. 67,4%. E não é só no topo. É em todo o lado. Até o Estrela da Amadora, que nasceu para dar palco ao talento nacional, tem mais estrangeiros do que portugueses no onze.
O futebol português tornou-se um aeroporto. Chegam jogadores todos os dias. Uns ficam, outros partem, poucos deixam saudade. Os clubes contratam por catálogo, os treinadores escolhem por currículo, e os adeptos já nem perguntam de onde vêm – só querem que marquem.
Mas há um custo. Não é só financeiro. É cultural. É formativo. É identitário. Quando um miúdo português vê um jogo da Primeira Liga e não se reconhece em ninguém, algo se parte. Quando um clube forma dez jogadores e não aproveita nenhum, algo se perde.
O Benfica empatou com o Rio Ave. Mas o futebol português perdeu com todos. Porque quando só há um português em campo, não é só um dado estatístico. É um sinal. Um alarme. Um grito.
E António Silva, sozinho, não chega para apagar o incêndio.
Visão do Leitor: Valter Batista


137 Comentários
MuchoG
É notória a diferença do projeto do Moreirense, que se apresentou em Alvalade com 5 portugueses no 11 e fez entrar mais dois, e o do Rio Ave. Ambos com investimento estrangeiro, o primeiro percebe as raízes do clube e baseia a sua estrutura aí, com a aposta num treinador jovem português e jogadores nacionais e/ou do nosso campeonato, enquanto o segundo é apenas mais um brinquedo de um bilionário egomaníaco.
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No caso do Benfica, mesmo com a afirmação do Seixal como um antro de talentos de nível internacional, o seu impacto na equipa principal é ditado pelas necessidades de ambas as direções que o geriram.
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Com Vieira, serviu para encher o plantel numa fase onde queria vender e reduzir custos, quase que “obrigando” a aposta desmedida em jogadores que precisavam de tempo. Rui Costa baseou o seu mandato no contrário, investimento forte no mercado que deixou os jovens para trás. Basta ver que Lage nesta segunda passagem pelo Benfica não apostou em NENHUM jogador do Seixal, o oposto do que fez em 2019.
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Claro que entretanto, foram aparecendo talentos superlativos que tornaram a sua afirmação na equipa A algo inevitável, bem com treinadores que a espaços se mostraram mais abertos a tal.
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Em termos gerais no nosso campeonato, não sou qualificado para elaborar a causa ou resolução. É óbvio que há muito jogo sujo de bastidores, muito dinheiro a rodar e indivíduos a beneficiar, e uma federação e liga que parece pouco preocupada com o assunto (provavelmente estão dentro do esquema). Se há um benefício de sermos um país de futebol e que pouco liga a outros desportos, é que talento puro não falta, há espaço para termos uma liga mais dominada pelo jogador nacional.
Nobu
O grupo de investimento do Moreirense é completamente diferente do Rio Ave, porque a filosofia aplicada aos clubes que são detidos por esses investidores é transversal. O Rio Ave é um dono milionário que gasta porque o dinheiro tem de circular! Basta ver o treinador que é fraquíssimo
Pavel Nedved 10
Este jogo deu-me vibes da população Portuguesa em 2060
Mantorras
Muito bom.
Francisco Ramos
Esta é, para mim, uma conversa que já chateia!
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Portugal é um país de imigrantes. São neste momento mais de 15% da população nacional, sendo um aumento de 400% nos últimos 9 anos, com um crescimento de 24% e 17% nos últimos 2 anos. Já o futebol Português teve um aumento de 6,5% entre 2024 e 2025, bem abaixo da tendência do aumento de estrangeiros nos supermercados, nos TVDE, nos restaurantes!
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Olhando para o futebol, como olhamos para o turismo, é necessário rentabilidade. E para haver rentabilidade é necessários fluxos. Tal como o autor diz que o Benfica teve Chalana… e teve Cardozo. Teve Nuno Gomes e teve Jonas. Se formos analisar as transferências, no TOP10 há 4 portugueses e 6 estrangeiros. Refere também o Estrela nasceu para dar palco ao jogador nacional mas no TOP10, há 3 portugueses e as maiores são estrangeiros. O Rio Ave em tempos lançou Tarantini e lançou Fabinho (foi considerado dos melhores médios do mundo!). Lançou Coentrão e lançou Taremi!
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“Mas há um custo. Não é só financeiro. É cultural. É formativo. É identitário. Quando um miúdo português vê um jogo da Primeira Liga e não se reconhece em ninguém, algo se parte.” Temos 15% de estrangeiros, fora os PALOP e outros já com nacionalidade Portuguesa. Ele mais facilmente reconhece um Sudakov que um João Rego! Mais facilmente conhece um Kwior que um António Ribeiro. Formar é aceitar as diferentes culturas. Formar é aceitar diferentes identidades. O futebol, tal como a sociedade, não deve ser extremista!
GabCel
Já referi num post acima, o problema não é a nacionalidade, o problema é a destruição da formação que repetidamente mostrou ser a única forma sustentável para o futebol português.
Francisco Ramos
Destruição da formação? A formação dá cartas como nunca deu, estamos presentes sempre em fases finais e temos jovens de diferentes nacionalidades a despontar nas várias camadas jovens dos clubes. Se quiserem andar sempre com a lenga lenga do Mundial de Sub 20 em 91, é que já são quase 35 anos.
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Olhando para as transferências de todos os clubes, diria que a formação foi tudo menos a forma sustentável dos clubes. Não fossem os Enzo, os Gyokeres, os Darwin, os James, os Hulk, os Witsel, e nem dinheiro havia para pagar essa mesma formação e academias. E estou a falar apenas de rácio nacionalidade vs valor!
Antonio Clismo II
Basta copiar o que os nossos vizinhos espanhóis estão a fazer.
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Depois de uma década de viver acima das suas possibilidades chegaram a conclusão. Ou dão um passo atrás à voltam a construir planteis comedidos baseados na Formação ou metade dos clubes espanhóis iriam acabar.
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Foram mudando as regras e olha agora, mesclam qualidade e bons valores da formação como ninguém. Olha o plantel do Barcelona por exemplo, mesmo o Real Madrid está a apostar mais na formação.
Uma liga que tem pouco mais de 40% de estrangeiros…
Francisco Ramos
Olha, é mesmo isso.
O nosso vizinho espanhol Real Madrid está a apostar fortemente na sua formação, daí que nos últimos anos tenha no plantel apenas 2 jogadores! Raul Asencio e Gonzalo Garcia, que são o 12º e 18º jogador mais utilizados, que rica aposta! Vamos ver com quantos minutos acabam a época e qual é a sua posição nos mais utilizados!
Antonio Clismo II
Formados no Real Madrid? Tens mais: Carvajal, Fran, Raul Asencio, Gonzalo Garcia, Fede Valverde e Carreras.
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Agora formados em Espanha tens muitos mais, desde Dani Ceballos, Brahim Diaz, e uma vez que foram contratados muito novos, talvez Rodrygo e Vini Jr também contem como formados localmente.
Francisco Ramos
O Carvajal teve que sair para ser aposta, o Carreras teve que sair para ser aposta, o Fran Garcia teve que sair para ser aposta.
Sobre contratações, o Fede Valderde não é formado no Real, foi comprado e fez 1 época no Castilla (uma época!). O Vini e o Rodrygo devem mesmo contar para formados localmente, então pelos jogos que fizeram no Castilla (8 se somares os 2 jogadores), é logo na hora!!
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Tens piada. Não sabes é o que dizes! Porque nunca usas factos mas ilusões da tua cabeça!
Antonio Clismo II
Para seres formado localmente precisas de fazer 3 épocas no clube entre os 15 e os 21. Logo Vini Jr, Rodrygo e Valverde são formados localmente em Espanha e por pouco não seriam também considerados formados localmente no Real Madrid.
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Qual é o problema de sair para evoluir e regressar depois? Sou muito a favor dessa política. Tu obviamente preferes a política de manter os miúdos a ganhar caruncho nas equipas B a serem suplentes de estrangeiros medianos para todo o sempre…
Francisco Ramos
Sair para evoluir e depois comprarem não é apostar na formação, é precisamente o contrário, os outros que façam o trabalho e eu pago!
Um Jasomp
Dizer que se tem de apostar na formação é extremismo?
Incrível como país após pais, mostra ser uma fórmula que dá dinheiro e dá resultados, mas mesmo assim preferem seguir o caminho do curto prazo, do populismo.
Adeptos assim são um problema para os clubes porque não estão dispostos a pensar a longo prazo e vivem da excitação das contratações de 25 e 30 milhões.
batalha34
Quando “Nao sejas extremista” é uma resposta valida a “Queremos ver mais de um jogador portugues a jogar num jogo da liga portuguesa” é sinal que a palavra extremista perdeu qualquer significado
Um Jasomp
Nem mais.
Gui Loureiro
Não sou propriamente fanático quanto a esta questão mas sou da opinião que em dois XI iniciais de duas equipas na liga portuguesa apresentarem apenas um português e uma das equipas apresentou apenas 1 português na sua convocatória é algo para o qual se deve olhar com atenção.
Nada tem a ver com nacionalidade. Quem é bom, é bom e quem não é, não é. Ponto.
Mas temos que ter algum cuidado para preservar certos parâmetros sob pena do futebol português se tornar apenas um entreposto de compra e venda de jogadores que na sua grande maioria, não sentem a camisola verdadeiramente e não lutarem a 100% como qualquer outro “tipo” de jogador o faria. Depois, os adeptos queixam-se que os jogadores não lutam, não correm e só querem o dinheiro. E a verdade é que um ambiente assim é que potencia isso.
Na verdade, o ponto que me levou a responder ao teu comentário até foi a rentabilidade, argumento que me parece que usas para defender a tua posição. Não há nada mais rentável que formar um jovem e conseguir vendê-lo. E os clubes em Portugal gastam rios de dinheiro em formação. Não fazerem chegar com ninguém a pontos de conseguirem algum dinheiro com esses jogadores é exactamente o argumento que acaba por deitar o teu por terra. É importante que os clubes continuem a construir o Nuno Mendes em vez do Mendéz, o Vitinha em vez do Vitinhovic, o João Neves em vez do Nevesoglu. Porque daí é que vem a verdadeira rentabilidade porque o gasto está nos clubes por inerência.
Francisco Ramos
Sobre a primeira parte do teu comentário, posso dizer-te 2 aspectos que nada fazem com que os jogadores não lutem, que o futebol se desvirtue, que os adeptos desliguem. O jogo mais visto da jornada passada da Liga Inglesa tinha 4 ingleses de início e o vencedor dessa mesma competição começou a 1.ª jornada da Champions com 0 ingleses no onze. Podia continuar mas a malta gosta deste tipo de populismo cá no burgo!
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Sobre rentabilidade, podes dizer-me que vale mais vender um jogador formado do clube do que uma aquisição. Mas é tudo uma questão de números! Enzo deu mais lucro ao Benfica que João Neves. Darwin deu mais lucro ao Benfica que Gonçalo Ramos. Witsel deu mais lucro ao Benfica que Florentino. Novamente, se é bom, é bom!
Um Jasomp
O rácio de sucesso em vendas de jogadores que são realmente aposta é muito maior em jogadores da formação que em jogadores contratados por 25 e 30 milhões.
Por exemplo, o caso do Braga é gritante em que as 5 maiores vendas do clube são de jogadores da formação e mesmo assim recusam-se em ter uma aposta mais séria na prata da casa.
Francisco Ramos
E nos outros clubes, qual é o rácio? Diz dos clubes todos da Liga Portuguesa pff.
Ahh, e não são as 5 mas as 4!
Antonio Clismo II
E podemos adaptar a mesma lógica a muitos outros clubes como o Estoril que fez sempre muito mais dinheiro com jovens atletas portugueses do que com os estrangeiros caros e pseudo-craques que chegam todos os Verões…
Francisco Ramos
Famalicão – Nem faço ideia qual foi o jogador formado no clube mais valioso, ajuda-me lá a encontrar um.
Rio Ave – É Costinha no 8º lugar!
Santa Clara – – Nem faço ideia qual foi o jogador formado no clube mais valioso, ajuda-me lá a encontrar um.
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Vamos a portugueses?
Casa Pia – Nem faço ideia, mas encontro 1 português no TOP10.
Gil Vicente – Graças a Deus venderam o Félix Correia, senão era mais um TOP10 sem portugueses!
Vitória – não fossem os negócios da época passada (3 portugueses, com 2 formados localmente) e seria mais um TOP da amargura para a tua lengalenga.
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Mesmo o Estoril que referes tem 4 portugueses no TOP10! A tua retórica já cansa, é de um cataclismo total!
Valentes Transmontanos
Reconhecem mais facilmente o Sudaok e o Kiwior porque a isso foram habituados… mas de acordo com o resto do comentário.
batalha34
Dizer que o pais sao 15% estrangeiros é o mesmo que dizer que sao 85% portugueses. Logo dizer que um miudo mais facilmente reconhece um Sudakov é so parvoice de qualquer maneira que queiras apresentar o argumento.
Depois acabar esse texto estapafurdio com um apelo a que a sociedade nao deve ser extremista quando num jogo para a liga PORTUGUESA entra UM portugues de inicio, sem querer entrar em politicas num blog de futebol é completamente ridiculo
Francisco Ramos
Sabes quantos imigrantes eram há 10 anos? Sabes quantos emigrantes fomos há 10 anos? Não se trata da percentagem mas do percentual de evolução a qual o futebol não é, nem pode ser alheio.
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Gostaste do City-Arsenal de outro dia? A melhor liga do mundo tinha 4 ingleses de início. O que vende não são os ingleses, são os melhores jogadores independemente da nacionalidade. Viste o onze do Liverpool na 1.ª jornada da Champions? Tinha 0 ingleses! Zero!
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Já entendeste agora o “ridículo”?
batalha34
Mesmo que fossem 0% de estrangeiros ha 10 anos continua a ser ridiculo dizeres que um miudo em portugal mais facilmente reconhece um Sudakov. Nao tem ponta por onde se pegue.
Francisco Ramos
Ridículo? A verdade é ridícula para ti? Muito bem, és mais um a somar a tantos outros a quem deixo de responder.
Antonio Clismo II
Vai ver um jogo da Liga do Chipre e também entram sempre tudo estrangeiros em campo.
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Não podes dar o exemplo da Premier League porque é a melhor liga do Mundo e claramente compradora. Ligas exportadoras têm que assentar o modelo na formação e desenvolvimento, se não for assim é um mau sinal, porque basicamente fica à vista de todos que a Liga é um antro de crime organizado a céu aberto.
beterrabapragmatica
O Benfica sofre há algum tempo com a gestão danosa de Rui Costa. Mas sofre também devido a grande parte da sua massa adepta, que procura contratações sonantes e não se conforma se não for gasta uma fortuna a cada janela de mercado. Um clube com um projeto bem definido toma decisões prudentes e ponderadas, reforça posições onde não há alternativas com nomes fortes (ocasionalmente) e aposta na prata da casa. O plantel não tem de ter 30 “Messis”, tem de ter jogadores acima da média, mas acima de tudo tem de ter jogadores que se complementem, tem que ser equilibrado e tem de fazer sentido!!
Os últimos mercados foram aberrantes, mas (indo um pouco fora daquilo que é o âmbito deste post) deixo aqui a minha opinião daquilo que seria um mercado competente do Benfica.
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GR: Trubin, Samuel (aqui não há muito por onde mexer)
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DEF: António, Tomás, Ota (também sem grandes mexidas, mas Otamendi pela idade deveria ter um papel mais secundário, sendo titular mas não absoluto, caso não aceitasse saía e entrava outro membro experiente para rodar)
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LAT: Dedic, Bah, Dahl; Obrador (por aqui não me queixo, apesar de Dahl não parecer ainda pronto, Obrador parece ter algum talento e não é por esta posição que a equipa não produz)
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MED: Florentino, Aursnes, Manu, Veloso, Barreiro (a única alteração seria talvez a venda de Barreiro por um valor agradável e contratar um médio de rotação ou apostar em alguém da B, muito se falou no talento de Rafael Luís)
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MO: Sudakov, Gustavo Sá, Rêgo (Sudakov encaixou muito bem, seria a única contratação estrondosa, Sá traz talento e criatividade)
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EXT: Schjelderup, Prestianni, Gouveia + 1 (Lukebakio não parece mau mas um pouco displicente, aqui contrataria um extremo com golo, que pudesse ser alternativa ao PL também, Gouveia é muito esforçado e sempre útil no plantel, não entendi a sua venda e apostava no talento jovem que temos, sendo que há muito jovem da formação a dar ótimos sinais)
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PL: Pavlidis, Henrique
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Portanto, um mercado muito mais comedido, aproveitando aquilo que tínhamos de bom, deixando algumas dinâmicas, espaço para jovens crescerem e aparecerem como alternativas. Em cima disso poupando imenso dinheiro. No entanto gastámos mais de 150 milhões para estar a 4 do Porto ainda em Setembro.
GabCel
finalmente alguém que pensa no Gustavo Sá… mas só lhe vão dar valor quando for jogar para o estrangeiro…
Nobu
Não discordo da valia do jogador, mas é muitas vezes suplente nos sub21 e o Famalicão pede alguns 20 milhões de euros. Podem contrapor e dizer que o Benfica gasta isso em jogadores que aparentemente não têm o nível desejado, mas aos dias de hoje, muitos jogadores parecem pior do que realmente são porque a equipa joga muito pouco, com níveis de intensidade baixa e sofrem golos ridículos!
Relativamente à questão da nacionalidade num mundo globalizado, o talento não escolhe países, mas tal como foi dito, é um pouco assustador que a maioria dos jogadores não tenham formação em Portugal, agora como alguns users apregoam que tudo o que é nacional é bom e serve para jogar em equipas grandes é uma falácia! Acresce o facto de a maioria dos clubes portugueses não serem bem geridos por culpa própria e de muitos adeptos terem uma falta de cultura desportiva gigante!! Falam de futebol?? Olhem para as modalidades e a coisa é mais escandalosa, mas também não há centros de estágio, nem os luxos que os jogadores de futebol têm. Ao que se gasta no futebol de formação e qualidade dos centros de treino é ridículo não haver maior aproveitamento, mas são apostas de direções sem plano desportivo (isto é transversal ao futebol português).
beterrabapragmatica
Prefiro 100x dar 20 pelo Gustavo, do que gastar 15 no Enzo ou 27 no Richard… Mas a verdade é que o Benfica conseguiria de certeza um valor mais acessível e, caso não fosse o caso, o que não falta são miúdos com talento para segundas opções.
Meu nome é Toni Sylva
Acresce que os portugueses, ou são tão bons que vão por largos milhões para lá para fora, ou os adeptos também os tratam sem respeito nenhum a qualquer falha (e há sempre falhas, ainda mais se fores apenas bom e não espectacular).
Basta ver o Florentino, que no entender geral não tinha nível para o Benfica.
beterrabapragmatica
E esqueci-me do nome principal que, no meu ponto de vista, devia ter sido atacado pelo Benfica (mas ainda na época passada). Leonardo Lelo! Pior que Dahl não faria e tinha vindo a custo zero, sendo que era um jogador com provas dadas no nosso campeonato!
perai
Fui só eu que ao entrar pensei que um post do Antonio Clismo II? 😅
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ANtes demais, qualidade (ou falta dela…) não tem nacionalidade.
Depois o adepto comum NÃO quer saber da nacionalidade, interessa é golos e ganhar, literalmente e apenas isso que interessa.
Somos uma democracia e no nosso caso com livre trânsito Europeu…
A liga pode impor mínimos de X portugueses em campo? Ou pode fazer como nas provas Europeias que tens que ter o mínimo de X jogadores formados? mas isso é outro debate diferente!
GabCel
O problema não é a nacionalidade… é o ridículo de não se aproveitar a formação que é a única forma do nosso futebol ser sustentável.
Cada vez que contratas estrangeiros, sem serem titularissimos destacados, estás a minar a confiança da formação e a destruir a credibilidade (lá fora) da mesma. e isso tem implicações graves na captação e retenção de talento, quer sejam jogadores ou técnicos especializados na formação.
O futebol português é um castelo de cartas que está prestes a desmoronar, não pelas nacionalidades, mas sim porque está a destruir a sua base.
Um Jasomp
E o problema é quando, além do problema que bem identificaste de minar a base, acresce ainda a questão grave de, na própria base, a formação está cheia de jogadores estrangeiros, impostos pelos empresários. O Futebol Clube do Porto é hoje o clube do mundo com mais estrangeiros na sua formação! No mundo inteiro.
A formação do Porto já era abandalhada com Pinto da Costa. Mas quem diria que se ia agravar com Villas Boas. A formação está um desmazelo total e completo.
Mas como só interessa a equipa principal, ninguém quer saber.
perai
Pelos inside que conheço, e não me podendo alongar nem descriminar grande coisa, é totalmente sustentável…havendo como é óbvio algumas exceções, mas dai o termo ser exceções.
Clubes/SAD não são empresas ditas normais.
Só por curiosidade como chegas a essa conclusão de que é mais sustentável formar do que contratar?
Um Jasomp
Fácil. Gastas 30 milhões a contratar o Rios. Gastas 0 euros com o João Rego porque ele é formado no clube.
Antonio Clismo II
Ou o Rafael Luís que não servia para a equipa principal DO Benfica mas é titular na Ligue 1 com 20 anos…
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Mas preferiram ir investir 30 milhões num flop do Brasileirão
GabCel
só é mais rentável contratar se estiveres a mamar das comissões das compras e vendas… ainda há uns anos, na altura da loja dos 15M€ do Seixal, uma venda dessas pagava ene anos da formação… imagina fazeres todos os anos 1, 2 ou 3 vendas dessas… mais os excedentes que saem por valores inferiores… essas vendas só não acontecem com maior regularidade porque passaram a valorizar mais o carrossel do Mendes que a formação.
Isso não invalida que não se façam compras, pontuais e certeiras. Mas, quase de certeza o Benfica ganhou mais dinheiro com a venda do Ramos (±58M€) do que com o Darwin (±31M€).
Além disso, o “sustentável” que tu falas é com fundos de investimento que aparecem e desaparecem… não são os clubes que são sustentáveis e os adeptos ficam completamente alienados. Para mim isso não é ser sustentável como desporto que move massas e emoções.
Um Jasomp
Um jogo da Liga Portuguesa com 22 jogadores a jogar de início e só um ser português diz bem do estado completamente desgovernado em que estão os clubes e o mercado de importações de jogadores.
É uma terra sem lei e alguém tem de pôr cobro a isto urgentemente.
Quanto ao Benfica, este texto diz bem da forma como Rui Costa estorou completamente o tão famoso projeto do Caixa Futebol Campus e que deu muito dinheiro a ganhar. Preferiu seguir o populismo de gastar dinheiro em barda. Os resultados estão à vista.
manel-ferreira
Mas vocês decidam-se: a questão aqui é a formação ou é a nacionalidade? É que se é a formação, então também devíamos bater nos clubes quando contratam jogadores portugueses que não são da sua formação e aos quais vão tirar espaço. Mas raramente vejo essa crítica quando essas contratações acontecem.
Ou quando os clubes recebem jogadores portugueses por empréstimo, que também vão tirar lugar aos que já lá estão, e, mais grave ainda, jogadores dos quais os clubes não vão retirar qualquer rendimento financeiro porque não lhes pertencem. Mas aí não só nunca batem nisso, como até atacam o limite de empréstimos (melhor coisa que aconteceu no futebol português no últimos 10 anos).
O que me parece é que vocês usam a formação como algo “nobre” apenas, quando aquilo que realmente causa comichão não é isso.
De resto, eu volto sempre à mesma: a formação é positiva, mas não é a única maneira de fazer crescer um clube financeiramente. Há várias, sendo a prospecção tão legítima como a formação.
Há clubes que não têm capacidade de ter boas formações, ou porque não tem infraestrutura para isso, ou porque estão rodeados de clubes maiores, e ou porque são de cidades muito pequenas. Esses têm de se virar para a prospecção, como fazem – e muito bem – clubes como Arouca ou Moreirense.
Achar que tem de ser formação, sim ou sim, parece apenas birra.
Um Jasomp
O Arouca faz prospecção? Prospecção é ir buscar jogadores à Liga 3 que têm potencial e dar-lhes palco. Como por exemplo o Santa Clara fez com o João Costa.
O que o Arouca faz é ser uma placa giratória em que quem manda são os empresários, com dinheiros ali pelo meio que ninguém sabe de onde vêm.
Valentes Transmontanos
Não discordo a 100% do texto. De facto o futebol português é apenas um entreposto de jogadores, tratados como mercadoria. Mas isso acontece sejam eles portugueses ou não.
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No entanto, para mim, a questão não é a nacionalidade (aliás, o termo “identitário” é um bocado estranho). É a falta de aposta na formação. E a formação pode ter jogadores portugueses, brasileiros, ucranianos ou de onde for. O problema não são os 21 jogadores estrangeiros, é mesmo o facto de quase nenhum deles ser da formação dos clubes e de quase todos já não estarem cá na próxima época.
Antonio Clismo II
Alguém sabe o que pensa o novo presidente da Liga que entrou de mansinho e sem ninguém dar por ele?
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Há muito boa gente que nem faz ideia quem é o atual presidente da Liga de Clubes… parece-me alguém que não faz a mínima ideia do que está a fazer e o que deve fazer para o futuro..
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Só espero que não seja mais um Mário Figueiredo que se agarrará ao lugar como uma lapa às rochas da praia…
henry14
Sempre este drama da falta de tugas!!! Pah é o que é!! Uns clubes tem mais e outros clubes têm menos. Falando do Benfica, agora é uma fase de menos tugas a titulares e haverão fases em que isso vai mudar. Querem martelar nesse assunto? Estão à vontade. Têm todos os fins de semana para o fazer. Dá para refletir? Talvez, a quem se interessar/importar com isso. Acrescenta algo? Na minha opinião não.
Um Jasomp
Reflete só como é que 1 jogador português em 22 não se vê em literalmente mais nenhuma Liga do mundo. Nem na Liga do Chipre!
Super Hans
Se olharmos para o jogo entre o Liverpool e o Arsenal na 3a jornada da PL deste ano, vemos que dos 22 titulares apenas 2 têm passaporte Inglês. Estamos a falar de duas equipas que são consideradas Top 5 a nível mundial.
Naturalmente que esse jogo foi uma exceção e não a regra, mas permite tirar algumas conclusões: se as equipas querem ser competitivas e elevar a qualidade do seu elenco, não podem estar dependentes do passaporte do jogador. Em Inglaterra acontece algo semelhante a Portugal, o jogador nacional tem um preço inflacionado. E aqueles que realmente podem acrescentar qualidade exigem um enorme esforço financeiro que se junta às expectativas criadas em função desse valor.
No caso do Liverpool e do Arsenal é diferente, pois são ‘apex predators’, os seja representam o topo de carreira e o sonho de muitos jogadores de futebol por esse mundo fora.
No caso dos clubes portugueses, os jogadores portugueses com qualidade para representar os 3 grandes são uma amostra pequena e cara, para além das ambições dos próprios jogadores que, se tiverem qualidade para tal, querem subir de patamar para clubes com ambições superiores, tornando-se difícil para os clubes mante-los no plantel, por isso é que vemos jogadores cada vez mais jovens a saírem após a sua primeira época na equipa principal.
Acredito que, como eu, a maior parte dos adeptos gostaria de ver os seus clubes a apostar no talento local, acho que ninguém defende deliberadamente o contrário, mas é preciso conciliar isso com a qualidade que realmente oferecem e não apenas preencher cotas.
Não é novidade nenhuma que o futebol está a afastar-se a passos largos da sua essência, não me parece que o rumo se vá alterar nos próximos anos.
Podemos ficar a lamentar isso ou podemos simplesmente ignorar e apoiar o ‘futebol a sério’ que se joga pelos descampados nacionais todas as semanas. O futebol de topo já o perdemos a muito, portanto se queremos criar mudanças significativas a solução passa por apoiar o clube da nossa terra, esses sim apostam no talento local e os jogadores jogam por amor ao desporto e não ao ordenado.
Antonio Clismo II
Não podes comparar a Liga Portuguesa com a Premier League que é o pináculo do futebol, a mais rica e que pode comprar tudo e todos. E mesmo assim, não brincam com a formação e desenvolvimento de jogadores.
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Portugal como liga exportadora e secundária no panorama europeu tem que ir por outro caminho e tem que seguir os modelos de gestão das Ligas nórdicas, senão irá colapsar a todos os níveis.
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Quando até ligas superiores à nossa como a La Liga e a Serie A têm restringido o número de estrangeiros nos seus clubes nos últimos anos para promover o talento nacional… vai ver as regras da La Liga e Serie A… muito mais apertadas do que as da Liga Portuguesa, mas isso também não é difícil. Atualmente a Liga portuguesa tem as regras tão ou mais relaxadas do que ligas controladas pelas máfias como o Chipre ou Roménia…
Super Hans
A minha comparação foi em resposta a comparação acima, e fiz a devida ressalva. Não percebi bem o que é que acrescentaste ao que eu escrevi
Pao com Presunto
Não sei qual é a solução milagrosa, pois colocar cotas pode não ser suficiente ou até afastar talento estrangeiro da nossa liga.
Posto isto, acho que comparar qualquer coisa no futebol com a Premier não faz sentido. Importam jogadores e treinadores de uma maneira que mais nenhuma liga no mundo faz, porque são a melhor liga há já vários anos (independentemente das Champions que se conquistam para aqueles lados).
Super Hans
A meu ver não há soluções milagrosas porque o fenómeno é complexo e transversal a várias áreas da sociedade. A minha solução para quem se revolta com isto é precisamente apoiarem as bilheteiras de clubes amadores e semi profissionais, aí é que está o futebol puro. Mas depois quando publicas uma foto no estádio não vais ter tantos likes
JlGoncalves
Entendo o que está escrito e reportando-me apenas ao meu clube, o Porto, nós não podemos ter mais jogadores no 11 porque as ultimas gerações (plural) tem sido muito pobres.
Tirando o Mora, o único que ainda se pode aproveitar da B é o Brás e já está a ficar “velho” para mostrar mais. O Tiago Andrade também parecia ter qualquer coisa mas a tomada de decisão dele continua a não ter evolução desde que começou na B.
Por isso, mesmo que se quisesse fazer mais, não existe talento disponível para tal. E não é por a equipa B do Porto não lançar portugueses…
Também pode ser por o Brandão ser muito fraco e não se vê evolução no João Teixeira e André Oliveira por exemplo,
Não se vê nada de bom a crescer na B e isso é um problema.
Um Jasomp
Se as gerações, na tua opinião, têm sido pobres, é sinal que o Porto está a formar mal. E se está a formar mal é grave, tendo em conta o clube que é.
Além disso, como podes dizer que são pobres se não lhes deixas sequer por os pés na equipa principal?
Antonio Clismo II
As gerações têm sido pobres? O Farioli no Ajax foi obrigado a apostar na juventude porque faz parte do DNA do clube, e olha que quem sera ao Ajax ter a qualidade que o Porto tem na formação neste momento.
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Só para te relembrar tem vários vice-campeões da Europa sub17 como o Rodrigo Mora ou o Cardoso Varela (deixou-o fugir). Jogadores como o Tiago Silva não estiveram nessa competição mas acho-o um prodígio.
E também tem 5 ou 6 jogadores campeões da Europa sub17 deste ano… Todos juntos estão a espetar goleadas todos os fins de semana pelos sub19 porque o FC Porto recusou-se a ter equipa de sub23 e para a equipa B preferiu investir muitos milhões de euros em jogadores sem o mínimo de qualidade (nem vontade) para lá jogarem…
Um Jasomp
É a diferença de mentalidades. Na Holanda, o Farioli era um funcionário que tem de respeitar as regras do clube. Aqui em Portugal, é quero, posso e mando porque lhe permitem isso.
Antonio Clismo II
Se calhar até lhe dizem “não apostes nos jovens da cantera porque isso é coisa de clube pobre”.
Art Vandelay
Parabéns pelo artigo Batista
Valter Batista
Mto obrigado, caro Art.
Knox_oTal
Primeiro, é triste e um claro problema! Por muito que haja gente a dizer que isto é um fait-divers, é um problema efectivo que vai para além do péssimo dirigismo desportivo em Portugal e dos resultados. É um problema sistémico que abrange todas as principais ligas, com dimensões diferentes, e o desporto no geral!
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E atenção, percebo perfeitamente que o que para mim é um problema sistémico, para outros é apenas uma manifestação dos tempos, da globalização, dos capitalismo extremo e das sociedades reféns das redes sociais, I.A. e da recompensa imediata.
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No entanto, o que para mim torna esta conjuntura um problema inegável, seja qual for o ponto de vista, é a questão da sustentabilidade, sobretudo numa liga como a nossa. É obvio que o modus operandi dos clubes tem que evoluir com os tempos, e é normal que clubes como o Atl. Bilbau sejam a excepção e não a norma… A UE promove a mobilidade e as fronteiras abertas, logo não faria sentido impor o contrário aos clubes de futebol! E o scouting sempre foi importante nas políticas desportivas, simplesmente o avanço tecnológico permitem um scouting muito mais abrangente, o que é bom (sobretudo, na teoria, para clubes menores). Mais, neste mundo capitalista, quer se goste mais ou menos, é normal que os clubes cada vez mais pensem na sua marca, no marketing, serem atractivos para outros mercados e público.
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Resumindo, não me choca haver muitos jogadores estrangeiros a jogar na nossa liga… o que me choca, e isto é válido para o futebol no geral, é o afastar deliberado ou não, mas acho que sim, da essência deste desporto e o que tornou o mais popular do mundo. A sua acessibilidade e efeito empático junto das gentes comuns, do povo! O futebol tem na sua essência e nas suas raizes esta afinidade popular que outros desportos mais ecléticos e exclusivos nunca tiveram nem terão. Desde cedo foi veículo para quebrar preconceitos sociais, para o debate ideológico e para a representação simbólica de cada povo, nos seus defeitos tais como nas suas virtudes. Havendo uma identificação nos valores e moral, servindo de escapatória e quase de recompensa de vidas difíceis, vivendo através dos seus heróis (locais, regionais ou nacionais) a concretização do seu próprio potencial.
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Ora se o aumento dos salários e mudança do tipo de vida dos futebolistas ao longo das décadas, já foi modificando a relação dos adeptos com os seus heróis e aqueles que preenchem as páginas da história dos clubes, quando já nem sequer é possível haver identificação figurada com os jogadores (seja por serem da formação, seja por serem da mesma localidade ou simplesmente pelo seu afecto genuíno ao clube), contribui e de que maneira para este futebol-cifrão, em que os clubes e as selecções perdem a identidade (o que diferencia hoje em dia um Liverpool de um Real, na prática, muito pouco na minha opinião, e uma das muitas coisas que têm em comum é o facto de jogarem com imensos estrangeiros, aliás no caso dos Reds faz-me imensa confusão vê-los jogar sem britânicos por exemplo).
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Mas os dirigentes olham para esta perda de identidade, e vêem uma oportunidade de negócio, deixando para um plano secundário ou terciário os valores de instituições muitas delas centenárias e a necessidade de haver uma política desportiva… uma visão que os torne singulares, diferentes num mar sem fim de clubes que se confundem.
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O que dá azo aos estádios repletos de turistas, sem a emoção que se espera num jogo de futebol, pessoas que se dizem adeptas “desde pequeninas” de dez clubes diferentes em outros tantos países, passando o exagero, adeptos de jogadores/treinadores que embarcam em cultos de personalidade, confusão entre uma marca comercial e um clube desportivo, jogadores “mercenários” sem qualquer compromisso, um mundo sem fundo de empresários e agentes desportivos onde não há quaisquer escrúpulos, ligas como a nossa que promovem a política de “terra queimada”, dirigentes que nada percebem do desporto e extremamente promíscuos na sua interacção com o mundo político e dos negócios… Todos estes sintomas, diferentes entre eles, advêm quanto a mim do mesmo problema, que já criou várias raízes, que é o tal afastamento da essência do que é o futebol e da identidade de cada clube/selecção!
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E se juntarmos a cereja no topo do bolo, a questão da sustentabilidade, temos uma receita para o desastre… e por muito que encontrem argumentos para fingir que está tudo bem, e que só exageram, e que antigamente também havia problemas, etc… A realidade é que cada vez menos pessoas vão aos estádios, que cada vez mais jovens não se identificam com o desporto, que a nossa Liga vem perdendo qualidade e competitividade nivelada por cima e que, infelizmente, o futebol português cada vez mais é sinónimo de insegurança, corrupção e violência!
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Entretanto, espero que jogadores como o António Silva continuem a desafiar as estatísticas ridículas da Liga e mantenham a tal luz acesa!
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Saudações desportivas
filipe19
Não é verdade que cada vez menos pessoas vão aos estádios, antes pelo contrário, o número de espetadores tem aumentado ano após ano. Não por muito, mas tem subido.
Na época 2004/05 tinhas uma média de 10.466
Na época 2014/15 tinhas uma média de 10.122
Na época 2024/25 tinhas uma média de 12.334
Após haver uma pequena queda entre 14/15 e 17/18, os número pós Covid vêm sempre a aumentar
Antonio Clismo II
Com bilhetes a 50% de desconto do cartão continente?
filipe19
Estás a tentar a ser engraçado, é? Isso é completamente igual, mesmo se fosse gratuito. Facto é que a média de pessoas nos estádios a ver os jogos está a subir.
Antonio Clismo II
Tira os 3grandes da equação e faz as contas outra vez.
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Tirando os 3grandes a média de espectadores está abaixo dos 5 mil, o que está ao nível de uma Moldávia.
filipe19
Que disparate de argumentação. Tira o Real e o Barca e vais ter uma outra média na Espanha. Compara o poder de compra em Portugal com os países das ligas Top4. Compara o número dos habitantes por cá com os habitantes na Alemanha p.ex.. Queres comparar o Arouca, uma terra com 21 000 habitantes, com o Mainz com mais de 225 000? O Arouca no ano passado teve uma média de 2100 espetadores por jogo o que corresponde a dez por cento da população. Mainz teve uma lotação de 32 000 espetadores por jogo o que significa 14% da população. A diferença afinal não é assim tãooooo grande. E ao contrário do Arouca, Mainz fica situado na região metropolitana de Frankfurt/Reno-Meno com mais de 6 milhões de habitantes e uma das regiões mais ricas da Europa. Queres mesmo comparar isto?
Podíamos tentar comparar com os Países-Baixos, mas ai a densidade da população também é muito superior à nossa e no fim volto a referir o poder de compra. Os portugueses não estão para guardar o dinheirozinho que têm no banco, se por cá tivéssemos o mesmo poder financeiro também os estádios estariam mais cheios e a cultura desportiva já era outra. e mesmo assim não é assim tão má como querem pintar.
Antonio Clismo II
O hoffemheim é de uma vilazinha com 3 mil pessoas.
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A sua média de espetadores está acima de 25 mil por jogo… Outras culturas..
manel-ferreira
Dizes bem que são outras culturas, mas não é pela questão da aposta em jovens nacionais, que não tem o peso que julgas nas assistências.
A questão das assistências em Portugal tem vários factores. Antes de mais, ser um país pequeno, pobre e com pouco bairrismo (lá está, outras culturas) mas também no facto de que há pouca correspondência entre bons projetos e clubes que realmente têm adeptos, a maioria dos quais não estão a jogar na 1a Liga (por culpa própria, claro).
Por outras palavras, dos 18 clubes com mais adeptos em Portugal, se calhar nem 8 estão a jogar na Primeira Liga neste momento. Depois, claro que se vai refletir nas assistências.
filipe19
Sinsheim faz parte da região Rhine-Neckar com mais de 2,4 milhões de habitantes…ou seja mais do que area metropolitana de Lisboa
https://en.wikipedia.org/wiki/Rhine-Neckar
Outro número de população, outro poder de compra…mas continua lá a insistir
Antonio Clismo II
Já que gostas tanto do wikipedia, Arouca faz parte da Área Metropolitana do Porto com mais de 1.8 milhões de pessoas. Portanto a tua teoria cai por terra.
filipe19
Eu não preciso do Wikipedia, eu vivi durante dez anos em Heidelberg e já trabalhei com o Hoffenheim e acho engraçado referires este clube, uma vez que o investidor é o mesmo que o do Viseu e que também traz montes de jogadores de qualidade duvidosa do Brasil, da França, da África enfim.
Ah, e não, a teoria não cai por terra. Na area metropolitana do Porto tens um dos maiores clubes do futebol português e mesmo da Europa. Depois tens (ou tinhas?) ainda o Boavista, ou seja dois clubes com um massa adepta grande. Na região de Sinsheim não tens mais outro clube que joga na primeira divisão. Tinhas o Waldhof Mannheim nos anos 80, outro histórico que desapareceu e que hoje anda perdido na terceira divisão, e que era o clube no qual o Dietmar Hopp queria investir, mas nos anos 80/90 os adeptos recusaram. Foi assim que o Hopp decidiu de investir no Hoffenheim, clube que naquela altura andava pelas distritais a jogar à frente de talvez 50 pessoas. Como após vinte anos subiram à primeira divisão muitas pessoas da região começaram ir aos jogos. Na Alemanha chama-se a isto “Erfolgsfans”. Tiveram sucesso, ganharam adeptos. Simples. No momento que a equipa desce de divisão vais ver os adeptos desaparecerem.
Ah, e mais outra coisa. Se o Hopp não tivesse deixado mais de 200 milhões na conta bancária o clube hoje já estaria perto de um processo de falência técnica porque o clube em si não consegue manter os custos que tem. Afinal, eu ainda tinha alguma coisa apontar acerca deste clube. Outras culturas, não é?
Knox_oTal
Obrigado pela correcção, pensava que tinha lido nalgum lado o contrário. Pensei mal! Mas não muda muito o essencial do meu comentário!
filipe19
Ainda gostaria de acrescentar que a tua penúltima frase vive de um negativity bias tremendo. O futebol português de certeza absoluta não é cada vez mais sinónimo de tudo que escreveste ali.
Eu não cresci em Portugal, mas mesmo assim ainda me lembro mais ou menos dos anos 80. Eu não sei que idade tens, mas claramente não ainda estavas vivo nesse periodo, ou mesmo na década a seguir onde a fruta não era só vendida na praça. Por vezes fico estupefacto quando as pessoas, sobretudo pessoas já de idade avançada, falam de um Portugal pior e não sei quê, quando nos anos 80 e 90 Lisboa e Porto eram redutos de droga e criminalidade. Ir para Lisboa naquela altura era perigoso e jogos de futebol não eram brincadeira nenhuma. Hoje levava os meus filhos sem receio a qual quer jogo. Até já assisti a derbies na Luz com camisola do Sporting, sentado na bancada central (mas não VIP ou coisa parecida) e não tive qualquer problemas. Coisa que há trinta anos de certeza não recomendava de fazer.
Knox_oTal
Primeiro tem por norma comparar-me com aqueles que estão melhor ou fazem melhor, logo comparar com os anos do auge do hooliganismo é sempre certo que tudo pareça tranquilo e sem problemas!
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E se levavas filhos menores para QUALQUER jogo em Portugal é lá contigo! E se nunca tiveste problemas, um grande bem haja, não será assim certamente com toda a gente.
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A necessidade de uma significativa presença policial em certos jogos, as caixas de segurança, as escoltas policiais, os inúmeros castigos dos últimos anos devido ao comportamento dos adeptos nas competições europeias apontam para um ambiente diferente do que o que descreves e algo antagónico de segurança! E os exemplos que dei não são matéria subjectiva de opinião, são factuais, embora perceba que sejam necessários… porque lá está, não é um ambiente seguro! Dependendo obviamente do contexto e jogo em causa!
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Mas mais uma vez não era o essencial do meu comentário primário, apenas mais um factor que na minha óptica potencia o tal problema sistémico de ausência de valores e perda de identidade no futebol.
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Saudações desportivas
Knox_oTal
Um reparo, o Real esta época nem é o melhor exemplo que o Xabi está apostar mais em jogadores espanhóis e da formação.
Diogo_2202
Por outro lado temos o Sporting que começou o jogo contra o Moreirense com 6 portugueses no 11 e ainda entrou o Simões no final.
Virgínia, Inácio, Mangas, Quenda, Pote e Trincão na equipa inicial.
Kacal
No caso do meu Porto ainda temos 3 Portugueses no XI Base (Diogo Costa, Alberto Costa e Francisco Moura) tendo ainda mais um (Rodrigo Mora) que é opção forte. Mas há clubes que andam com 0 ou 1 Português no XI e mesmo no plantel têm pouquíssimos. O Rio Ave é o caso mais flagrante. Para mim devia haver regra de ter x% de jogadores Portugueses no XI e outro x% (superior claro) no plantel. Tipo sei lá uns 3 ou 4 minimo no XI. E num plantel de 23 ou 24 ter pelo menos uns 10 Portugueses. Algo assim. Acho que isso já faria a mentalidade mudar para um foco maior na academia e na formação assim como no mercado (há qualidade na 4ª e 3ª divisão para apostar). Mesmo nas Ligas de topo em algumas há regras dessas, aqui deveria haver. E nem tem a ver com qualidade. Na própria Arábia Saudita há regras dessas e todos sabemos que o jogador Saudita é bem inferior e quase nenhum jogaria se não houvesse essa regra. Eu defendo a qualidade acima da nacionalidade, mas também há que ter limites e impor regras para por parte da Liga. E a verdade é que nem sempre acontece, mas muitas vezes aposta-se num jogador Estrangeiro em detrimento de um Português mesmo quando a qualidade é idêntica e aí já acho mal. Cabe à Liga impor limites e mudar as regras. No caso do meu Porto ainda temos 8 jogadores Portugueses que fazem parte do plantel principal que são os 3 GR (Diogo Costa, Cláudio Ramos e João Costa), um central (Gabriel Brás), os dois laterais direitos (Alberto Costa e Martim Fernandes), o lateral esquerdo (Francisco Moura) e o Rodrigo Mora. Estes fazem parte do plantel principal ativamente. Depois ainda temos mais um ou outro jovem da equipa B que completam 10 ou mais. No XI temos 3 com possibilidade de 4 (Rodrigo Mora) portanto até acho que estamos bem. Até porque a qualidade tem que estar acima da nacionalidade e não vamos por Portugueses só porque sim, mas há clubes como o Rio Ave que a situação é ridicula!
Antonio Clismo II
Sou contra a quota de estrangeiros, mas uma Liga responsável colocaria a curto prazo a obrigação de na inscrição de um plantel de 30 jogadores, pelo menos 14 teriam de ser formados em Portugal.
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Atualmente o regulamento obriga a serem apenas 8 formados em Portugal e muitos clubes já nem cumprem, porque se aperceberam que nada lhes acontece…
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E os clubes mantém os escalões de formação porque É UMA OBRIGAÇÃO da FPF, porque se não fosse, nem isso quereriam ter…
filipe19
Bem, não estás totalmente certo. Na Inglaterra, existe uma regra chamada «homegrown», mas isso não impede que haja uma percentagem de estrangeiros mais elevada na Premier League do que em Portugal. Isso porque a regra apenas determina que oito jogadores devem ter sido formados na Inglaterra, mas não especifica a nacionalidade deles.
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Olha para os plantéis das equipas inglesas: Man City: 19 estrangeiros; Hotspurs: 23 estrangeiros; Chelsea: 21 estrangeiros; Wolverhampton: 24 estrangeiros; Brentford: 22 estrangeiros… a quota na liga é superior a 70%.
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Na Bundesliga também não há limite para estrangeiros. Mas lá, a quota não é tão alta, ficando em 58%. Os turcos já tentaram regulamentações desse tipo, mas o futebol deles não melhorou e reduziram as quotas. Os espanhóis, por outro lado, têm a liga com menos estrangeiros e os jogadores estão entre os melhores do mundo. Como podes ver nestes dois exemplos não existe uma aquela solução ideal.
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Também acho que Portugal deveria seguir muito mais o exemplo da Espanha do que o da Inglaterra, mas não vejo ninguém aqui reclamar da Premier League. Na minha ingenuidade, quero acreditar que a situação atual é apenas momentânea. Em Moreirense, estão a construir um novo centro de formação até 2027 e um novo estádio até 2030. Em Braga também há excelentes jogadores jovens, e o projeto do Famalicão também é muito interessante. As últimas gerações dos três grandes clubes não foram assim tão boas, o Benfica teve o pior desempenho de sempre na Youth League no ano passado e o Sporting também teve uma geração fraca, mas, por outro lado, a equipa B está muito bem posicionada e conta com alguns jogadores interessantes. Não podemos esquecer Quenda e Simões, que também ainda são muito jovens. Mas a geração de 2008 volta a ser interessante e o Benfica tem ali alguns jovens jogadores talentosos. Tenho a certeza de que alguns deles vão voltar a amadurecer e tornar-se jogadores de topo. O FC Porto também tem alguns jogadores interessantes e espero que o AVB finalmente construa a academia.
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Também reparei que na primeira divisão do campeonato sub19 não existe nenhuma equipa a sul do Tejo. Incrível. Como podes ver termino a minha palestra com um exemplo negativo, mesmo assim quero acreditar que nem tudo seja mau
Bpanta
A única liga de topo que tem regras sobre o número de jogadores nacionais é a Bundesliga que exige 12 jogadores alemães inscritos. As outras têm regras semelhantes ao que é usado em Portugal, ou seja, um mínimo de jogadores formados no país (normalmente 3 anos passados em equipas do país entre os 15/18 e 21 anos sendo que esse valor mínimo é semelhante em todos os países). O que Itália, Espanha e França têm são limitações sobre transferências de jogadores de fora da UE (sendo que em França, jogadores africanos de ex-colónias francesas não contam para estas limitações), além da Inglaterra que tem a questão do visto de trabalho.
filipe19
A Bundesliga não tem essa regra. A Bundesliga alias não tem nenhuma limitação de estrangeiros. Olha para o plantel do Leverkusen, não vais encontrar 12 alemães
https://www.transfermarkt.de/bayer-04-leverkusen/startseite/verein/15
Antonio Clismo II
Os clubes alemães servem primeiramente as suas comunidades. Dificilmente vais encontrar um clube lá que não faça uma aposta em jogadores locais e jogadores que se identificam com os respetivos clubes.
filipe19
Eu nasci na Alemanha, vivi lá durante 36 anos e trabalhei no mundo do futebol e podes acreditar que esse romantismo já não existe.
Os clubes por sí já têm a obrigação de ter um centro de formação, porque faz parte das exigências da Liga, ai contratam jogadores da região mas depois quando chegam aos sub19 vês equipas com jogadores de todo o mundo e no fim só chega à Bundesliga quem tiver a qualidade para isso. Tens um ou outro jogador, como o Thomas Müller p.ex., que teve montes de anos no Bayern mas de resto vais dificilmente mostrar-me muito mais exemplos como este. De 500 e tal jogadores talvez nem uns vinte. Mostra-me o planteis com as apostas em jogadores locais. Fico a aguardar.
Antonio Clismo II
Friburgo, Estugarda, hoffemheim, Colonia, mainz… Mesmo o bayern de Munique está a apostar cada vez mais na sua cantera.
filipe19
Eu sou adepto do Estugarda. Diz-me um jogador da região de Estugarda que joga atualmente no VfB. Só um!
Friburgo e Mainz são realmente dois bons exemplos, mas como já disse num outro post que também não te devias esquecer que o Mainz faz parte de uma região com mais de seis milhões de habitantes e uma zona das mais ricas da Europa. Isso corresponde mais do que cinquenta por cento dos habitantes de Portugal. Friburgo sim, nada a apontar é um clube exemplar, em a quase tudo, mesmo financeiramente muito estável, trabalham de uma forma muito humilde, vivi lá durante três anos, acompanhei sempre o trabalho deles, uma região fantástica que nada tem a ver com o resto do país.
O Colonia foi forçado de adaptar-se a uma estratégia em que aposta recentemente mais na formação. O Colonia durante dois anos não pode contratar jogadores e após o Covid passou por graves problemas financeiros, mesmo assim só tem quatro jogadores formados no próprio clube, o Telle, o Harchaoui, o Kujovic e o Thielmann, todos os outros são jogadores que vieram de outros clubes.
O Hoffenheim, clube de investidores (SAP), sim, investe muito na academia, também já trabalhei com eles, e realmente tem muitos jogadores ali da região. Nada a apontar.
No Bayern tens quatro jogadores que vêm da formação, o Stanisic, o Pavlovic e o Karl, o Pavlovic e o Stanisic são de Munique, o Karl é da região de Frankfurt e também já jogou pela Eintracht na juventude. O quarto, o Musiala, nasceu em Estugarda e mudou-se cedo para a Inglaterra. Localismo? Naaaaa
Neville Longbottom
Não sei se a Bundesliga tem essa regra ou não. Mas o plantel no TM é uma coisa, o que está inscrito é outra. Podem perfeitamente ter inscrito juniores ou juvenis para cumprir com a quota (a existir).
Antonio Clismo II
Os que têm regras mais apertadas com extra comunitários é a série A e a La Liga
filipe19
Não quero parecer um espertalhão, mas essas afirmações não me deixam em paz e, por isso, pesquisei um pouco mais, só para ter as coisas correctas, porque hoje em dia lê-se muita coisa e no fim nem tudo é assim como parece. Então, aqui está a regra:
Os clubes da Bundesliga devem ter pelo menos 8 jogadores formados localmente sob contrato, sendo mínimo 4 formados no próprio clube (os outros podem ser formados pela federação). Esses jogadores precisam ter jogado 3 temporadas ou 36 meses entre 15 e 21 anos no clube ou em clubes do DFB. Eles devem estar registrados para cada jogo oficial.
É a clausula 5b https://media.dfl.de/sites/2/2025/07/Lizenzordnung-Spieler-LOS-2025-07-01-Stand.pdf
MAS como se pode integrar também os jogadores emprestados, como neste caso do Leverkusen o Onyeka que joga no Bochum da segunda divisão, ou jogadores como o Culbreath, Mensah e Izekor, que fazem parte da seleção junior, e provavelmente também têm um contrato de jogador profissional, assim, é relativamente fácil completar a lista. A regra não passa de uma fachada.
Antonio Clismo II
Sou contra cotas e limitaçoes de estrangeiros, mas sou a favor de número mínimo de 12 jogadores portugueses por plantel (dos atuais 8, que já vários clubes da Liga Portuguesa nem sequer cumprem).
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Olhem o que fazem as ligas que mais estão a crescer n Europa? Dinamarca, Suécia, Polónia, Noruega, gestão muito bem feita, fazendo muito com pouco e estruturando as equipas séniores em modelos sustentados na formação e desenvolvimento de jogadores.
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Já nem falo na Holanda que já nos passou e nunca mais os iremos apanhar.
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Portugal, infelizmente é uma Liga sem regras, sem lei, onde todos os grupos criminosos do Mundo já se aperceberam que não existe escrutínio nenhum e todos querem um pedaço de um clube aqui para conseguirem usar como 5àSec nas suas operações ilegítimas. Até o PCC já entrou no capital de clubes portugueses, pelo amor da Santa!!!
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Temos uma Liga lavandaria, tráfico de humanos, match fixing, dopping e onde os órgãos diretivos e regulamentares são facilmente corrompíveis. A Lei em Portugal anda à velocidade do envelope…
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Já ando a dizer isto aqui neste blog há mais de 15 anos e as coisas pioram de ano para ano, e o nível de jogo fica constantemente mais fraco de ano para ano…
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Só a título de curiosidade, na época 16/17 (ou seja há menos de 10 anos e quando tudo começou a descambar a todos os níveis, financeiramente, criminalmente, desportivamente, eticamente, etc) Portugal tinha 4 equipas na fase de grupos da Champions!!! e a Liga tinha 56% de estrangeiros (acho um valor sustentável).
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Hoje temos equipas mais aburguesadas, muito mais caras, com muito menos rendimento, na Europa nem cheiram e com uma percentagem de estrangeiros de 68%…
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Uma vergonha
dependente
Portugal, nunca teve 4 equipas na fase de grupos da Champions.
Antonio Clismo II
Check again
filipe19
Portugal nunca teve quatro equipas na Champions. Foram três nesse ano e não acredito que os três tivessem mais ou menos estrangeiros naquela altura. Podia ver, mas não quero fazer-me ao trabalho
manel-ferreira
Portugal nunca teve 4 clubes na fase de grupos da Champions. Eu já nem sei se fazes estas coisas por ignorância ou desonestidade.
Em relação a Portugal “nunca mais ultrapassar a Holanda”, ficas já a saber que, no ranking do início de 26-27, Portugal já está 3 pontos à frente da Holanda. E, sim, ambos atrás da Bélgica mas com os belgas a terem apenas 3 clubes este ano a dividir por 5 (e nenhum na Conference), o mais provável será pontuarem menos que PT e NL e os três países começarem a próxima época bem juntinhos.
Neville Longbottom
Falas em crimes, match fixing e 5àsec. Gostava era de ver as provas disso.
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4 equipas na Champions? Nunca houve.
Antonio Clismo II
https://www.publico.pt/2024/11/17/desporto/noticia/fpf-vai-investigar-suspeita-lavagem-dinheiro-pcc-portugal-2112243
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https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2024/11/19/pcc-tentou-adquirir-safs-portuguesas-e-estaria-gerindo-clube-da-3a-divisao-do-pais-federacao-de-futebol-apura-o-caso.ghtml
JJayy "Non Believer"
Portugal é um país da cauda da Europa.
Gostaria que muitos clubes seguissem mais a ideologia do Athletic Bilbau que nunca é mencionado.
Em relação a liga inglesa, infelizmente também está a seguir o mesmo caminho
Antonio Clismo II
E isto quando as gerações 2007 foi vice-campeã da Europa e a geração de 2008 foi campeã da Europa sub17… Agora imaginem se não fossem!!
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Olhamos para a Liga Revelação e até lá os clubes aproveitam para meterem dezenas de estrangeiros à experiência sem qualquer tipo de racionalidade… Quase todas as equipas da Liga Revelação usam GR estrangeiros, por exemplo… Funciona como bottleneck para o desenvolvimento de base
Veridis Quo
Oblak, Maxi, Luisão, Garay, Siqueira, Matic, Enzo, Gaitan, Salvio, Lima, Rodrigo.
Helton, Sapunaru, Otamendi, Maicon, Alvaro, Fernando, Guarin, Moutinho, Hulk, James, Falcao.
Não é propriamente uma coisa nova.
E diga-se que, pelo menos nos casos dos grandes, também se deve ao facto do jogador português ter subido de qualidade nos últimos anos, quando comparado àquelas gerações que acompanharam o auge do Ronaldo. Não há assim tantos portugueses naquele limbo entre ter qualidade para um grande e estarem abaixo de quem tem dinheiro para os vir buscar para o topo.
O Sporting tem tido “sorte” com os jogadores desse patamar com o Nuno Santos, Inácio, Trincão, Bragança, ou Pote que permitiram ir criando uma base identitária e com relação ao clube. A seleção podia ser composta em termos de 11 por jogadores do campeonato nacional como Petit, Costinha, Maniche, Rolando, Bruno Alves, Meireles, Moutinho, Veloso, Varela, Patrício, William, Adrien, Cédric, João Pereira, Nuno Gomes, etc.
Dos convocados para o último euro só o Inácio, Diogo Costa e o António Silva ainda jogam em Portugal hoje, por exemplo. É mais difícil para o jogador português (que tenha qualidade para os grandes) ficar por cá, quando comparado com anos anteriores dada a valorização que houve. Ou vende-se mais rápido para tubarões ou há uma Arábia a chamar.
Knox_oTal
Só um reparo quanto às equipas que deste como exemplo, esse FCP tinha o Rolando como indiscutível, mais o referido Moutinho, mas também jogadores importantes no plantel e/ou balneário como Beto, Varela e Micael. Havendo igualmente estrangeiros com muitos anos de liga portuguesa como Helton ou Fernando. Ou seja, tinhas um núcleo duro que assegurava a tal identidade, mesmo num plantel com maioria de jogadores de outras nacionalidades (apesar de ainda assim esse FCP ter entre 35% a 40% de jogadores nacionais).
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Esse Benfica de Jesus não tinha portugueses no onze titular ou nos mais utilizados, mas ainda assim tinhas segundas linha importantes como Amorim, André Almeida, Sílvio ou André Gomes, mais um capitão que embora brasileiro tinha uma década de Benfica e liga portuguesa.
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Com isto quero dizer, que num debate sensato ninguém vai exigir um onze de portugueses, e ainda menos da formação, mas pede-se que haja o tal núcleo duro de jogadores portugueses e de jogadores estrangeiros que saiba o que é a liga portuguesa. Pede-se que se respeite a tal identidade, e simultaneamente que haja um acompanhamento dos tempos (concordo que seja mais difícil segurar os jogadores cá), tentando encontrar a receitar certa no misto entre jovens de qualidade da formação (dando de barato que dependerá das fornadas), jogadores locais e jogadores estrangeiros que sejam uma mais-valia (o scouting aqui é primordial).
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O problema é que, muitas vezes e em muitos clubes portugueses, grandes incluídos, esse complemento nem sequer é tentado, pois não há projecto desportivo e muito menos critério. No entanto, o tal núcleo identitário com jogadores portugueses (nem que sejam 4 ou 5, no mínimo dos mínimos) nas equipas fazem muitas das vezes a diferença na obtenção do sucesso desportivo e objectivos.
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E esta perspectiva, quanto a mim, pode-se aplicar no geral no futebol europeu, em clubes e selecções. Quando se faz um exercício para enumerar as melhores equipas do sec. XXI, por norma têm todas o tal núcleo nacional bem presente e identificado (Chelsea de Mourinho, AC Milan de Ancelotti, Red Devils do Ferguson, Barça do Guardiola, e até mesmo a melhor versão do City do Pep e do Liverpool do Klopp tinha um núcleo significativo e fundamental de jogadores nacionais). Por outro lado, ao nível das selecções, tens uma Espanha aparentemente melhor e mais dominante que todas as outras… será que o facto da base dessa selecção assentar muito naquilo que é a aposta dos jogadores da La Masia do Barça não pelo menos uma das razões?!? E no inverso, será que a diminuição drástica da qualidade da Squadra Azurra não teve haver com a menor aposta em jogadores nacionais dos melhores clubes na última década e meia?!?
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Ainda se podia ligar a questão da sustentabilidade a médio/longo prazo, mas a resposta já vai longa (peço desculpa por isso, acho o tema interessante).
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Saudações desportivas
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Neville Longbottom
Não só o Rolando mas também o Varela (pela inclusão do Falcão presumo que seja a época 2010/2011).
Neville Longbottom
Há projetos com bastante sucesso na liga portuguesa que não envolvem a formação mas sim a compra (e revenda) de estrangeiros. O Porto da segunda metade da década de 2000 e inicios de 2010 teve um enorme sucesso desportivo e financeiro, assente na compra de jogadores como Guarin, Lucho, Lisandro, Anderson, Alvaro Pereira, Falcao, James, etc. O Porto comprava caro (à época), mas conseguia mais-valias de 500% ou 600% com estes atletas o que, a juntar à constante presença na UCL, sustentavam o clube financeiramente.
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Depois, há N exemplos de clubes menores e mais recentes, mas eu destaco 2:
1. O Famalicão, que é um clube rico para a realidade portuguesa e que alavancou a sua atividade na compra de ativos como Ugarte, Luiz Junior, Ivan Jaime, Pote ou Toni Martinez;
2. O Arouca que ao longo de anos potenciou vários jogadores, sendo as recentes vendas milionárias do Mujica ou do Cristo.
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Acrescentar que o Sporting entrou na última jornada com 6 portugueses no 11 titular (João Virgínia, Inácio, Mandas, Quenda, Pote e Trincão) e o Moreirense entrou com 5 (André Ferreira, Dinis Pinto, Francisco Domigues, Vasco Sousa e Kiko Bondoso).
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Concluo dizendo que a aposta no jogadoir português e/ou na formação não é (e sublinho o “não” aqui) a única maneira de atingir o sucesso num clube de futebol em Portugal. É apenas uma das maneiras, mas há vários casos de sucesso comprovado de outras maneiras. Por outro lado, como mostrei no parágrafo anterior, há equipas com vários portugueses a atuar.
manel-ferreira
Mas não leste ali abaixo que o Arouca era só “empresários e negociatas” e Bla Bla Bla?
É o que eles dizem quando não conseguem aceitar que os clubes façam cada vez melhores vendas com jogadores estrangeiros (só no Cristo e Mujica limparam 16 milhões com dois jogadores contratados a custo zero!). Mas quando vendem um jogador português (e também tem havido boas vendas desses), aí já não há negociatas nenhumas, nem ninguém enche os bolsos, e é só pureza, unicórnios e por aí fora.
Resta saber como é que a London School of Economics ainda não estudou este fenómeno.
Antonio Clismo II
Se têm assim tanto sucesso porque continuam a jogar num estadio pago e mantido pela câmara municipal. Quantos desses milhões foram reinvestidos na comunidade? Será que esses milhões entraram mesmo nos cofres do Arouca?
Antonio Clismo II
A sério que chegamos ao ponto em que temos que festejar quando um clube entra em campo com 5 portugueses?
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Batemos no fundo, sem dúvida
Um Jasomp
Enorme sucesso financeiro não diria porque nessa época (segunda metade dos anos 2000), o passivo do Porto galopou e degradou-se até chegar onde chegámos.
Neville Longbottom
O facto de falarmos do passivo de forma isolada não demonstra grande conhecimento de causa devo dizer. Foi a época dourada do Porto e os números são públicos. O passivo diminuiu utilizado como denominador a capitalização bolsista (que é o que interessa) da SAD. Se o Porto vendia caro e ainda por cima estava na Champions todos os anos, só se fossem anjinhos é que não alavancavam a atividade, aumentando o passivo. O que se passou depois não tem a ver com o que eu falei (a partir de 2013 sensivelmente).
Knox_oTal
A questão é que não era um modelo sustentável a longo prazo, tanto que acabaram intervencionados pela UEFA. Com um desinvestimento na formação à mistura e vícios típicos do dirigismo desportivo em Portugal, acabou como se sabe…
Neville Longbottom
Oh amigo, isso dava um livro.
O Porto não acaba intervencionado pela UEFA por causa do modelo que falei. Acaba por favores exógenos (opt: os clubes grandes desviarem os craques sul americanos de forma direta sem usarem os clubes portugueses com traders). Os maus investimentos com Lopetegui, as menos valias geradas por jogadores que saem em final de contrato e o clube ter ficado a saque de um conjunto de indivíduos fez o resto.
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O modelo que o Porto adotou no período que referi é o modelo que eu quero ver implementado no meu clube. Só que o Guarin, que custava 6 milhões em 2007, hoje custa 15 ou 20. Mas é esse o modelo. A formação serve desde que a triagem entre o Miguel Veloso e o Diogo Amado seja feita de forma eficaz.
Knox_oTal
A minha questão é que isso são raízes que advêm do mesmo problema… falta de projecto desportivo, critério, valores e identidade!
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E acho o scouting noutros mercados importante e não impeditivo de uma aposta na formação, aliás são complementares! Não percebo é a dificuldade de algumas pessoas em perceber isso, e perceber os benefícios que podem resultar de ter jogadores da casa no plantel (com qualidade óbvio como critério).
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E mais do que ser da formação, para o mais importante é ter jogadores nacionais, nem precisam de ser muitos muito menos a maioria. Porém, no que podem dar em termos de conhecer a liga, o que é o clube, o contexto competitivo e cultural pode fazer a diferença… E o Sporting bicampeão é exemplo disso, face a adversários com pujança financeira superior (supostamente).
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Saudações desportivas
Neville Longbottom
Mas isso é a tua forma de ver. Agora os outros clubes podem ter a filosofia deles ou não? Se houver clubes que não querem saber da formação e de jogadores nacionais, ótimo na mesma.
Knox_oTal
Obviamente, e o que eu acho vale pouco, muito pouco mesmo! Simplesmente também acho que as evidências e a lógica dão força ao tal modelo complementar e mais sustentável! Pelo menos no plano desportivo, mas claro que hoje em dia muitos dirigentes desportivos não tomam decisões tendo como prioridade o aspecto desportivo!
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Mas claro concordo com a mensagem de fundo, há várias “receitas” para ser ter sucesso e alcançar os seus objectivos… e ainda que assim é e isso também contribui para a identidade dos clubes.
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Mas sinceramente não vejo é essa diferença toda na liga, e como no numa “terra de cegos, que tem um olho é rei”, por isso muitas basta um clube ter alguma estabilidade nos plantéis e ser mais assertivo na forma como investem no clube/plantel e têm logo uma vantagem clara sobre os outros que se confundem entre si, com os mesmos vícios e tendências.
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Saudações desportivas
DNowitzki
Euzinho estou muito preocupado com essa questão. Nem vou dormir por causa desse problema.
No caso do Benfica, ia buscar os sub-23 todos e para suplentes entrava com a B.
Quem tem talento singra sempre. Quem não tem…
Antonio Clismo II
Quem dera ao real Madrid OU Manchester City terem a cantera do Benfica…
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Mas os clubes portugueses gostam de fazer uma gestão à novo rico e o dinheiro é para gastar até ao último cêntimo. Em quê? Jogadores medianos…
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Alguém tem dúvidas que o Benfica vai tornar a fazer um mega investimento em Janeiro para compor o plantel?? Uma vergonha aquilo que já gastaram e o rendimento.
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Quantos milhões gastaram por ponto ganho?
Petrol
A cantera do City lançou nos últimos anos jogadores com Phil Foden, Óscar Bob, Cole Palmer, Sancho, Rico Lewis ou Liam Delap. Ter capacidade de formar jogadores e apostar neles são coisas diferentes.
BP
Oh pá, deixem-se de anacronismos ridículos…quantas décadas de globalização e internacionalismo são necessárias para os nacionalistas abrirem os olhos e olharem à sua volta???
Eu quero lá saber qual é a nacionalidade do jogador, quero é que seja craque regardless.
Olho exclusivamente para as qualidades com e sem bola, que é isso que verdadeiramente conta. A nacionalidade, a cor da pele e a raça, o género, a orientação sexual e a identidade de género, a religião ou falta dela – tudo isso é completamente independente da maior ou menor qualidade futebolística de qualquer jogador. Nenhum jogador é melhor ou pior por ser nacional ou estrangeiro, branco ou negro, gostar de ananás na pizza ou não…
É válido para os jogadores de futebol e também para as pessoas em geral: devem ser avaliadas em função das qualidades e defeitos que têm, não em função da conta bancária, cor da pele ou país de origem.
Os nacionalismos nunca trouxeram nada de bom à Humanidade, muito pelo contrário: só trouxeram fanatismo, guerras, impérios, extremismo ideológico e violência política, e por aí fora…e embora a Humanidade já tenha ultrapassado isso dos nacionalismos há várias décadas, com o advento da globalização, do multiculturalismo, do multilateralsimo, do direito internacional, entre outras coisas, há muitos humanos que ainda estão agarrados aos seus atavismos nacionalistas…
Enfim, take home message: nacionalismo é anacronismo e negação do mundo actual.
Antonio Clismo II
Concordo que a qualidade deve ser sempre o critério central, mas é essencial perceber que qualidade não é inata, constrói-se. Se dermos oportunidades reais aos jovens da formação, eles podem atingir níveis até superiores aos jogadores contratados por milhões no estrangeiro. Apostar no jogador nacional não é nacionalismo, é uma questão de sustentabilidade e também de soberania: tal como as nossas universidades têm de formar os médicos, engenheiros ou advogados que servirão o país nas próximas décadas, também o futebol precisa de investir na sua base para garantir futuro e independência.
Foi isso que ligas como a espanhola ou a italiana perceberam: a La Liga limita o número de estrangeiros extra-comunitários e a Serie A tem regras semelhantes, porque sem proteger e valorizar a formação o modelo teria colapsado. O caminho não é fechar-se ao exterior, mas equilibrar — integrar talento estrangeiro de qualidade, ao mesmo tempo que se dá prioridade ao desenvolvimento interno
BP
Não, não concorda: para si, a nacionalidade é o primeiro, o segundo, o terceiro e o décimo critério…
Antonio Clismo II
Acredita que não, mas o tudo o que é demais é demais
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Esta aposta desenfreada em jogadores estrangeiros quando existe melhor em casa é só ridículo e para sacar comissões porque um dirigente ganha muito mais se houverem 30 novas contratações por ano…
Francisco Ramos
O Marquês encheu-se nas últimas 3 épocas para festejos dos clubes de Lisboa (Benfica e Sporting). No onze mais utilizado por estes clubes:
– 24/25 – 3 portugueses no Sporting.
– 23/24 – 4 portugueses no Sporting.
– 22/23 – 5 portugueses no Benfica.
O paradigma é que os clubes querem vencer, os adeptos querem vencer e quando não vencem assobiam. Espera, o Lage apostou no João Rego então não há problema!
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Antes disso, quando o Porto foi campeão, tinha 3 portugueses. Vive 3 épocas cheio de portugueses de qualidade duvidosa e agora que estamos a jogar como há muito não se via, temos Diogo Costa e Alberto Costa nos 11 mais utilizados. Calma Farioli, importante é meteres o Brás e o Tiago Andrade, nem que fiques em 4º!
O Benfica ganhou a Supertaça com 1 português no onze e os adeptos não festejaram porque não se apostou na formação. Já o Sporting como tinha 4 portugueses no onze nem se importou de perder (nem ficaram aziados) porque o importante é apostar na formação (ao menos entrou o Esgaio!).
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Queremos é melhorar a competição interna para fazermos boas figuras na Europa. O Santa Clara comprometeu o apuramento para a Liga Conferência perdendo em casa (epá, bolas!) mas como usou 5 portugueses (3 no onze e 2 no banco), não há problema! Importa é apostar no nacional (como as massas!)!
No final do dia queremos é que o António acenda a LUZ mas depois todos criticam quando o rapaz tem erros que comprometem os resultados do Benfica (como ainda agora com o Qarabag) e enchem as redes sociais a pedir a sua não titularidade! E que vai ser mais um Ferro (outra boa aposta nacional!) e que devia era estar na bancada!
Knox_oTal
Quanto à parte dos “assobios” concordo e faz parte da mentalidade e do problema.
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De resto comentário muito falacioso, por exemplo dizer que o Sporting bicampeão só tinha 3 portugueses é um exercício de narrativa selectiva, tinhas o Rui Silva, Inácio e Trincão como indiscutíveis, mas também tinhas um Pote lesionado, um Quenda com vários minutos num papel de 12° jogador, um Nuno Santos que é um jogador importante no plantel mas está lesionado, idem para o Bragança, um Quaresma importante na rotação e a cumprir quando chamado (até tem um golo decisivo no último campeonato), um Simões que estava a entrar na equipa mas também se lesionou, entre outros com uma utilização mas residual.
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Ou seja, nos tempos que correm e num debate sensato sobre o tema, ninguém vai exigir 11 jogadores portugueses na equipa tipo, muito menos da formação, o que se pede é maior promoção do jogador português, até porque a nível da identidade das equipas e da sua sustentabilidade é só lógico haver essa aposta e essa espaço/abertura nos plantéis… mas para isso é preciso critério, visão e um projecto desportivo. E o grande problema está aí, há pouco!!! E por cada projecto que se diga que com a aposta exclusiva em estrangeiros, e com plantéis novos a cada época, funciona, há muitos mais que correram mal… mesmo muito mal.
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Obviamente, os tempos pedem outros “ingredientes” para uma “receita” de sucesso, é preciso saber complementar a formação, com jogadores portugueses de outros clubes, prospecção de jogadores estrangeiros em ligas portuguesas ou no estrangeiro, em mercados mais ou menos convencionais. Mas há clubes que nem isto tentam, e em termos de sustentabilidade não é uma questão se funciona, é uma questão de tempo até implodir. E ter um núcleo de jogadores portugueses e conheçam a liga portuguesa, com compromisso e que garantam o chamado “suplemento de alma”, é importante, faz muitas vezes a diferença e não deve ser menosprezado como muitas vezes vemos por aqui.
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Nada tem a haver com patriotismo bacocos ou preconceito para com os estrangeiros, lá está num debate sério e sensato pelo menos, é uma questão de lógica numa liga exportadora, de sustentabilidade, de identidade e de ter melhores projectos desportivos, o que pode ajudar a médio/longo prazo ao aumento da competitividade e qualidade da I Liga portuguesa.
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Saudações desportivas
Francisco Ramos
Podes argumentar que não concordas mas não podes dizer que é falacioso porque eu usei dados concretos e estatísticas reais. Nos onze jogadores mais utilizados, aquele era o número de Portugueses. Sobre importância de balneário de Nuno Santos, também o Coates teve num passado não muito distante. Quaresma foi membro da rotação, como foi Matheus Reis. Agora importante é colocar mais portugueses e depois perderem a Supertaça. Ahh… Quenda está nos 11 mais utlizados!
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Sobre o projecto para ser sustentável, tu não queres nacionalidades. Tu queres qualidade porque esses é que vão vender! Qual foi a rentabilidade do Esgaio? Do Diogo Pinto? Do Vinagre? Do Rafael Camacho? Por cada Nuno Mendes que aparece tens também uma série deles que não dão em nada. Para um projecto sustentável tens que ter uma base de recrutamento! Somos dos países mais pequenos a querer competir contra os tubarões, como sugeres fazer? É que se for para sermos como referes, iremos acabar como a Roménia, Letónia ou outro país qualquer sem nenhum resultado de relevo a nível europeu ou de seleções.
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Sobre o aumento de competitividade, sabes qual é o campeonato mais competitivo? Diríamos que será a Liga Inglesa, correcto? E o que é que a nacionalidade tem a ver com isto? O Liverpool começou a 1ª jornada da Liga dos Campeões com 0 ingleses. O City-Arsenal, um dos jogos mais vistos da última jornada a nível global, tinha 4 ingleses de início. Mas devemos aplaudir o projecto do Ipswich, apostar nos ingleses em força e descer de divisão. Essa é que é a qualidade que nós queremos!
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Saudações desPortistas.
Knox_oTal
Só contam os onze mais utilizados? O resto do plantel não conta para o “totobola”?
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Exactamente, se temos um mercado pequeno, que dificilmente compete directamente com as grandes ligas, e sendo Portugal exportador… não é lógico e benéfico apostar em prata da casa? O que não impede de apostar igualmente no scouting noutros mercados… uma coisa não impede a outra, pelo contrário deviam se complementar! Mas a aposta no jogador nacional é importante, ou devia ser! Qual é a dúvida?!?
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A questão do Nuno Mendes e dos outros não tem ponta por onde lhe pegue… Não consegues fazer uma lista de estrangeiros que também correram mal e não tiveram retorno, o problema é que se calhar custaram mais ao clube, o risco é tendencialmente maior, mais uma vez qual é a dúvida?!? E ninguém sensato diz que em dez, têm que ser os dez apostas (diferente de ser titulares por decreto instantaneamente) no plantel… obviamente que em dez se conseguires um por época que traga mais valia à equipa é excelente, mais do que isso é genial. E como o Nuno Mendes provou, tal como outros, é que vale a pena apostar, pois cobrem os que não singraram, financiam o scouting externo e virtualmente é quase tudo lucro para o clube (ou pelo menos com margens de lucro superiores).
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A Liga Inglesa tem realmente contrariado e desvirtuado isto tudo, pelo imenso poder económico que têm os clubes! Mas as melhores equipas inglesas do século XXI são aquelas que têm um núcleo duro de 3/4 ingleses/britânicos na equipa base, é ir verificar… Quanto ao Liverpool é verdade que neste momento é uma torre de babel, vamos ver por quanto tempo vão aguentar… saindo Salah e VVD que não sendo Ingleses têm muitos anos de clube e Premier, quero ver com que referências fica aquela equipa. Esperar para ver…
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Saudações desportivas
Antonio Clismo II
A má gestão dos clubes portugueses é o espelho da forma como muitos portugueses gerem a sua própria vida financeira. Enquanto noutros países é em muitos clubes estrangeiros se pensa em estratégias de décadas, consolidando bases sólidas para crescer de forma sustentável, em Portugal reina a lógica do imediato.
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Tal como grande parte dos adeptos que organiza o orçamento apenas até à próxima noitada de sexta feira à noite, também muitos dirigentes planeiam a sobrevivência do clube jogo a jogo, época a época sem qualquer visão de futuro. O resultado acaba por ser sempre o mesmo: dependência, endividamento e ausência de rumo num ciclo que se repete sem aprendizagem.
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Nunca nos esqueçamos que o Porto foi campeão Europeu e Mundial com proscritos do Setúbal, Leiria, belensenses, Boavista, etc… Num plantel onde mais de metade dos jogadores tinham sido formados em Portugal…
filipe19
Parece que nunca houve clubes de outros países que foram à falência ou desapareceram por má gestão no fundo da tabela ou até mesmo na segunda divisão. Hei-de começar por aonde? Pelo vizinho? Então vamos lá ver
Espanha: Deportivo de Corunha = segunda divisão/ Valencia = aos anos a jogar contra a descida/ Sevilla = mesmo caminho como o Valência. Todos estes clubes com um histórico importante nas competições europeias. E nem falo do Barcelona que muito provavelmente nem devia poder competir. Mas como a Espanha tá culturalmente muito perto de nós vou seguindo pela França: Bordéus = desapareceu, Ajaccio = falência, Lyon = escapou por um triz, no mínimo oito clubes estão com a água pelo pescoço, são eles o Auxerre, Lens, Nantes, Reims, Montpellier, Brest, Le Havre e Angers.
Alemanha: Schalke = segunda divisão, Hertha de Berlim (após uma injeção de 300 milhões) = segunda divisão, o Kaiserslautern (campeão em 98) = segunda divisão, o Hamburgo teve lá durante sete anos e subiu este ano, o Estugarda também se afundou nos últimos anos por duas vezes da segunda divisão, o 1860 de Munique = terceira divisão, Eintracht Braunschweig, Uerdingen, e Arminia Bielefeld (na época passada finalista da taça da Alemanha) todos estes clubes já passaram por processos de insolvência.
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Não vou continuar mais, de certeza encontrava ainda clubes na Inglaterra, na Italia, em basicamente todos os países, mas os teus comentários são um reflexo da generalização. Tu simplesmente escreves sem pensar, em vez de refletir ao menos sobre aquilo que te escreves.
Eu não venho defender o que se passa por cá, também acho preocupante ter apenas jogador português em campo no onze inicial, sobretudo num clube que tem uma das melhores academias do mundo, mas má gestão existe por todo lado.
JJ Okocho
Ansioso pelo artigo sobre ingleses no Liverpool a turn off the light ou franceses no psg a fechê la lumiére.
Knox_oTal
Curiosamente o PSG ganha a Champions quando tem uma aposta mais forte em jogadores franceses, e muitos deles jovens. Doué, Zaire-Emery, Barcola ou Mayulu. Com Dembélé como estrela da equipa e Bola de Ouro, e ainda a presença de Lucas Hernández, que apesar de não ser um titular é dos mais experientes e terá certamente peso no balneário. Já Kimpembe não contou dentro do campo, mas também devia ser um elemento importante no balneário pelos anos de casa e experiência.
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Logo, sim, eu também estou ansioso pelo tal artigo les derniers français qu’on allumé la lumière! Obrigado pelo exemplo!!!
Antonio Clismo II
E curiosamente com 4 jogadores da formação portuguesa: O mesmo Nuno Mendes que não tinha lugar nos sub23 do Sporting porque tinham de apostar num lateral esquerdo espanhol na altura (Echedey Carpintier), o mesmo Vitinha que perdeu 2 anos de evolução porque não podia tirar o lugar ao Uribe; o João Neves que não foi aposta mais cedo porque não podiam perder dinheiro no negócio do Weigl; e o Gonçalo Ramos que mesmo sendo o melhor marcador fizeram de tudo para lhe tirar o tapete para potenciarem os negócios do Yaremchuk, Musa (até o Draxler foi colocado à frente na hierarquia a um certo ponto… só começaram a apostar mesmo no Gonçalo Ramos quando se aperceberam que realmente podia estar ali um encaixe financeiro suficiente para pagar os desvarios financeiros todos até então)…
Neville Longbottom
Não tenhas delírios. O Nuno Mendes claro que tinha lugar nos sub23 do Sporting. Tanto tinha que saltou logo para a equipa A sem sequer passar pela B.
Antonio Clismo II
Só porque o Ruben Amorim assumiu o clube e o puxou logo para a equipa principal.
Mantorras
Ou isso ou porque era/é um fenomeno.
Antonio Clismo II
Sim, mas o Leonel Pontes fez de tudo para potenciar o Echedey Carpintier relagando o Nuno Mendes para um plano secundário. Isso mostra a competência da maioria dos treinadores em Portugal. Tipos como o Rúben Amorim, com convicção e sem medo de apostar e arriscar, são muito muito poucos.
Francisco Ramos
O PSG quando ganha a Champions não teve nenhuma grande aposta em jogadores franceses.
Dembélé foi apenas o 8º mais utilizado, Barcola o 10º e Doué o 11º, significando que no onze base, havia a módica quantia de 3 franceses. A aposta em Mayulu é os 45 minutos que teve na Champions dividido por ser suplente utilizado em 4 jogos? Que grande aposta!
Acendam a luz ao Luís Enrique pelo seu trabalho maravilhoso de aposta no menino!
Knox_oTal
Mas desde quando é que apostar em jovens quer dizer torná-los titulares indiscutíveis?!? Eu disse isso?
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E é factual que com Luis Enrique tem havido mais espaço para jovens franceses… E desses que referes, 3 foram importantes, sendo que Doué e sobretudo Dembélé foram mesmo fundamentais! Qual é a dúvida mesmo?
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Saudações desportivas
Francisco Ramos
Eu não entendo o vosso argumento, juro que não.
Primeiro referes que aposta em jovens franceses, eu digo-te que o Mayulu teve 45 minutos e tu dizes que não os torna titulares indiscutíveis. Então jogar 3% dos minutos da Champions é apostar neles?
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Depois dizes que o Dembelé é fundamental, esse jovem de 27 anos que já andou pela Alemanha e Espanha até pegar de estaca no PSG. Para isso também está a apostar em jovens portugueses que no TOP6 dos mais utilizados, 3 são portugueses! E Vitinha foi também fundamental, tanto que ficou em 3º no Ballon d’Or!
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A política da altura não resultou no PSG, mas resultou no Real Madrid. Resultou no City. Resultou em muitos sítios, não serve de exemplo, nem quando resulta nem quando não porque depende de muitos factores.
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Sobre marcar um golito na final, o Kelvin tem uma estátua no Museu do Porto. o que volta a não mostrar grande coisa. Ele não foi aposta nos oitavos de final, não foi aposta nos quartos de final, não foi aposta na meia final e entra na final quando o jogo já está 4-0. Factualmente é isto, o resto são fait divers!
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Saudações desPortistas.
Knox_oTal
Disse-te mais abaixo que o Mayulu participou em 34 jogos a época passada… Mas estamos a perder com um detalhe.
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Onde disse que o Dembélé era um jovem, estava a referir-me aos “módicos 3 franceses” que tu referiste.
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E quando é que disse que só se ganhava de uma determinada maneira?!?
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Estás a insistir com as narrativas selectivas, estou a ver que a especialidade e “pick and chose” , deturpar o que disse e usar as estatísticas que te interessam.
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Por isso companheiro, concordamos em discordar!
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Muita força nessa luta!
Knox_oTal
Até porque nos tempos do Neymar e do Messi na capital francesa, o panorama não era o mesmo e factualmente não ganharam a Champions com a política da altura… ganharam agora, com o tal menino das luzes a ter minutos!
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E o tal menino participou em 34 jogos, participou na final da Champions e até marcou um golinho!
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Saudações desportivas
Mantorras
Eu nao quero saber da nacionalidade, mas é quase escandaloso que se tenha no plantel (quanto mais muitos que jogam ou vao ao banco), jogadores caros, com altos salarios, que sao inferiores a alguns miudos. Pior que isso, é ter uma equipa que nao teve ferias, que fez pre eliminatorias da champions, que tem uma sequencia de jogos com pouco tempo para recuperar (incluindo os jogos das seleccoes, onde a maioria, que nao os miudos, participou), e que depois de passar a fase mais atribulada, vencendo a supertaca e entrando na champions, consegue praticamente comprometer a epoca em jogos teoricamente mais faceis, onde a equipa estava de rastos, onde se pedia que rodassem a equipa, e digo eu, provavelmente teriam tido melhores resultados (ate porque era dificil fazer pior). É tudo muito dificil de explicar, sinceramente.