Insólito, mas parecia claro que vinha apenas fazer número perante as presenças de Kepa e Caballero no plantel. Quanto à sua carreira, acabou por ter algumas internacionalizações e por estar presente em duas grandes competições, mas nunca foi um nome consensual no futebol inglês.
O guarda-redes Robert Green confirmou o fim de carreira como futebolista esta sexta-feira. O internacional inglês de 39 anos despede-se ao serviço do Chelsea, clube que, no entanto, não representou nem um minuto de forma oficial. Green festejou com os companheiros a conquista da Liga Europa, afirmando nas redes sociais que foi «a maneira adequada de acabar o que foi uma jornada incrível» como jogador. Green havia assinado no início da temporada, mas, à semelhança da experiência anterior no Huddersfield, não foi utilizado. Após 12 internacionalizações e passagens por Norwich City, onde se formou, West Ham, QPR, Leeds ou Chelsea, o guardião termina a carreira.


18 Comentários
T. Pinto13
E que celebração fez ele.
Momentos bastante bonitos.
Joga_Bonito
Insólito de facto, mas nem sempre jogar minutos conta para o título. Se foi um bom elemento no balneário pode bem ter ajudado o clube. Sei que para a FIFA este critério não conta, mas nunca percebi sinceramente a ideia de que quem não se estreou não é campeão. Então o balneário não é um grupo onde todos contam?
PedroAlmeidaSLB
Acaba por ser tão ridículo como os jogadores que entram de propósito para serem campeões. Ainda bem que o Bruno Lage é contra esse disparate. Sou totalmente a favor de existir um mínimo de minutos ou jogos para ter direito a ser campeão, como na Premier League. Aliás, pelo mesmo diapasão, é como aqueles jogadores que fizeram uma internacionalização na vida e os comentadores dizem de barato “internacional por Portugal”. Uau, 5 minutos contra as Seychelles e és internacional…
Kacal
Se jogou é internacional por Portugal, nem que seja 1 minuto participou num jogo, é internacional. Podiam era só contar jogos oficiais talvez para se estrear. Isso sim.
PedroAlmeidaSLB
Não deixa de ser ridículo, é como fazer photobombing numa red carpet só para aparecer.
Joga_Bonito
Nenhuma medida é inteiramente justa. Mas num grupo há mais do que o 11. Há casos de jogadores que estão no 11 e são menos 1. Nada deram à equipa. E aí? O espírito de campeão faz-se num grupo. Certo que ninguém diz que o 3 GR, bastas vezes um júnior, que jogou 10 minutos na Liga fez o mesmo que o melhor jogador. Mas num grupo há muito mais do que isso, futebol tem uma dimensão psicológica como hoje se viu na selecção.
Kacal
Por acaso discordo, se um jogador não fez nem 1 minuto numa competição é como se nunca tivesse participado na caminhada, compreendo que não seja campeão. O que não compreendo é que sejam precisos 10 jogos ou lá que é para ser campeão em Inglaterra, isso é excessivo.
PedroAlmeidaSLB
É totalmente lógico, na minha opinião. Devem existir mínimos para se acabar a palhaçada de se estrearem de propósito para serem campeões.
Kacal
Não tenho nada contra estrearem-se para serem campeões e discordo que seja ilógico, mas aceito e respeito a tua opinião, claro.
PedroAlmeidaSLB
Felizmente o Bruno Lage tem, senão o Zlobin e o Yuri eram campeões.
Kacal
E seriam bem, fizeram parte da caminhada, se tiverem minutos no campeonato, são campeões, mas isto não é unânime, nunca será.
Joga_Bonito
Eu percebo em parte a ideia, mas por exemplo, o 3º GR ou o 4º PL podem nunca jogar mas contribuem para o grupo. Para mim, o grupo campeão é todo o plantel que fez a caminhada.
Kacal
Compreendo e até concordo, mas consigo perceber os dois lados, acho válido.
Brunacci
A única coisa que faz sentido é que todos os jogadores inscritos em determinada competição sejam considerados campeões. Um jogador pode não ter entrado um minuto e ser um jogador importantissimo para o balneário, pode ser um jogador que não seja importantissimo para o balneário mas sempre treinou a 200%, obrigando o titular na respetiva posição a trabalhar ainda mais para se tornar melhor.
Existem tantas variáveis para a contribuição de um jogador para uma equipa sem ser estar em campo (que é o mais importante de qualquer das formas).
Kacal
Não digo que não Brunacci, mas também consigo perceber que alguém que não seja utilizado não seja campeão, percebo os dois lados.
offtopicguy93
Este comentário faz-me lembrar do estupendo trabalho que o Reina fez na caminhada da Espanha para ser campeã! Não jogava, nem jogou um unico minuto, contudo fazia de treinador de guarda-redes e era importantíssimo no balneário! Aliás, não sei se voces conhecem os documentários do Informe Robinson, onde há um documentário a referir isto que ditei!
Bem haja
Joga_Bonito
Por acaso não conheço o documentário mas tentarei ver.
Joga_Bonito
Isto.