Reforço importante a turma de Ivo Vieira. Marin foi dos melhores laterais em Portugal na última época, até estranhou não ter sido cogitado para nenhum dos grandes, e vai melhorar claramente a posição no conjunto de Barcelos (é bastante superior a Henrique Gomes).
Adrián Marin é reforço do Gil Vicente. O lateral esquerdo do Granada, que na época passada esteve emprestado ao Famalicão, regressa agora em definitivo a Portugal, mas para representar os gilistas. Pelos famalicenses, foi utilizado em 32 jogos e fez 4 golos e 2 assistências.


6 Comentários
coach407
O Gil Vicente vai reconstruindo e está novamente com um plantel que permite sonhar. Com um lateral direito a sério fica a questão se até não fica com uma equipa melhor do que na época passada.
Saíram Zé Carlos, Pedrinho e Lino (substituídos por Carraça/Danilo, Pedro Tiba e Kevin Villodres, na direita ainda há um problema), mas os restantes 7 titulares até sobem o nível, sejam reforços para acrescentar qualidade (Kritciuk e Adrián Marin) ou então por serem jogadores que começam esta época já adaptados ao clube/campeonato e evoluíram bastante na época passada (como Lucas Cunha, Murilo ou Fran Navarro) ou agora perfeitamente adaptados à nova posição (Vítor Carvalho ou Fujimoto). Agora ninguém se lembra, mas o Gil Vicente começou bastante mal a época passada e deveu-se bastante à adaptação deste conjunto de jogadores, algo que esta época não vai acontecer.
Para complementar, é importante falar sobre as alternativas:
– As falhas mais graves nas alternativas da época passada foram corrigidas com Tomás Araújo e Ali Alipour;
– Maior profundidade no ataque. Alipour é uma aposta bem mais séria que os suplentes do ano passado. Nas alas saíram Leautey e Samuel Lino e entraram 3 jogadores: Kevin Villodres, Mizuki Arai e Boselli. Além do Boubacar Hanne não ser o mesmo jogador, cresceu muito e não me admirava que explodisse esta época. O próprio Murilo esteve afastado grande parte da época devido a lesão e regressará em breve. No fundo, o Gil Vicente tem 5 reforços para as alas e só saíram 2. Há muito talento neste jogadores. Nenhum é Samuel Lino, mas há mais profundidade.
– Ainda nas alternativas, também é preciso verificar que Andrew, Aburjania e Matheus Bueno estão agora perfeitamente adaptados ao clube, são melhores jogadores que há 1 ano.
– Neste momento, há 3 laterais para cada ala, dando mais profundidade a esta posição também.
A única posição que realmente preocupa é o titular do lado direito. Falta um Adrián Marín destro e, aí sim, poderá dizer-se que o Gil Vicente tem um plantel superior ao da época passada.
Goncalo Silva
Coach, qual é a tua opinião sobre o Lucas Barros? Eu acho que tem potencial, mas está naquela idade de que tem de jogar e neste momento parece ser a terceira opção. Um empréstimo a outro clube da Liga ou a um candidato à subida na Segunda Liga seria o melhor para ele.
coach407
É complicado aferir se o Lucas Barros é o nº 3 da hierarquia porque tem estado sempre lesionado então é complicado perceber se realmente o Henrique Gomes está à frente do Lucas ou apenas tem sido o titular devido aos problemas físicos do brasileiro.
O lateral esquerdo suplente do Gil até tem sido o João Barros.
Diria que, neste momento, a prioridade é recuperar, não sei ao certo a dimensão da lesão, mas via-se no Covilhã que o Lucas Barros é jogador de 1ª Liga e tem perfeitamente capacidade para ultrapassar o Henrique Gomes na hierarquia pelo menos. O Adrián Marín teoricamente veio complicar mais a vida ao Lucas.
Contra o Lucas há o facto do Henrique Gomes ser de Barcelos, é um gajo muito porreiro, muito divertido, faz bom balneário, é um dos capitães, na 1ª época no Gil até teve para dar o salto, mas a lesão acabou por bloquear o negócio portanto também tem estatuto por causa disso, já foi um jogador para subir de nível…
Ainda assim, acho que o Lucas Barros está num bom sítio para recuperar da lesão e adaptar-se a um patamar superior. Ainda por cima o Gil Vicente agora tem equipa sub-23 pelo que o Lucas quando voltar, mesmo que não consiga jogar (perante o Adrian Marin), pode recuperar o ritmo competitivo nos sub-23 para ser uma alternativa melhor preparada e mostrar o seu valor.
João Ribeiro
Dá a ideia que, por vezes, crias uma narrativa algo falsa para extrapolar o feito do Gil. O Gil na temporada passada só conheceu a derrota ao 5⁰ jogo oficial, num jogo frente ao Benfica, e ao fim de 10 jogos tinha 3 derrotas (frente a Benfica, Santa Clara e FC Porto), 4 empates e 3 vitórias, sendo que se foi sempre mantendo nos 10 primeiros classificados. Isto é um bom começo para uma equipa como o Gil Vicente, que acabou a temporada com o primeiro apuramento europeu da sua história.
coach407
1) Dizes que crio uma narrativa algo falsa para extrapolar o feito do Gil… depois dizes que o que o Gil fez foi MELHOR do que eu estou a dizer! Incrível. Imagino se eu quisesse criticar os feitos do Gil Vicente… quero extrapolar, está certo.
2) Em relação ao que disse, é simplesmente factual. No dia 26 de Novembro de 2021 o Gil Vicente tinha apenas 3 vitórias ao fim de 12 jornadas sendo que 2 dessas 3 vitórias foram nas 2 primeiras jornadas portanto o Gil Vicente estava numa sequência de 10 jogos com apenas 1 vitória, já tinha sido eliminado da Taça da Liga nas eliminatória, nem chegou à fase de grupos, e também fomos eliminados da Taça de Portugal pelo Leça…
Claro que estava a ser um campeonato normal para aquilo que o Gil Vicente é normalmente. A questão é que o plantel do Gil Vicente da época passada, como se veio a comprovar, não era um plantel para ser eliminado na Taça da Liga nas eliminatórias, ser eliminado da Taça pelo Leça e ter 3 vitórias em 12 jogos, estando numa sequência de 10 jogos com apenas 1 vitória.
Se achas que isto é “um bom começo” para uma equipa cujo 11 base tinha Zé Carlos, Lucas Cunha, Vítor Carvalho, Pedrinho, Fujimoto, Samuel Lino ou Fran Navarro…
Mas vou ser mais objetivo. Da jornada 13 para a frente o Gil Vicente fez 1,68 pontos por jogo, em média, enquanto que até aí fez 1,17. Uma subida de 44%.
Para não haver discussão eu vou ser mais claro: os 2 últimos terços do campeonato do Gil Vicente foram superiores em 44% ao primeiro terço do campeonato do Gil Vicente. Isto é matemático, não é uma questão de opiniões. Eu considero que isto significa que o primeiro terço da época foi muito mais fraco que o meio e final do campeonato, mas vou deixar ao teu critério se 44% é suficiente para dizer isto.
O meu argumento prende-se com a normalidade disto porque havia várias caras novas titulares em adaptação (Ziga Frelih, Zé Carlos, Lucas Cunha, Murilo ou Fran Navarro), havia jogadores em novas posições (Vítor Carvalho e Fujimoto) e havia um novo titular também a apalpar o posto (Samuel Lino que ganhou o lugar face à saída do Lourency). No fundo só Rúben Fernandes, Talocha e Pedrinho tinham alguma continuidade. Esta é a minha justificação para o início 44% mais fraco face ao resto do campeonato (ignorando já as eliminações nas outras competições).
O meu ponto é: agora em vez de 3 jogadores de continuidade tens Kritciuk/Andrew, Lucas Cunha, Rúben Fernandes, Vítor Carvalho, Fujimoto, Murilo e Fran Navarro. São 7 jogadores dos 11 titulares. Claramente uma base que pode permitir uma época mais regular em vez de ser tão em crescendo como na época anterior em que era uma equipa toda nova.
coach407
E atenção que são 7 jogadores do 11, mas nos outros 4 tens Carraça, Adrian Márin e Pedro Tiba que são jogadores claramente adaptados e com muita utilização no nosso campeonato. Quando falo em jogadores em adaptação na época passada falo em Ziga Frelih, Zé Carlos, Lucas Cunha, Murilo ou Fran Navarro que tinham tipo 0 jogos a titulares no nosso campeonato ou nunca sequer tinham lá jogado. MUITOOO diferente destes jogadores em adaptação como Carraça, Adrian Márin e Pedro Tiba que na realidade precisam “apenas” de ganhar ritmo fisicamente e adaptar às ideias mais específicas do treinador.
Portanto, no limite, este ano até podemos dizer que só 1 jogador do 11 está mesmo numa nova realidade neste início de época que é o Kevin Villodres. Tudo o resto estará a jogar numa posição totalmente natural para eles e num campeonato totalmente natural para eles.
Se isto é uma vantagem? Teoricamente sim, na prática não sabemos porque o rendimento tem muitas variáveis.