
Já se esperavam muitas mudanças, mas é sempre uma incógnita perceber o que uma equipa com tantas caras novas (já são 20 reforços confirmados) será capaz de fazer.
O Gil Vicente anunciou a contratação de Zakaria Naidji, ponta de lança de 24 anos que chega proveniente do Paradou AC, da Argélia, por empréstimo. O avançado, 1 vez internacional pelo país do Magrebe, na derradeira temporada apontou 21 golos, tornando-se na 20ª aquisição dos gilistas para 2019/20.


6 Comentários
Di Sanctis
Bom movimento do Gil. Indiquei este jogador (a um scout de um clube) em Janeiro. Jogador com qualidade nos apoios frontais, com mobilidade (bons movimentos exteriores) e capacidade de finalização acima da média. Acredito que será o goleador do Gil, e chegará a um clube de maior nomeada na próxima temporada!
Joga_Bonito
A seguir ao Japão, penso que o Magrebe é a zona com mais potencial por explorar.
Os seus jogadores estão crescentemente dotados de magia e ainda têm futebol de rua. Alie-se isto ao preço muito convidativo e à população emergente. Será um mini-Brasil.
O que os clubes lusos têm de fazer é antecipar-se aos franceses e belgas, que não raro pescam os talentos daí ainda adolescentes ou crianças e depois tornam-se inacessíveis.
Temos de melhorar aí o scouting.
Manel Ferreira
A questão é que nos países do Magrebe fala-se francês, além de terem uma história comum com a França e diáspora lá. No Brasil, fala-se português, além da enorme diáspora brasileira que há cá.
Percebe-se logo porque é que uns países estão associados a outros, mesmo em questões futebolísticas.
Não discordando que os clubes portugueses devem estar atentos a outros mercados, continuo a achar que se desvaloriza muito aqui a questão da adaptação, presente em factores como língua, clima, etc. Ou seja, não é só por preguiça que os clubes tugas vão pescar ao Brasil. É também porque há mais probabilidades de um brasileiro ter sucesso aqui do que um jogador de outra nacionalidade estrangeira.
Joga_Bonito
Sim, isso também conta, mas acho que com boa estrutura um jovem pode adaptar-se. Pode aprender o básico da língua em alguns meses e explodir.
Apenas temos de criar essas questões de adaptação, porque apenas apostar no mercado brasileiro porque é mais fácil a adaptação, é perigoso. O Brasileirão está super inflacionado e os craques que surgem é 7 cães a um osso.
Antonio Clismo
Antes de ir à procura no mercado, acho que se deveria começar a formar bem cá dentro e só depois procurar lá fora.
As políticas de desporto escolar são uma lástima, os miúdos com 12 anos têm graves problemas de locomoção porque passam a vida sentados a jogar jogos.
A nível desportivo é gravíssimo. Depois 70% das escolas de formação formam mal os jovens, formatam muito a sua forma de jogar e preferem dar oportunidade ao próximo Mourinho resultadista do que apostar em alguém que saiba o que está a fazer e que consiga evoluir os miúdos para patamares superiores.
Há imensos jogadores a chegarem ao escalão de sub19 já com 6 ou 7 anos de futebol de formação nas pernas sem capacidade para fazerem 90 minutos e mais grave do que isso sem o mínimo de competências tácticas para ser uma mais valia para a sua equipa.
Ora isto só significa que a formação foi pobre. E a FPF deveria fazer mais para aumentar o nível de formação não só dos maiores clubes mas como dos clubes de base, mais pequenos que são 90% dos clubes nacionais e é aí que deveriam agir primeiro.
Joga_Bonito
Concordo.
É preciso perceber o que está a afastar os jovens do futebol e actuar.
Defendo que se torne mais acessível o futebol nas cidades populosos, com a FPF a criar e a custear campos pelados e irregulares para os miúdos brincarem e assim não se perder o futebol de rua.
além disto é preciso actuar naquele fenómeno dos pais que levem os filhos para as academias caras, que só formatam e castram os jogadores, além do que esses pais só incutem mentalidade de chulo nos miúdos. E pressionam desalmadamente os treinadores para os filhos terem resultados a todos o custo pensando que as vitórias são o meio para grande carreira. 1que de facto não são.