Franclim Carvalho é o sucessor de Carlos Vicens no comando técnico do SC Braga. O treinador, que foi recentemente despedido pelo Botafogo, regressa assim a um clube onde já esteve como adjunto de Artur Jorge. Comunicado: “O SC Braga informa que Franclim Carvalho assume, com efeitos imediatos, o comando técnico da equipa principal, contando com uma equipa técnica composta por Luís Filipe, Mauro Moderno, Ricardo Matos e Tiago Pires. Eduardo Carvalho e Orlando Silva mantêm-se em funções, transitando da anterior estrutura técnica. Franclim Carvalho assina contrato até final da corrente temporada, com mais uma época de opção”.

3 Comentários
Nando V
Esperar que o novo técnico seja um “Artur Jorge 2.0” de um dia para o outro é uma falácia desportiva perigosa. O Braga de Artur Jorge vivia da “vertigem”, de meter a bola na frente rapidamente, potenciar o jogo exterior e alimentar dois avançados agressivos na área. Os jogadores atuais passaram os últimos 15 meses a ser treinados para pausar o jogo, segurar as posições, atrair o adversário com passes curtos e valorizar a posse. Mudar o “chip” tático e mental para um futebol direto e vertical, com um jogo importante já nesta quinta-feira é complicado. O pior é que a equipa já apresenta índices de pouca frescura física e lesões musculares frequentes. Se Franclim tentar impor imediatamente um futebol de ritmos altos, pressões sufocantes e transições rápidas de parada e resposta, o plantel corre o sério risco de colapsar fisicamente logo na segunda parte contra o Gent, ou nos jogos seguintes. Se o trio defensivo já tremia com o modelo de posse de Vicens, imagine-se agora numa equipa que se vai “partir” voluntariamente para atacar rápido. Espero que corra tudo bem ao novo treinador, mas temo que a equipa fique num limbo tático ainda mais confuso e perigoso do que o anterior. Além disso, Franclim Carvalho assumiu quando estava no Botafogo ser “muito teimoso” na gestão das suas ideias, o que pode chocar com um balneário já psicologicamente fragilizado.
Enfim, estou curioso para ver, mas a gestão da situação por parte de Salvador está longe de ser coerente. Ficou claro que não há e nunca houve “projeto” no clube, para além do betão.
Flavio Trindade
Surpreendente.
É uma aposta mais na ideia de contenção de riscos e vamos ver no que dá do que propriamente algo fundamentado.
Ainda assim vamos ver como o ex adjunto de Artur Jorge irá montar a sua equipa sabendo que o Braga apesar de ter muito talento, tem assimetrias muito grandes no plantel.
Não tem um lateral esquerdo de raiz. Joga com uma adaptação.
Tem agora muitos pontas de lança mas só joga com 1.
Não tem assim tantos extremos o que dificulta jogar à largura.
Em teoria este Braga deveria jogar com dois avançados, ou em 4*4*2 losango ou em 3-4-1-2 que em tese são os modelos tácticos que melhor assentam neste plantel. Mas a ver vamos como surgirá este novo Braga
Secador
O sucessor do Carlos Vicens vai ter uma tarefa difícil: manter o nível da equipa e convencer os adeptos de que não veio só para dar continuidade ao sofrimento! 😂⚽