Bom reforço? O Vitória já vai em 18 aquisições e promete não ficar por aqui.
Nélson da Luz é reforço do Vit. Guimarães. O extremo de 22 anos chega livre depois do seu contrato com o 1.º de Agosto, de Angola, ter terminado. O vínculo é válido até 2025 e o angolano mostrou-se muito satisfeito por rumar a Portugal: “Quero registar o meu nome aqui. Quero representar Angola no Vitória, mostrar que os angolanos são bons. Vou dar o meu máximo, ajudar a equipa e alcançar os objetivos do Vitória. Estava muito ansioso, estava muito contente por saber que ia representar o Vitória, uma das melhores equipas de Portugal”.


9 Comentários
Reaper
Não conheço bem, mas o Vitória fez muita força na sua vinda, esteve difícil a viagem devido a muitos problemas burocráticos, do pouco que vi parece ser um extremo ao estilo do Hernâni (quando chegou), vem de Angola e por isso vai enfrentar outra realidade, até em termos posicionais, é mais um jovem para maturar entre equipa A e B.
Urge resolver os casos dos excedentários e ainda diminuir a extensão do plantel. O DD ouattara deve descer aos B, assim como o Kim e Tié, Abouchabaka ainda está verdinho, creio que um empréstimo lhe fazia bem. Depois há Wakaso, Joseph e Mascarenhas com lesões complicadas, não sei bem como o Vitória vai gerir estes casos.
Acredito que ainda estamos no mercado por mais 2 jogadores com provas dadas, mas é preciso começar a limpar o plantel.
João Ribeiro
Não acho que Kim desça à equipa B. Acho sim o contrário, vai ser muito importante na A, gostei do que vi dele no jogo com o Moreirense. André Almeida sim, parece-me que tem de ser emprestado porque ainda está demasiado verde. Bons pés mas ainda demasiado inconsequente.
Reaper
Não deu para ver muito do Kim, jogar apenas 19 minutos também não abona muito a favor dele, creio que descerá aos B até pela alta concorrência, ainda há Maddox que é um dos que deposito mais esperanças. Janvier também agarrará o lugar no plantel principal (Se for 1-2 no meio campo creio que será opção muitas vezes)
Knox_oTal
Muitos jogadores interessantes, muita juventude, um homem como treinador que sempre admirei, a presença de Quaresma… são alguns dos aspectos positivos que me fazem ter muita expectativa em ver este Vitória no campeonato esta temporada.
Por outro lado, muita inexperiência e dúvidas (por parte dos jogadores e treinador, potencial e hype são diferentes de produtividade e provas dadas). Continuo a achar o risco demasiado e desnecessário. Já havia uma boa base, era necessária uma revolução do plantel (e sobretudo do onze) a este nível?!? Se Marcus Edwards ficar, como parece ser o caso, atenua obviamente, mas é muita gente nova… a todos os níveis. Sim, há Quaresma, que tem um talento enorme e ainda qualidade para fazer a diferença por cá, a questão é que se a coisa azedar ou demorar a render, rapidamente o português pode-se tornar mais um fonte de instabilidade do que discernimento e experiência. Aliás, sinceramente, associando ao histórico de exigência e pressão do clube, se Tiago chegar ao Natal e se Quaresma ficar a temporada inteira ficarei muito surpreendido!
Mais, se ter critério e planeamento significa contratar 18 novos jogadores (e virão mais) para uma nova temporada (mesmo que alguns não sejam para a equipa principal), vou ali e já venho! Às vezes dá-me a impressão que esta Direcção está a ir com “muita sede ao pote”, apressando demasiado o processo de evolução de um projecto que se quer de sucesso. Até pode funcionar, mas na minha opinião as probabilidades não estão a favor (insisto que a temporada passada do Famalicão induziu algumas pessoas em erro ao achar que aquilo era regra e não a excepção).
E se um clube como o Vitória, com uma excelente formação, começar o campeonato com 20/25% de portugueses num plantel repleto de sub-23 estrangeiros para mim é só triste e demonstrativo da mentalidade no futebol português. Vamos ver, para seguir…
Saudações Desportivas
João Ribeiro
O onze do Vitória de começo de época será, ao que tudo indica: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes, Suliman, Carls, Mikel, André, Poha, Edwards, Quaresma e Bruno Duarte. Não me parece uma revolução tão grande quanto a pintam. Quanto ao resto, sugiro a leitura a entrevista de Carlos Freitas ao Expresso e entenderás tudo…
Knox_oTal
Obrigado pela recomendação… no entanto, apesar de continuar a achar vários aspectos do projecto actual muito interessantes (como já o disse), não me faz mudar de opinião quanto ao resto!
Fazer esta transição e implementar estas ideias em cinco anos, vá 3 se tudo corresse bem, e na teoria as probabilidades eram maiores. Fazer esta mudança radical em 1 ano (ele refere Agosto de 2019) é um risco demasiadamente grande e desnecessário… pondo em risco um projecto que ainda agora começou. Ou achas que se os resultados não aparecerem e se voltar a fazer um 7º lugar, estes discursos de futuro vão continuar a satisfazer os vitorianos?!? E a Direcção vai resistir a essa pressão? Vai o Tiago ou os jovens sub-23? Lá está, acho que são demasiadas incógnitas para uma época só, principalmente aquela que deveria marcar oficialmente a mudança de paradigma, mas vamos ver! Obviamente pode funcionar e há talento, mas como o próprio Carlos Freitas diz, o talento e a competência não são tudo, há que atentar ao contexto! E na minha opinião a implementação do projecto foi apressada e pouco criteriosa (no sentido que não há grande “rede de segurança” neste momento)!
Quanto à formação, palavras bonitas e com as quais concordo plenamente, mas um pormaior importante… para já são só palavras bonitas. Mas há que dar tempo, pois a formação leva tempo a dar furtos. No entanto a amostra não me inspira confiança, pois jogadores com os mesmo critérios referidos pelo Carlos Freitas na nova política desportiva da formação Vitoriana, como Romain Correia ou André Almeida, não tiveram nem vão ter muito provavelmente espaço de evolução e afirmação. E é essa discrepância na “aposta” e risco assumido que me faz espécie, sei para muitos isso não interessa para nada, mas eu tenho dificuldade em perceber como a maioria dos clubes portugueses ignora a sua formação.
Mais, outra incongruência é quando ele fala no “calling card” de Edwards, Poha ou até no caso Tapsoba. Ora se os jovens portugueses dos 16 aos 20, soubessem e tivessem confiança que teriam maiores probabilidades de afirmação (e posterior rampa de lançamento) no Vitória se calhar não haveria tanta debandada! E se calhar, mesmo aqueles que ficam, se tivessem mais reais oportunidades se calhar conseguiriam confirmar o seu potencial (que muitos deles mostraram nas selecções jovens de Portugal). Um grande exemplo é como o Vitória esbanjou o bom momento de Romain Correia após o Europeu sub-19, jovem esse que está perfeitamente estagnado! Para mim, isso não faz sentido nem diz respeito a critério algum…
E se queres saber outra dúvida minha, e que de certeza o Carlos Freitas não falará em entrevista alguma, é que gostava de saber qual a contrapartida dada aos empresários para trazerem os seus jovens de grandes Ligas para aqui… seria uma pena um clube como o Vitória começar a ceder e a deixar-se influenciar em demasia a exigências/favores de agentes externos!
Vamos ver, para seguir… genuinamente espero que corra bem, pois gosto do Vitória e do Tiago!
Saudações Desportivas
João Ribeiro
Eu compreendo as tuas reticências, eu próprio e acredito que todos os vitorianos as tenham. Mas este foi o projeto que a maioria dos vitorianos votaram. Depois no que toca às mudanças drásticas, são um pouco, mas no Vitória os mandatos são de 3 anos, 1 desses anos foram “desperdiçados” porque Pinto Lisboa entrou na presidência já a época passada estava planeada e esta direção não pode por em prática o seu projeto. Sobram-lhe 2 anos, este e o próximo, logo é totalmente compreensível está revolução porque o tempo até às próximas eleições é escasso. Acima de tudo há, finalmente, um projeto em Guimarães. Se correrá bem ou mal o tempo o dirá.
Quanto ao Romain, é falso o que dizes, o Vitória nunca lhe cortou as pernas após o Euro sub-19. O Romain seguiu para estágio e fez a pré-época quase toda com Ivo Vieira, teve a mesma oportunidade que Tapsoba, mas não agradou o que levou a então direção demissionária a ir buscar um quarto central, que foi Bondarenko. Romain Correia teve oportunidade e desperdiçou, tendo feito uma época algo sofrível no CNS, pelo que também não surpreende a ausência nesta pré-época. O André Almeida está na sua segunda época de sénior e tem sido aposta nesta pré-época, tendo até mais minutos que Jung-Min Kim ou Jacob Maddox. A aposta nos jovens não pode ser à toa, se no caso do Romain ele não convenceu não pré-temporada pq motivo teria Ivo Vieira ou Tiago de apostar nele? Acima de tudo há que beneficiar a meritocracia.
Knox_oTal
Quanto ao 1º paragrafo, também percebo os teus argumentos! E obviamente esta direcção tem toda a legitimidade, até porque (como dizes) foram estas ideias que levaram a eleições e ganharam. Apenas acho muito arriscado, mas as ideias são interessantes sem dúvida, vamos ver…
Quanto ao Romain… fácil, discordámos! Foi mal gerido e esta época no Campeonato de Portugal não o deve ter ajudado em nada. Pior… estagnou e não deve ter confiança nenhuma. Teve UMA oportunidade numa pré-época, e até dou de barato que não tenha convencido Ivo Vieira (e como é óbvio não segui a pré-época passada como tu terás seguido, logo falas com maior propriedade). Mas porque não o emprestaram então?!? Porque não o puseram à prova noutro contexto mais exigente? A mim, que estou de fora claro, o que me parece (posso estar enganado) é que os jovens portugueses da formação não são prioridade e há menor clarividência e empenho na sua gestão. O que liga com o que te disse no comentário anterior, qual é a motivação dos mais talentosos (alguns com passado de selecção jovem, um aparente critério) da formação em ficar quando sabem que não serão aposta mostrem o que mostrarem?!? E será que ficaram melhor servidos com Bondarenko do que o Romain na hierarquia dos centrais? Tenho muitas dúvidas… o contexto de integração dos jovens também passa pela paciência, dar espaço de afirmação, possibilidade ao erro (de forma controlada para não pôr os objectivos colectivos em risco), acompanhamento e continuidade (equivalente a mais do que uma oportunidade “agora ou nunca”). E o Freitas aflora estas mesmas premissas, só que parece que não são aplicáveis aos jovens portugueses, pelo menos para já!
E essa era outra das minhas questões: a diferença de tratamento… mas isso nem é problema exclusivo de Guimarães é uma mentalidade geral do futebol português. O Romain com a idade do Bisseck (têm um ano de diferença se não estou em erro) tinha praticamente a mesma experiência profissional, também era internacional jovem (titular do campeão europeu sub-19) e mostrou igualmente potencial (como não conheço o alemão até aceito que digam que tenha mais potencial)…agora vamos ver se as oportunidades e a margem de erro dadas a um e a outro serão as mesmas!
Em Portugal, jovens portugueses que mostrem potencial é sempre hype e ao mínimo erro ou falta de rendimento é entulho que impede os clubes de fazerem melhor, os jovens estrangeiros nas mesmas condições e quando ainda nada provaram são craques e têm uma muito maior condescendência/interesse dos adeptos (e até dos treinadores portugueses)! É pena…e vamos ver a aposta no André Almeida esta época!
Saudações Desportivas
SS07
Nelson da Luz é um jogador que foi algo irregular na equipa do Primeiro de Agosto, nas épocas que fez pela equipa principal. É um jogador muito parecido ao inglês Edwards, da equipa principal do Vitória.
Não me espantaria se aparecesse a espaços na primeira liga.
Diz-se por cá que foi contratado para a equipa B do vitória.