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Os 10 maiores ‘flops’ da época em Portugal

No começo da temporada todas as atenções estão centradas nas novas caras do plantel. Todos procuram “patrão” da defesa, o médio que coloca a bola onde quer, o extremo que provoca “olés” na bancada ou o goleador que chega para fazer miséria. No entanto, nem todas as aquisições são bem sucedidas e muitos acabam por defraudar as expectativas dos adeptos. Deste modo, o VM aponta aqueles 10 elementos que, em face daquilo que era esperado, não acrescentaram o esperado:


Alef (Sp. Braga) – Rotulado de promessa entusiasmante, o internacional sub-20 canarinho aterrou no Minho com o objetivo de fazer esquecer o compatriota Danilo. O seu futebol, no entanto, esteve longe do lirismo e Paulo Fonseca só lhe concedeu tempo de jogo na última jornada, frente ao Sporting. Mauro, Luiz Carlos e Vukcevic taparam-lhe o caminho dos relvados e o revirar para ‘Fel(l)a’ poderá ser testado noutras paragens (ou haverá crédito suplementar?)

Aquilani (Sporting) – Outrora “Mr. 20 million”, o médio da bota giratória foi uma das contratações mais sonantes do Sporting 2015/2016. Houve classe mundial, mas apenas no nível de dificuldade que o italiano encontrou para ser opção de primeira linha no meio campo leonino. Apesar de 32 jogos e 5 golos, Aquilani parece carta fora do baralho para a próxima temporada, até pela “nota preta” auferida.
Baba (Marítimo) – Havia despontado nos verde-rubros ainda em tenra idade e os bons registos – 47 golos no espaço de quatro épocas (08/09 – 11/12) – levaram-no a terra andaluz. Por Sevilla viu o instinto matador desvanecer, com as passagens por Levante e Getafe (4 tentos) a não servirem de bálsamo. No regresso à ilha afogou o esférico por cinco vezes na rede: números que não lhe permitem contrariar o aforismo do indesejado regresso ao antigo lar folioso.
Bueno (FC Porto) – Perspetivava-se que pudesse servir de embrião ao homem mais avançado dos Dragões. Depois de duas épocas odoríficas no Rayo Vallecano – onde apontou 39 golos em 77 jogos – o espanhol integrou o elenco portista com fortes ambições de enlevar a união ibérica. Not check: jogou apenas 8 jogos e os golos só apareceram contra o modesto Angrense. Placa elevada, sai Adrian López, entra Bueno.
Gudiño (União da Madeira) – Luvas jovens na baliza do ex-primodivisionário União da Madeira. Uma resposta eficiente começou a ser dada por André Moreira, mas uma lesão impediu-o de continuar a alta militância. Recaiu então a aposta em Gudiño – viajando desde o Sá Carneiro -, que acabou por não corresponder às expetativas em si depositadas. Vários lances de amadorismo, com ênfase no lance protagonizado contra o Boavista, em partida decisiva. É caso para dizer que a sorte do mexicano foi o azar do União.
Imbula (FC Porto) – Resmas e resmas de impressos, um montante de 20 milhões de euros e um craque de dimensão internacional (?). Imbula colocou vários órgãos de comunicação a escrutiná-lo no início de época: médio de grande explosão, capaz de progredir em posse e com uma dimensão física invejável. Jogos sumptuosos escassearam e o desejo de Lopeteguiu foi-se descolorando aos poucos. Saiu a meio da época, por 24 (?) milhões (+4 que quando chegou)
Inkoom (Boavista) – Numa posição que se devia assumir como inextricável para os concorrentes, Inkoom esteve longe de deslumbrar no xadrez. O campeão do mundo sub-20 – outrora dos laterais mais promissores do mundo – realizou apenas uma dezena de jogos, com a bitola exibicional a estar longe de outros tempos. Uma carreira sinuosa.
Rosell (V. Guimarães) – Esperava-se que ganhasse nova vida em Guimarães, mas se o ‘livro’ vimaranense esteve longe de corresponder, os pés de Rosell ficaram longe da paginação. Chegou a Alvalade afamado de assertividade no passe e, na época de estreia, acrescentou 22 jogos e uma Taça de Portugal ao CV. Época desenhada em folha a4 do ex-habitante de La Masia (a juntar a 2 jogos pela formação secundária). Dececionante.
Taarabt (Benfica) – Insurreto, o marroquino ingressou na Luz com o propósito de perder os quilinhos a mais e, quiçá, ouvir Hélder Conduto narrar obras da sua autoria. No entanto, Taarabt ficou-se por ¼ de objetivo: logrou apenas um golo (a única tinta indelével de um quadro esborratado) pela formação secundária em sete jogos. Transmissão: BTV. Narração: Frederico Costa.
Zubikarai (Tondela) – Do convívio com os maiores astros do futebol mundial nos relvados espanhóis ao banco de suplentes do Tondela. O guardião hispânico já não tinha uma época tão estéril desde 2011/2012 (realizou os mesmos cinco jogos) e o estado de graça foi curto junto dos aficionados auriverdes. Como nota de rodapé: mais um a provar que a conivência entre ibéricos não apresenta fase frugífera.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui!): Renato Santarém

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