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Os bons ares da Riviera Francesa

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Imagem: goal.com

Após a 7.ª jornada, seria de prever que o PSG fosse o natural líder do championnat. Mas como no futebol não se pode dar nada como certo, eis que o OGC Nice ascendeu à liderança isolada. Na fase de grupos da Liga Europa, as contas são menos felizes, visto que saiu derrotado nos dois primeiros confrontos (Schalke, 0-1; Krasnodar, 5-2), pelo que ocupa o último lugar do grupo, embora com 4 jornadas europeias por disputar.

Lucien Favre, de 58 anos, foi o escolhido para suceder a Claude Puel, entretanto anunciado no Southampton. Perante a responsabilidade de corresponder à boa campanha das águias na época transacta, o técnico suíço conseguiu desde logo não ser derrotado até ao momento na Ligue 1. Fruto de cinco triunfos e dois empates, a formação da Cote d’Azur possui 17 pontos, ao passo que é imediatamente perseguida pelo Mónaco (16), Toulouse (14), PSG, Bordeús e Metz (13). O ponto mais alto do campeonato foi até agora a goleada imposta ao clube do Principado (4-0) no Allianz Riviera.

Do plantel para esta temporada, não constam algumas das principais referências do último ano. Nampalys Mendy rumou ao campeão inglês Leicester City, enquanto o PSG adquiriu o médio ofensivo Hatem Ben Arfa a custo zero. Em termos de entradas, o avançado transalpino Mario Balotelli, o marroquino Belhanda e o centrocampista Wylan Ciprien são os principais destaques – o ex-Liverpool pelo mediatismo, Belhanda por já ter sido uma das principais figuras do campeonato e o ex-Lens pelo investimento realizado (5 ME) e pelas exibições interessantes que já protagonizou. O brasileiro Dante transferiu-se para o Nice e conquistou naturalmente a titularidade no eixo central da defesa, assim como o defesa esquerdo Dalbert, ex-Vitória de Guimarães. Também conhecidos no futebol português, Ricardo Pereira (por empréstimo do FC Porto e eleito o quarto melhor lateral da Europa em 2015/16) e Michael Seri (ex-jogador dos dragões e dos pacenses) são jogadores que transitam do plantel da época passada, sendo que o costa-marfinense regista três assistências na actual edição da Ligue 1.

Obviamente falta ainda muitos meses até ao final, mas seria fantástico ver o Nice entrar na luta pelo título. O último emblema dos menos favoritos a conquistar a liga francesa foi o Montpellier, em 2012. Desde aí, tem sido um autêntico passeio para o PSG, que arrecadou 4 títulos consecutivos.

Visão do Leitor (perceba melhor como pode colaborar com o VM aqui): Luis Enrique Santos

VM
Author: VM

6 Comentários

  • Carlos Mendoza
    Posted Setembro 30, 2016 at 10:18 pm

    Balotelli será a futura coqueluche do PSG. Escrevam.

    • Daniel Alves
      Posted Setembro 30, 2016 at 10:50 pm

      Se quiser jogar à bola, tem qualidade para ser coqueluche em qualquer lado (talvez menos no Bayern, Real e Barça)

  • radiofutebol
    Posted Setembro 30, 2016 at 10:20 pm

    Why dreaming if it’s just a dream?

    PSG até lhes podia dar 20 pontos de folga, acabavam em 1º naturalmente, até comigo a treinador :P

  • Luis ES
    Posted Setembro 30, 2016 at 10:54 pm

    Monaco é o principal obstáculo ao PSG.

  • Knox_oTal
    Posted Outubro 1, 2016 at 8:52 am

    O OGC Nice tem tido um crescimento fantástico nos últimos anos, e que culminaram nesta capacidade do clube se bater, pelo menos até agora, com os emblemas mais fortes e expressivos de França, com o todo-poderoso PSG à cabeça.
    Para mim um dos segredos tem sido a capacidade scouting na região sul onde Nice tem mais predominância, ou seja, Cote d’Azur, mas também o Var e Provence, começando pouco a pouco a invadir o “território” do l’OM. Contando igualmente com uma formação que cada vez mais dá a conhecer bons valores no Championnat, algo que por exemplo até há bom pouco tempo o Nice não era capaz em termos de formação. Actualmente, temos no plantel Yoan Cardinale e Mouez Hassen (dois jovens GR que discutem a titularidade, que esta época pertence ao primeiro), Olivier Boscagli, lateral esquerdo, Malang Sarr central de 17 anos e actual titular da defesa, Vincent Koziello médio centro de 21 anos e um dos melhores da equipa, em comum tem todos o facto de ser das camadas jovens do clube e já ter expressão na equipa principal. A grande bandeira niçois em termos de formação continua a ser o “filho” da cidade, Hugo Lloris (cujo irmão, Gautier Lloris, também pertence ao plantel principal do Nice, mas sem grandes oportunidades até agora), no entanto, começa a haver evidência de maior quantidade e sobretudo qualidade no que toca à formação.
    O resto da construção do plantel assenta numa criteriosa escolha de jovens de valor que evoluam em equipas mais pequenas ou mesmo em escalões secundários, como são os casos de Rémi Walter ou a sensação do momento, Wylan Cyprien. E a estes vão juntando um ou outro jogador, vindo de outros campeonatos, de qualidade, alguns com o estatuto de craques caídos em desgraça e que aproveitar o sol da Riviera para renascer, como Ben Arfa e agora Balotelli. Na equipa podemos também destacar o nosso Ricardo Pereira, uma das coqueluches da equipa, Paul Baysse, Seri ou Valentin Eysseric, ou seja há “pano para mangas”…
    Tudo somado dá um projecto de futebol bem interessante, sustentado e com margem para progredir ainda mais na minha opinião. Será o OGC Nice capaz de ganhar a Ligue 1 já, tenho dúvidas, mas acho que os vamos ver cada vez mais recorrentemente a lutar por ela, até que um ano… A ajudar ao projecto está o facto desta região francesa do Sul, a Côte d’Azur ser das zonas mais atractivas da Europa, com muita gente com capacidade de investimento, uma Cidade moderna e apelativa mas sem a grande confusão das grandes capitais europeias, o bom clima, entre outros aspectos que torna o Nice um chamariz atractivo em termos futebolísticos, quer em termos de captação e contratação de jogadores como quando toca a angariar patrocínios e financiamento (apesar do efeito eucalipto Parisiense, ainda assim o Nice é dos que melhor consegue contrariar esse efeito neste momento, a par do vizinho Mónaco). Vamos ver até onde cresce o OGC Nice…

    • Luis ES
      Posted Outubro 1, 2016 at 12:34 pm

      O Marselha perdeu muita influência na Provence e na Cote d’Azur, devido ao desinvestimento no plantel nos últimos 2 anos por parte de Louis-Deyfrus, ao passo que ocorreram recentemente mudanças profundas no clube. O novo proprietário é o norte-americano Frank McCourt, que já foi o dono dos LA Dodgers (basebol) e escolheu para presidente do OM Jacques-Henri, que também preside o Groupe Paris Turf, com fortes ligações aos média e que se especula ter uma boa base de contactos na Provence- Alpes-Cote d’Azur. Poderá ser o virar de página que o OM precisava, de forma a daqui umas épocas se encontrar na luta pelo título. Deste modo, não sei até que ponto será fácil ao OGC Nice continuar a captar o investimento regional nos próximos tempos, mas têm potencial para pelo menos ir uma vez à Liga dos Campeões.

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