
O Benfica perdeu pela 3ª vez na temporada e viu o FC Porto e Sp. Braga aproximarem-se na classificação geral. Os encarnados dispunham de uma vantagem interessante de 5 pontos para os dragões, contudo, a derrota em Guimarães faz do clássico de dia 2 de Março o jogo mais importante da temporada para ambos os conjuntos (quem sair com uma vitória da Luz ganhará uma outra confiança para o final da época e em caso de empate, que poderá sorrir é o Sp. Braga). Depois da derrota na Rússia (um resultado normal, pois o Zenit apresenta um conjunto forte), seguiu-se a primeira derrota na Liga ZON-Sagres, desta vez em Guimarães. Se a cidade Berço apresenta um Vitória quase sempre competitivo, a verdade é que pese embora a exibição dos minhotos, Jorge Jesus saíu de Guimarães com grandes culpas no cartório.
Matic – A culpa não é exclusivamente do jogador sérvio, pois nem ele apresenta características para jogar a nº6. Sozinho, muito menos. Na temporada passada, Jorge Jesus apostou sempre em Javi Garcia como único pivot defensivo no meio campo, algo que não correu bem para o Benfica. Esta temporada, com a chegada de Witsel, estava encontrado o complemento ideal do espanhol no meio campo, contudo, mesmo com o belga no banco, Jorge Jesus decidiu apostar em Matic como único médio defensivo para a partida de Guimarães. A verdade é que com a saída de Airton, David Simão, Nuno Coelho e Ruben Amorim (André Almeida está no plantel, mas parece que não entra nas contas de Jesus), o Benfica ficou apenas com 3 jogadores para 2 posições (Javi, Matic e Witsel), logo aquelas que dão equilíbrio à equipa.
Equipa demasiado ofensiva – Existem jogos que não são para ganhar, mas sim para não perder. Ao começar uma partida no terreno do Vitória com Gaitán, Aimar, Nolito, Rodrigo e Cardozo, Jorge Jesus queria apostar numa avalanche ofensiva por parte dos encarnados, contudo, Rui Vitória soube tapar os caminhos para a baliza de Nilson e aproveitar a dificuldade em defender de elementos com Aimar, Gaitán e Nolito. Em certos jogos, a nota artística tem que ficar no bolso e os jogadores/treinador terão que vestir o fato de macaco, tal como o Benfica fez no Estádio do Dragão e no Estádio AXA.
Bolas Paradas – Não será grande culpa do treinador, mas o facto é que o Benfica dispôs de inúmeras situações de bola parada no ataque, contudo, raramente os livres e pontapés de canto foram bem executados. Apesar dos encarnados terem uma equipa com estatura mais elevada, foi mesmo o Vitória a marcar um golo numa situação de bola parada.
Banco de Suplentes – Jorge Jesus esteve pouco activo no banco e demorou bastante tempo a mexer na equipa. Primeiro tirou Matic e colocou Witsel (58´), mas depois ficou a ver jogar mais 28 minutos, até se lembrar de colocar Bruno César e Nélson Oliveira em campo (o português até entrou bem na partida). Com Gaitán e Nolito em quebra de rendimento, Maxi e Emerson incapazes de apoiar no ataque, cabia ao treinador trazer do banco as alternativas para o futebol dos encarnados mudar.
Aposta em Rodrigo – O avançado espanhol tinha sofrido uma forte pancada frente ao Zenit, não treinou durante a semana, mas Jorge Jesus decidiu apostar em Rodrigo logo de início (claro que se tivesse marcado golos, a história podia ser diferente, mas tendo em conta a última semana, o mais provável era não estar a 100% para Guimarães), mesmo tendo Saviola, Nélson Oliveira (já merecia uma chamada a sério para o 11 do Benfica e não em jogos da Taça) ou Yannick Djaló no banco.
Conseguirá o Benfica conservar a liderança da Liga até final? Quem é o favorito nº1 a conquistar o campeonato? Poderá o Sp. Braga aproveitar o clássico para assumir a candidatura ao título? Será que Jorge Jesus vai apostar novamente num único pivot defensivo para Coimbra?

