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Os Neuer’s e Kralj’s da 23.ª jornada

Todos os adeptos de futebol reconhecem a posição de Guarda-Redes como a mais ingrata do desporto. Encontram-se familiarizados com a lenga-lenga do costume: se um avançado falhar vários golos cantados, mas marcar um, mesmo que não seja o golo da vitória, a bola no fundo das redes é rapidamente elogiada ao passo que os falhanços caem no esquecimento; se um guardião passar os noventa minutos da partida a defender “tudo e mais alguma coisa”, mas sofrer um único golo onde falha de alguma maneira, mesmo que com culpas partilhadas, leva com críticas avassaladoras em cima e o resto da equipa é ignorado.

Um fim-de-semana repleto de pesadelos atrás de pesadelos.

Há uns meses constatei que as equipas estão a sofrer muitos mais golos esta época que nas anteriores – a diferença mantém-se em pouco mais de 100 (!) golos. Mesmo assim, houve jornadas onde poucas ou nenhumas falhas existiram a apontar aos guardiões, mas a jornada 23 ficará marcada como uma das mais negativas do campeonato para os homens da baliza, onde em apenas dois encontros – Farense x Moreirense, Benfica x Portimonense – é possível ver prestações sem impacto negativo no resultado final. A ronda foi tão negra que até dá para ir por ordem cronológica…

O Arouca 3-2 Famalicão, na teoria, até nem previa um jogo com tantos golos, visto que Luiz Júnior tem sido dos melhores GRs desta época e Arruabarrena tinha vindo a subir de nível juntamente com a melhor fase da equipa. No entanto, o uruguaio fica muito mal na fotografia aos 11’ – remate perfeitamente defensável – enquanto que o brasileiro tem saídas algo dúbias aos 45’ e 63’ – aparenta ter-se movimentado tarde demais e ficado a meio caminho. No fim, safou-se Arruabarrena com a vitória, mas ambos os guardiões não ajudaram propriamente as suas equipas.

No E. Amadora 1-1 Chaves, Hugo Souza até executou um par de boas defesas – nomeadamente aos 63’ – mas quebra a sua maré de performances a dar pontos ao clube para sofrer um ‘frango’ aos 45+4’, deixando escapar um cabeceamento fácil entre as mãos. Do outro lado, apesar de não possuir culpas no golo sofrido aos 6’, B. Brígido também aparenta ter sido batido demasiado facilmente.

No Vitória SC 0-2 Casa Pia, Charles fez sentir saudades de Bruno Varela. Não se consegue antecipar aos 3’ e perde um bocado a noção do que fazer aos 34’, nem defendendo nem incomodando o adversário isolado. Já Ricardo Batista foi das exceções positivas desta jornada, com uma exibição segura e boas defesas aos 72’ e 88’.

No Vizela 3-3 Estoril, mais um jogo de muitos golos onde os guardiões deviam fazer muito melhor. Dani Figueira hesita na saída aos 35’ e acaba por não conseguir fazer a mancha ideal, mas contou com um Buntic terrível nos minutos finais do encontro para evitar a derrota. Com a equipa a vencer tranquilamente 2-0, falha completamente o desvio com a mão aos 82’ e deixa escapar a bola entre as luvas aos 84’ – apesar da defesa ter tantas culpas quanto o guardião – condenando uma vitória caseira que estava bem assegurada.

No Gil Vicente 1-1 Porto, Andrew foi o outro raro destaque positivo da jornada, com um penalty defendido aos 54’ – que infelizmente deu recarga para golo – e uma mancha crucial aos 81’, para além de um jogo geral seguro. Do outro lado, Diogo Costa partilha culpas com Wendell ao segundo poste, ameaçando uma saída que se prova em falso aos 90+3’ – o que poderá ter prejudicado a intervenção do seu colega – e fica algo descompensado para reagir ao cabeceamento.

Mais seis golos num só encontro, desta vez no Rio Ave 3-3 Sporting. Ambos os guardiões tiveram dificuldades com os pés devido às condições de jogo adversas – tal como os jogadores de campo – mas foi Adán que quebrou o seu ciclo mais estável desde a derrota com o Vitória SC. Nada podia fazer no primeiro golaço e sofre dois penalties, mas não só um destes (64’) é cometido pelo próprio – demonstrando uma das suas principais fraquezas de raiz (controlo de profundidade), mesmo considerando uma possível ‘não-ajuda’ do vento – como esteve completamente inseguro ao longo de todo o jogo. Aliás, foi mesmo o pior jogo da época, visto que até em Guimarães conseguiu ter um par de intervenções positivas. Já em Vila do Conde, tudo parecia difícil.

E, finalmente, chegamos ao Boavista 0-4 Braga, onde Matheus não teve muito que fazer e João Gonçalves, apesar de não poder fazer muito mais em três dos quatro golos, também fica mal na fotografia aos 41’.

Nota final para uma prestação que vinha a ser perfeita de Kosuke (Portimonense) no Estádio da Luz, com uma primeira parte repleta de enormes defesas, mas que nada podia fazer para continuar a impedir a avalanche ofensiva adversária nos segundos 45 minutos. Um regresso às boas exibições.

Defesas Neuer da Jornada:

– Kosuke (Portimonense): duas manchas impressionantes, uma de levantar um estádio inteiro aos 8’ e outra igualmente fantástica aos 30’.

– Ricardo Batista (Casa Pia): remate potente aos 72’ parado com uma estirada difícil para o guardião mais velho.

– Andrew (Gil Vicente): beneficia ligeiramente do toque a mais de Evanilson aos 81’, mas lê muito bem a situação de 1×1 e faz a mancha necessária para evitar um golo decisivo.

Falhas Kralj da Jornada:

Tendo em conta a conotação geral negra do artigo e já carregada de várias menções negativas, não vale a pena estar a destacar três falhas quando estão todas visíveis acima.

Visão do Leitor: AdeptoImparcial

VM-Desporto
Author: VM-Desporto

24 Comentários

  • Slayer666
    Posted Fevereiro 28, 2024 at 10:03 am

    ontem estava a ver um comparativo dos GR dos 3 grandes e depois disso ainda tive uns segundos a pensar como é que os verdes ainda estão na corrida pelo titulo, porque o Adão é o pior de todos em defesas…e inclusive é o pior rating de defesas das principais ligas Europeias, o que para um GR de grande, aonde tem 2 rivais e algumas (poucas) deslocações com clubes que dão luta…
    E pelo nosso nosso lado o Trubin tem sido o melhor em termos de rating de defesas

    • Neville Longbottom
      Posted Fevereiro 28, 2024 at 12:02 pm

      Porque o Sporting tem dado espetáculo no resto. Se o Sporting tivesse um Trubin, creio que a questao do título já estaria encaminhada (o Adan é responsável, juntamente com outros intervenientes) pela derrota em Guimaraes e pelo empate em Vila do Conde. Potenciais 3 ou 5 pontos a mais que dariam muito conforto nesta altura.

      O problema é se o Sporting comeca a quebrar exibicionalmente. Mas acredito que mesmo assim vamos ser competitivos até ao fim.

      • AdeptoImparcial
        Posted Fevereiro 28, 2024 at 12:47 pm

        Acho mais fácil tirar a conclusão com o exemplo oposto. O Benfica sem Trubin já teria perdido muito mais pontos do que se o Sporting tivesse ganho em Guimarães e Vila do Conde :b

  • Cody Madison
    Posted Fevereiro 28, 2024 at 9:19 am

    Para a próxima época leonina:

    1° – Contratar um GR de indiscutível qualidade (Rúben Amorim já admitiu que pretende reforço para a baliza na próxima época).
    __
    2° – Manter Adán como suplente (chega e sobra nessa situação).
    __
    3° – Emprestar o Franco Israel a um clube da Primeira Liga para ganhar calo.
    __
    SL ?

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 28, 2024 at 10:55 am

      Concordo com os três, a não ser que Israel agora entrasse e tivesse um boom como o Quaresma e Trincão. Mas o mais provável é acontecerem os três pontos sinceramente. Adán, independentemente da opinião que a malta possa ter sobre a sua qualidade ou não, é um dos capitães e tem uma presença importante no balneário, pelo que via com bons olhos a sua continuação como suplente – até porque teria sempre bons conselhos para quem o substituisse sobre como o Amorim gosta de jogar a partir de trás.

      • Veridis Quo
        Posted Fevereiro 28, 2024 at 4:14 pm

        O Israel era titular em alguma equipa de primeira liga? Eu tenho sérias dúvidas.

        • AdeptoImparcial
          Posted Fevereiro 28, 2024 at 4:37 pm

          Ele nem três jogos consecutivos conseguiu ter desde que chegou ao Sporting – e só por uma vez teve dois que foi Taça de Portugal e LE contra adversários mais acessíveis. Considero impossível avaliar qualquer GR dessa maneira. A jogar ocasionalmente em jogos aleatórios e cuja maioria nem são tão importantes e/ou contra equipas realmente difíceis.

          Tem 23 anos, a margem de progressão é clara, não entendo de onde vem esta vontade tão grande de o enterrar já à partida. Porque é que os jogadores de campo “precisam de tempo e ritmo”, mas o GR já não podem beneficiar dessa desculpa?

          • Veridis Quo
            Posted Fevereiro 28, 2024 at 5:31 pm

            Não é preciso ver 10 jogos do Azbe Jug para ver que não vai dar GR.

            • AdeptoImparcial
              Posted Fevereiro 29, 2024 at 9:47 am

              Também passaste meses a falar mal do Trincão e a depois… Apenas acho engraçado este rigor tremendo para com um GR que nem três jogos consecutivos ainda fez. Enfim. Já começo a ter pena é do novo que vier eventualmente. Se não fizer 50 defesas no primeiro jogo, está logo riscado.

  • Veridis Quo
    Posted Fevereiro 27, 2024 at 10:34 pm

    Perguntar só quantas intervenções verdadeiramente complicadas teve o Adán no ciclo mais estável? Foi mais estável porque subiu o nível substancialmente e salvou a equipa inúmeras vezes ou foi mais estável porque na maioria dos jogos os adversários nem tiveram oportunidades? É que se um GR do Sporting só consegue mostrar-se seguro quando a equipa não concede ocasiões… a coisa é dramática.
    Lembro-me de uma defesa na Suíça, uma no jogo com o Braga (que no fundo vai à figura), uma com o Porto e outra com o Portimonense. 4 defesas e nos restantes jogos deixou entrar o que o adversário criou. Se criou nada, deixou entrar nada, se criou 1 ou 2, essas entraram. Tem pouco que fazer e mesmo assim, são mais vezes as que não consegue fazer algo do que as que consegue.
    São 28 jogos e os destaques positivos de maior grau de dificuldade devem ser umas 5 ou 6 defesas. Genuinamente não me recordo de muito mais. Com jeitinho, é o pecúlio do Trubin num jogo mais difícil.
    As estatísticas avançadas estão lá e acompanham o que se vê. E o que se vê, tal como os números refletem, é miserável.

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 28, 2024 at 9:41 am

      Então, mas não era esse precisamente o problema antes? Que nas raras oportunidades dos adversários a bola entrava, mal fosse um remate mais complicado? Não entendo os dois primeiros parágrafos – teve tanto trabalho nestes ultimos meses como nos anteriores – e a comparação com o Trubin. É impossível comparar o GR do Sporting com o do Benfica, quando estas equipas concedem um número de chances ao adversário por jogo completamente distintas. Nunca o Adán teria o número de intervenções que o Trubin ou até o Diogo Costa, pois esta época, concedemos muito pouco aos nossos oponentes. O próprio Veridis afirma isso: que o Adán é capaz de ter tantas defesas de destaque nestes últimos meses que o Trubin num único encontro. Até pego numa resposta do Amorim uma vez numa conferência sobre o João Mário vs. Matheus Nunes, onde ele constata que o JM nunca teria o destaque que estava a ter no Benfica na altura se estivesse no Sporting, pois os estilos de jogos eram diferentes e, portanto, as posições mais em destaque seriam diferentes. Aqui, é o mesmo cenário: o Trubin no Sporting nunca teria o hype que tem hoje, pela simples razão de que nunca teria tido a oportunidade de se mostrar tanto como até agora. Se calhar, até haveria dúvidas sobre o seu valor real tal a falta de trabalho que teria e as defesas “esperadas” que um GR de candidato ao título faria.

      Uma defesa é capaz de mudar o rumo de um jogo. Sempre defendi esta afirmação. Mas um guardião, principalmente hoje em dia, é capaz de ter impacto no jogo sem sequer ter de defender uma bola. Por exemplo, no Sporting de Amorim, a capacidade de poder sair a jogar de trás da maneira que fazemos implica muito trabalho do GR – de tal forma que em Vila do Conde, como não o conseguimos fazer, tivemos bem mais dificuldades. Eu olho para o jogo do Porto, por exemplo, e vejo mais que uma única defesa do Adán; vejo um encontro onde o Porto pressionou super alto e o Adán não falhou um único passe, conseguimos sempre construir a partir de trás.

      Dito isto, há uma razão pela qual usei o termo “fase mais estável” e não “fase incrível” ou “fase fantástica”. Concordo totalmente contigo: nestes últimos dois meses e meio, não são muitas as defesas de destaque, nem exibições repletas de intervenções. Mas esta é uma expetativa irrealista e que vem de uma premissa que muitos têm usado para atacar o Adán e que agora mudam consoante o tópico em questão. Ele nunca teria muitas defesas de destaque, de qualquer maneira. Nós nem concedemos um número minimamente significante de remates de longe para ele melhorar stats. Por “fase mais estável”, a minha intenção é simplesmente referir que ele vinha de um período onde não só não errou, como vinha a ter exibições mais seguras, mais interventivas, várias clean sheets e parecia mais confiante. Se eram exibições monstruosas? Claro que não, mas esta época, não houve um único jogo onde ele realmente tivesse trabalho para terminar o encontro com 5 defesas complicadas sequer…

      Finalmente, já disse no passado e repito: estatísticas são um excelente complemento às opiniões, mas nunca o fator decisivo ou prova suprema e irrefutável do que quer que seja. Muito menos sobre os GRs, acho que são tremendamente mal avaliados nas várias plataformas. E como sei que muitos usam o Goalpoint, ainda menos, visto que eles consideram parâmetros absolutamente insignificantes para calcular a nota média de um guardião em cada jogo – o próprio Trubin tem uma média geral baixíssima para o que já demonstrou, não faz sentido. Um GR passar o jogo tranquilo, sem intervenções leva à volta de um 5.0 final. Ou seja, mesmo que Adán – ou qualquer outro GR que estivesse no Sporting – defendesse mais e näo tivesse sofrido, sei lá, 8 golos dos 22 sofridos no campeonato, a nota média dele não aumentaria assim tanto, visto que, na maioria dos jogos, como ele só teria de defender uma única bola, a nota final dele ia acabar na mesma nos 5.X.

      Mas, claro, a estatística de forma geral, demonstra uma diferença gritante não para outros GRs – acho as comparações estatísticas avançadas com outros GRs de outras equipas facilmente enganadoras pelas razões que já referi – mas para o Adán do passado. E esse sempre foi o problema desde o início: o Adán 23/24 está muito longe do Adán 20/21 e 21/22. E as razões já foram abordadas e são mais que conhecidas. Acho que nenhum adepto sportinguista tem nada pessoal contra o Adán, mas sim contra o facto dele ter baixado tanto o nível que fez dele, muito provavelmente, dos melhores GRs do século juntamente com Patrício e Schmeichel.

      Concluindo: apostava em Israel na Taça, sinceramente. Da mesma maneira que um Quaresma e Trincão podem aparecer do nada, porque não pode um Israel fazer uma grande prestação com o Benfica e encarrilar a partir daqui? Não tenho dúvidas nenhumas que o Israel tem sofrido com olhos bem mais rigorosos do que o normal, pelo que qualquer bola que entre, mesmo que seja um bom golo, olham todos de lado. Mas eu vejo qualidades nele e, por exemplo, resolve o problema da falta de controlo de profundidade do Adán – que é um problema de raiz, já era assim na primeira época. É um GR de uma geração passada onde o objetivo é defender dentro da pequena área e pouco mais, logo é normal que não tenha essa capacidade natural de defender mais à frente – daí andarmos com mais problemas agora visto que Coates também anda a decair. Mas Israel demonstra tranquilidade com os pés – os poucos erros que tem cometido são mais devido à idade e falta de experiência/ritmo – tem uma posição média mais à frente e parece ter uma boa técnica também nos 1×1, logo não vejo como ele poderá ser um downgrade. Veremos o que Amorim decide.

      SL

    • hferreira
      Posted Fevereiro 27, 2024 at 11:49 pm

      Acho que no geral, a defesa do Sporting esteve mais estavel, mas o Adan ate estava a safar-se bem com o jogo de pes. Lembro-me tambem de uma mancha e houve um jogo que ganhamos que estava 2-0 e ele safou o 2-1. Também houve aquela grande defesa num canto.

      Esqueci-me dos jogos, acho que houve uma ou outra defesa complicado, mas no geral… a verdade é simples. Ja nao serve para equipa que quer ser campea. Esta demasiado instavel e ve-se a diferença para com Trubin e Costa (falando dos outros 2 rivais).

  • Lucas
    Posted Fevereiro 27, 2024 at 9:28 pm

    O Charles foi um claro upgrade no banco do Vitória (o Celton Biai simplesmente não estava pronto para jogar), mas a diferença entre estar lá ele e o Varela é gritante, também pela consistência e qualidade, mas acima de tudo pela segurança que ele oferece. O ano passado a época descambou quando ele se lesionou, infelizmente este ano teve outra lesão e, coincidentemente ou não, o Vitória voltou a baixar de forma. Pode não ser o melhor guarda-redes mais diferenciado, ou mais acima de média, mas é dos 3 jogadores mais importantes do 11 do Vitória, sem dúvida

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 28, 2024 at 9:00 am

      Sinceramente, necessitei desta lesão do Varela para perceber a influência dele na equipa. Como dizes, não é um guardião por aí além nem um que se distinga com defesas “boas para a foto” e isso, por vezes, esconde o real talento e impacto nas vitórias do clube. Sem dúvida, dos jogadores mais importantes desta época. Dito isto não acho que Charles seja um mau suplente, de todo. Mas também não é coincidência os resultados recentes menos positivos da equipa coincidirem com a lesão do Varela.

  • JANeves
    Posted Fevereiro 27, 2024 at 4:45 pm

    O mais engraçado é que hoje em dia vejo um jogo do campeonato e automaticamente penso: “será que esta chega aos Neuer’s e Kralj’s da jornada?”

    A 1ª mancha do Nakamura foi logo a que me fez lembrar da rúbrica.

    Parabéns pelo trabalho

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 27, 2024 at 5:37 pm

      Haha o meu impacto na forma de pensar na sociedade é incrível, vou mudar o país :b

      Mais a sério, sim, era difícil não aparecer nas menções tal a reação “OMG COMO É POSSÍVEL ESTA NÃO TER ENTRADO?” que gera nos adeptos caseiros hehe

  • Boneco21
    Posted Fevereiro 27, 2024 at 4:17 pm

    Lançaste um lance que acho que traz uma discussão interessante: o 1º golo do Braga. Tu dizes que o João Gonçalves fica mal na fotografia, eu suponho que isso se deva ao facto de a bola lhe ter entrado entre as pernas. Mas, para mim, ele não faz nada de mal, e dificilmente poderia fazer melhor… Ele está com os apoios bem colocados e pronto a reagir. Simplesmente a bola sai forte e para o meio das pernas, não lhe dando tempo de reagir (ele ainda toca na bola com o pé, mas mais que isso era difícil). Há alguma análise mais técnica que me esteja a escapar? Se não for o caso, então discordo da avaliação do lance. Um GR tem de estar com as pernas abertas para proporcionar o impulso correto para uma defesa, e o espaço entre as pernas é um ângulo tão difícil de cobrir como qualquer outro.

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 27, 2024 at 5:35 pm

      Uma coisa é ser um remate à queima-roupa ou num 1×1 em que o avançado vai em cima do guardião que faz mancha e a bola passa por baixo. Sou o primeiro a combater esse mito de “todos os golos por debaixo das pernas são frangos” ou “qualquer golo que entre pelo primeiro poste é culpa do GR”. Mas outra coisa é um remate a uma distância que permite uma reação, algo que considero ser este caso. É um remate forte sim, mas não foi nenhuma bomba, nem um remate colocado, bem pelo contrário. Dizer que “dificilmente poderia fazer melhor” quando ele claramente tem capacidade de reação suficiente – tanto que tenta desviar com o pé e simplesmente falha – parece-me algo exagerado também. Não foi a bola que lhe bateu no pé, foi ele que tentou desviar a mesma com o pé ao se movimentar. Claro que não é nenhum ‘frango’, longe disso. Mas podia fazer melhor, na minha opinião.

      Dito isto, houve prestações e golos sofridos bem piores, sem dúvidas.

      • Boneco21
        Posted Fevereiro 28, 2024 at 10:24 am

        Mas a questão é essa: eu acho que o remate é próximo e forte o suficiente. Ele tenta fechar as pernas o mais rápido que pode, e acaba por tocar na bola (com o joelho até, fui rever), como dizes. Não me parece que “falhe” a intervenção, simplesmente é difícil fechar as pernas tão rápido numa situação daquelas, sendo que a bola não vem rasteira, vem à altura dos joelhos. O remate é feito a uns 4-5m de distância e a bola não vai fraca. Para mim, não há falha nenhuma, mas é só a minha opinião. O João Gonçalves esteve muito pior no passe, tendo oferecido duas ocasiões flagrantes ao Braga, que por sorte não deram em golo.

        • AdeptoImparcial
          Posted Fevereiro 28, 2024 at 2:19 pm

          Calma, não disse que era uma “falha”. Vá, usei ali o verbo falhar para descrever que tentou desviar e não conseguiu, my bad, mas não foi com o intuito de insinuar que tem culpas claras no lance ou que seria uma falha, por exemplo, que merecesse menção na secção final, longe disso. Mas também não acho que “não podia fazer melhor” ou que foi uma bola tão rápida e tão perto assim, mas aqui já entramos no campo da perceção de cada um do remate, claro. Se a jornada não tivesse decorrido da maneira negra que decorreu, obviamente não falaria nele.

  • Jeremias
    Posted Fevereiro 27, 2024 at 2:41 pm

    Off-topic, mas acho adequado: excelente a defesa do Kelleher a remate do Palmer na final da Carabao Cup. Que grande guarda-redes!

    • AdeptoImparcial
      Posted Fevereiro 27, 2024 at 5:39 pm

      Supondo que estejas a falar daquela mancha na primeira parte, yes, grande bloco hehe mas até prefiro a do Kosuke desta jornada sinceramente!

    • Valentes Transmontanos
      Posted Fevereiro 27, 2024 at 4:41 pm

      Qual delas? Foi o homem do jogo, de facto.

  • hferreira
    Posted Fevereiro 27, 2024 at 1:36 pm

    Bem, um jornada mesmo cheio de falhas.

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