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Os Perigos da Bósnia

Pode ser um dos Estados mais recentes do espaço europeu, mas alguns dos seus jogadores comportam-se como verdadeiros guerrilheiros dos Balcãs. Experiência em combate tem eles. Se há dois anos, precisamente por esta altura, a selecção bósnia era olhada de cima para baixo, é justificado dizer-se, agora, que a situação se inverteu. Não que há dois anos não tivessem qualidade, mas porque os outros simplesmente tinham mais. Experiência, fundamentalmente.

Como em qualquer processo de crescimento, a equipa de Safet Susic tem também agora ossos mais fortes, movimentos mais amplos e, sobretudo, terá crescido mentalmente. O gene bósnio, o dos jogadores que na sexta-feira sobem ao relvado (?) de Zenica, são os mesmos que na década de 80 e começos dos 90′ fizeram sucesso e se expressavam em selecções como a croata ou a jugoslava. Prova disso, desse anunciado crescer mental, foi a autêntica pedra na bota que os bósnios foram em pleno Stade De France, com a França, onde um golo de Dzeko colocou em causa o apuramento francês e que só o golo tardio de Nasri, de penalty, evitou, mais uma vez, a crucificação gaulesa. Preferencialmente disposta num 4-5-1 que, na teoria, sugere uma equipa com excessivas preocupações defensivas, basta dizer que foram o conjunto mais concretizador do seu grupo para que essa ideia se esbata. Na baliza contam com Hasagic, guarda-redes com um longo percurso na Turquia, embora não espante se Begovic assumir a titularidade. A defesa é compacta e, a título de curiosidade, encaixou menos quatro golos que a nossa. Spahic e Papac são defesas muito experimentados em jogos de alta rotação, de campeonatos exigentes, mas que não são secundados pelos restantes elementos, na sua maioria a jogar em provas de pouca expressão. O verdadeiro valor deste combinado aparece a meio-campo, e para lá dele. Misimovic é um abre-latas por excelência, Pjanic um jogador de topo no transporte de bola e qualidade de passe, e depois há Lulic, um dos pilares da sensacional Lázio, líder em Itália. Todo o futebol fabricado na intermediária tem um só objectivo: apesar de todos os seus médios terem uma média de 2 golos na qualificação, importa, fazer a assistência ao que já foi descrito pelo VM como avançado perfeito: Dzeko, porta-estandarte do Manchester City e 2º melhor marcador da Premier League. Quando a fórmula inicial não consegue juntar todos os seus ingredientes, entra em cena Ibisevic, um avançado que, a época passada, levava 19 golos em 18 jogos na Bundesliga. Conseguirá Portugal (como todos esperamos) derrubar este “perigoso” opositor? A situação do relvado (ou batatal) é um motivo de preocupação ou uma falsa questão (considerando que prejudica as duas equipas)? A única certeza é que se não fosse a incompetência da dupla Agostinho/Carlos Queiroz (o pior seleccionador dos últimos 15 anos), e os erros técnicos e tácticos de Bento nos últimos encontros (só perdemos frente à Dinamarca mas já antes o mau futebol era uma realidade) nesta fase já estávamos com os os 2 pés no Euro 2012.

A.Borges

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