O Paços Ferreira conseguiu voltar ao convívio dos grandes apenas um ano depois de ter descido. Vítor Oliveira juntou mais uma subida, e um campeonato de II Liga, ao seu currículo, mas saiu do clube, tendo a aposta para o comando técnico recaído em Filó, técnico de 47 anos e um ex-jogador dos pacenses. O espinhense tem passado em várias equipas na II Liga, tendo liderado o Sp. Covilhã até ao 6.º lugar na temporada passada, mas terá agora a primeira experiência na principal divisão lusa. O objectivo passará pela manutenção, mas Filó tem a si associada uma ideia de bom futebol e os adeptos estão esperançados que o treinador consiga potenciar um dos planteis mais limitados da prova.
Olhando para o elenco, Carlos Carneiro, que regressou ao clube para ser director desportivo de novo (já tinha exercido o cargo entre 2010 e 2014), já garantiu 11 reforços, embora ainda possam chegar mais alguns. A maioria das aquisições chega dos escalões secundários do futebol brasileiro, sendo André Micael, central que esteve na Arábia Saudita e Roménia, mas com passado no Moreirense ou Olhanense, o ex Vitória SC Hélder Ferreira e os “ex-grandes” Bernardo Martins e Oleg Reabciuk os nomes mais sonantes. Ainda assim, a maior esperança do Paços reside nos jogadores que transitam da época passada, nomeadamente o criativo Pedrinho, os experientes Luiz Carlos, Marco Baixinho, Bruno Teles e André Leão, o guarda-redes Ricardo Ribeiro, eleito o melhor da II Liga pelo 2.º ano consecutivo, ou o goleador Douglas Tanque. Também Nathan Júnior, que só fez um jogo no ano passado, mas que deixou marca em Tondela gera alguma expectativa. Por outro lado, os jovens Diaby, que já foi associado ao Benfica, e Matchoi Djaló (apenas 16 anos) geram enorme expectativa e poderão ser duas revelações do próximo campeonato.
Deste modo, o Paços será uma das equipas que tentará fazer das fraquezas forças, apostando certamente num colectivo organizado para mascarar as fragilidades que existem a nível individual. A luta pela permanência deverá ser acesa até final da época, mas não será fácil a primeira experiência de Filó na I Liga com este elenco.
Reforços – Kevem (Mirassol), Maracás (Sampaio Corrêa), Oleg (FC Porto), Jorge Silva (Leixões), André Micael (Gaz Metan), Lucas Cunha (AR São Martinho), Simão Bertelli (Operário Ferroviário), Bernardo Martins (Benfica), Rafael Gava (Caxias), Hélder Ferreira (Vitória SC), Rafael Gladiador (Cabofriense), Yago (Athletico Paranaense).
O craque – Pedrinho
Melhor XI – Ricardo Ribeiro; Bruno Santos, Marco Baixinho, Maracás e Bruno Teles; Diaby, Luiz Carlos, Pedrinho e Bernardo Martins; Hélder Ferreira e Douglas Tanque.
Jovem a seguir – Matchoi Djaló
Prognóstico VM – 18.º lugar
Rodrigo Ferreira


9 Comentários
bruno teixiera
O Paços ficar atrás do Gil… Será? Duvido muito. A experiência do plantel do Paços principalmente em termos defensivos trará dividendos. Acho que se mantêm.
Antonio Clismo
Também não auguro nada de bom para o Paços este ano. A qualidade no plantel não abunda e vai ser uma época de luta e sofrimento.
João Ribeiro
Como disse no post do Famalicão, é tudo muito imprevisível na parte inferior da tabela pelo que não acho nenhum prognóstico descabido. Ainda assim, acho que o Paços tem aqui uma boa mescla de juventude e experiência e tem um plantel interessante. Curioso por ver a época de Diaby (impressionou o ano passado) e de Hélder Ferreira.
Richrad
Paços de Ferreira, Gil Vicente, Famalicão e Setúbal para mim top 4 a descer.
Antonio Clismo
Tondela e Setúbal.
Rev7
Pensei que era a equipa dos” jogadores esquisitos”, já que nem na I Liga devia estar. Já mudou essa opinião?
Leon18
Não tendo conhecimento sobre os jogadores que compõem o plantel pacense não me vou pronunciar sobre a prestação do mesmo na próxima edição da Liga NOS. Queria apenas deixar os meus votos sinceros de sucesso pois o PFFC sempre foi um clube com o qual simpatizei. Boa sorte!
Mantorras
Bem vindo Pacos… um daqueles clubes que tem as continhas (pelo menos e o que dizem) em dia e uma gestao responsavel. Espero que fique pela liga.
Marcelo Carvalho
18º lugar para o Paços? Veremos o que o futuro nos reserva, mas a Mata Real é um campo que fornece sempre bastantes pontos aos Castores. Para mim o 18º lugar deveria ser atribuído ao Tondela que perdeu Pepa e grande parte do 11 base.