Sporting 2-3 P. Ferreira (Liedson 41´ e Salomão 62´; Samuel 28´, Manuel José 45´g.p. e Pizzi 81´)
Uma 1ª parte que começou praticamente com uma oportunidade de Liedson, mas o remate do avançado leonino passou ao lado do poste. Depois de 10m de maior domínio do Sporting, o Paços equilibrou a partida, começou a criar perigo e a ser a melhor equipa no terreno. Na sequência de um pontapé de canto a bola sobra para Samuel e do meio campo o central do Paços inaugura o marcador. Com o golo sofrido o Sporting reagiu, ou melhor Valdés reagiu e começou numa guerra à parte com Cássio. Depois de várias defesas de grande nível, o guarda-redes do Paços defende um remate do chileno para a frente e Liedson na recarga faz o 1-1. Já no último minuto da 1ª parte, Carriço perde a bola em zona proibida, o que proporciona um contra-ataque do Paços que acaba por resultar num penalti mal assinalado e o respectivo 1-2 para a equipa da cidade do móvel. Ao intervalo, o resultado apesar de injusto acabava por penalizar uma equipa leonina que entrou em campo com menos um (Maniche). A segunda parte foi muito menos interessante, contudo, quase do nada Valdés isola Salomão e o esquerdino faz o 2-2. O Sporting não espevitou com o golo e continuou a ser dominado pelo Paços. Na fase final da partida, já com o jogo partido e numa fase em que a equipa pacence estava mais perigosa, Pizzi faz o 2-3 e “mata” a partida.
Destaques
Valdés – O melhor elemento leonino em campo. O chileno tentou remar contra a maré mas a falta de qualidade dos seus companheiros de equipa é demasiado gritante.
Pizzi – Uma grande exibição do extremo do Paços. Deu sempre grande trabalho a João Pereira e acabou por decidir a partida com um belo golo.
Carriço/Polga – Uma equipa com uma dupla de centrais tão banal não pode ambicionar mais do que lutar pelo 3º ou 4º lugar. Demasiados erros defensivos e mais 3 golos sofridos.
P. Ferreira – Já o tinha demonstrado frente ao Porto (jogo que perdeu injustamente) e hoje voltou a demonstrar mais uma vez que é a equipa em Portugal que apresenta uma melhor organização técnico-táctica. O futebol e qualidade posicional que os pacences evidenciaram em Alvalade fora 4/5 jogos dos chamados grandes foi do melhor que se viu nos últimos anos no futebol português.
Evaldo – A falta de qualidade técnica do lateral leonino é demasiado gritante. A 2 meses de fazer 29 anos e depois de ter custado 3 milhões de euros, mais não é que um sucessor do limitado Grimi (outro que tinha custado 3 milhoes).
Maniche – Exibição zero, um pouco à semelhança do que tem sido o seu rendimento nos leões. Causou alguma estranheza Paulo Sérgio não ter dado continuidade a Zapater, mas o treinador leonino parece apostado em entrar em campo com menos 1.
Salomão/Liedson – Apesar dos golos, o esquerdino ainda não tem capacidade para ser titular numa equipa como o Sporting, hoje andou muito desaparecido e foi facilmente engolido por Baiano. Já o avançado que não marcava desde Agosto foi sempre presa fácil para as torres do Paços.
Sporting – Paulo Sérgio, Costinha, Bettencourt, parecem destinados a conduzir o clube leonino para a banalidade. Hoje, apesar do belo espectáculo de futebol, deu quase sempre a ideia que o Paços era a melhor equipa em campo, a que tinha mais criatividade (Maykon e Pizzi), mais intensidade (grande jogo de A.Leão e Olimpio) e a mais segura defensivamente (Samuel e Cohene estiveram a bom nível), perante uns leões sem ideias, sem velocidade, sem qualidade, que parecem resignados e mesmo com um plantel tão fraco à espera de um qualquer milagre. O lance do penalti mal assinalado no último minuto da 1ª parte acabou por prejudicar o Sporting, mas uma equipa que em 24 pontos possíveis em casa só faz 12, parece-me que não terá sido esse penalti a prejudicar a época dos leões e seja desculpa para algo.


