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Para contrariar o favoritismo

NBA: Playoffs-Los Angeles Clippers at San Antonio SpursOs Golden State Warriors são os grandes candidatos a representarem o Oeste na final da NBA, mas ao contrário de Cleveland, devem ter de suar para ficar no topo da classificação, pois a conferência mantém um nível global elevado, e possui alguns conjuntos que têm argumentos para alcançar o primeiro posto, bem como para arredar a equipa de Steve Kerr dos playoffs. São os outsiders, equipas que correm por fora, mas que devem ser levadas em consideração na luta pelo título.

San Antonio Spurs
É estranho escrever algo sobre San Antonio e não mencionar Tim Duncan, mas adiante. É o início de uma nova era, que na realidade já começara. A equipa pertence agora a Leonard e Aldridge, sendo que Parker e Ginobili são apenas figurantes. Os Spurs viram sair Duncan e Diaw, mas asseguraram Pau Gasol, que tem o perfil adequado aos texanos: para lá da idade avançada, domina os fundamentos básicos, é um jogador de equipa e um profissional sério. Para lá do espanhol, San Antonio não se movimentou muito no mercado; entrou David Lee, mas mesmo aqueles que acreditam nos milagres realizados por Popovich duvidam que o extremo venha a mostrar rendimento semelhante ao de uns anos atrás. Depois há Davis Bertans e Livio_Jean-Charles, dois europeus que assinaram este ano, completos desconhecidos no mundo da NBA mas que, com o historial dos Spurs no que respeita a jogadores internacionais, podem surpreender. San Antonio vai lutar pelo título, e provavelmente é a mais séria ameaça aos Warriors. A entrada de Gasol implica que SA não irá abdicar de um estilo mais conservador, em contraponto com as esquadras mais baixas e rápidas. Ainda assim, a rotação de bola e a consistência no lançamento exterior, aliadas a uma presença interior forte, são uma ameaça para qualquer defesa. No outro extremo, Leonard é dos melhores defensores da actualidade, e Gasol, não sendo um Duncan no seu auge, é jogador com alguma presença. O ponto fraco da equipa passa por Tony Parker; o francês está longe do jogador que se sagrou MVP das finais, numa fase da carreira em que conseguia de facto decidir partidas. O desgaste e os problemas físicos não só limitam os seus minutos, como diminuem o próprio rendimento (em especial no ataque, visto que na defesa nunca foi de elite) no campo. E numa liga em que praticamente todas as equipas têm um PG de qualidade, Parker é um ponto fraco a explorar. San Antonio também precisa de um Green mais forte e eficaz este ano, após uma temporada abaixo do esperado, e em que a sua percentagem de lançamento foi a mais baixa de sempre, incluindo uns horríveis 33% em lançamentos triplos. Com o big-3 desfeito, é preciso um terceiro elemento a ajudar Leonard e Aldridge, e sendo provável que Gasol tenha direito a folgas, Green terá de assumir esse papel.

Objectivo: título (se Golden State deixar)
Força: o treinador, Pop continua a criar grandes colectivos e a fazer parecer bons jogadores que não o são
Fraqueza: posição de base, Tony Parker há muito que não é um top-3 da Liga

LA Clippers
Mais um ano de expectativas defraudadas para a “outra equipa de LA”. Blake Griffin perdeu grande parte da temporada devido a uma lesão com origens extra-basquete, e Chris Paul lesionou-se no confronto com os Blazers na ronda inicial do playoff, e o resultado foi mais uma saída de cena antes do previsto. Este ano, porém, é crucial para o futuro da franchise, pois Paul e Griffin serão jogadores livres no Verão, e nesta fase das suas carreiras podem decidir-se por abraçar projectos em que a probabilidade de vencer seja maior. A verdade é que os Clippers, não obstante possuírem um bom conjunto, têm falhado redondamente na tarefa de juntar outro tipo de talento ao seu cinco inicial. O ano passado, Josh Smith e Lance Stephenson foram dois tiros ao lado, tendo zero impacto na equipa. Este Verão, viram fugir Cole Aldrich e Jeff Green, e os novos reforços não criam grandes expectativas. Speights, embora irregular, terá a sua utilidade, mas dificilmente serão Alan Anderson, Brandon Bass e Raymond Felton a fazer grande diferença. A incapacidade da equipa em se superar nos playoffs conjuntamente com a dificuldade em atrair talento (tivessem os Lakers Paul e Griffin, e os FA fariam fila à porta) são um teste à paciência de Steve Ballmer, que depois de pagar dois mil milhões de dólares pela franchise, se tem mantido à parte das decisões. Mas quando as derrotas se sucedem, e a manobra do Verão passa por pagar 35 milhões ao filho do treinador, cabeças podem rolar. Tudo somado, os Clippers estão naquela situação de ganhar ou ganhar, não havendo espaço para outro resultado. Claro que tudo continua sobre os ombros da dupla Paul-Griffin, com JJ Redick a desempenhar o papel de terceira opção de ataque. DeAndre Jordan continua a âncora defensiva, mas também é um poste com limitado repertório ofensivo e uma fraqueza a explorar da linha de lance livre. As aspirações de LA passam muito por estes elementos, pela sua produção e pela sua capacidade de se manterem sem problemas físicos, até porque no banco, à excepção de Jamal Crawford, não existe quem possa fazer a diferença.

Objectivo: título (com prognóstico reservado)
Força: a dupla Paul e Griffin é o ponto forte da equipa
Fraqueza: ansiedade em manter Paul e Griffin satisfeitos, de modo a que não saiam no Verão

Nuno R.

8 Comentários

  • Pedro Miguel S.M. Rodrigues
    Posted Outubro 4, 2016 at 3:53 pm

    Claramente a conferência Oeste será a mais interessante de acompanhar, contudo, a do Este poderá reservar uma ou outra surpresa, tamanha é a distância que Cleveland tem para os restantes.~

    Especificamente em relação aos Spurs, expectativa e receio para ver como irão definir a posição PG. Como adepto de longa data, fico algo apreensivo para ver como Pop irá conseguir deslindar este nó. Não tendo alguma preocupação quanto ao comportamento em campo por parte de Leonard e de Aldrigde, alguma expectativa fico com a possível ligação que existirá entre Gasol e Leonard, como ainda irá funcionar a tripla Gasol/Leonard/Aldridge, especialmente pelos movimentos que poderão ocorrer, não só em termos de penetração ofensiva, como ainda como é que o jogo exterior irá funcionar. Será que Leonard irá assumir mais o jogo exterior agora que terá um Gasol debaixo do cesto? Será que Aldrigde poderá evoluir mais num jogo exterior, ficando os Spurs com dois bons atiradores como Aldrigde e Leonard?

    82 jogos para responder a estas e outras questões… Ponto de ordem: acho que o primeiro lugar dos GSW na conferência não são um dado adquirido. Há que sempre contar com os LA Clippers e os Spurs. Pessoalmente, tendo em conta a situação do Paul e do Griffin, creio que a melhor forma que os Clippers têm de os convencer a ficar será fazerem uma boa época regular para conseguirem acabar, senão em primeiro, ficar à frente ou dos GSW ou dos Spurs, como boost de motivação para os playoff…

  • joao
    Posted Outubro 4, 2016 at 4:21 pm

    depois do texto que aqui vi ontem sobre os GSW fiquei com a impressão que seria impossível ficarem fora do play-off

  • Guilherme Silva
    Posted Outubro 4, 2016 at 5:26 pm

    Acho os Spurs mais fracos que no ano passado, mas é claro que nunca vou subestimar uma equipa de Pop. O que é certo é que terão de haver alterações, especialmente na defesa. Porque apesar do Timmy ser um veterano, ainda dava uma rim protection que o Gasol nunca sequer sonha dar e acho que é por aí que passará o maior problema dos texanos. Também achei bastante estranha a saída do Boris Diaw, um jogador que aprecio imenso e que tinha Spurs escrito na testa. A renovação de Manu, apesar de óbvia, pode deixar marcas. 30M por 2 anos para alguém que já não consegue acrescentar nada é claramente exagerado, e os 76ers ao meterem-se na corrida fizeram com que o preço subisse imenso. Veremos como corre, mas globalmente considero os Spurs mais fracos que no ano passado.

    Quanto aos Clippers, é mais do mesmo. Não conseguiram, de novo, ninguém de topo para se juntar ao Big 3 – falta uma referência a Jordan, que com todos os seus defeitos continua a ser um bom e importante jogador desta equipa – mas até acho o Alan Anderson um role player bastante razoável. Bass também é um poste útil e interessante, mas nenhum destes nomes será um game changer, e especialmente nas alas os Clippers deixam muito a desejar. Não acredito que passem da segunda ronda do playoff, e depois na free agency as coisas podem tornar-se muito complicadas.

  • Lipinho
    Posted Outubro 4, 2016 at 9:28 pm

    Boa noite, parabéns pelo post! No entanto tenho de fazer alguns reparos em relação a equipa dos San Antonio Spurs que na minha ótica nao estão completamente corretos… Penso que o Tony Parker esta um pouco vulgarizado no texto, estamos a falar de um jogador muito (mas mesmo muito) experiente, já conhece a nba como ninguém e dizer que ele é uma fraqueza a explorar acho algo exagerado, obviamente não apresenta os índices físicos de anos anteriores e principalmente no ano passado fraquejou em momentos importantes… No entanto acredito que pode renascer esta época, afinal de contas nao é assim ha tanto tempo como se da a entender que não é dos melhores bases da liga (há cerca de dois anos que não apresenta o mesmo nível). O outro reparo é em relação ao Paul Gasol, acho que é aqui que os Spurs pioraram e muito, ter Tim Duncan que era um otimo defensor (para não dizer excelente) para ter Gasol é como da noite para o dia… O espanhol ofensivamente ja se sabe que continua a ser dos postes mais temidos no entanto defensivamente é um buraco enorme e terá de ser escondido nas rotações (tal como não poderá jogar os minutos finais para que não seja abusado defensivamente)… Em relação aos Clippers, é uma equipa que gosto particularmente mas tal como referido tem falhado sempre nos play offs e terá de chegar a altura em que Doc Rivers terá que ser chamado a responsabilidade (ja sao muitos anos com desculpas) ainda por cima sendo ele o General Manager e o Coach da equipa ao mesmo tempo… Tudo o que não seja uma época de MVP do Blake será uma desilusão (para min é dos 5 melhores jogadores da liga) e quem conta com o melhor base da nba (na verdadeira ascensão da palavra de base) deve sonhar…
    Abraço e que comece a melhor liga do mundo!!!

    • Logen
      Posted Outubro 4, 2016 at 9:48 pm

      Concordo a 100%

    • Marcelo
      Posted Outubro 4, 2016 at 10:58 pm

      Concordo, não acho que Tony Parker e Ginobili sejam meros figurantes, mas sim personagens secundárias… Tony Parker ainda tem muita experiência e pode ser util, enquanto Ginobili acrescenta muito à equipa vindo do banco.

    • Rui Afonso
      Posted Outubro 5, 2016 at 7:03 pm

      Blake ser um dos 5 melhores da liga acho um grande exagero.

  • JohnnyOli
    Posted Outubro 5, 2016 at 3:09 pm

    Tal como o ano passado acho que GSW e SA são claramente as melhores equipas da liga. As mais sólidas colectivamente. Já não se pode dizer a mesma coisa dos Clippers, apesar de terem um treinador que aprecio, o 2 melhor base da liga e um um bom poder interior, vacilam nos momentos decisivos. Aí culpo um pouco o Blake. Não sei se os SA estão assim tão mais fracos com a saída de Tim. Na verdade, ele já não jogava em muitos momentos decisivos dos jogos. Que chegue dia 25, e rápido!

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