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Paulo Sérgio: Culpado ou Vítima?

O Sporting tem feito uma época muito fraca. Arredado do título, afastado da Taça de Portugal pelo Vitória de Setúbal, os leões concentram agora atenções na Liga Europa e na Taça da Liga, onde procuram “salvar” alguns dos objectivos que foram estabelecidos para a temporada 2010/2011.

Depois da demissão de José Eduardo Bettencourt, a venda de Liedson foi um duro golpe para o clube de Alvalade. O luso-brasileiro durante muitos anos foi o abono de família dos verde e brancos, que para além de se verem reféns do seu maior goleador, ficam com o ataque entregue a Postiga e Saleiro, avançados que não são garantia de golos. As declarações de Costinha à Sporttv mostram igualmente, que existe uma tremenda instabilidade num dos 3 grandes do futebol nacional, que à medida que o tempo vai avançando se distancia cada vez mais dos rivais.

Contratado para esta época, Paulo Sérgio chegou a Alvalade com vontade de lutar pelo título. O técnico ex-Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães assumiu que, apesar de ter um orçamento bastante inferior a Porto e Benfica, iria lutar até ao fim com o que tinha. Ainda antes de iniciar funções no Sporting, o treinador português deu uma entrevista onde pediu entre outros reforços, alas rápidos e desequilibradores, um trinco alto e o tão falado “pinheiro”. No entanto, os dirigentes leoninos não acederam aos seus pedidos, e neste defeso de Inverno não só não lhe deram o dito avançado, como lhe tiraram um dos poucos que tinha.

Na nossa opinião, algo que salientamos desde a pré-época, o plantel do Sporting é o pior da história do clube e com tal fraca panóplia de jogadores seria impossível medir forças com Porto e Benfica. Com uma das piores duplas de defesas centrais do campeonato, com dois laterais que falham defensivamente, e um deles que dá uma profundidade ofensiva nula, com um meio campo pouco agressivo, sem capacidade física, e uma equipa sem alas que desequilibrem e avançados que marquem golos, nunca para os lados de Alvalade se viu tanta mediocridade, aliás a este plantel se tirarmos Valdés e mais uns dois ou três, as diferenças para o Paços de Ferreira são nulas, talvez por isso não espante que Cristiano ex-estrela na capital do móvel venha  ser um dos melhores jogadores dos leões até final da época. Mas os maus resultados não se devem apenas à fraca qualidade do plantel, pois empates em casa com a Naval, Olhanense ou Nacional, ou mesmo derrotas com o Paços de Ferreira e Vitória são inadmissíveis para um clube que quer ser campeão. O treinador do Sporting desde cedo demonstrou preferência por vários sistemas tácticos, alterando entre o 4-4-2, o 4-3-3, ou o 4-2-3-1, não permitindo que a equipa estabilizasse e talvez isso explique um pouco o seu insucesso. Para além disso, Paulo Sérgio tem uma atitude passiva no banco de suplentes, como se estivesse acomodado com o que se passa em campo, não relevando igualmente uma boa leitura de jogo nas mexidas que faz durante as partidas.

PS – O Visão de Mercado tem conhecimento que tal como Costinha, Paulo Sérgio não ficou nada satisfeito com a saída de Liedson e a sua permanência no Sporting nesta fase só se deve a um pedido da direcção para que o treinador não abandone o barco e deixe a equipa à deriva até às eleições, pois a contratação de um novo treinador por apenas 2 meses seria impossível e Lima (treinador dos Juniores) não oferece garantias. Contudo, os maus resultados da equipa e a pressão que sofre por parte da imprensa, aliados aos insultos de que foi alvo no empate com a Naval, não lhe darão grandes hipóteses de continuar a treinar o Sporting na próxima época. Um pouco à semelhança de Costinha, acreditamos que quando abandonar o barco, o treinador português revelará alguns pormenores polémicos. 

Paulo Sérgio é o culpado ou a vítima? Tem condições para permanecer no Sporting? Outro treinador conseguiria fazer melhor com o fraco plantel dos leões?

T. Cunha

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