Paulo Sérgio, técnico do Sporting, abordou, ontem, vários assuntos que estão na ordem do dia no clube leonino, em entrevista publicada no site oficial do clube verde-e-branco. Numa fase inicial da temporada, Paulo Sérgio faz um balanço positivo.
Stojkovic – «pode ser o guarda-redes do Sporting num futuro próximo»
«Não o conhecia, sabia de algumas histórias mas o que está para trás não me diz nada. Demo-nos lindamente durante o mês em que trabalhámos juntos. Não tenho nada a apontar-lhe», diz Paulo Sérgio, em declarações ao site do clube. «Apercebi-me das suas qualidades. É de uma escola diferente. Tecnicamente, não cumpre com os requisitos que a boa escola manda, mas é eficaz, é muito grande, ocupa muito a baliza», descreve. «Quando começava a pensar que iríamos ficar com ele, apareceu a hipótese da Sérvia [Partizan]. Ele não falou comigo para saber se teria hipóteses de ficar com o lugar, meteu na cabeça que queria sair e decidiu a sua saída com o Costinha», conta, mostrando-se convicto no «potencial» do sérvio «para ser o guarda-redes do Sporting num futuro próximo».
Pongolle e Tonel – explicação das suas saídas do clube
Quanto ao internacional português, o técnico diz que Tonel teve imensas possibilidades para sair», tendo aproveitado «a oportunidade de fazer um grande contrato». Diferente é a situação do avançado francês. «Pongolle não tinha muitas condições para ter sucesso no Sporting, nesta temporada. Tentámos trazê-lo para um nível alto, mas foi preciso tomar uma decisão e, sendo um activo do Sporting, seria importante que pudesse jogar. Está a vista de toda a gente e o Sporting poderá vir a recuperar aquilo que investiu no Pongolle», refere, sublinhando que o empréstimo do jogador ao Saragoça permitiu, ainda, «libertar um vencimento importante para, julgávamos nós na altura, a possível entrada de um outro [avançado]».
«Pedro Mendes e Izmailov serão grandes reforços»
Paulo Sérgio não vê a hora de poder contar com Pedro Mendes e Izmailov, jogadores que tornarão a equipa do Sporting «ainda mais forte». «Serão, de facto, dois grandes reforços. O Sporting ficará uma equipa ainda mais forte, com dois jogadores de reconhecido talento e capacidade».
Mercado
Pediu um «pinheiro» para o ataque, mas não viu a pretensão satisfeita. Paulo Sérgio diz que não está no Sporting «para andar a chorar pelos cantos» e que «jamais» falará sobre quem não rumou a Alvalade. O objectivo está definido: «Temos uma força que não sabemos medir e essa capacidade tem de ser explorada todos os dias».
Reforços
O técnico manifesta a intenção de “potenciar” os jogadores que tem, referindo que “Tales é um miúdo que, tal como o Salomão, é para desenvolver“. Sobre Hildebrand, a outra contratação de última hora, Paulo Sérgio afirma que “era um nome referenciado há mês e meio“, lamentando a saída de Stojkovic num momento em que pensava “que o leque de guarda-redes estava fechado”.
Postiga, Matias e Vukcevic
Há jogadores em défice de rendimento no Sporting, conclui Paulo Sérgio, que aponta nomes e expectativas sobre os mesmos para a época em curso: “Espero uma grande época do Postiga, do Matías Fernández e do Vukcevic.” “Quero que todos subam de rendimento, e a nossa convicção é que há jogadores com capacidade tremenda. Por exemplo, o Postiga é um jogador de ‘top’, faz coisas que, em Portugal, poucos fazem, tem qualidade técnica fantástica e já percebeu, tal como outros, como o Matías Fernández ou o Vukcevic, que a capacidade técnica nunca aparecerá fora daquilo que é a estratégia grupal.
Visão de Mercado – Desta entrevista, a destacar a saída de Pongolle que implicava a entrada de mais um avançado, o próprio treinador leonino reconheceu isso, e demonstra a falta de capacidade dos leões na abordagem ao mercado. Outro aspecto algo caricato é a notória falta de comunicação entre o treinador e a estrutura directiva, pois parece que o técnico foi o último a saber da saída de Stojkovic. Contudo, e como aspectos positivos a salientar a sinceridade e a abertura de Paulo Sérgio em abordar diversos pormenores e a tentativa do mesmo em potenciar alguns jogadores que poderão ser importantes na época leonina, como são o caso de Vukcevic, Matias, Izmailov e Postiga.
Que balanço faz da entrevista de Paulo Sérgio? Será Stojkovic no futuro o nº 1 da baliza leonina? Conseguirá o técnico extrair todo o potencial de Vukcevic, Matias e Postiga? Existe uma sintonia entre o treinador e a estrutura directiva? Ou ficou evidente que as saídas de Pongolle e Stojkovic foram feitas à margem de Paulo Sérgio, ou que implicavam a entrada do dito pinheiro e outros jogadores?