Faltou um golo. Peixe optou por sentar Tomás Esteves, Fábio Silva, Brazão, Paulo Bernardo e Famana Quizera, que na teoria até são os principais craques deste elenco, mas os lusos dominaram até aos 60 minutos e podiam ter conseguido uma margem que permitiria chegar à última jornada só a necessitarem o empate. A opção de baixar o bloco, juntamente com a maior pressão dos russos, que, sem nada a perder, foram à procura dos golos, acabou por hipotecar esse objectivo. Individualmente Gerson fez a diferença com uma assistência (grande jogada) e um golo, também Batalha justificou a titularidade, mas foi Bruno Tavares a demonstrar mais pormenores acima da média (fez estragos com o seu pé esquerdo). Já Tiago Ribeiro fez pouco para justificar a titularidade.
Portugal bateu a Rússia, por 2-1, na 2.ª jornada do grupo C do Europeu sub-17 e só depende de si para seguir em frente (tem de bater a Islândia no último jogo). Gonçalo Batalha, depois de uma grande jogada de Gerson Sousa, abriu o activo aos 16 minutos, tendo Gerson ampliado no principio do 2.º tempo. A Rússia no entanto reagiu e num penálti cometido por Filipe Cruz fez o 1-2 através de Schetinin. Peixe alinhou com: Samuel Soares, Filipe Cruz, Eduardo Quaresma (cap.), Tomás Araújo, Rafael Brito, João Daniel, Tiago Ribeiro (Paulo Bernardo, 76′), Gonçalo Batalha (Daniel Rodrigues, 63′), Bruno Tavares, Gerson Sousa (Pedro Brazão, 76′) e Tiago Tomás (Fábio Silva, 63′).


9 Comentários
vascoosb
Uma primeira parte positiva mas uma segunda horrivel a meu ver, a fazer lembrar outras geracoes. Ou esta e inferior a outras recentes ou entao ha muito a fazer. Neste momento parece uma equipa mal trabalhada e sem rotinas. Penoso ver o Fabio Silva a entrar cheio de vontade para depois jogar completamente desapoiado na frente (qual Nelson Oliveira), estando o meio campo e os extremos mais preocupados em defender desde os 50 minutos. Para mim os destaques positivos foram o Samuel Soares (muito bem nas saidas), Quaresma (calmo a sair a jogar e forte nos duelos), Gerson (rapidissimo, a fazer lembrar o Bruma) e Bruno Tavares (nao gostei da segunda parte mas na primeira teve bons pormenores e deu muita profundidade).
Antonio Clismo
Concordo, esta equipa parece que não tem processos nenhuns, parece que se conheceram todos ontem e começaram a jogar juntos hoje.
Só de pensar que estes jogadores estão juntos há 3 anos desde os sub15 sempre acompanhados pelo Emílio Peixe, dá que pensar o que anda ele ali a fazer, uma vez que não há trabalho vísivel nesta equipa. Tudo o que a equipa produz de bom são apenas rasgos individuais dos jogadores ou processos entre jogadores do mesmo clube que já vêm de trás.
Antonio Clismo
Portugal conseguiu fazer uma boa gestão do plantel para este jogo (não se poderá queixar do cansaço, até agora foram a única equipa que se deu ao luxo de rodar a equipa no segundo jogo).
Ainda assim mostraram alguma falta de ideias no ataque (jogadas muito denunciadas e atabalhoadas) o que é estranho uma vez que se nota a superioridade técnica nos jogadores portugueses mas depois embrulham sempre as jogadas. Falta de ideias ou de treino?
Depois a defesa tem sido muito permissiva, é preciso fazer algo porque o bloco português está muito pouco compacto.
Os Islandeses não são nada fracos, têm o filho do Gudjonsen que joga no Real Madrid e têm outros jogadores que jogam em Itália, Holanda e outros países nórdicos. Geralmente marcam sempre nos jogos que fazem e cometem muito poucos erros. Portugal vai ter de estudar muito bem o adversário e ir com tudo, porque aqui todos os golos contam, mesmo que seja para decidir a 5ª e última vaga para o Mundial sub17.
Espero que vejam e estudem bem os islandeses e revejam o jogo contra a Hungria porque o estilo de jogo é idêntico e Portugal não pode cometer o mesmo tipo de erros.
w84show
1ª parte muito boa de Portugal, a Rússia nem existiu. A 2ª parte, a partir da entrada do nº 9 russo (Shapofalov, muito bom jogador), Portugal fez um jogo muito pobre. Não percebi a troca do Tomás Esteves (que no 1º jogo tinha jogado bem) pelo Filipe Cruz, que não resultou. O Tiago Tomás que substituiu o Fábio Silva é um jogador interessante e portou-se muito bem mas o Fábio é naturalmente o melhor ponta de lança e mais ‘maturo’ desta selecção.
Antonio Clismo
Engane-se quem pensar que consegue manter sempre o mesmo XI neste tipo de competições. Com jogos de 3 em 3 dias, quem não rodar a equipa fica mais próximo de ser eliminado, isso é certo.
Geralmente neste tipo de torneios ganha a equipa que come mais relva.
Portugal vai ter jogo na sexta contra a Islândia (jogo do tudo ou nada) e se tudo correr bem voltam a jogar na segunda feira contra o vencedor do grupo D (Espanha, Itália ou Alemanha).
Todos os pormenores contam, penáltis incluídos.
w84show
Certo, é verdade. Obrigado pelo esclarecimento. Dificulta um bocado o entrosamento e esclarecimento dos XI’s…
Flavio Trindade
Posso ter visto um jogo atípico mas o que me saltou à vista é que não me parece de todo que esta geração tenha tanto talento quer individual quer colectivo como as anteriores.
Em termos de processos de jogo achei mesmo muito fraquinho, muito atabalhoado e com muito enfoque nos lances individuais.
Individualmente os dois portistas, Fábio Silva e Tomás Esteves, parecem-me os jogadores mais diferenciados desta geração e cuja qualidade salta à vista.
Do 11 inicial que entrou hoje, Gerson acabou por ser o MVP, uma espécie de clone de Pedro Brazão mas a jogar no flanco oposto. Rápidos, boa técnica, sem medo de ir para o 1×1 mas também tremendamente inconsequentes.
No plano tactico e colectivo destacaria Paulo Bernardo, Rafael Brito e Tiago Ribeiro que foi o jogador mais sereno e mais estável durante todo o tempo que esteve em campo.
O resto sinceramente posso até ter visto um jogo atípico, mas não achei que nenhum dos restantes sejam jogadores de alto nível. Poderão eventualmente crescer porque ainda são muito novos, mas fiquei com a nítida impressão que falta muita coisa quer individual quer colectivamente.
Acho estranho igualmente que esta convocatória tenha por base apenas os 3 grandes, com particular incidência no Benfica e Sporting, quando acredito plenamente que na esfera fora dos 3 grandes hajam talentos bem superiores a estes que vi jogar hoje.
João Lains
Hoje em dia os grandes talentos já estão todos identificados até aos 15/16 anos pelos principais clubes.
Flavio Trindade
Sim João.
Em termos de identificação e posterior recrutamento os grandes levam vantagem.
Mas não deixa de ser verdade que em Portugal utiliza-se muito a política de convocar com base em 3/4 clubes também para ser mais fácil garantir rotinas de jogo.
É uma opção discutível, mas tem dado resultados.