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Pepe, Postiga e Varela deixam Portugal mais perto dos quartos-de-final; Exibição sofrida (várias oportunidades claras de golo desperdiçadas principalmente por Ronaldo e uma perda infantil da vantagem no marcador), vitória importante e boas perspectivas para o desafio frente à Holanda (um empate até pode ser suficiente)

Dinamarca 2-3 Portugal (Bendtner 41′ e 79′ ; Pepe 24′, Postiga 36′ e Varela 87′)

Portugal cumpriu e derrotou a Dinamarca no 2º jogo do grupo B. Vitória sofrida (a selecção esteve a ganhar por 2-0, permitiu o empate, mas chegou ao triunfo já perto do fim fruto de um golo de Varela), muito importante (se a Alemanha vencer os 2 jogos o empate frente à Holanda será suficiente…caso os alemães goleiem os seus adversários até podemos perder frente à Laranja Mecânica e passar), mas que não traduz o que se passou em campo, já que a equipa das quinas justificava (pelas oportunidades de golo) outro resultado (Portugal desperdiçou várias oportunidades claras de golo, podia ter acabado com o jogo mais cedo e acabou por sofrer 2 golos na sequência de erros infantis e de ordem táctica, Bento leu mal o jogo na 2ª parte e não protegeu o corredor esquerdo).
No que diz respeito ao encontro, apesar dos números no marcador, não foi propriamente uma partida intensa e espectacular. As equipas privilegiaram a questão táctica (nunca desequilibraram os sectores), e acabaram por ser eficazes (principalmente a Dinamarca que concretizou praticamente as duas oportunidades que dispôs, pois Portugal no 2º tempo desperdiçou várias situações para ampliar o resultado). A selecção chegou ao 2-0 depois de um golo de Pepe na sequência de um canto, e de um tento de Postiga a corresponder a uma assistência de Nani. Já perto do intervalo, a defesa nacional (completamente desconcentrada) deixou Bendtner reduzir o marcador. Na 2ª parte, Ronaldo foi desperdiçando o 3-1 (principalmente em duas situações em que estava completamente isolado), e a Dinamarca acabou por empatar novamente na única oportunidade que dispôs (Bendtner marcou de cabeça, aproveitou uma nova desconcentração da nossa defesa). No entanto, (e naquela que foi a melhor fase de CR7) Portugal reagiu, e Varela já perto do fim com um remate espectacular (numa situação semelhante, até mais complicada, ao jogo frente à Alemanha) correspondeu a uma boa jogada de Coentrão e fez o 3-2 final.

Destaques

Ronaldo – Os portugueses gostam de bodes expiatórios (nos últimos dias Postiga foi o centro das atenções), e com alguma naturalidade CR7 vai ser o alvo das criticas (só em Portugal é que mesmo quando se ganha tem de haver um motivo ou algo para criticar). Falhou 2 golos até algo fáceis (estranho considerando a sua qualidade, mas nenhum jogador consegue ser 100% eficaz), compensou pouco defensivamente (no Real é igual ou pior, como tal, não se pode ficar surpreendido), mas lutou, correu, assistiu (Portiga não correspondeu a uma boa situação na 1ª parte) e apesar de não ter protagonizado uma boa exibição é de longe o nosso melhor jogador (só com ele num bom momento podemos sonhar chegar longe), como tal, deve ser protegido e não criticado de uma maneira depreciativa.

Portugal – Exibição q.b., vitória sofrida (exageradamente depois de estarmos a vencer por 2-0), mas em termos tácticos e técnicos fomos sempre superiores à Dinamarca, à excepção dos últimos 25m, quando Bento não reagiu à entrada de Mikkelsen e deixou o flanco esquerdo (defensivo) completamente desprotegido (Coentrão ficou sempre com 2 adversários e os dinamarqueses aproveitaram isso para desequilibrar).

Pepe – O melhor jogador em campo. É um português dos “grandes” e hoje foi imperial. Fez o 1-0 e “limpou” praticamente tudo em termos defensivos.

Veloso-Moutinho – Anularam na perfeição o meio campo dinamarquês (Eriksen foi uma nulidade), tacticamente estiveram a um bom nível e a contribuição defensiva de ambos foi fundamental para o triunfo de Portugal.

Bendtner – Duas oportunidades dois golos de cabeça. Criou ainda uma situação com algum perigo (remate ao lado) e demonstrou que é um autêntico “carrasco” para Portugal. Não fosse o seu comportamento fora dos relvados e seria sem dúvida um ponta-de-lança com outro destaque em termos internacionais.

Postiga – Marcou no Euro 2004, no Euro 2008 e agora no Euro 2012. Excelente golo, podia ter ampliado em duas ocasiões, ainda isolou Ronaldo com uma boa simulação, foi importante na pressão, e no geral fez uma exibição positiva.

Dinamarca – Percebeu que um empate era um bom resultado, deu a iniciativa a Portugal e com um Eriksen ausente, limitou-se a explorar os corredores (destaque para as duas assistências de Krohn-Dehli, o bom posicionamento táctico e para a presença de Kvist no meio campo).

Varela – Foi o herói português ao fazer o 3-2 final. Voltou a ser a aposta de Bento e justificou essa confiança com um excelente golo.

Nani/Bruno Alves – Duas das melhores exibições da selecção. Nani foi dos que mais desequilibrou, juntando à sua exibição uma boa presença defensiva e assistência para o 2-0; já Bruno Alves esteve imperial no jogo aéreo e venceu praticamente todos os duelos individuais.

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