Dinamarca 2-3 Portugal (Bendtner 41′ e 79′ ; Pepe 24′, Postiga 36′ e Varela 87′)
Destaques
Ronaldo – Os portugueses gostam de bodes expiatórios (nos últimos dias Postiga foi o centro das atenções), e com alguma naturalidade CR7 vai ser o alvo das criticas (só em Portugal é que mesmo quando se ganha tem de haver um motivo ou algo para criticar). Falhou 2 golos até algo fáceis (estranho considerando a sua qualidade, mas nenhum jogador consegue ser 100% eficaz), compensou pouco defensivamente (no Real é igual ou pior, como tal, não se pode ficar surpreendido), mas lutou, correu, assistiu (Portiga não correspondeu a uma boa situação na 1ª parte) e apesar de não ter protagonizado uma boa exibição é de longe o nosso melhor jogador (só com ele num bom momento podemos sonhar chegar longe), como tal, deve ser protegido e não criticado de uma maneira depreciativa.
Portugal – Exibição q.b., vitória sofrida (exageradamente depois de estarmos a vencer por 2-0), mas em termos tácticos e técnicos fomos sempre superiores à Dinamarca, à excepção dos últimos 25m, quando Bento não reagiu à entrada de Mikkelsen e deixou o flanco esquerdo (defensivo) completamente desprotegido (Coentrão ficou sempre com 2 adversários e os dinamarqueses aproveitaram isso para desequilibrar).
Pepe – O melhor jogador em campo. É um português dos “grandes” e hoje foi imperial. Fez o 1-0 e “limpou” praticamente tudo em termos defensivos.
Veloso-Moutinho – Anularam na perfeição o meio campo dinamarquês (Eriksen foi uma nulidade), tacticamente estiveram a um bom nível e a contribuição defensiva de ambos foi fundamental para o triunfo de Portugal.
Bendtner – Duas oportunidades dois golos de cabeça. Criou ainda uma situação com algum perigo (remate ao lado) e demonstrou que é um autêntico “carrasco” para Portugal. Não fosse o seu comportamento fora dos relvados e seria sem dúvida um ponta-de-lança com outro destaque em termos internacionais.
Postiga – Marcou no Euro 2004, no Euro 2008 e agora no Euro 2012. Excelente golo, podia ter ampliado em duas ocasiões, ainda isolou Ronaldo com uma boa simulação, foi importante na pressão, e no geral fez uma exibição positiva.
Dinamarca – Percebeu que um empate era um bom resultado, deu a iniciativa a Portugal e com um Eriksen ausente, limitou-se a explorar os corredores (destaque para as duas assistências de Krohn-Dehli, o bom posicionamento táctico e para a presença de Kvist no meio campo).
Varela – Foi o herói português ao fazer o 3-2 final. Voltou a ser a aposta de Bento e justificou essa confiança com um excelente golo.
Nani/Bruno Alves – Duas das melhores exibições da selecção. Nani foi dos que mais desequilibrou, juntando à sua exibição uma boa presença defensiva e assistência para o 2-0; já Bruno Alves esteve imperial no jogo aéreo e venceu praticamente todos os duelos individuais.


