FC Porto 5-1 Villarreal (Falcao 50´g.p., 67´, 75´e 90´e Guarin 61´; Cani 45´)
Depois de uma primeira parte bastante fraca e com vários sustos na defensiva, os dragões acordaram para uns segundos 45 minutos de luxo, com um sul-americano a voar mais alto. Falcao marcou por 4 vezes em 40 minutos, numa meia-final europeia (inédito?) e afundou um submarino apático nas marcações defensivas.
A primeira parte começou com grande perigo para a baliza de Helton. O brasileiro brilhou mesmo aos 6´, ao defender para canto um remate de Nilmar, quando este seguia isolado. Pouco tempo depois, novamente Nilmar a criar perigo por duas ocasiões, valendo Rolando a cortar a bola. À passagem da meia hora, Hulk deu o primeiro aviso portista, num remate rente ao poste, contudo, seriam novamente os espanhóis a criar perigo, através de um remate de Rossi, na pequena área, por cima da baliza de Helton. Aos 45´, Nilmar ganha espaço no lado direito e cruza para o desvio certeiro de Cani.
Na segunda parte, os dragões surgiram mais pressionantes, com destaque para Guarin. O colombiano assistiu Falcao, que depois foi derrubado por Diego Lopez. Na transformação da grande penalidade, o avançado não desperdiçou. Pouco tempo depois, novamente Guarin a aparecer na área e, após uma defesa incompleta de Lopez, bateu o guarda-redes do Villarreal. Os espanhóis acusaram o toque e nunca mais se encontraram, enquanto que o FC Porto, com Hulk e Falcao apontados à área “amarela” foram aumentando a vantagem no marcador. Aos 67´, o internacional brasileiro fugiu à marcação adversária e serviu Falcao, que só teve de encostar, enquanto que os últimos dois golos surgiram após dois voos do colombiano.
Destaques:
Falcao – O homem golo da Liga Europa, com um faro para golo impressionante e que sobe de cotação a cada jogo que passa. Quatro golos numa meia final não lembra a ninguém, mas a verdade é que o Villarreal não teve antídoto para o colombiano. Será que aguenta mais tempo no Dragão?
Guarin – Surgiu completamente transfigurado na segunda parte e o FC Porto apareceu com outra intensidade no meio campo e ataque. Foi decisivo na reviravolta dos dragões e voltou a marcar para a Liga Europa.
Hulk – Foi o jogador que mais tentou remar contra a maré na primeira parte, contudo, foi na segunda parte que foi mais decisivo. A sua técnica e velocidade foram demais para a defensiva contrária.
Helton – Mais uma vez decisivo nos poucos momentos em que teve oportunidade de brilhar. Apesar do golo sofrido, o brasileiro mostrou a segurança habitual após as ofertas da defensiva portista.
Rolando/Sapunaru/Otamendi/A. Pereira – O quarteto defensivo azul e branco fez uma primeira parte bastante infeliz, onde foram batidos diversas vezes em lançamentos para as suas costas. A velocidade e técnica dos adversários era superior e não fosse a ineficácia de Rossi e companhia, o resultado poderia ter sido diferente nos primeiros 45 minutos. Na segunda parte, as marcações foram mais acertadas e aí, sim, o quarteto mostrou competência.
FC Porto – Mais um capítulo impressionante na caminhada portista em 2010-11. Depois de vencida a Supertaça, o Campeonato, os dragões já asseguraram a presença na final da Taça e agora estão bastante próximos da final de Dublin. André Villas-Boas é o estratega deste FC Porto, contudo, ter um jogador como Guarin no meio campo, Hulk num flanco e Falcao na frente de ataque é um verdadeiro luxo. 15 golos em apenas 3 jogos dizem tudo sobre este domínio avassalador dos azuis e brancos, que mesmo depois de uma primeira parte apática, conseguiram reagir e partir para mais um jogo e resultado de grande nível.
Villarreal – A equipa espanhola realizou 45 minutos de bom nível, mas com grandes falhas no capítulo da finalização. A estratégia para defrontar os dragões estava a dar os seus frutos, com bom toque de bola no meio campo e rápidos lançamentos para as costas da defensiva azul e branca, aproveitando a velocidade de Rossi e Nilmar. No entanto, a segunda parte revelou o pior do submarino amarelo, com bastantes fragilidades na defensiva e no meio campo e, assim, a final de Dublin poderá ter ido ao fundo.

