A polémica que envolveu o alargamento das ligas profissionais fez reinar alguma incerteza na constituição deste plantel, que poderá ter influenciado a preparação da época. O treinador é Rui Gomes, que esteve bastante tempo nas camadas jovens do clube e tem apostado num 4x3x3 clássico ainda pouco rotinado. Há excesso de jogadores estrangeiros no 11 (o guarda-redes, os laterais, o trinco e os avançados), a utilização de Zé António faz pouco sentido (falta experiência às equipas B, não jogadores em pré-reforma) e neste início de época os resultados não têm sido nada positivos. Parece claro que é um conjunto inferior a Sporting e Benfica e que deverá lutar por um lugar modesto.
GR: Igor Stefanovic, contratado ao Santa Clara, foi totalista na época passada pela turma dos Açores e é o titular indiscutível. Como alternativas, há o jovem português Eloi Silva e a grande promessa Kadu, já com várias presenças na equipa principal e que deverá rodar entre os juniores e este conjunto (sendo possível que seja chamado em algumas ocasiões por Vítor Pereira).
DD: Na lateral direita, o brasileiro Diogo Mateus é dono e senhor do lugar desde a 2ª jornada, em que ganhou a titularidade a David Diogo (contratado aos sub-23 do Internacional). Apresenta-se como o típico lateral brasileiro, com muita disponibilidade para atacar, mas também muito displicente nas tarefas defensivas. Já David Bruno terá de juntar à sua boa qualidade técnica com bola a atacar um maior poder de choque a defender, para assim confirmar o bom desempenho pelo Trofense na época passada.
DE: À esquerda também surge um bom lateral no que à profundidade ofensiva diz respeito, Víctor Luís (contratado ao Palmeiras), já a defender comete muitos erros no posicionamento e na marcação. A outra opção é Emmanuel Mbola, promissor zambiano que comprometeu na estreia (foi expulso). O júnior Rafa estará também à espreita de uma oportunidade para jogar nesta equipa.
DC: Zé António joga do lado direito e, aos 35 anos protagonizou a transferência mais surpreendente de todas as equipas Bês. É um jogador muito experiente que funcionará como braço direito do técnico Rui Gomes, mas cuja contratação não se enquadra na política destas equipas. Já do lado esquerdo estará aquele que já é denominado como novo “Puyol” português, Tiago Ferreira, que tem assim a oportunidade para melhorar em alguns aspectos menos positivos do seu jogo, como a falta de agressividade e uma abordagem por vezes displicente aos lances. Com o decorrer da época espera-se que a 3ª opção para o lugar seja Anderson Santos, um jovem brasileiro contratado ao América Mineiro (onde já jogava pelos seniores), que foi adquirido nos mesmos moldes dos laterais Victor e Diogo. Caso este jogador não corresponda, existem opções válidas na equipa júnior como Lima Pereira, Bruno Silva e André Ribeiro.
Médio defensivo: Mikel Agu é dono e senhor deste lugar. Trata-se de um nigeriano com boa capacidade física que tem evoluído bastante de jogo para jogo, revelando já uma interessante cultura táctica tendo em conta a tenra idade (19 anos). Com bola falta-lhe sensatez e precisão em determinados momentos do jogo. As alternativas ao nigeriano deverão passar por Pedro Moreira (que tem sido titular no meio campo portista como interior, mas que tem características para colmatar um possível ausência de Mikel) ou o júnior Tomas Podstawski, médio que “não sabe jogar mal”.
Médio Centro: Edu é desde o início da época um titular indiscutível para Rui Gomes, podendo mesmo receber a alcunha de “Moutinho” da equipa tal é a sua dinâmica e capacidade para aparecer em todo o lado (ele que já na temporada passada tinha deixado excelentes indicações ao serviço do Trofense). O outro posto tem sido ocupado por dois jogadores de características diferentes: Pedro Moreira, que fez uma 1ª metade da época passada interessante pelo Gil Vicente e que funciona como um pêndulo da equipa, soltando Edu para tarefas mais ofensivas, dando ao meio campo portista uma maior consistência do que a outra alternativa para o lugar, Sérgio Oliveira, jogador tecnicamente muito evoluído mas que terá esta época de ser mais objectivo no seu jogo ao serviço da equipa, caso contrario nunca passará da eterna grande promessa. Tozé, médio criativo e cheio de talento que depois de uma grande época nos juniores portistas chega este ano à equipa B, pode mesmo roubar o “espaço” que seria de Sérgio Oliveira. Ivo Rodrigues (promissor médio ofensivo/extremo) e Belinha podem também ser chamados, eles que competem nos juniores.
Extremos: Sebá tem sido a figura nas alas do Dragão, vindo por empréstimo do Cruzeiro. Com bola no pé é um autêntico perigo à solta, não sendo de estranhar o facto de ter jogado todos os minutos até agora (notável para um avançado). Se trabalhar a regularidade/consistência do seu jogo pode dar muito que falar. O outro jogador mais utilizado pelo técnico é Fábio Martins, uma das coqueluches do futebol de formação do Porto, que à semelhança de Sebá também pode fazer as 3 posições do ataque e que tem nas diagonais para o meio um dos maiores perigos para os defesas contrários. Sem bola demonstra uma disciplina defensiva muito interessante. Para 3ª opção surge o ainda junior Frederic Maciel, luso-francês rápido com bastante inteligência na desmarcação e que aproveita o facto de não existirem muitas opções para extremo para jogar já numa liga profissional, apesar dos seus 18 anos. Dellatorre poderá também cair numa das alas.
Avançado Centro: Têm sido 2 os jogadores mais utilizados no centro do ataque, e ambos cheios de talento: Guilherme Dellatorre, avançado móvel ex. Internacional, com muita qualidade técnica e que tem criado muitas dificuldades às defensivas contrárias com a sua mobilidade e capacidade para chegar ao golo (já leva 3). No Brasil era mais utilizado como 2º avançado; já o internacional sub-19 francês Thibaut Vion é um verdadeiro ponta-de-lança na acepção da palavra, mais fixo que Dellatorre, é um jogador que está constantemente à procura do golo e faz desse o seu principal objectivo. Tem um estilo que não é usual ver pelos relvados portugueses. Outro jogador que poderá aparecer nesta equipa para fazer golos é o júnior Gonçalo Paciência (filho de Domingos Paciência).
Avançado Centro: Têm sido 2 os jogadores mais utilizados no centro do ataque, e ambos cheios de talento: Guilherme Dellatorre, avançado móvel ex. Internacional, com muita qualidade técnica e que tem criado muitas dificuldades às defensivas contrárias com a sua mobilidade e capacidade para chegar ao golo (já leva 3). No Brasil era mais utilizado como 2º avançado; já o internacional sub-19 francês Thibaut Vion é um verdadeiro ponta-de-lança na acepção da palavra, mais fixo que Dellatorre, é um jogador que está constantemente à procura do golo e faz desse o seu principal objectivo. Tem um estilo que não é usual ver pelos relvados portugueses. Outro jogador que poderá aparecer nesta equipa para fazer golos é o júnior Gonçalo Paciência (filho de Domingos Paciência).
Que lugar poderá conseguir esta equipa? Como se explicam os maus resultados iniciais? Será este um plantel demasiado curto para as 42 jornadas da liga? Conseguirá esta equipa estar ao nível de Sporting B e Benfica B? Concordam com a contratação de Zé António?
Rúben Pinheiro
Rúben Pinheiro


