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Porto derrota o Rio Ave, mas perde Hulk por lesão; Sem o Incrível foi James a resolver

FC Porto 2-0 Rio Ave (James 42′ e 79′)

Numa partida em que o principal destaque foi a lesão de Hulk, o Porto mesmo sem jogar bem derrotou o Rio Ave e soma já 54 jogos consecutivos para o campeonato sem perder (bateu o recorde de Bobby Robson). Por sua vez a turma vilacondense, que foi menos ofensiva do que é habitual contra os “grandes” (mesmo assim falhou a melhor oportunidade do encontro por intermédio de Yazalde), continua com os mesmos 14 pontos (apenas 2 acima do penúltimo classificado).

No que diz respeito ao encontro, foi uma 1ª parte pobre, que teve como destaques a lesão de Hulk (foi substituído por Kléber), uma boa iniciativa de Kelvin (numa fase em que o Rio Ave começava a explorar algum jogo ofensivo) e o golo de James em cima do intervalo na sequência de uma boa jogada individual. No inicio do 2º tempo, Yazalde completamente isolado fez um passe a Hélton e desperdiçou a melhor oportunidade do encontro. Depois desse lance, praticamente só deu Porto. Mesmo sem realizar uma boa exibição e sem ter oportunidades flagrantes (uma semi por Belluschi) o conjunto portista dominou o encontro, teve mais caudal ofensivo, e o 2º golo novamente por intermédio de um lance individual de James acabou por acontecer com naturalidade. A destacar igualmente a expulsão de Rolando já nos descontos (travou João Tomás quando o avançado ficava isolado). Em suma uma vitória justa e que não pode ser colocada em causa do Porto, que mesmo fazendo uma exibição q.b. foi claramente superior a um Rio Ave que durante o encontro praticamente só fez 3 ataques.    


Destaques


James – Bisou, leva já 7 golos no campeonato e mesmo sem fazer uma partida excepcional foi a grande figura do encontro.

Porto – A partida pareceu sempre controlada, no entanto e mesmo com a ausência de Moutinho e com a lesão de Hulk (isso nem pode servir de desculpa já que hoje o Benfica jogou sem Aimar, Javi, Garay e Gaitán, e o Sporting tem feito o campeonato todo sem Jeffren, Izmailov, Rodríguez, Rinaudo a que junta as lesões de Matias e Wolfswinkel) exige-se mais ao conjunto portista. O futebol apresentado foi pobre, as alternativas ofensivas passam quase em exclusivo por acções individuais ou pela capacidade de Álvaro em dar profundidade ao corredor esquerdo, e ficou sempre a sensação que não fosse os rasgos de James o Porto não ia conseguir encontrar soluções para chegar ao golo.

Rio AveKelvin demonstrou bons pormenores, Huanderson fez boas defesas e demonstrou segurança, Jean Sony foi igualmente competente na lateral direita, mas esta foi uma das exibições menos conseguidas a nível ofensivo do conjunto de Carlos Brito frente aos “grandes” nos últimos anos. No entanto, é justo afirmar que se Yazalde tivesse convertido a oportunidade flagrante que dispôs o encontro podia ter sido diferente.

Hulk/Iturbe – O Incrível lesionou-se e poderá condicionar e muito o Porto no futuro. É de longe o melhor jogador da Liga (como referimos várias vezes este Porto é Hulk) e a menos que James volte a exibir o nível que demonstrou em Setembro/Outubro os azuis e brancos vão ter algumas dificuldades. Considerando que o brasileiro estava a jogar como avançado centro, não será de todo surpreendente que esta sua lesão (consoante a extensão da mesma) force o Porto a ir ao mercado (algo que até já estava pensado, podendo agora esse processo ser acelerado); Já o jovem argentino voltou a ter minutos, mas demonstra ainda estar muito “verde”, e não seria de todo uma má política que passasse pelo mesmo processo que Atsu (o africano podia mesmo regressar ao Dragão) e Kelvin.

Álvaro Pereira/Fernando – Duas das melhores unidades do Porto. O lateral esteve em todo o lado e ainda assistiu James para o 2-0; por sua vez, o brasileiro voltou a ser competente e dominador no seu raio de acção.

Belluschi – Mais uma exibição pouco conseguida do argentino. Não acrescentou a técnica habitual e a respectiva visão de jogo, somando alguns erros ao nível da decisão e nunca assumindo o controlo do jogo.

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