Manchester City 4-0 Porto (Agüero 1´, Dzeko 76´, Silva 83´ e Pizarro 85´)
Destaques
Porto – O VM bate nesta tecla deste Setembro, e hoje ficou mais uma vez provado que 70% do descalabro que está a ser a época portista é da SAD azul e branca. Não se pode investir 100 milhões e deixar uma lacuna gritante no plantel como é a falta de um avançado. No príncipio da temporada a aposta foi Kléber que em 2010-11 só tinha marcado 7 golos na Liga, em Janeiro foi Janko que nem podia actuar na Liga Europa, e os resultados estão à vista: eliminação da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Hoje (entrando pelo campo da futurologia) pareceu claro que com um avançado competente, os azuis e brancos podiam ter conseguido algo mais.
Vítor Pereira – É um dos responsáveis pela péssima época do Porto (mesmo que vença a Liga, considerando o super-orçamento portista, será sempre um ano muito aquém das expectativas azuis e brancas) e hoje apesar da boa exibição portista cometeu alguns lapsos pouco explicáveis. Sapunaru foi suplente em detrimento de Maicon e apesar da necessidade que o Porto tinha em marcar fez os 90m sem nenhum avançado centro (Kléber que foi em tempos um titular indiscutível hoje nem serviu para sair do banco).
Moutinho – A melhor unidade do Porto. Encheu o campo em termos defensivos e ofensivos, emprestando não só uma entrega assinalável ao jogo portista como alguns pormenores técnicos (belo lance sobre David Silva) e no capítulo do passe irrepreensíveis.
Otamendi/Hulk – O argentino começou o jogo com o pé esquerdo (um erro permitiu ao City fazer o 1-0) e nunca mais se encontrou quer no plano defensivo como em termos ofensivos (desperdiçou uma das melhores unidades do Porto); já o brasileiro voltou em “momentos-chave” a denotar um excesso de individualismo.
Man City – Os citizens acabaram por confirmar o seu favoritismo e vão agora defrontar o Sporting ou Legia na próxima fase. Agüero pelo golo, pela assistência e pelas situações ofensivas que criou foi de longe o melhor em campo e voltou a demonstrar o porquê de ser um dos 15 melhores jogadores do Mundo; Yaya Touré esteve algo perdulário; Clichy foi um dos melhores do City e esteve imbatível na defesa; David Silva acabou por somar a uma exibição “apagada” um golo; enquando que a dupla Kompany-Lescott demonstrou segurança.
Lucho/James – Foram os responsáveis pela boa posse de bola dos azuis e brancos. Protagonizaram várias triangulações em terrenos ofensivos, Lucho esteve mesmo em “zona de disparo” (2/3 remates à entrada da área que podiam ter tido outra finalização), mas a verdade é que faltou sempre uma referência ofensiva para dar sequência às suas jogadas.


