Zenit 3-1 Porto (Shirokov 20´e 63´, Danny 71´; James 10´)
No que diz respeito ao encontro, começou praticamente com o golo de James, pouco depois Shirokov empata aproveitando um erro de Helton. Já perto do intervalo, Fucile é expulso de maneira infantil, e com isso, o Zenit que já dominava o encontro partiu para uma 2ª parte onde criou uma dezena de oportunidades de golo e sufocou por completo o Porto. Os golos foram aparecendo com naturalidade, quase sempre aproveitando os rasgos de Danny e as bolas nas costas da defensiva portista. Em suma, uma vitória do Zenit que até peca por escassa perante um dos piores Porto de sempre na Liga dos Campeões.
Alvaro Pereira – Voltou a demonstrar (já tinha acontecido o mesmo frente ao Benfica) que está mal física e psicologicamente. Foi uma nulidade a defender e tecnicamente não consegue disfarçar as suas limitações.
Danny – Melhor jogador em campo. Marcou um golo, desequilibrou, esticou o jogo, e encheu o terreno de jogo com a sua técnica.
Vítor Pereira – Apesar da saída por lesão de Kléber e da expulsão de Fucile, voltou a cometer erros gritantes. Tirar James (quando é um dos jogadores do Porto em melhor momento), colocar Fernando a lateral (e perder assim a capacidade de recuperação da bola no meio campo) e não meter Defour mais cedo (quando Moutinho nada conseguia fazer) é algo que faz pouco sentido. O treinador portista fica ligado a uma das piores exibições da história do Porto.
FC Porto – Terceiro jogo seguido sem vencer, falta de alternativa no banco a Kléber (por acaso até saiu lesionado) e erros demasiado infantis para uma equipa que nos habituou a apresentar grande postura na Europa do futebol. Os dragões apresentaram-se sem ideias (valeu o rasgo de Hulk no único golo), sem meio campo e sem pernas para os musculados russos. Caso o Porto não vença em Coimbra, as coisas poderão ficar mal para o lado de Vítor Pereira.
Zenit – Não fosse o deslize no Chipre e os russos estavam em posição favorável no grupo G da Liga dos Campeões. Hoje voltaram a demonstrar a mesma qualidade futebolística que apresentaram no ano em que conquistaram a Taça UEFA, com um meio campo bastante forte, um ataque móvel e grande rapidez nas saídas para o ataque. Danny soube ocupar bem os espaços na frente de ataque, sair com a bola controlada e servir os seus colegas, enquanto que Zyryanov e Denisov controlaram o meio campo. Shirokov foi o homem golo (nunca tinha marcado para as competições europeias) e Kerzhakov mostrou porque falhou no Sevilha (grande desacerto na finalização).
Helton – Falhou no 1º golo do Zenit e pouco pode fazer para travar a ofensiva russa.
Fucile – O lateral uruguaio foi uma unidade a menos no jogo portista, tal foi a forma displicente como se “auto-expulsou”. Uma partida para não esquecer!
J. Moutinho/Belluschi – A dupla portista foi completamente “abafada” perante o meio campo russo. Pouca criatividade, muitos passes errados e grande incapacidade em servir James, Kleber e Hulk.
Hulk/James – O colombiano marcou o golo do Porto, contudo, nunca apareceu na partida, nem conseguiu um dos seus habituais rasgos. Já o brasileiro teve grande mérito no golo de James, lutou bastante, mas perante a defensiva russa e a inoperância total dos dragões, de nada valeram os esforços.


