FC Porto 1-1 Apoel (Hulk 13′; Aílton 19′)

O Porto voltou a realizar uma exibição muito pobre, e perante um Apoel personalizado nunca conseguiu contrariar os acontecimentos. Valeu Helton com uma defesa nos descontos a deixar os azuis e brancos ainda com aspirações legitimas de passar à próxima fase neste caricato (o Apoel é lider com 5 pontos) e perigoso grupo G.
A partida começou com o FC Porto instalado no meio campo adversário e com Kléber activo na frente, contudo, foi numa bola parada que os dragões chegaram ao 1-0. Chiotis abordou bastante mal o remate fulminante de Hulk. A resposta dos cipriotas não se fez esperar e Aílton, liberto de marcação à entrada da área, desferiu um remate colocado, longe do alcance de Helton. Até ao intervalo, poucas jogadas de destaque, com um APOEL a controlar os dragões fora das zonas de perigo para a sua baliza. No segundo tempo, Hulk esteve bastante activo e visou a baliza dos cipriotas por diversas vezes, contudo, nunca conseguiu enquadrar os seus remates. Do lado contrário, apareceram as melhores oportunidades para marcar, quando Nuno Morais e Adorno surgiram isolados perante Helton (o brasileiro defendeu nos dois momentos). Foi já com Varela em campo que os dragões fizeram um pressing final sobre o APOEL, contudo, a defesa e, sobretudo, o meio campo nunca se desorganizaram, mantendo-se o 1-1 até final.
Destaques:
Helton – Acabou por ser o melhor elemento do FC Porto e o único a não estar desconcentrado ao longo dos 90´. Salvou dois golos feitos do APOEL, um deles já no tempo de compensação.
Hulk – Marcou o único golo dos dragões, mas durante os primeiros 45 minutos esteve bem tapado pela defensiva contrária. Na segunda parte, foi o elemento mais activo do ataque azul e branco, tentando sempre os movimentos da esquerda para o meio, para aproveitar o seu forte pontapé. Nunca conseguiu acertar no alvo, mas foi dos poucos a tentar quebrar com a monotonia.
James/Varela – O colombiano fez um encontro cinzento, nunca conseguindo criar desequilíbrios, enquanto que o português entrou para o seu lugar e acrescentou mais velocidade aos flancos.
Álvaro Pereira – Esteve bastante escondido durante grande parte do tempo, mas acabou a partida quase como extremo. Soltou-se mais após a entrada de Varela.
Rolando/Otamendi – Grandes dificuldades para a dupla da defesa dos dragões, pois Aílton, para além de ser um jogador inteligente, mostrou grande mobilidade e recursos técnicos, que puseram em causa a defensiva azul e branca.
Guarín – O médio colombiano foi, a par com João Moutinho, o pior jogador do FC Porto. Raramente conseguiu criar desequilíbrios, um passe de ruptura ou uma subida até à área contrária. O meio campo dos dragões foi completamente anulado pelo APOEL.
Kléber – Não fez a pior exibição desde que está no Dragão (na 1ª parte teve duas boas movimentações), contudo, na 2ª parte nunca ganhou um lance à defensiva contrária e esteve bastante macio na frente de ataque.
Moutinho – Mais um jogo onde não conseguiu esconder a inércia do fraquinho quando é pedido mais alguma criatividade, qualidade de passe, capacidade em fazer posse de bola e o transporte da mesma. É incrível como só o VM em Portugal não vai em cantigas no que diz respeito à qualidade (ou falta dela) do médio português. Já sabemos (há 3 anos que é assim) que a imprensa e os protectores habituais para camuflar esta sua falta de qualidade mais uma vez vão inventar as desculpas habituais do jogador não está em forma ou denota problemas físicos.
Vítor Pereira – Mais um jogo muito pobre do Porto na Liga dos Campeões. Os azuis e brancos estiveram apáticos, não demonstraram fio de jogo e muito menos tiveram ideias. Do banco o treinador portista esteve ao nível do colectivo, mas era a sua responsabilidade saber “sacudir” o encontro e incutir outra atitude. Algo que não soube, mas também quem não inscreve Walter na Liga dos Campeões por opção (o próprio reconheceu isso), pouco se pode esperar.
APOEL – Os campeões cipriotas estão a ser um osso duro de roer para os favoritos no grupo G. Não são nenhum colosso europeu, mas sabem trocar bem a bola, são evoluídos tacticamente e têm em Aílton uma “estrela” em ascensão na Europa. O avançado brasileiro, que já não caminha para novo, tem excelentes recursos técnicos, qualidade e inteligência, demonstrando ser um quebra-cabeças para Rolando e companhia. Hélio Pinto e Nuno Morais estiveram irrepreensíveis no meio campo cipriota (é uma pena podermos vir a ver o algarvio representar a selecção cipriota, quando tem todas as condições para chegar à selecção portuguesa), enquanto que Poursaitidis anulou James Rodriguez.