Portugal 6-2 Bósnia (C. Ronaldo 7′ e 52′, Nani 23′, H. Postiga 71′ e 81′ e M. Veloso 79′; Misimovic 40′ g.p e Spahic 65′)
Portugal finalmente carimbou o passaporte para a Polónia e Ucrânia, depois de uma partida espectacular e bastante emocionante. A selecção dos Balcãs ainda fez sofrer, mas Portugal soube ser feliz, com uns últimos 20 minutos de grande nível. Quanto ao Euro 2012, Espanha e Alemanha são as duas grandes favoritas à conquista, mas, depois, entre Inglaterra, Holanda, Itália, França e Portugal a diferença não será assim tão significativa. Neste lote de 2+5 vai sair o vencedor, contudo, numa fase final tudo pode acontecer.
A selecção nacional entrou na partida da melhor maneira, com Cristiano Ronaldo a obrigar Begovic a aplicar-se, num remate de excelente execução. Pouco tempo depois, o mesmo CR7, na sequência de um livre, não deu quaisquer hipóteses ao guarda-redes bósnio e fez o 1-0. Aos 21 minutos, novo livre de Ronaldo, mas desta vez, Begovic defendeu para canto. Portugal estava a dominar completamente a partida e Nani, com muito espaço no meio campo bósnio, aplicou o seu forte pontapé e marcou o 2º golo para Portugal. Contudo, perto do intervalo, um erro de Coentrão (mão na bola), permitiu a Misimovic dar esperança à Bósnia (golo de grande penalidade). No segundo tempo, a selecção das quinas voltou a entrar da melhor maneira, com João Moutinho a servir Ronaldo e este a não falhar isolado, perante Begovic. Com o 3-1, pensava-se que o jogo estava resolvido (ainda mais, Lulic foi expulso na sequência do 3º golo português), contudo, Spahic, em claro fora-de-jogo, voltou a colocar a Bósnia na luta pelo apuramento. Os adeptos voltaram a sofrer, mas depois apareceu o Hélder Postiga da selecção nacional, que não perdoou perante Begovic. A reacção bósnia terminou aí, tendo havido ainda tempo para o 5º (grande livre de Miguel Veloso) e 6º (cabeceamento de Postiga) golos, e mais alguns lances de perigo para a baliza de Begovic.
Destaques:
C. Ronaldo – No encontro onde tinha de provar que é a referência da selecção e um dos melhores jogadores do Mundo, o madeirense disse presente. Abriu o marcador com um bom golo de livre e juntou ainda à sua boa exibição mais um tento.
Miguel Veloso – Melhor jogador em campo. Excelente na recuperação de bola, assumiu as operações no miolo e acabou por encher o campo. Ainda foi a tempo de marcar um grande golo, na execução de um livre directo.
Bruno Alves/Pepe – Exibições pouco exuberantes, mas conseguidas. De notar a maneira como defenderam bastantes subidos, o que acabou por afastar Dzeko das zonas de perigo.
J. Moutinho – Depois de Veloso, a melhor unidade da selecção. Excelente 1ª parte, brilhante na maneira como assistiu Ronaldo para o 3-1 e um jogo em cheio. Continuamos a defender que não apresenta qualidade para ser titular na nossa selecção, mas nunca iremos ignorar quando um jogador apresenta um bom rendimento.
R. Meireles/Nani – Menos influentes do que é habitual. O médio andou algo escondido do encontro, enquanto que o extremo, apesar do golo do outro mundo, não conseguiu criar os desequilíbrios normais na defensiva contrária.
H. Postiga – Depois de 3 dias onde foi vergonhosamente humilhado pela imprensa – de maneira indirecta e mesmo directa fizeram uma pressão para que Almeida fosse titular – respondeu com um bis. O jogador, que foi vendido por 500 mil euros pelo Sporting (de longe o avançado titular mais barato dos 7 candidatos a vencer o Euro), não é certamente o melhor avançado do Mundo, mas esta constante pressão em relação aos dianteiros da selecção (veja-se o que foi feito com Pauleta, que é só o nosso melhor marcador de sempre) ultrapassa os limites.
R. Patrício/J. Pereira – O guardião, sem culpas nos golos, acabou por fazer apenas uma defesa (de bom nível por sinal) em todo o encontro; já o lateral, menos acutilante que é habitual, cumpriu defensivamente.
F. Coentrão/R. Micael – Apesar de uns últimos 25 minutos de grande nível, o caxineiro acabou por estar ligado aos melhores lances da Bósnia; por sua vez, o madeirense entrou bem no encontro e juntou à sua exibição uma excelente assistência e um golo falhado de uma maneira algo caricata.
Bósnia – Misimovic foi o melhor elemento dos visitantes, enquanto que Dzeko é um jogador à parte nesta equipa, e mesmo a nível Mundial. O futebol acaba por ser muito injusto, pois a selecção da Bósnia eliminava qualquer adversário do playoff, menos Portugal e a Croácia (a Bósnia apresenta um elenco mais forte que a Rep. Irlanda e Rep. Checa). Portugal é mesmo uma pedra no sapato dos bósnios, pois pela 2ª vez consecutiva, falharam a estreia na fase final de uma grande competição, num playoff frente à selecção das quinas.
Portugal – Espanha, França, Itália e Alemanha, para além de Portugal, são as únicas selecções a marcarem presença em todas as fases finais de Mundiais e Euros desde o ano 2000. Um facto notável, de um país de pequena dimensão, mas que apenas no futebol é que consegue estar no topo da Europa. Hoje apenas houve dois momentos de desconcentração, apagados pelos 6 golos marcados e por um início e final de partida de grande qualidade.

