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Portugal “dá banho de bola” à Campeã do Mundo!

Portugal 4-0 Espanha (Carlos Martins 45´; Hélder Postiga 49´e 68´e Hugo Almeida 90´+3)

Noite de sonho para Portugal, com um resultado histórico perante o rival ibérico. Portugal e Espanha uniram-se para um jogo amigável disputado em bom ritmo, com lances de perigo, jogadas espectaculares e golos. Para a retina ficam os 4-0 e a maldade que Cristiano Ronaldo fez a Piqué, que depois foi desfeita por Nani e pelo árbitro auxiliar.

A primeira parte teve excelentes momentos de futebol, com Portugal mais pressionante e os espanhóis no seu habitual toque de bola. Nani foi o primeiro a fazer Casillas brilhar (grande estirada), depois de um remate bem colocado. Na resposta Iniesta surgiu com perigo, mas rematou para fora. Numa boa jogada, novamente com Iniesta em destaque, Capdevilla cruza para um falhanço incrível de David Silva. A Espanha tinha mais posse de bola, mas Portugal jogava com maior velocidade. Nani e Ronaldo eram armas apontadas à área espanhola e nos últimos 10 minutos da primeira parte, criaram jogadas de golo. CR7 marcou o golo do ano, no entanto, o auxiliar do árbitro anulou por fora-de-jogo de Nani. No minuto seguinte, Carlos Martins surge em posição para marcar, mas Piqué salvou em cima da linha. Aos 44 minutos, finalmente o golo que se justificava, com mais uma intervenção de Cristiano Ronaldo, defesa de Casillas e remate vitorioso de Carlos Martins.

Na segunda parte, com Fàbregas e Torres em campo, a Espanha prometia melhorar, no entanto, foi novamente Portugal a chegar à baliza adversário. Nani, numa grande desmarcação, isolou Moutinho que depois serviu o calcanhar de Postiga para o 2-0. Portugal estava a encontrar muitos espaços na defensiva espanhola e pouco tempo depois, foi Nani a ter nos pés o golo, mas quis fazer um bonito e permitiu defesa de Casillas. A meio da 2ª parte, Postiga voltou a marcar, depois de uma excelente assistência de Moutinho. A selecção Campeã do Mundo tentou até final o tento de honra, contudo, Rui Patrício nunca chegou a ser verdadeiramente testado. No último minuto, Hugo Almeida ofereceu a maior goleada de sempre de Portugal a Espanha.

Destaques:

Nani – “Roubou” um dos golos da vida de Ronaldo, inventou numa finalização quando seguia isolado, mas provou esta noite o porquê de ser para o Visão de Mercado um dos 15 melhores jogadores da actualidade e um dos 10 em melhor forma. Foi o melhor em campo, desequilibrou, fez o que quis de Capdevilla e Busquets, assistiu, criou várias jogadas de perigo e encheu o campo com a sua técnica e velocidade.

Postiga – Bisou na partida e voltou a demonstrar que está num bom momento. Com várias acções com e sem bola de grande qualidade.

Cristiano Ronaldo – Rubricou um dos golos mais bonitos da sua carreira, mas que o árbitro e Nani acabaram por invalidar. E ainda juntou uma primeira parte de grande nível.

João Moutinho – Duas assistências, várias recuperações de bola e uma intensidade a todos os níveis brilhante.

Raul Meireles – Dá claramente outra qualidade a Portugal no papel de trinco. Uma exibição menos visível, mas as suas acções foram determinantes. Um dos melhores em campo.

Carlos Martins – Fez uma exibição em crescendo e abriu o marcador, com um golo ao seu estilo. Esteve mais discreto que Moutinho e Meireles, mas foi igualmente importante.

Bruno Alves/Carvalho/Pepe – Uma exibição quase sem erros dos centrais portugueses. Pepe inclusive fez a assistência para o 4-0.

João Pereira – Secou Iniesta e não deu grandes hipóteses no seu flanco aos adversários. Teve ainda algumas saídas de bola de grande qualidade.

Bosingwa – Claramente ainda não está na forma que nos habituou e cometeu um erro na 1ª parte que podia ter dado o 1-0 a Silva num remate de cabeça. A nível ofensivo, falta ainda alguma pujança, mas é um jogador determinante para o futuro de Portugal e hoje provou que mesmo a lateral esquerdo, não terá problemas em ser titular.

Paulo Bento – Ao contrário de Queiroz, que tinha usado uma táctica 1-9-1 no Mundial, não inventou, utilizou os melhores jogadores e aqueles que estão em melhor forma. Jogou sem receios e rubricou perante a campeã do Mundo uma das melhores exibições de sempre duma selecção nacional.

Espanha – Jogou exactamente com o mesmo 11 que ganhou o Mundial, mas a pressão e a intensidade de Portugal nunca permitiu aplicar o famoso tiki-taka. Uma nota apenas para o mau hábito dos jogadores espanhóis em levantar sempre a mão quando os adversários marcam golos. Casillas é disso exemplo. É notório que estão claramente mal habituados e a protecção de que são alvos é demasiado evidente.

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