Exibição categórica da Equipa das Quinas, ao nível das melhores a que nos habituou num passado recente. Os níveis de eficácia ofensiva aumentaram (Miguel Martins e Kiko soltaram-se) e Espinha assinou uma exibição estratosférica na baliza (defendeu metade dos remates húngaros). Ainda por cima pela frente estava uma equipa orientada pelo treinador do Benfica, que conhece bem a nossa realidade e que tinha batido a Islândia, com quem perdemos na 1.ª jornada. Veremos agora como esta confiança será potenciada na próxima fase, mas há motivos para sonhar e em talento puro e ataque móvel, os portugueses devem pouco aos melhores do mundo.
A seleção nacional de Andebol carimbou a passagem à main round do Mundial, e logo na primeira posição do grupo D, ao cilindrar a Hungria, por 27-20. Os lusos começaram a vencer por 10-2 e tiveram vários períodos com uma vantagem de 9 golos. Para isso muito contribuiu o guarda-redes Miguel Espinha, que realizou uma exibição de sonho com 15 defesas.


12 Comentários
DNowitzki
Absolutamente fabuloso!
DNowitzki
Diria que é uma ótima homenagem ao Carlos Silva, mítico guarda-redes do Sporting e da seleção nacional, que foi homenageado pela CM de Lisboa no fim de semana passado.
Jeco Baleiro
Enorme exibição.
Jogam muito estes rapazes.
RubenMeireles14
Grande jogo, principalmente a defender! Destaque natural para Miguel Espinha, mas também para Frade que esteve imperial a defender e também bem a atacar. Kiko estava implacável no ataque (pena ter falhado o 7 metros).
Dizer que a vitória por 7 e consequente vitória no grupo é fundamental para as contas, uma vez que se prevalecer a lógica e a Suécia vencer os nossos dois “colegas” de grupo (Islândia e Hungria), mesmo que Portugal perca com a Suécia “basta” ganhamos ao Brasil e a Cabo Verde para passar em segundo da main round a uns inéditos quartos de final.
Ghost Writer
DNowitzki,
Bem lembrado e que rica homenagem fez hoje a seleção, especialmente o Miguel Espinha, já que é da mesma posição.
Não sei se viste o Bar Tv da SportTv com o Carlos Silva, José Manuel e Hernâni, grandes histórias têm aqueles homens para contar e foram dois episódios muito engraçados.
Caso não tenhas visto, aconselho, está no YouTube.
DNowitzki
Não vi. Quando puder, vejo, porque ainda vi jogar essa malta toda. Obrigado!
kiterioVFC
Que Vitória! Fantástico
Mister Cimba
Espetáculo!!
Que prazer dá ver esta seleção! Grande entrega, espirito de equipa, resiliência! Aliado, obviamente, a um grande talento e competência!
RMCL
Que grande jogatana desta nossa rapaziada!
Espinha que monstro que foi na baliza, já o têm sido neste mundial, ontem tivemos o prazer de ver o melhor Frade nesta nossa Seleção jogou fez jogar, agora venha o Main Round e com Paulo Pereira no leme , saudades de ver o nosso no banco!
Heróis do Mar
Leão de Sofá - Podcast
A evolução do andebol nacional nos últimos anos tem sido incrível!
Algum user mais conhecedor da modalidade pode dar uma explicação para esta melhoria? Tem “só” a ver com um maior investimento na formação? Lembro-me que a notícia costumava ser quando nos apurávamos para Mundiais/Europeus, e quando lá iamos, não conseguíamos ser competitivos contra as maiores potências. Hoje em dia é “quase certo” que estamos nas fases finais, e conseguimos bater-nos contra Suécia, França, Dinamarca e outros que tais
Mister Cimba
Não sei ao certo o porquê e não sou especialista na modalidade. Mas a naturalização dos cubanos numa posição que éramos algo débeis (pivot – posição em que a dimensão física é bastante importante) foi algo que fez subir muito o nível da nossa seleção. Além disso, o trabalho dos clubes foi muito bom especialmente do Porto conseguindo produzir com consistência excelentes jogadores capazes de ser bastante competentes na champions.
Alforreca
Tens “várias” explicações.
Primeiro um trabalho que começou há – sei lá – 15 / 20 anos. Após a retirada da antiga geração de ouro do Andebol português.
Testou-se muita coisa, mesmo ao nível do condicionamento do jogo nos escalões jovens – limite de participação por jogador, obrigatoriedade de defesas homem a homem são duas das que assim me lembro de repente. Depois o aumento do volume de competição nos escalões jovens.
A formação de treinadores e dirigentes também passou a ser mais exigente – especialmente com o aumento dos requisitos para ser treinador nos escalões jovens. Para além disso houve, durante algum tempo apoios para inscrição e participação em cursos internacionais.
Ao nível das selecções aumentaram e muito os dias de estágio, em todos os escalões, bem como o investimento que houve no staff da selecção, assim como na captação.
Talvez a grande falha da FPA tenha sido no número de praticantes que penso que infelizmente não tem aumentado, todavia a qualidade e o processo à volta tem melhorado a formação e a competitividade do desporto em Portugal, desde os escalões de formação. É um trabalho “monstruoso” e algo silencioso cujos os frutos começam agora a aparecer.