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| Imagem: Daily Mail |
No que diz respeito ao encontro, a primeira parte desenrolou-se num ritmo morno. A Inglaterra ia tendo mais bola e mais iniciativa de jogo, enquanto que Portugal sentia dificuldades para sair a jogar. No entanto, o equilíbrio manteve-se apesar do domínio inglês, sem que as duas equipas conseguissem criar muitas situações de golo. Rooney teve um cabeceamento à figura de Rui Patrício, enquanto que do outro lado Ricardo Carvalho cabeceou para fora numa bola parada. A melhor oportunidade do primeiro tempo pertenceu a Kyle Walker, que disparou um míssil perto do poste. Até que ao minuto 35 Bruno Alves recebeu ordem de expulsão devido a uma entrada muito perigosa sobre Kane, deixando assim a selecção nacional a jogar com menos uma unidade. Fernando Santos foi obrigado a colocar José Fonte em campo (saiu Rafa), mas à excepção de uma transição onde Kane rematou à figura do guardião português, o jogo continuou na mesma e o nulo manteve-se até ao intervalo. Para a segunda parte André Gomes entrou para o lugar de João Mário e Portugal até entrou com mais bola, aproveitando a passividade dos ingleses. Entretanto Fernando Santos voltou a mexer, trocando Nani por Quaresma, numa altura em que os homens da casa voltaram a assumir o controlo da partida, mas sem no entanto conseguirem criar desequilíbrios e lances de perigo. O seleccionador nacional mexeu no meio campo, colocando Renato Sanches e William Carvalho nos lugares de Adrien e João Moutinho, tentando antever a maior pressão da Inglaterra no último quarto de hora, aspecto que se veio a verificar. Nesse período até foi Portugal a estar perto do golo, com Quaresma quase a conseguir um golaço, num lance parecido ao do encontro com a Noruega. No entanto, a turma inglesa chegou mesmo ao golo, com Smalling a corresponder da melhor maneira (saltou à vontade) a um cruzamento de Sterling. Já em tempo de descontos (e já depois da entrada de Éder para o lugar de Ricardo Carvalho) William Carvalho teve a oportunidade de empatar num canto, mas o seu cabeceamento saiu por cima e o resultado manteve-se.
Inglaterra – Pouca criatividade, pouco à vontade na circulação de bola, mas com tantos elementos de qualidade fica fácil resolver o jogo de um momento para o outro. Os ingleses demoraram a levar perigo à baliza de Patrício e, principalmente contra 10, foram inofensivos a maior parte do tempo (praticamente não criaram oportunidades), mas nos últimos 15 minutos acercaram-se mais da área portuguesa e conseguiram chegar à vitória. Individualmente, Kyle Walker esteve em destaque pela direita, oferecendo muita profundidade na lateral, aproveitando também para aparecer em zonas interiores. Smalling, frente a um ataque baixo de Portugal, dominou pelos ares e ainda marcou o golo da vitória, mas de resto foi uma exibição desinspirada do conjunto de Roy Hodgson. Dele Alli e Milner pouco se viram, Vardy não teve influência no jogo, já Rooney e Kane, apesar de terem dado mais trabalho, foram bem anulados pela defensiva portuguesa. Aproveitou Sterling, lançado aos 66 minutos, para aparecer e resolver com o cruzamento para o único golo do encontro. O extremo do City, que deverá ficar de fora do 11 base, deu trabalho a Vierinha e a sua entrada coincidiu com o melhor período da Seleção dos Três Leões.


