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Portugal retoma caminho das vitórias, com Paulo Bento ao leme!

Portugal 3-1 Dinamarca (Nani 29´e 31´e C. Ronaldo 85´; Ricardo Carvalho 79´a.g.)

Portugal carimbou a 1ª vitória no apuramento para o Euro 2012, retomando a luta pela presença no Leste Europeu para a mais importante competição de selecções da UEFA. Paulo Bento apostou no 4-3-3, com Raul Meireles a médio defensivo, atrás de João Moutinho e Carlos Martins, no apoio ao tridente atacante.

Os primeiros minutos foram algo monótonos, com Portugal a ter grandes dificuldades para penetrar na defensiva dinamarquesa. Os nórdicos já sabiam para o que vinham, tentando ao máximo impedir as aproximações de Portugal à sua baliza, com um bloco bastante fechado, com algum anti-jogo à mistura (muito tempo perdido na cobrança de faltas, pontapés de baliza e lançamentos). No entanto, a perda de tempo da Dinamarca iria durar pouco, pois aos 29 minutos, Cristiano Ronaldo cruzou para a área, onde apareceu Nani (mais rápido que o seu marcador) a rematar para o 1-0. No reatamento do jogo, Poulsen oferece a bola ao extremo do United, que de pé esquerdo faz o 2-0, dando maior tranquilidade à equipa nacional.

Na segunda parte, Portugal conseguiu construir mais jogadas de perigo, com o guarda-redes Lindegaard (substituiu Sorensen após o 2-0) a realizar defesas de grande qualidade, quase sempre a remates de Cristiano Ronaldo. O jogador do Real Madrid tentou de diversas formas bater o dinamarquês, tendo inclusive acertado na trave. Entretanto, Morten Olsen mexeu no meio campo e ataque nórdico, colocando o jovem Eriksen e o experimentado Lovenkrands e a Dinamarca começou a aparecer mais perto da baliza de Eduardo. O meio campo português passou por dificuldades, nomeadamente em segurar a bola, enquanto que o lateral direito, Jacobsen tentou desequilibrar na ofensiva, apoiando Rommedahl com maior frequência. O golo dinamarquês surgiu neste período e trouxe à memória a última partida entre os dois conjuntos no Alvalade XXI, no entanto, pouco tempo depois, numa jogada de insistência de Nani, Cristiano Ronaldo colocou um ponto final da partida, ao conseguir enganar Lindegaard pela primeira vez.


Destaques:

Nani – Boa exibição do extremo do Manchester United, que vem reforçando o seu peso na equipa das quinas. Marcou dois golos que trouxeram a tranquilidade necessária à selecção nacional e assistiu Ronaldo para o terceiro.

Cristiano Ronaldo – Noite azarada para o capitão da selecção nacional, mas que teve a cereja em cima do bolo nos minutos finais, com a obtenção do terceiro golo de Portugal. Tentou o remate por inúmeras vezes, contudo Lindegaard e a trave não deixaram que o madeirense festejasse por mais vezes.

João Moutinho/Raul Meireles – Mostraram bom entrosamento, mobilidade, qualidade de passe e correram quilómetros no meio campo português. Faltou apenas maior segurança na circulação de bola durante a 2ª parte, principalmente no período em que a Dinamarca aproveitou o adormecimento nacional.

João Pereira/Fábio Coentrão – Jogo certinho dos dois laterais portugueses, apesar de Coentrão ter tido maiores dificuldades em parar Rommedahl na 2ª parte. No ataque, deram o apoio necessário a Nani e Ronaldo.

Carlos Martins – Exibição a contrastar com aquilo que tem feito em 2010-11, com pouca bola e por isso, muito pouco interventivo na partida. No período mais fraco da selecção (a meio da 2ª parte), não conseguiu pegar no jogo e a selecção ressentiu-se disso.

Hugo Almeida – Tal como Carlos Martins, foi o elemento mais fraco da selecção, sendo uma presa demasiado fácil para a defensiva dinamarquesa. Esteve pouco lutador, ganhou poucas bolas, tendo raras ocasiões para tocar no esférico.

Portugal – Sem o Professor vaidoso no banco, a selecção nacional já mostrou ter pé quente, conseguindo reentrar na luta pelo apuramento para o Euro 2012. Paulo Bento transmitiu segurança e confiança aos jogadores, no entanto, ainda terá muito trabalho pela frente, para colocar, sobretudo, o meio campo nacional a produzir mais e melhor futebol, quer nas acções ofensivas, quer no pormenor de saber gerir melhor a partida ao longo dos 90 minutos.

Lindegaard – Tem 26 anos e joga no modesto Aalesund do campeonato norueguês, no entanto, nos 60 minutos que esteve em campo, foi a grande figura da Dinamarca, negando por diversas vezes o golo de Portugal.

Dinamarca – A selecção escandinava está claramente refém de um grande jogador, de seu nome Niklas Bendtner, pois as acções ofensivas raramente criaram perigo para a baliza de Eduardo e golo surgiu do nada. No capítulo defensivo, as coisas também não estiveram melhores, pois os 3 golos de Portugal surgiram após graves falhas de concentração (Rommedahl, Poulsen e Kjaer).

Chipre 1-2 Noruega (Okkas 58´; Riise 2´e Carew 42´) – Os noruegueses não estão para brincandeiras, nem para goleadas. Para já, 3 jogos e 3 vitórias, sempre pela margem mínima.

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