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O que fica dos últimos encontros da selecção: Jogamos melhor sem Ronaldo e o futuro é mais risonho do que se previa

As duas derradeiras partidas da selecção nacional  (uma amigável e outra a contar para a Liga das Nações), pode-se afirmar, saíram melhor que a encomenda. Depois de um Campeonato do Mundo agridoce, pontuado por uma prestação apenas razoável (enquanto detentores do título europeu, esperava-se mais da Equipa das “Quinas”) e por exibições medíocres, que criaram mesmo a ideia de que o tempo de Fernando Santos no comando da equipa portuguesa havia chegado ao fim (além da fraca dinâmica evidenciada, também foi digno de contestação severa a questionável convocatória e predilecção por determinados elementos em detrimento de outros), Portugal, mesmo sem a maior referência da sua História, foi capaz de se exibir a altíssimo nível, demonstrando uma clara aptidão para enfrentar o futuro com confiança.

De facto, por estranho que pareça, sem Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma e João Moutinho (figuras que contam entre si com mais de 300 internacionalizações e que, em 2018, ainda fazem parte do núcleo duro de FS), o conjunto lusitano revelou possuir armas até este momento escassamente evidenciadas: profundidade máxima pelos corredores (Mário Rui e João Cancelo oferecem muito mais que Raphael Guerreiro – em baixo de forma – e Cédric), dinâmica e imprevisibilidade no último terço (Bruma esteve à altura dos acontecimentos e começa a afigurar-se mais como titular do que “opção de banco”) e intensidade com a bola nos pés (em vez dos típicos passes laterais e temporização excessiva, notou-se um estilo de jogo mais expedito, com trocas de bola constantes e, sobretudo, intensas, levando-a a percorrer mais rapidamente os espaços livres – algo a que não é, de todo, alheio o facto de Rúben Neves, William e Pizzi terem alinhado em conjunto, sendo que Bernardo Silva, incontestavelmente o melhor organizador de jogo que Portugal pode ter, até tem sido encostado à ala, onde naturalmente rende menos).

Com isto, alguns pontos saltam à vista. Desde logo, ficou explícito que o rejuvenescimento que já deveria ter sido iniciado no pós-Euro 2016 é, mais que um fardo, uma consequência com sucesso imediato. Não basta convocar jovens – é preciso colocá-los em campo, dar-lhes oportunidades sempre que o justifiquem, deixando de lado a ideia de lhes que falta “experiência”. Cancelo, Rúben Dias, Rúben Neves e Bruma, que nesta fase deverão ter um lugar no XI assegurado, nem foram ao Mundial (à excepção do central benfiquista, que nem jogou), mas provaram nestas duas partidas possuir características especiais… terão evoluído extraordinariamente em apenas três meses? É claro que é mais fácil analisar estas situações no fim do dia, mas, pelo menos no caso do lateral direito da Juventus, o facto de só agora merecer atenção é inexplicável.

Por outro lado, os confrontos com Croácia e Itália permitiram concluir algo mais: não só Portugal não se cinge a Cristiano Ronaldo, como é bem capaz de viver sem si. CR7 é uma figura ímpar, incontornável; é, a escolher apenas um, o titularíssimo, o jogador que pode permitir à sua nação dar um salto qualitativo (no Mundial, de resto, esta ideia ganhou força). Contudo, também é verdade (e factual) que consigo em campo os mecanismos da equipa são diferentes – para pior. É certo que dois desafios são, no mínimo, curtos para realizar esta afirmação, mas as diferenças foram de tal modo gritantes que seria errado não destacar este ponto. Portugal apresentou outra coesão, outro dinamismo, outra irreverência – factores decisivos que, por exemplo, foram inexistentes no Campeonato do Mundo. Se Fernando Santos (e é um grande se) for capaz de conjugar esta dinâmica com o Cristiano Ronaldo a que estamos acostumados, não haverá dúvidas que o nosso país poderá, dentro de dois anos, apresentar-se como candidato realista à conquista do Euro.

Em suma, a pausa para as selecções acabou sendo bem mais satisfatória que o esperado. Finalmente tivemos uma convocatória preocupada, em primeiro lugar, em trazer elementos em boa forma, vimos a nossa nação praticar um futebol entusiasmante (algo raríssimo nos últimos anos) e tudo assente numa base jovem, fazendo esquecer alguns inesquecíveis. No entanto, do mesmo modo que Fernando Santos estava longe de ser o incapaz apelidado por muitos na ressaca das frágeis prestações no Mundial, também neste momento não é um seleccionador intocável. Estes desafios, convém recordar, de oficiais tinham pouco (a Liga das Nações continua um degrau abaixo da fase de qualificação) e há sempre a forte possibilidade do “engenheiro” os ter visto como meros amigáveis, partidas onde os testes são para ser feitos. Assim, não será chocante que certos nomes consagrados (Adrien, João Mário, Quaresma, José Fonte…) voltem a aparecer num futuro próxima. Veremos se a tremenda resposta dada pelos “novos” foi suficiente para convencer FS que, acima da experiência, o que mais importa é a capacidade de oferecer algo diferente – e melhor – pois, caso tenha chegado a essa conclusão, a equipa das “Quinas” só tem a ganhar.

António Hess

77 Comentários

  • Manchester Is Red
    Posted Setembro 13, 2018 at 12:59 pm

    Portugal tem qualidade para criar dinâmicas ofensivas brutais.

    Ouro sobre azul seria potenciar toda esta juventude com o maior goleador da nossa história a jogar como Ponta-de-Lança fixo.

    Deixa de “incomodar” nos processos ofensivos e ganhamos uma referência fixa que não existe com André Silva.

    • Chico Ferreira
      Posted Setembro 13, 2018 at 4:03 pm

      E assistente da nossa história e da Liga dos Campeões e dos melhores da história mundial

  • Dca
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:21 pm

    Os jogadores e Fernando Santos com Ronaldo sentem-se obrigados a passar lhe a bola a jogar em função dele e isso é que estraga toda a dinâmica de jogo.
    É algo a rever e se Ronaldo pretende ter mais sucesso na seleção (no Euro ganhamos de forma inacreditável) também devia começar a pensar nisso (se ele for apenas +1, apesar de toda a sua figura, em termos de modelo de jogo cheira-me que terá mais sucesso).

  • Dca
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:21 pm

    De resto, excelente post.

  • Kacal
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:27 pm

    Excelente post, Hess. Como é habitual. Parabéns e Obrigado, sendo que concordo com tudo praticamente.

    Só ressalvo que na parte do CR7, embora a equipa jogue melhor em termos de qualidade de jogo e mais liberta sem ele, é diferente. Em termos de “peso” e também na parte da decisão com golos, fica mais fraca também. Há sempre o lado da moeda. Não temos nenhum finalizador como o Ronaldo, ninguém é tão decisivo e depois o seu nome e “peso” intimida só por estar em campo, altera um pouco por si só a forma do adversário nos ver e de montar a sua estratégia. E dá-nos uma “aura” diferente ao tê-lo, aquele extra. Há sempre dois lados da moeda como disse. De resto, concordo totalmente com o post e espero que esta renovação seja para continuar!

  • d-s3pt
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:27 pm

    Concordo com tudo o que foi dito e parabéns Hess!
    Talvez seja precipitado partirmos do principio que jogamos melhor sem Ronaldo, até porque a ideia de jogo que levamos desde o Euro’16 até estes amigáveis é diferente e penso que com esta dinâmica, sangue novo e com CR7 na frente temos tudo para ser mais eficazes e decidir jogos mais rapidamente, além disso o CR7 puxa muitas atenções para si o que dá espaço para outros elementos brilharem.

    Fernando Santos devia ter tido esta mudança em consideração para o Mundial, mas percebo que quisesse dar prioridade ao núcleo duro da selecção, contudo ainda foi a tempo e o futuro é risonho e isso é o mais importante.

    SL

  • Tiago Silva
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:28 pm

    GR: Patrício, Lopes e Cláudio Ramos

    DF: Cancelo, Nélson Semedo/Ricardo Pereira, Pepe, Rúben Dias, Pedro Mendes, Diogo Leite, Guerreiro e Mário Rui

    MD: William, Danilo, Rúben Neves, Gedson, Pizzi e Renato Sanches/Bruno Fernandes

    AT: Bernardo Silva, Rony Lopes, Bruma, Gelson, Ronaldo e André Silva

    Esta deveria ser a espinha dorsal da nossa seleção sendo que elementos como o Sérgio Oliveira, Rafa, João Félix ou Dalot são elementos muito viáveis também.

  • porra33
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:33 pm

    Discordo de alguns pontos. Em primeiro lugar discordo veementemente que alguma equipa seja melhor sem o seu melhor jogador. Tanto faz ser o Ronaldo, como o Messi, como o Jonas como o Nakajima. Dou de barato que a presença do melhor jogador crie vícios à equipa e se torne mais previsível de modo a potenciar o melhor jogador, mas mesmo assim os melhores jogadores conseguem adaptar-se a várias situações e continuar a ser figuras de destaque.
    Discordo também dos excelentes jogos de Bruma, não desequilibrou no um para um, nem sempre tomou as decisões correctas, e só a velocidade que possui não chega. Porém concordo que fez o suficiente para ser opção regular bem como o Cancelo e o Mário Rui que permitiram e como o autor disse e bem dar mais profundidade e qualidade nas alas, do que um Raphael a meio gás e um Cédric que claramente é um jogador fetiche. Concordo também com o facto de neste momento face ao leque e qualidade das opções nas várias posições que as vacas sagradas têm que cair, neste momento devem estar os melhores e os que estão em melhor forma, Cédrics, Adriens, Fontes vão ter que dar ao litro para merecerem estar no grupo. Não ponho Quaresma no mesmo lote porque não há nenhum jogador que se quer se aproxime de ter a sua capacidade de cruzamento, e isso em certos jogos mais difíceis pode ser um factor importante.
    Finalmente, como o autor disse e bem esta renovação já deveria ter sido feita em 2016, mas o avançar deste processo e a nova que aí vem deixa definitivamente os adeptos entusiasmados!

    • Tiago Martins
      Posted Setembro 13, 2018 at 2:46 pm

      O Hess não disse que Portugal era melhor sem Ronaldo. Disse que joga melhor. São coisas diferentes

  • Pablo
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:34 pm

    Sem Ronaldo a seleção não estaria onde está. Jogam melhor sem Ronaldo ou sem Cédric, Ricardo Pereira, Quaresma, Moutinho, João Mário?
    Ganhámos uma seleção que ainda encontra a sua melhor forma há que ter calma. Porque Portugal dicilmente superioriza a uma seleção de igual calibre ( Croácia, Uruguai)

    • Tiago Martins
      Posted Setembro 13, 2018 at 2:49 pm

      Dificilmente porque? Não tem nenhum propósito esse comentário porque se há coisa que temos feito ultimamente é “matar borregos” e equilibrado os confrontos com os melhores. Escusado será dizer que puseste a Croácia, ao qual vencemos em 2016.
      E já agora, falas da Itália não está no seu melhor e Portugal, que mete 6/7 elementos que mal contavam no onze e já está no seu melhor?

    • Amigos e bola
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:16 pm

      Considero Portugal superior a essas duas.

      Estamos ao nível da Inglaterra ou da Bélgica.

    • Mantorras
      Posted Setembro 13, 2018 at 8:06 pm

      Pelo contrario, facilmente Portugal se superioriza a Croacia e Uruguai.

  • Ricardo Teixeira
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:37 pm

    Concordo com tudo aquilo que escreveste, Hess!
    Foco sobretudo no ponto dos dois laterais: Cancelo (sobretudo ele) e Mário Rui vieram “reforçar” e muito o onze da nossa seleção. Enquanto que o primeiro é um claríssimo upgrade ao reformado Cédric Soares por tudo aquilo que apresenta, pela velocidade que imprime e pela forma como se insurge no ataque, o segundo é um lateral esquerdo mais cerebral, forte taticamente e que também ataca bem. Para além disso fisicamente é superior num nível ímpar ao Guerreiro, jogador que a meu ver terá muitas dificuldades em voltar a um topo europeu na sua posição.

    E depois e porque é obrigatório e verídico afirmar: Há claramente um futebol de nível sem Ronaldo e um futebol de poucos recursos, pouco dinamismo e pouca envolvência com Ronaldo. É agridoce ter de afirmar isto, mas é um facto. Como adepto de futebol e do jogo jogado, prefiro a seleção sem Ronaldo. Mas evidentemente não se pode esquecer aquilo que Ronaldo já fez e o nível para que nos catapulta em situações adversas, como por exemplo se verificou ainda há meses perante a Espanha!

  • Santacruz
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:42 pm

    Excelente análise Hess!
    De facto o futuro da nossa seleção parece risonho, temos óptimos elementos jovens, com grande capacidade técnica e acima de tudo de enorme potencial.
    O leque de opções de Fernando Santos aumento bastante nos últimos meses, as boas prestações de Rúben Dias, de Neves, de Bruma, de Bruno Fernandes entre muitos outros possibilitam outras maneiras de jogar.
    O único ponto que me preocupa é se de facto conseguimos jogar assim com a presença de Cristiano Ronaldo, espero que sim porque para além de ser um jogador fora de série, dos melhores de sempre é um elemento muito importante quer para a nossa selecção quer para meter respeito ao adversário.
    Não se avizinha tarefa fácil para o seleccionador, mas Portugal precisa que isto funcione

  • Amigos e bola
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:44 pm

    Excelente texto. Subscrevo na íntegra.
    Acho que é mais ou menos consensual que temos uma geração fortíssima a aparecer na seleção com um conjunto de 3,4 gerações que foram as que apresentaram os melhores resultados nas seleções jovens nos últimos 30 anos.

    E concordo igualmente que me parece evidente que a presença de Ronaldo na seleção é um dilema. Por um lado, é o porta estandarte, por outro fica a ideia de que jogamos mais soltos sem ele do que com ele.
    E verdade seja dita, será Ronaldo assim tão vantajoso? Vejam no Mundial2018. Esteve fantástico contra a Espanha, marcou contra Marrocos mas depois voltou ao nível miserável que apresenta em 8 de 10 jogos de fases finais.

    Acho que ficaremos a ganhar quando Ronaldo sair da seleção. A Suécia mostrou isso no Mundial.

    • NCM
      Posted Setembro 13, 2018 at 7:17 pm

      Ibra nunca teve a importância na seleção sueca que Ronaldo tem na portuguesa. E comparar a personalidade de um e de outro não faz sentido. Ibra sempre foi um corpo estranho na seleção e nunca pereceu estar enquadrado. A personalidade e mentalidade parece estar muito distante dos outros jogadores suecos.

  • Bino Costa
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:46 pm

    Concordo que a renovação era necessária e que Fernando Santos “insistiu” em alguns elementos que nada tinham mostrado durante a época, mas não creio que o problema tenha sido CR, Quaresma ou Moutinho. Na verdade, estes, juntando com Pepe, foram os melhores elementos da selecção, tendo marcado todos os golos e participado com assistências.
    O problema esteve na insistência em elementos limitados ou que não jogaram como sabem como Guerreiro, Cedric, João Mário, B. Fernandes, Guedes, Fonte… Nesse sentido, estes dois jogos demonstraram que temos elementos jovens que podem fazer estas posições de melhor forma.
    Agora também acho exagerado, depois de um empate contra uma Croácia que leva a seguir 6-0 e contra uma Itália bastante mediana e a jogar com os piores, que tenhamos descoberto a polvora! E acho injusto culpar os 3 elementos referidos em cima.

  • Tiago Martins
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:49 pm

    Texto pertinente e no qual concordo no grosso modo. A questão mais escandalosa passa logicamente por João Cancelo (assombrosamente superior a Cedric), mas os restantes elementos também mereciam outro tipo de atenção.
    Quanto a Ronaldo nem creio que seja preciso um enquadramento muito especial, pois na teoria vai substituir o elemento com pior rendimento nestes dois jogos (André Silva), têm é que forçosamente deixar de tentar criar jogo em terrenos mais recuados como por diversas vezes tenta. Se o fizer, o processo ofensivo ficará mais fluido e teremos sempre uma referência fortíssima dentro de área e ao mesmo tempo permite a Ronaldo poupar se fisicamente

  • Kostadinov
    Posted Setembro 13, 2018 at 1:54 pm

    Já há muito que defendo que a renovação da equipa deveria ter começado a ser feita muito antes. Aliás desde o desastre que foi o Mundial de 2014 que dava para perceber que vinha aí muita gente de qualidade e que tínhamos de estar atentos a isso.

    O Ronaldo chegou numa fase em que a nossa última grande geração estava a acabar, e foi ele que quase sozinho (junta-se ainda o que Pepe e Ricardo Carvalho fizeram) manteve a nossa selecção no topo da Europa. Ou seja durante mais de 10 anos foi ele a aguentar o barco e não se lhe podia ter pedido muito mais. O problema é que isto também foi assim porque se criou uma Ronaldo-dependência, não só do país (eu se fosse jogador da selecção em determinadas alturas tinha-me sentido totalmente desvalorizado e com a auto-estima no chão, parecia que na selecção existia apenas Ronaldo e os outros eram zero, ainda me lembro de um pequeno directo num treino antes do Mundial de 2014 quando aquele medíocre do Paulo Sério parecia uma menina de escola só porque o Ronaldo tinha pedido à RTP as imagens de um momento daquele treino), mas principalmente do jogo da selecção em si. Em certos momentos deu a ideia de que era quase ‘obrigatório’ passar a bola ao Ronaldo mesmo que não fosse essa a melhor opção, como se de uma ‘lei silenciosa’ se tratasse. E isso notava-se ainda mais nos novos jogadores que iam chegando, a ânsia e quase obrigação de lhe passar a bola era perfeitamente notória. Isso naturalmente fez com que a equipa não desenvolvesse outros modelos de jogo, não explorasse outras avenidas, e foi-se acomodando em torno de uma figura incontornável de uma forma que quanto a mim não beneficiava ninguém, nem a equipa nem o próprio jogador, porque o Ronaldo, de tão competitivo que sempre foi, tinha dificuldade em perceber e aceitar que às vezes ele não era mesmo a melhor opção de passe. Aliás os nossos melhores momentos ultimamente advieram precisamente daquelas alturas em que não só o Ronaldo jogou para a equipa, como a equipa jogou para a equipa.

    Posto isto, não me surpreende nada que em termos de jogo jogado nos tenhamos safado melhor sem Ronaldo. A questão é tão mental quanto qualitativa nesta fase, os jogadores jogam com uma liberdade auto-incutida, mas também com a noção de que não são zeros comparados com ninguém, e que as decisões a tomar são tomadas com base no que é melhor para o grupo. Claro que isso nota-se mais sem o Ronaldo, mas sinceramente mesmo com ele em campo as coisas já começam a ser marcadamente diferentes. A nova geração está aí, tem uma qualidade brutal, joga nos Juventus, nos City’s, nos Barcelonas, nos Atleticos, nos Dortmunds, e não deve nada a ninguém. Eles percebem isso, e Ronaldo percebe isso.

    Estou muito mais optimista pelo futuro da selecção neste momento do que alguma vez estive nos últimos 10 anos.

    • Andre Pina
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:21 pm

      Grande comentário.
      Concordo mesmo com tudo. E acrescento que o facto dessa “lambidice” da comunicação social ao Ronaldo seja uma das razões para muita gente em Portugal não gostar dele. Apesar de achar que as pessoas deviam focar-se no testemunho dos colegas dele onde falam da capacidade de trabalho e sacrifício ímpar dele. Mas isso é outro tema.

      Portugal possivelmente arrisca-se a ter uma das melhores gerações de sempre nos próximos anos. Aproveitar estes miúdos que estão a aparecer, incutir-lhes valores e paciência. Sim, muita paciência para não darem um salto maior do que a perna e não quererem com 6 meses de jogo ao mais alto nível irem para os maiores clubes ( o Renato mete-me dó).

      • Kostadinov
        Posted Setembro 13, 2018 at 10:03 pm

        Sem dúvida. Em termos de capacidade de trabalho e sacrifício o Ronaldo é bem capaz de ser o exemplo mais nítido que conheço. Podem-no acusar de muitas coisas, mas não me lembro de ninguém no futebol que tenha trabalhado tanto para chegar onde chegou.

        De resto, concordo que esta geração é fantástica, até porque neste momento temos várias que se sobrepõem umas às outras: entre os 27 anos e os 19 anos, há uma data de gente com uma qualidade tremenda. Só estamos mais à rasca na questão do PL.

    • NCM
      Posted Setembro 13, 2018 at 7:12 pm

      Concordo com quase tudo o que disseste. Faço só uma pequena observação: Muitas vezes os outros jogadores apagam-se e menorizam-se perante Ronaldo, dentro e fora de campo, e a culpa não é dele.
      Vejam as entrevistas aos outros jogadores após o jogo com a Espanha no Mundial.
      PS: A bajulação dos jornalistas e comentadores é ridícula e às vezes chego a sentir-me envergonhado por eles.

      • Kostadinov
        Posted Setembro 13, 2018 at 10:00 pm

        Concordo, aliás, eu não disse que era a culpa do Ronaldo. A excessiva menorização dos outros jogadores perante ele, para mim é reflexo directo da comunicação social e de grande parte do país, não do Ronaldo em si.

        Quanto ao teu PS, nada a acrescentar. Várias vezes cheguei a sentir exactamente o mesmo que referes.

  • Mighty10
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:08 pm

    Não concordo com a frase “jogamos melhor sem Ronaldo” porque quem viu os jogos observou uma manifesta dificuldade em fazer golos. E o sucesso no futebol ainda acaba por ser determinado por que equipa faz mais golos. Isto choca também com a afirmação de que Bruma “tem de ter lugar assegurado no XI”, que, embora enérgico, veloz e imprevisível, tem evidentes problemas na decisão. Digo que choca porque sou da opinião que CR7 entra, em condições normais, no lugar de Bruma.
    Concordo, contudo, que a seleção jogou bem melhor. Não por estar sem Ronaldo, mas por ter mais um elemento no meio-campo, promovendo a troca de bola, as triangulações e um jogo apoiado. Se a isto juntarmos um génio como Bernardo, com os seus movimentos interiores, naturalmente que vamos jogar melhor.
    Fica a ideia no texto que os jogadores mais antigos não deveriam ser mais convocados, em detrimento destes jovens jogadores, mas sou talvez da posição de que talvez a passagem de testemunho seja mais gradual. Falo especificamente de José Fonte, Cedric, João Moutinho e Quaresma que, a meu ver, em condições normais regressam a esta convocatória. Dados estes amigáveis e a atual qualidade do futebol português, via com bons olhos a convocatória de:

    Patrício, Cláudio Ramos e Anthony Lopes
    Cancelo, Cedric
    Pepe, Ruben Dias, Fonte e Diogo Leite
    Mário Rui, Guerreiro
    Rúben Neves, Danilo
    William, João Moutinho
    Pizzi, Gedson
    Bernardo, Quaresma, Gelson
    Cris, Bruma
    André Silva

  • RodolfoTrindade
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:12 pm

    Excelente post!

    Esperemos que muitos dos experientes que não foram convocados não voltem mesmo como é o caso de Fonte, Alves, etc).

    Mário Rui nestes dois apareceu muito mais desinibido e perto do seu real valor, mas em condições continuo a gostar muito do Raphael Guerreiro.

  • Fallen Angels
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:20 pm

    Claramente que não jogamos melhor sem o Ronaldo… sem o Ronaldo não temos golo logo não podemos jogar tão conservatiamente. Essa é a maior diferença. Podemos jogar de forma mais fluida mas não jogamos melhor. Isto se não quisermos voltar aos anos 90 onde jogávamos muito futebol, criávamos muitas oportunidades mas não haviam resultados.

    O Ronaldo sozinho não influencia a forma de jogar da equipa. Metade da equipa é diferente por isso concluir que as diferenças que se viram devem-se à ausência do Ronaldo é uma conclusão infeliz.

    A melhor coisa que aconteceu nestes dois jogos foi ver que o lado direito de Cancelo e Bernardo funcionou muito bem mas a verdade é que apesar de Croácia e Itália serem grandes nomes, não são equipas por aí além. Especialmente a jogar em casa.

  • opiniaodeadepto
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:32 pm

    Ninguém de boa fé consegue perceber o motivo o cedric e o ricardo pereira terem ido ao mundial e ficarem de fora o semedo e o cancelo. Aliás o semedo continua ostracizado sabe-se lá porquê.
    Já me tentaram explicar que tem a ver com a tactica do FS, mas devo ser burro porque não chego lá.
    Já tu estás a tentar explicar que jogamos melhor sem Ronaldo, mas também aqui me confesso lerdo, porque também não chego lá.
    Quando me apresentares um jogador que marque 15 golos em nove jogos na fase de qualificação e mais 4 na fase final.
    A questão do Ronaldo é precisamente essa, resolve muitos, mas mesmo muitos jogos, joguemos bem, menos bem ou mal.
    Concordo que fizemos um bom jogo, mas terá sido melhor do que o jogo que fizemos contra o decisivo contra a suíça que nos deu o apuramento ?
    Suíça que, aliás, esteve na fase final ao contrário desta Itália que nada tem a ver com outras grandes selecções daquele país.
    Mas tirando estes apontamentos, até faz sentido uma boa parte do que escreves nomeadamente quanto à renovação do centro da defesa (onde faltou coragem a FS, para apostar no RD, embora não tenha sido por aí que a coisa partiu), mas para já não vejo mais ninguém alé do RD.
    No meio campo e para a frente é que parece haver soluções mais fartas.
    Se chega para formar uma grande selecção, é esperar pelos próximos capítulos.

    • Xyeh
      Posted Setembro 13, 2018 at 2:58 pm

      O Ricardo tinha sido campeão pelo Porto, melhor lateral direito do campeonato e estava em excelente forma, além de que pode jogar dos dois lados e a extremo (e sabe cruzar bem). O Cancelo e o Semedo são excelentes laterais, na minha opinião teria levado o Cancelo e o Ricardo.

      • Tiago Martins
        Posted Setembro 13, 2018 at 3:10 pm

        Semedo é melhor que Ricardo.
        Semedo em Portugal teve um impacto superior a Ricardo.

        • Ze Maria
          Posted Setembro 13, 2018 at 3:51 pm

          Essa afirmação não só é extremamente arriscada como também muito pouco consensual.

          Ricardo teve um impacto brutal.

          • Tiago Martins
            Posted Setembro 14, 2018 at 1:51 am

            Compatado com o nivel apresentado antes de ir para o Barcelona é brincadeira. Aliás, não surpreende o rumo de cada um deles

            • Ze Maria
              Posted Setembro 14, 2018 at 4:56 pm

              O que é que isso tem a ver com impacto?

              O Bebé foi para o United e o Slimani para o Leicester. Compara lá o impacto de um e de outro.

    • Ze Maria
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:07 pm

      Vou tentar explicar para que possas perceber a questão do lateral direito:

      – O Cédric é um jogador bastante bom (é importante dizer isto porque muita gente insiste em fazer dele um paralítico);

      – o Cédric, apesar de ser o pior dos 4 (foco nisto, que é para não ser já atacado), é o que dá mais garantias a defender, principalmente o espaço aereo (onde Ricardo, Nelson e Cancelo são completas nulidades):

      – o Cédric fez a qualificação toda e tinha bem mais rotinas que os outros laterais;

      – o Cédric cumpriu sempre que foi chamado;

      – Enquanto Cancelo procurava ganhar o seu espaço no Valência, o Nelson Semedo teve de fazer o mesmo em Barcelona, o Cédric levava já quase 80 jogos na Premier League, sempre em altas rotações.

      NESTE MOMENTO, sim o Cédric não devia ser opção, porque há outros jogadores a justificar mais, mas chega de bater nele e fazer dele um qualquer nabo porque não o é.

      • Maiqueke
        Posted Setembro 13, 2018 at 3:23 pm

        Nem mais, nem tenho comentado que às vezes nem vale a pena, mas guarda esse comentário para mais uns copy pastes.. Era o mais seguro a defender e o que estava mais entrosado com a equipa. Jogaram outros e enterraram na defesa, por muita finta bonita que fizessem. Cancelo está neste momento numa grande forma, óptimo, é aproveitar. Mas não façam do Cédric um manco. E ele dava bem mais garantias no ano do mundial que o Semedo, que batalhava por um lugar e já tinha desapontado em alguns jogos. Os jogadores crescem, cada um tem o seu tempo, calma.

        • Natan265
          Posted Setembro 13, 2018 at 7:23 pm

          pela tua lógica, por mais que um jogador mostre que é muitissimo superior, não joga porque está la um ha mais tempo com mais rotinas. que absurdo. O Modric se viesse para o Benfica não calçava porque está la o Pizzi ha anos cheio de rotinas.
          A isto se chama visionário!

      • Natan265
        Posted Setembro 13, 2018 at 3:29 pm

        O Cancelo foi dos melhores jogadores do Inter na época passada, não estava nada à procura de espaço no Valência. Tinha de ter sido chamado

        • RuiF
          Posted Setembro 13, 2018 at 3:41 pm

          Era dos “melhores do Inter”, mas chegava à selecção e fazia do lado dele um buraco…então aquele jogo contra a Holanda…
          Tens memória curta?

          • Natan265
            Posted Setembro 13, 2018 at 4:42 pm

            ahahah então um jogo amigável define um jogador.. que análise tão fraca. o Modric ainda agora com a Espanha mostrou a miséria de jogador que é, não concordas?

            • RuiF
              Posted Setembro 13, 2018 at 7:16 pm

              Lol, então é claro que define…e não foi só um jogo. Os jogadores têm sempre as suas primeiras oportunidades nos jogos amigáveis, de mostrar serviço e mostrar que podem ser úteis no imediato às pretensões da selecção nos jogos a doer. Não mostrou…ficou de fora. É tão simples quanto isso

              • Natan265
                Posted Setembro 13, 2018 at 7:24 pm

                ainda bem que os treinadores não pensam como tu, se assim fosse, bastava um treino menos bom para ficarem logo de fora! ridiculo o que se vê por aqui.

        • Ze Maria
          Posted Setembro 13, 2018 at 3:50 pm

          Pois é, mas a qualificação começou em Setembro de 2016. E aí entra a parte em que o Cédric estava be mais rotinado. É só escolher um dos pontos.

          Mas eu, em monento algum, disse que concordava com o selecionador, apenas que percebia o lado dele.

          Por mim também tinha ido o Cancelo ao mundial.

          • Natan265
            Posted Setembro 13, 2018 at 4:40 pm

            eu acho que se deve privilegiar as rotinas até certo ponto.. neste caso a diferença de qualidade é tão grande que não me parece justificação. Mas sim foi isso que pesou na cabeça do Fernando Santos.

      • opiniaodeadepto
        Posted Setembro 13, 2018 at 3:56 pm

        Essa é a tua explicação! A que me deram anteriormente era ainda mais elaborada e tinha como base, o facto de Cedric ser um jogador mais de bater na frente e menos de dar profundidade, dando assim mais equilíbrio defensivo à equipa!
        Nenhuma das explicações me convence, pelo simples facto de que a diferença de qualidade é bastante grande.
        Atenção que não estou a chamar perneta ao Cedric, mas se tens um mercedes porque é que vais andar de fiat?

        • Kacal
          Posted Setembro 13, 2018 at 4:03 pm

          Porque é mais económico!

        • Pésquerdo
          Posted Setembro 13, 2018 at 4:28 pm

          A malta gosta mesmo de bater no Cédric só porque sim. O FS optou por segurança defensiva e visto que o Cedric fez um bom Mundial neste capítulo parece-me que foi uma boa aposta.
          Aliás no 2-0 contra o Uruguai (jogo em que o Cedric misteriosamente não joga), ambos os golos são lances sofríveis do Ricardo.

          Mais acrescento, numa competição-estágio como um Mundial, é necessário levar jogadores de coesão de grupo e que façam bom balneário e pelo que conheço ele é uma excelente pessoa com os colegas e equipa técnica (acreditem, isto vale pontos)

          Se me perguntarem se tem lugar nesta Selecção de agora? Não me parece que tenha, mas não é carta fora do baralho também

        • opiniaodeadepto
          Posted Setembro 13, 2018 at 4:37 pm

          Isso é transversal a todos os comentários de toda a gente!

      • El Pibe
        Posted Setembro 13, 2018 at 6:18 pm

        Podias fazer o mesmo comentário sobre o Almeida, mas duvido muito que alguma vez tenhas defendido a convocatória do Almeida.

        Justificar o injustificável é o que acabas por fazer, porque levar o Cedric e deixar de fora Cancelo e Semedo devia dar cadeia!

        A justificação é só mais que óbvia: são os dois muito melhores (à data da convocatória para o Mundial e já o eram à data da convocatória para o Euro).

        • Ze Maria
          Posted Setembro 13, 2018 at 9:06 pm

          Saiu-te o tiro pela culatra.
          Acho o André Almeida um belíssimo jogador.

          E eu não justifico o injustificavel. Ah e o Fernando Santos não nasceu ontem, já tem mais de 30 anos de futebol ao alto nível.

  • RuiCosta10
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:35 pm

    Adrien, Fonte, e Quaresma ainda podem ser uteis. Adrien pela raça que tem, capaz de secar jogadores adversários (desde que não lhe sejam muito superiores fisicamente), Fonte infelizmente pela falta de centrais, e Quaresma pela experiencia e porque é um excelente “abre-latas”.

    Gelson por exemplo podia ocupar a vaga de Quaresma pois é o que tem caracteristicas mais parecidas, e se melhorasse em termos de decisão e finalização, passava logo a um patamar qualitativo completamente à parte.

    Gostava de poder ter visto mais do Rony Lopes, pois acredito que com a sua potencia e tecnica iria dar cartas (mais do que Gelson por exemplo).

    Para mim os nossos maiores pontos fracos passam pela falta de centrais para substituir Pepe, e um ponta de lança decente, já que o André Silva, apesar de ter boas caracteristicas fisicas e tecnicas, não é um avançado de nivel, e apesar de ter potencial para isso, duvido que lá chegue.

  • Sombras
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:38 pm

    É fácil conciliar Ronaldo nesta equipa, basta colocá-lo a 9 no lugar do André Silva, e ter um treinador que os tem no sítio para o mandar fazer essa posição, mesmo que num contexto inicial isso o possa prejudicar individualmente. Tenho poucas dúvidas que se tal lhe for indicado, Ronaldo tratará de cumprir.

    • Ze Maria
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:02 pm

      Ronaldo apenas rendeu a 9 no último ano dele em Manchester com o Ferguson (ele aposta num Ronaldo mais fixo e um Rooney mais descaído tal como Nani).

      Mesmo no Real o dono da posição era o Benzema e na Juventus ele já se deu mal aí.

    • PJVFF
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:04 pm

      CR7 a 9 “morre”.
      Ele precisa de um apoio ao lado, para ter mais liberdade de movimentações.

      • Tiago Martins
        Posted Setembro 13, 2018 at 3:09 pm

        Também se dizia isso do Jonas ” sozinho não rende” e depois viu—se. Claro que depende sempre do enquadramento. Outro aspeto importante é que é mais importante potenciar a selecao do que potenciar a exibição de Ronaldo

  • masterDC
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:43 pm

    Espero que o FS tenha percebido que este é o caminho para as próximas convocatórias e deixe de fora aqueles que só ele via como indiscutíveis. Cabe a ele com a grande qualidade que a seleção dispõe jogar da melhor forma possível e juntar de maneira a que funcione equipa e Ronaldo. Não acho que joguemos melhor sem ele e também parece-me cedo para fazer essa afirmação porque estes jovens ainda não foram testados ao lado do seu capitão, simplesmente também jogámos melhor estes 2 jogos porque os intervenientes na seleção foram outros, ficando de fora para além de Ronaldo jogadores que até agora eram importantes para o selecionador como Cedric, Fonte, Moutinho, Adrien, Quaresma, João Mário, etc.

    É preciso que as próximas convocatórias se mantenham parecidas a esta e a juntar Ronaldo e alguns regressos importantes (Danilo ou quem sabe se o Guerreiro estiver em forma) e aí sim se poderá fazer todos os testes necessários para que a seleção continue a brilhar e a jogar melhor do que tinha vindo a fazer nesta era Fernando Santos.

  • Tiago Martins
    Posted Setembro 13, 2018 at 2:53 pm

    Um jogo mau é razão para encostar? Se fossemos por aí até Ronaldo nem jogava. Cancelo brilhou sempre por onde passou, é muitissimo superior a Cedric.

    • Maiqueke
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:26 pm

      Foi mais que um jogo mau e não só na selecção.
      O Cancelo “brilhou” (palavra bastante forte) por onde passou, mas era a atacar, que é muito bom nesse campo. O problema é que era inversamente proporcional no outro campo que também dizem que é importante para um defesa que é : defender. Era uma nulidade.
      Agora já melhorou bastante o seu jogo (defensivo), mas mesmo assim tem muito por onde crescer nesse aspecto (acredito que se faça jogador de topo este ano e no próximo).

      E excelente comparação – melhor do mundo há anos -> Cancelo.
      Continua

      • Natan265
        Posted Setembro 13, 2018 at 7:19 pm

        É o Cancelo realmente fartou se de fazer jogos maus e mesmo assim chegou, viu e começou a jogar na Juventus. Ha gajos com sorte..

      • Tiago Martins
        Posted Setembro 14, 2018 at 1:46 am

        Cancelo ser uma nulidade na defesa é uma mentira, que já expliquei no blog . Convém ver jogos e ssaber o que é/foi pedido a cada jogador

    • Ze Maria
      Posted Setembro 13, 2018 at 3:52 pm

      Tu achas que o Fernando Santos é burro e prefere perder?
      É evidente que neste momento o Cancelo é superior, mas isso nem sempre foi verdade (até porque é mais novo).

      Ele lá teve as razões dele para levar o Cédric e não foi por aí que o mundial não foi bom.

      • Tiago Martins
        Posted Setembro 14, 2018 at 1:50 am

        Que comentário. Então nenhuma decisão de um treinador é questionável pois não conheço nenhum que queira perder.. e também porque para se escolher a em vez de b terá que haver sempre uma razão.

        Para mim s verdade é uma — Cancelo à data do europeu era muito superior a Cedric e vinha de uma época tremendamente superior, não foi por acaso que uma equipa top mundial lhe pegou. Na teoria teria muito mais capacidades para atender mais que o Cedric. Não foi , ficou no sofá a ver um Cedric que nem esteve mal para o seu nível, mas comparar com o que o Cancelo faz é brincadeira

        • Ze Maria
          Posted Setembro 14, 2018 at 4:58 pm

          É a tua opinião. Tens é de aprender a respeitar a opinião dos outros.

          E é perfeitamente normal que eu dê mais crédito ao adernando Santos do que a um user do VM.

  • Xyeh
    Posted Setembro 13, 2018 at 3:02 pm

    Também convém referir que com Ronaldo existem mais espaços para os nossos criativos porque ele costuma ser bastante marcado, tendo bons cruzamentos o Ronaldo encarrega-se de finalizar, gostava também que começassem a deixar o Rúben Neves marcar os livres, o miúdo faz lembrar o Paulo Sousa a nível de passe.

  • Tiago Martins
    Posted Setembro 13, 2018 at 3:06 pm

    Em relação ao futuro está dentro do que esperava. Depois de gerações onde tivemos “craques” como Wilson, André Martins ou Josué , a quantidade de talentos que tem aparecido nos últimos anos é sensacional. Isso teve reflexo nas prestações das seleções jovens (atingimos muitas fases finais de competições importantes, a maioria com boas participações e até a obtenção de alguns títulos, que poderiam ser mais caso não tivéssemos um Rui Jorge ao leme dos sub 21) e era uma questão de tempo até alguns deles ganharem um papel de destaque no futebol nacional e internacional.
    Rúben Dias, Ruben Neves, Bruma e Cancelo tem qualidade para integrarem a seleção durante vários anos, elementos como Gedson, Diogo Leite ou João Félix podem perfeitamente ganhar o seu espaço num futuro não muito longínquo e claro, há vários jogadores que não tem tido grande relevo na seleção nos últimos tempo — por diferentes motivos — mas que podem acrescentar qualidade ao elenco, casos de André Gomes ou Renato Sanches.

  • Maiqueke
    Posted Setembro 13, 2018 at 3:21 pm

    Não jogamos melhor sem Ronaldo, jogamos melhor com os jovens de que com os “veteranos” que como falei, estão mais interessados em mostrar-se e dar tudo do que em pausar o jogo e fazer o jogo “feio” para segurar o resultado (exemplo do último jogo que eram 92 minutos e 5 ou 6 jogadores a pressionar o defesa contrário na área contrária.

  • RicardoFaria
    Posted Setembro 13, 2018 at 3:46 pm

    Acho que há jogadores veteranos que ainda podem ser mais valias para a nossa seleção.
    Com estes 2 jogos ficou provado que o nosso país tem muito futuro no futebol e este rejuvenescimento já deveria ter sido feito no mundial.
    Gostava de ver o seguinte 11:
    GR: Rui Patrício
    DD: Cancelo
    DC: Pepe
    DC: Rúben Dias
    DE: R. Guerreiro (em forma)
    MD: Rúben Neves
    MC: William C.
    MO: Bernardo Silva
    ExtD: R. Quaresma
    PL: C. Ronaldo
    ExtE: Bruna

    Saudações DesPortistas!

  • Teixas
    Posted Setembro 13, 2018 at 3:52 pm

    Temos um futuro risonho. Jovens de alta qualidade que se tornarão grandes jogadores e formarão uma bela seleção portuguesa como há muito nao víamos. Ronaldo apareceu no inicio do século com a seleção de Figo já a envelhecer, ficando o madeirense com a pobre geração que tivemos até agora, embora tenhamos feito o impossível e sacamos com bastante sorte o Campeonato da Europa. Ele poderá ter um papel importante a 9 ou então a partir do banco.

    Estou contente com este aumento da qualidade de Portugal e anseio que voltemos a ser o “Brasil da Europa” e recuperemos essa qualidade de jogo, embora FS e o seu futebol paupérrimo atrasará esse avanço.

  • Eagle1991
    Posted Setembro 13, 2018 at 4:27 pm

    Excelente artigo que diz praticamente tudo. Tal como é dito a renovação deveria ter sido feita após termos vencido o Euro mas FS acabou por estar sempre condicionado em apostar naqueles que nos deram o Euro. Contudo jogadores como Cedric (é esforçado mas temos melhor), João Mario, Adrien, Fonte/Bruno Alves após o Euro não fizeram boas épocas e no caso de alguns estão mesmo na fase final da carreira. Estes jovens que fizeram 2 bons jogos assegura-nos o futuro e embora Cristiano Ronaldo seja o melhor jogador Portugues de todos os tempos uma equipa é feita de 11 jogadores e para os que auguravam um futuro tenebroso para as nossas cores podem ver que há mais para além de Cristiano. Há jovens a aparecer, jovens com talento. Cancelo é lateral para 10 anos, Ruben Dias se continuar como se tem apresentado idém. Bernardo é o maestro e o jogo tem de passar a rodar por ele (sim, a equipa devia jogar em função dele e não em função de Ronaldo) NO MEIO. Bruma acrescenta irreverencia, o partir para o 1×1 sem medo de errar. Outro jogador que admiro imenso é Rúben Neves, jogador inteligente que tem uma excelente visão de jogo. Com ele a nossa posse de bola ganha qualidade. Para o Renato desejo que tenha minutos no Bayern e conquiste o seu espaço e ao gedson peço que veja as consequencias da escolha do Renato e quando sair do Benfica não cometa o erro de ir para um clube onde será dificil jogar quando na idade em que está é fundamental ser aposta para evoluir.

  • M1950
    Posted Setembro 13, 2018 at 5:21 pm

    Espero ver o que pode dar à seleção Bruno Fernandes porque no Mundial nada fez e neste início de época no Sporting não está a render, o lugar que o Pizzi ocupou espera por ele, e desejo também que Raphael Guerreiro consiga ter estabilidade porque é um grande jogador.

    Bruma decide mal mas é bastante normal nos jogadores que jogam com aquela velocidade , ainda assim parece-me superior a Gelson que não se consegue destacar na seleção , Rony Lopes teve azar porque teria tido a chance de se mostrar embora não seja propriamente um extremo tal como Bernardo.

    Para o centro defensivo , espero que o Porto aposte no Diogo Leite ( colocando Militão a lateral e Maxi no banco) e que continuem a aparecer centrais.

    Na lateral direita , Cancelo confirmou-se como um jogador que empresta muito à equipa , mas veremos ainda o que pode dar Dalot que vai-se estrear este Sábado ao mais alto nível , e penso que para o ano com um novo treinador a seleção ganhará mais um grande jogador , penso que é um jogador de maior potencial que o Nélson Semedo.

    Nota para o André Silva que é um jogador que tem que crescer , não me parece mau como muitos dizem , penso que tem que ter serenidade em campo , corre demais , quando tem de perceber que um ponta de lança é um oportunista , está em todo o lado menos onde se precisa , acaba por ter muito desgaste e muitos problemas no entrosamento com a equipa quando esta em organização ofensiva destruindo imensas jogadas.

  • Filipe_Carvalho
    Posted Setembro 13, 2018 at 6:14 pm

    Eu acho que se está a fazer um filme. Portugal jogou não por não ter Ronaldo mas sim por ter jogado em 433 e com desequilibradores como Cancelo e Bruma. No mundial ninguém conseguia criar esses desequilibrios. Este sistema é o melhor para selecção jogando Bernardo no meio, Ronaldo na esquerda André no meio e Bruma ou Gelson na direita. Para jogar em 442 tem de ser com o Renato ou Gedson, jogadores fortes no transporte e que desequilibrem pelo meio.

  • El Pibe
    Posted Setembro 13, 2018 at 6:30 pm

    FS não serve à selecção. Muito obrigado pelo caneco mas à sorte não se ganha mais que um nem se constrói uma boa equipa. Esta geração de putos maravilha não apareceu ontem e precisa de um treinador que os desenvolva e tenha uma mentalidade que os potencie, e essa não é a do bombo.

  • Mantorras
    Posted Setembro 13, 2018 at 8:05 pm

    Tal como em situacoes semelhantes, com muitos outros treinadores, apenas posso… finalmente.

  • Zandinga
    Posted Setembro 13, 2018 at 8:19 pm

    Patricio
    Cencelo(semedo) pepe RDias Guerreiro(cancelo)
    Neves Bernardo Renato(Gedson)
    Guedes Ronaldo RonyLopes(Bruma)

    Equipa de lutadores e muuuito bons de bola

  • OlhodeFalcao
    Posted Setembro 13, 2018 at 8:46 pm

    Parece-me exagerada a análise sem Cristiano Ronaldo.

    A selecção precisa menos é de outros jogadores que já estão a apresentar um rendimento inferior. Ronaldo é o melhor do mundo e em forma, é ele metade da equipa. Esta nova geração jogando com ele será ainda melhor.

    Não convém esquecer que os últimos dois jogos da selecção foram frente a selecções fora de forma (suplentes).

  • Joaquim O
    Posted Setembro 14, 2018 at 2:00 pm

    Jogamos bem mas o resultado também conta. Empatar 1-1 com a Croacia ou ganhar 1-0 a Italia são resultados bons mas nada de se entusiasmar por ai alem. De qualquer forma sem Cristiano falta-nos um goleador e os jovens ainda têm muito para comprovar.

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