Rússia 1-0 Portugal (Kerzhakov 6´)
Destaques:
Portugal – A selecção nacional vai novamente correr atrás de um adversário na fase de apuramento para o Mundial. Mais uma vez viu-se pouco futebol (tal como no Luxemburgo), desorganização e pouca dinâmica. Houve bons momentos onde Portugal conseguiu recuperar rapidamente a bola e pressionar os russos, mas foi só fogo de vista, pois a criar perigo ou a rematar, não se viu nada (Akinfeev apenas fez duas defesas complicadas). Agora a questão é: onde está aquele Portugal do Euro 2012? A resposta é fácil, pois a selecção nacional tens jogadores de nível mundial, dá a iniciativa ao adversário e explora muito bem as transições ofensivas (frente ao Luxemburgo, Azerbaijão e Rússia isso não acontece).
Rússia – Três jogos, três vitórias, 7 golos marcados e 0 golos sofridos. Não poderia começar melhor a carreira de Capello à frente da selecção russa. Os russos foram sempre mais disciplinados, mais personalizados e competentes em todas as acções do jogo, principalmente nas transições ofensivas.
Cristiano Ronaldo/Nani – Noite pouco inspirada dos dois tecnicistas da selecção nacional. Se Nani ainda conseguiu alguns dribles e lances de destaque (embora tenha pecado, e muito, na forma como terminou muitas das jogadas), Ronaldo passou completamente ao lado do encontro (principalmente quando segurava a bola por mais tempo). O craque português esteve nos 2 melhores lances, mas não conseguir driblar um adversário em 90´ não abona nada a alguém que tem legítimas ambições de ser o melhor do Mundo em 2012.
Bruno Alves/Pepe – Poderão ter as suas responsabilidades no golo russo, mas foram os melhores elementos da selecção nacional. Perante Kokorin ou Kerzhakov, a dupla portuguesa soube sempre resolver, numa partida difícil para qualquer defesa central (a Rússia não criou mais perigo em parte pelo trabalho dos dois jogadores).
Miguel Veloso/João Moutinho – A primeira fase de construção do jogo de Portugal passava pelos pés dos dois médios, que rubricaram uma exibição negativa. O esquerdino teve alguns lapsos de concentração e não teve sucesso nos lançamentos longos, enquanto Moutinho nunca se adaptou ao estado do terreno (zero desequilíbrios).
Hélder Postiga – Exibição muito fraca do avançado português. Para além de estar bem marcado pela defensiva contrária, nos momentos em que se conseguiu libertar, ou rematou com pouca força ou fez um mau domínio.
Ruben Micael/Varela – O médio centro fez uma partida de baixo nível, com claras responsabilidades no golo russo. Não foi só por aí que a sua exibição ficou manchada, pois foi incapaz de fazer um passe com qualidade ou recuperar bolas. Varela foi novamente arma de Paulo Bento, mas entrou muito mal na partida (não criou desequilíbrios e não se adaptou ao terreno).
Miguel Lopes/João Pereira – Tarde difícil para os laterais nacionais. Miguel Lopes rendeu Coentrão (saiu lesionado) no lado esquerdo da defesa e não trouxe profundidade (no único lance em que subiu, podia ter mesmo marcado, mas a recepção foi péssima); já o lateral direito ainda tentou algumas iniciativas (serviu Ronaldo para a melhor jogada de Portugal), mas sem grande sucesso.


