Portugal esteve sempre a controlar a partida e na frente do marcador, mas colocou-se a jeito depois de Portela falhar um livre de sete metros. Numa partida em que as defesas tiveram muitas dificuldades em parar os ataques, valeu a frescura física na parte final, fruto da maior rotação em relação aos suíços (demasiado dependentes de Schmid), que acumularam falhas nos últimos minutos. Quintana pouco mais fez que ir buscar bolas ao fundo da baliza (esteve infeliz, mas também a defesa pouco o ajudou), já Humberto Gomes fez toda a segunda parte e, tal como frente à Noruega, teve várias boas intervenções.
A selecção nacional bateu a Suíça por 33-29 na 2.ª jornada da Main Round 3 do Mundial de andebol. Os lusos, que tinham perdido na 1.ª jornada frente à Noruega, num jogo que desperdiçaram uma grande oportunidade para bater a 3.ª melhor selecção da Europa, estiveram quase sempre em vantagem, ainda tremeram perto do fim, mas nos últimos 3 minutos vincaram a sua superioridade. Victor Iturriza (7 golos) e Fábio Magalhães (6 golos) foram os melhores marcadores.


3 Comentários
RubenMeireles14
Na última jornada até podiamos fazer uma vaquinha com a França e ganhar por 1, e eles passavam em primeiro e nós em segundo xD. Estou a brincar claro, até pq também nao gostava que outras selecções nos fizessem o mesmo.
Richrad
Mais uma exelente vitória.
Creio que esta Suíça, sempre muito competitiva, quebrou fisicamente nos últimos 10 minutos o que permitiu mesmo apesar de alguns sustos, controlar esta importante vitória.
Agora… bem basta fazer de novo o “impensável” em bater pela terceira vez a França num espaço de 2 anos.
Independentemente do resultado de domingo, apenas teremos como portugueses, estar orgulhosos da história recente da nossa seleção e ganhar uma enorme expectativa para o futuro!
Mas vamos lutar até ao fim e domingo é rumo às medalhas!!
Dennis Bergkamp
Muita garra, muita vontade, muita rotação (apenas Capdeville, Diogo Silva e Frade não tem jogado, este último por lesão e o primeiro é 3º GR) e muita qualidade até agora neste mundial. Finalmente tivemos um vislumbre de Ferraz, que andava a jogar sem “ganas”, mas que acrescenta tanto no ataque como na defesa quando quer. Tivemos algumas dificuldades em lidar com o jogo aos 6 metros da Suíça (muitos 7M), daí o número um pouco mais elevado de golos sofridos daquilo que é habitual, mas compensamos no ataque com muita eficácia (Portner até pareceu um GR banal). Menos positivo, a falta de eficácia nos 7M (parece malapata de Portugal, é o mesmo no Hóquei e Futsal por exemplo, nas situações de jogo equivalentes) e um pequeno baixar de nível de Quintana, que é normal diga-se, tendo em conta onde elevou a fasquia. Vamos precisar do Quintana assombroso contra a França.