
Não foi tão fácil como o marcador transparece, mas acaba por ser mais um triunfo incontestável dos Leões. A equipa de Rui Borges foi penalizada com um golo no primeiro ataque consentido e denotou alguma ansiedade para dar a volta, mas o génio de Pote apareceu para resolver. O médio ofensivo, que é uma espécie de reforço de luxo para esta época (a sua ausência na temporada passada foi desvalorizada), fez a diferença com a sua qualidade na definição, marcando três excelentes golos, uma boa assistência, sendo que ainda acertou na trave e viu-lhe outro golo ser negado em cima da linha. Luis Suárez também continua a ter um grande impacto neste início de época (duas assistências, sendo que a primeira é genial) e ainda houve tempo para Harder picar o ponto (golo à ponta-de-lança). De resto, Mangas foi o mais perigoso na 1.ª parte (deu três potenciais bolas de golo), Inácio ofereceu a habitual qualidade com bola, Kochorashvili, apesar de nem sempre com a maior precisão, imprimiu uma rotação superior ao que vinha fazendo Morita (saiu lesionado depois de uma meia hora muito má) e Vagiannidis voltou a deixar excelentes apontamentos no tempo que teve. Por outro lado, Trincão, apesar de muito disponível, teve um jogo mais desinpirado e Geny foi sempre inconsequente nas suas ações, mas desta feita Quenda não fez melhor a partir do banco (só más ações). Fica a ideia que Rui Silva também podia ter feito melhor no golo sofrido. No Nacional, foi uma exibição sólida, jogando desde cedo com o resultado, mas batendo-se bem até com 10 unidades. As bolas paradas, tanto ofensivas como defensivas, foram dominadas pelos insulares e quase chegava para tirar levar pelo menos um ponto. Liziero fez a diferença nesse capítulo (bateu o canto que dá o golo e ainda coloca um livre direitinho que Matheus Dias desperdiçou). Lucas João também ficou perto de marcar o que seria o 2-2.
Nacional 1-4 Sporting (Léo Santos 3′; Pote 52′, 76′ e 90’+3 e Harder 83′)
O Sporting somou a 3.ª vitória em 3 jornadas ao bater o Nacional, na Madeira, por 4-1. Os Leões até entraram praticamente a perder, com um golo de canto de Léo Santos, mas conseguiram a reviravolta na 2.ª parte, já depois de os insulares terem ficado reduzido a 10 por acumulação de amarelos de Pablo Ruan. Pote foi o homem do jogo ao garantir a cambalhota no marcador, assistido Harder para o 3-1 e fechado o marcador com o seu hat-trick pessoal. Já o Nacional bateu-se bem e mesmo com 10 teve oportunidades para fazer o 2-0 ou o 2-2, quase sempre através do jogo aéreo.
XI Nacional: Lucas França; João Aurélio, Léo Santos, Zé Vitor, José Gomes; Matheus Dias, Liziero, Labidi; Pablo Ruan, Paulinho Bóia, Ramírez.
XI Sporting: Rui Silva; Fresneda, Debast, Gonçalo Inácio, Ricardo Mangas; Hjulmand, Morita; Geny Catamo, Trincão, Pedro Gonçalves; Luis Suárez.


34 Comentários
Mike-UK
Preocupante o jogo aéreo do Sporting. Lacunas gravíssimas… a jogar assim, não vai ser tudo fácil para assegurar o último lugar no pódio no final da liga, pois o Braga está muito forte este ano.
pg1960
Jogo que me deixou muito preocupado ( já estava) com as bolas paradas do Sporting.
Defensivamente como já tinha dito antes vamos sofrer muito e deve já começar pelo Porto porque eles têm nada mais nada menos o Luuk de Jong que é provavelmente top 3 dentro da área.
O Sporting pode sofrer a primeira derrota já em casa muito por causa deste ponto.
A defender cantos não percebo como estão 5/6 jogadores do Sporting quase no primeiro poste e quase ninguém no segundo quando os jogadores do nacional estavam todos no segundo poste
Incrível que perdemos todas as bolas aéreas ! E sofremos o golo assim e podíamos ter sofrido mais dois o que mudava completamente este jogo.
Muito preocupado com este aspecto
dgenio
“5/6 do Sporting no 1.º poste e quase ninguém no 2.º…”
Também vi esse desequilíbrio. A correção é simples: 3+2 (primeiro poste + marca do penálti) com ancoragem no 2.º poste e um homem livre para atacar a “segunda bola”. Se o adversário carrega 2.º poste, a linha bascula logo e o melhor cabeceador nosso vai à rota longa, não à curta. Dois pormenores que mudam jogos: (1) screen legal para proteger o GR no bloco inicial; (2) gatilho claro para troca de marcação quando há bloqueio na pequena área. Treino: 10’/dia em microciclos, same service, different targets. Não é altura — é distribuição, ângulos e primeiro contacto.
Kacal
A expulsão facilitou para a 2ª parte, mas o Sporting esteve por cima o jogo todo. O Nacional conseguiu aquilo que queria e todos pretendem, marcar muito cedo e depois recuar mas o Sporting teve n oportunidades e ao intervalo já merecia no minimo o empate. Na 2ª foi uma avalanche e vence com toda a justiça. Nem todos os jogos vão ser fáceis desde início e uma enorme tranquilidade, mas i que distingue os campeões dos outros é a forma como lidam com a adversidade e o Sporting começando a perder cedo nunca desesperou e, a meu ver, fez um grande jogo vencendo com toda a justiça. De resto mais uma vez este jogo comprovou o que sempre achei, Luís Suárez não necessita de marcar como Gyokeres, precisa sim de marcar os seus porque outros vão aparecer e distribuir os golos. Contra o Casa Pia foi Trincão (Arouca também, assim como Mangas), hoje foi Oote, se vier o tal extremo esquerdo será ele e a Luis Suarez cabe marcar nas suas oportunidades mas acima de tudo trabalhar para o colectivo e hoje foram 2 assistencias e 1 golo anulado, claramente um excelente reforço e o colectivo sairá fortalecido!
Fallen Angels
Só o Sporting para ter de sofrer tanto num jogo com domínio total. Preocupante a falta de capacidade no jogo aéreo sem Diomandé e a falta de eficacia que é algo que dura há anos e deixa qualquer um maluco. Valeu Pote hoje mas se não se acrescentar pelo menos mais una alternativa ao plantel é mais que óbvio que vai haver jogos destes onde vão ficar pontos por falta de eficacia.
A equipa está a jogar bem e parece adaptada ao novo sistema, próxima semana contra o Porto vamos ver como corre… se Diomande, Maxi e Morita tiverem todos de fora prevejo muitas dificuldades
Veridis Quo
Continua a saga das lesões que atormentou a época passada. Estas 3 aparentemente todas musculares. Alguma coisa não está bem, porque isto não é normal.
Veridis Quo
As bolas paradas vão ser um sofrimento a época toda e isso vai acentuar-se a sério em períodos sem o Diomandé (como está a ser agora e temos CAN…). E vai sofrer-se muito já no próximo jogo, porque o Porto tem uma equipa muito forte fisicamente e alta. Preocupante que os defesas centrais para este período sejam Inácio, Debast e Quaresma, todos umas libelinhas no jogo aéreo e com muita pouco ou nenhuma imposição física.
De resto, jogo totalmente dominado e com ocasiões, mas um golo de bola parada e algum manifesto azar fez com que se sofresse mais do que o jogo merecia.
Dar uma sequência ao Quenda na direita e experimentar o Vagiannidis tem que estar para breve.
dgenio
“As bolas paradas vão ser um sofrimento…”
Concordo com a preocupação, mas o problema não é “centímetros”; é geometria e funções. Estamos a superpovoar o 1.º poste e a deixar a janela do 2.º poste aberta. Em jogos como este eu mudava para híbrido: Hjulmand fixa zona 1, Harder ancora 2.º poste, Debast ataca a trajetória exterior e Inácio em marcação mista ao melhor cabeceador. Guarda-redes um passo mais recuado na batida para ganhar tempo de reação e screen controlado na pequena área. Isto fecha 80% das rotas que o Nacional explorou — e prepara melhor o próximo teste com adversários mais fortes no ar.
Veridis Quo
O problema não é só centímetros, porque se fosse esse o caso, o Debast não era um problema visto que tem mais de 1.90. O problema é, para lá dos centímetros, a agressividade, contundência, imponência e aptidão para o jogo aéreo. Independentemente da altura. Que ajuda, mas, como se vê pelo Debast, não faz milagres se não existirem esses atributos.
E Inácio, Quaresma, St Juste, Debast, Trincão ou Vagiannidis são altos, mas não são fortes nisto.
Tirando o Diomandé, não há alguém genuinamente forte no confronto, na imposição física e no jogo aéreo. Só ter um é problemático, quando esse falta então…
FrunoBernandes
O Inácio ainda é o menos mau. Debast e Quaresma sim são inofensivos.
Veridis Quo
O problema é mesmo esse, o Inácio ser o menos mau. Para uma equipa forte neste capítulo, o Inácio devia ser o pior.
Basta comparar com o Sporting do início do RA. Coates, Feddal, Neto, Inácio, Palhinha, Matheus Nunes, Paulinho e até o Nuno Mendes.
É natural que essa equipa fosse forte nesse capítulo e esta seja fraca. É uma questão dos perfis que há no plantel e acho que se desvalorizou em demasia a imponência e a capacidade nos duelos, especialmente em termos de bola parada defensiva.
O Comendador
Faltam 31 jornadas! Vamos lá!
O resto é conversa…
SL
Nagi
Esse início de comentário parecia os famosos rodapés da CMTV.
Sloth
Bem o Sporting, claro que faltam amostras de encontros 11 vs 11. Para deixar claro que isto são apenas factos, acho que ambas as expulsões foram justas
Diogo_2202
Este Sporting dá gosto ver jogar e não desistem face às adversidades.
A qualidade técnica e química da equipa no processo ofensivo é deliciosa com a Suárez a parecer jogar aqui há anos (nada egoísta a oferecer a bola aos colegas quando podia rematar) e depois quando há Pote e Trincão algum deles dirá presente com um coelho saído da cartola mas que o outro não esteja tão inspirado nesse jogo. Falta claramente outra opção com pé direito para extremo esquerdo, se o Pote se lesiona a equipa fica limitada a opções de pé esquerdo.
O Kochorashvili também vem dar uma real alternativa tanto a Hjulmand como a Morita o que fez muita falta na época passada.
O Mangas e Vagiannidis também estão a entrar muito bem e ligados no processo ofensivo.
As bolas paradas principalmente com a ausência do Diomande continuam a ser o calcanhar de Aquiles desta equipa e por isso é preciso ter atenção às opções que saem e entram para o centro da defesa. Se o St. Juste sair é necessário um central mais físico e capaz no jogo aéreo. O Debast e o Quaresma têm de crescer muito neste aspecto.
O Quaresma não terá vida fácil para ter minutos, pensava que seria adaptado a lateral direito mas a menos que o Fresneda continue a ser titular para valorizar e sair (um pouco como o que pode acontecer com o Catamo) terá poucas oportunidades tanto a central como a lateral.
dgenio
“Falta outra opção de pé direito para o esquerdo…”
Mais do que “pé trocado por dogma”, interessa a função do corredor. Um destro no LE dá remate interior mas estrangula a largura do lateral; com Mangas/Vagiannidis agressivos por fora, eu estabilizava Pote como 10/SS no meio-espaço e mantinha no LE um perfil que ataque segunda barra e chegue a cutback. Se Pote falhar jogos, duas rutas:
1. Harder como finalizador (zona de penalti) + Trincão no meio-espaço direito para ligar;
2. Suárez como 9½ a arrastar centrais + Quenda/Geny a fixar largura por fora.
Preserva-se a gravidade do ‘9’, mantêm-se os “passes de morte” e sobe a qualidade do último toque.
justocomentador
Bem, Sporting continua a lixar os leitores aqui que criticavam tudo e mais nada na pre época. Desde o sistema que não era ofensivo, aos jogadores que não estavam habituados, que não tínhamos defesa para linha de 4, etc etc
3 vitórias inequívocas, com jogo de futebol atraente e sinceramente a preocupação das bolas paradas é só porque não há mais nada para se queixar hoje. Quem vem ler aqui até parece que já perdemos contra o Porto, que esse sim, devia estar preocupado de levar com Suarez, Pote e Trincao contra uma defesa cheia de falhas. Se sofrermos 2 golos de bola parada e ganharmos 4-2, assino ja por baixo.
Cada “expert” aqui…
Shmokyy
Como é que queres que não nos queixemos das bolas paradas se iamos sofrendo 3 (3!, se eu fosse adepto do Nacional estaría sem cabelos a esta hora), 2 deles a jogar contra 10. Foi uma exibição aparentemente reconfortante mas bastava o 2-0 ter entrado que a historia seria outra. Se o outro animal não tem aquela entrada estúpida sobre o Kora acho que era um daqueles jogos em que aos 85′ estaria 1-1, com 10 oportunidades falhadas pelo caminho.
——-
Depois a arbitragem, um nojo para os dois lados… Nunca se sabe se o criterio vai ser deixar jogar ou controlar os ânimos desde o inicio. A única coisa que se sabe é que a partir dos 15/20 min o criterio muda. Sou da opiniao que antes do encontro o árbitro tem de chamar os dois capitaes e transmitir-lhes o critério da partida e o porquê de dar mais/menos liberdade, e apartir daí só há uma linha a seguir. Neste campeonato os árbitros compensam erros com outros erros, e em vez de contarem como 2 erros, parece que um anula o outro e fica tudo bem. Parece a matemática do “CR7 das finanças” hà uns anos. Ontem calhou o lado bom ao Sporting, uma recuperação do Fresneda que lhe sacam a bola e ficam com uma chance de perigo gratuita, ainda com 1-0 (aos 20′ +/-). Claro que por perdoar 2/3 amarelos ao Nacional, teve que marcar aquela falta.
dgenio
A expulsão ajuda, claro — mas os números contam outra história: 27–3 em remates, 13–3 em cantos e 73% posse. Domínio claro… e, paradoxalmente, ineficiência nas bolas paradas: o Sporting teve volume mas não feriu em ABP, enquanto o Nacional marcou num dos poucos cantos e voltou a ameaçar no 2.º poste. Isso não é “falta de centímetros”; é desenho: demasiada densidade no 1.º poste, pouca proteção na zona cega.
O jogo vira quando entra Kochorashvili (32’): mais rotação no duplo-pivô, depois largura com Vagiannidis e punch final com Harder. A matriz de Rui Borges já se nota no 4-2-3-1: Pote como finisher-hub no meio-espaço e Luis Suárez como gravity-9 (duas assistências) a abrir linhas de passe.
Dois pontos para o curto prazo:
1. ABP defensivas: híbrido zonal-individual com Harder no 2.º poste, Hjulmand a zona 1, Debast a atacar a trajetória exterior e Inácio em marcação mista ao melhor cabeceador.
2. Gestão de fechadores: manter Suárez a atrair e Harder a fechar jogos >70’ quando o bloco rival baixa.
Se esta matriz se mantém, Pote tem caminho para 15+ golos só na Liga — desde que a bola parada deixe de ser o maior contra-xG deste Sporting.
Lopes da Silva
Freitas Lobo, és tu?
O que é um ABP?
Max K.
Ataque por/em bolas paradas, provavelmente.
filipe19
Ações com bola parada
dgenio
Certo: “ABP” cobre bolas paradas no ataque e na defesa.
Aqui referia-me às defensivas — nos cantos/livres do Nacional o Sporting estava a superpovoar o 1.º poste e a deixar a janela do 2.º poste aberta. Daí a proposta de híbrido zonal+individual com ancoragem no 2.º poste.
dgenio
Não sou o Freitas Lobo 🙂 — “ABP” = Ações de Bola Parada (set pieces).
No meu comentário falei de ABP defensivas: como defendes cantos/livres — quem marca quem, quem protege 1.º poste, quem vigia o 2.º poste, quem ataca a 2.ª bola e como se protege o GR. O problema em Nacional-Sporting foi distribuição e ângulos, não “falta de centímetros”.
Petrol
O que dizes logo no início acaba por invalidar o resto do teu comentário. Esse domínio foi possível contra 10 homens. Mais uma jornada e a percentagem de vitórias do sporting em que o adversário acabou o jogo com 11 continua a ser 50%.
Stromp1906
Se é para “picar” convém ser sério, o Sporting ganhou ao Casa Pia contra 11, e chega ao penálti do 2-0 com o Arouca, também 11 x 11, até dou de barato este jogo, mas 2 em 3 são 66%, desculpa, 66,6666%, que já vi que gostas de detalhe.
Também tens a percentagem de cartões amarelos por falta do Otamendi? É que ainda neste jogo, quando levou o amarelo, podia ter sido já o segundo…
Petrol
O jogo só se ganha aos 90 minutos, portanto o Sporting ganhou o jogo contra o Arouca contra 10. Contra o Casa Pia foi a única vitória 11 vs 11 do Sporting esta época. Portanto, em dois jogos cujos adversários terminaram o jogo com 11, o Sporting ganhou 1, logo 50%.
Stromp1906
Isso é estar a supor que 11 x 11, a probabilidade da equipa que ao intervalo está a ganhar 2-0, que está a jogar em casa, que é campeã nacional, é a mesma que o adversário que está no lado contrário vença ao final dos 90 minutos! Ou seja, continuo a achar uma análise pouco séria.
Mais, significa que se até ao final do campeonato uma equipa jogar sempre parte do jogo contra 10, com expulsões justificadas e claras em todos os jogos, o título deve ser dado ao segundo classificado? Se é para divagar, pois que seja.
FrunoBernandes
O que é que aconteceu aqui? 😅 estamos a falar de futebol ou de engenharia aeroespacial?
Kacal
E uma palavra sobre Harder que voltou a marcar e, apesar de algumas limitações e alguma impulsividade, o que é certo é que os números dele são fantásticos no Sporting a nivel interno. Entre Supertaça, Liga e Taça de Portugal em contabiliza 1230 minutos contando com a época passada e esta, o que dá cerca de 13 jogos completos e marcou 11 golos e fez 7 assistências. Isto são números que impressionam! Sendo tão jovem, se limar as lacunas e for para uma equipa que jogue mais de acordo com o seu perfil, pode dar avançado.
filipe19
Segundo o Transfermarkt, na época passada ele contabilizou 1543 minutos em todas as competições pelo Sporting. A verdade também é que desde da entrada de Borges, a partir de fevereiro, ele nunca mais teve mais do que 26 minutos em jogos da liga e só por duas vezes chegou aos 45 minutos jogados em dois jogos da taça, um em final de fevereiro contra o Gil, e depois na final contra o Benfica, em que o jogo foi a prolongamento.
Eu também acho os números dele bom. Ainda hoje vi o jogo do Sporting B e entre ele e o Rodrigo Ribeiro p.ex. a diferença é abismal. Infelizmente é o Borges que não aposta nele (ou não dá mais minutos), talvez não encaixa bem nas suas ideias, não sei. Só pelo potencial dele eu nunca o deixava sair agora, embora sabendo que ele ainda tem algumas lacunas, mas eu acho isso normal para a idade dele.
Antonio Clismo II
O Sporting tem algum treinador de bolas paradas? É que não parece
Flavio Trindade
Já li aqui alguns comentários sobre a permeabilidade do Sporting nas bolas paradas defensivas, mas discordo da análise e trago um ponto diferente para a discussão.
Não é propriamente o Sporting que é permeável nas bolas paradas defensivas, mas sim o Nacional que é muito forte nesse tipo de lances.
Tiago Margarido anda há 3 anos a fazer milagres com um plantel limitadíssimo e já no ano passado fazia isto aos adversários. Para compensar a evidente falta de qualidade técnica dos jogadores, o Nacional tem construído plantéis fisicamente robustos, muito fortes e altos e têm ganho imensos pontos no aproveitamento das bolas paradas ofensivas (relembrar o jogo com o Porto na Madeira na época passada).
Esta época repetem a dose. Há mais mérito do Nacional do que propriamente demérito do Sporting.
A mesma situação vai provavelmente repetir-se no clássico do próximo fim de semana já que o Porto tem a equipa mais poderosa da liga no que ao futebol aéreo diz respeito e com os reforços que teve está a privilegiar essa intensidade nas disputas físicas.
Caso aconteça novamente não quer dizer que o Sporting seja permeável nesses lances (porque até nem é) mas os adversários (estes dois em particular) estão muito fortes nesse capítulo
Diogo_2202
Não diria que um jogador de pé trocado estrangule o jogo nesse sentido se o Sporting contratar outra opção para ser titular com o Pote e Trincão que encaixe em termos de qualidade, versatilidade e imprevisibilidade que estes dois têm.
O Sporting precisa de “outro Pote” para a esquerda e que possa trocar de posição com ele entre extremo e 10 podendo o próprio Trincao também vir mais para o meio e o Pote por vezes aparecer na direita como fez na 1a época do Sporting.
Há claramente um desnível de qualidade e quantidade entre os extremos destros e canhotos.
O Jota Silva também seria uma opção que daria mais verticalidade o que é essencial para ter no banco.