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Pragmatismo encarnado e são Artur dão vantagem ao Benfica na eliminatória

Twente 2-2 Benfica (De Jong 6′ e Bryan Ruiz 79′; Cardozo 21′ e Nolito 35′)


O Benfica arrancou um empate a 2 golos na Holanda e está em vantagem na eliminatória frente ao Twente. A equipa de Jorge Jesus jogou “à italiana”, perante um futebol positivo tipicamente holandês apresentado pela turma de Adriaanse. O resultado é satisfatório para as cores encarnadas, que têm tudo para garantir o apuramento para a fase de grupos.
A partida começou praticamente com o golo do Twente. Bom trabalho de De Jong, que ganhou espaço a Luisão e rematou de fora da área. Em vantagem, a equipa holandesa adoptou uma postura de maior contenção, que se alteraria depois do empate – recuperação de bola de Aimar, que assistiu Cardozo, que disparou sem hipóteses para Mihaylov. A igualdade viria repor as bases com que se iniciou o encontro, obrigando os comandados de Adriaanse a ir em busca do resultado. Contudo, foi o Benfica que se colocaria numa posição bastante favorável na eliminatória: bom entendimento pela direita, terminando com a assistência de Witsel para Nolito, que limitou-se a encostar. Na segunda parte, grande pressão do Twente sobre a baliza das águias. A entrada de John e Janko veio colocar à prova a defensiva encarnada, que sentiu enormes dificuldades para travar a armada holandesa. Nesta fase, Artur efectuou uma mão cheia de defesas do outro mundo, evitando o golo do empate, que viria a acontecer a 10′ do final. A estrela Bryan Ruiz ganhou de cabeça a Emerson e colocou alguma justiça no marcador. Até final, o Benfica geriu bem a posse de bola, nomeadamente com a entrada de Matic, podendo mesmo chegar à vantagem num lance em que Nolito falhou isolado.
Destaques


Benfica – Os encarnados tiveram muitos problemas nesta noite em Enschede, nomeadamente no segundo tempo. Jesus demorou a reforçar o miolo (numa equipa que aparentava estar bastante desgastada fisicamente) na fase de maior pressão do Twente. A eficácia que tem faltado noutras ocasiões desta feita foi fundamental para a obtenção de um resultado que abre boas perspectivas de apuramento.
Twente – Uma equipa muito interessante e que justificou plenamente o empate, talvez até mais que isso. A turma de Adriaanse praticou um futebol positivo, sem medo de correr riscos, muita vontade e, essencialmente, não fugindo à sua identidade. Destaque óbvio para a qualidade de Bryan Ruiz, para o trabalho dos médios Brama e Janssen principalmente, e para John que entrou para agitar a partida.


Artur – O melhor em campo, permitindo ao Benfica que se mantenha na luta pela Champions. Muita segurança nos cruzamentos (por vezes socava a bola, mas sem comprometer), nos remates de meia distância e saindo aos pés dos dianteiros contrários. Fez 3/4 defesas do outro mundo.
Cardozo – Pode não acrescentar tanto em termos qualitativos como o móvel ataque que Jesus tem adoptado nos últimos encontros, no entanto, a sua presença em campo é… garantia de golos.
Witsel/Aimar – A exibição dos dois médios foi particularmente importante em termos defensivos. O belga destacou-se pela capacidade de levar a equipa para a frente, protegendo e aguardando por apoios. Já o argentino, notável a pressão que efectuou até ter forças. Decisivo no lance do primeiro golo, ao recuperar a bola no meio campo do Twente.
Maxi Pereira – Não esteve ao seu melhor nível. Ainda sem os índices físicos adequados, o uruguaio sentiu grandes dificuldades para travar John, sendo diversas vezes ultrapassado.
Nolito/Saviola – O espanhol continua com a veia goleadora bem apurada. Hoje não foi tão influente. “El Conejo” entrou bastante bem, explorando o espaço deixado pelo Twente para, com a sua rapidez de execução, criar lances de perigo (excelente entendimento entre os dois já perto do fim, culminando com o remate do ex-Barça para defesa do guarda-redes contrário).

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