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Primož Roglič conquista Vuelta pelo 3.º ano consecutivo

Vai conseguir juntar o Tour ao seu já impressionante palmarés? A INEOS até apresentou uma armada forte com Bernal, Carapaz, Yates ou Sivakov, a Movistar também tinha Mas, Valverde (foi forçado a abandonar devido a uma queda) e López (que teve um dos amuos mais surreais na história do ciclismo, ao desistir por iniciativa própria na penúltima etapa por perceber que não ia chegar ao pódio), mas o esloveno esteve sempre noutro patamar. Tendo arrebatado 4 etapas (ficou a ideia que se tivesse forçado ainda podia ter conseguido mais) e deixado o 2.º classificado a quase 5 minutos e o 3.º a mais de 7. Veremos é se irá conseguir impor-se ao compatriota Pogacar na Volta a França.

Primož Roglič arrebatou a 76.ª edição da Vuelta. O ciclista esloveno, da Jumbo-Visma, que já tinha vencido em 2019 e 2020, dominou a prova com relativa facilidade e fechou com chave de ouro ao levar a melhor no CR final. Enric Mas, fez 2.º, a 4’42” de Roglic, enquanto Jack Haig completou o pódio a 7’40”. Adam Yates foi o melhor INEOS no 4.º lugar a 9’06”, Gino Mader foi o 2.º Bahrain no Top 5 a 11’33”, enquanto Bernal teve de contentar-se com o 6.º lugar.

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4 Comentários

  • cards
    Posted Setembro 5, 2021 at 9:13 pm

    Roglic é o único cicliesta que pode bater Pogacar no Tour.

  • Bio
    Posted Setembro 5, 2021 at 8:54 pm

    Domínio absoluto de Roglic. Nem teve a mínima concorrência, mesmo sem um bloco propriamente forte a seu lado (Kuss foi o melhor da Jumbo, mas nem trabalhou assim tanto para o esloveno).

    A INEOS trouxe uma equipa forte, como habitualmente, e até foi tentando agitar as águas, mas faltaram forças a Yates nas primeiras etapas de montanha e a Bernal nas últimas.

    A Movistar esteve razoável, com Enriq Más muito discreto, mas muito certinho e sempre na roda de Roglic. Acabou por ser o que mais se aproximou do esloveno nas montanhas e merece este segundo lugar. Azar na queda de Valverde, que o obrigou a desistir logo no início.
    E nota final para o amadorismo incrível de Miguel Ángel Lopez. Se a decisão fosse minha e houvesse essa oportunidade, eu despedia-o. Preferia ir contratar outro ciclista para trabalhar para os meus líderes ou apostar em outro líder. A estratégia de ir sempre com vários líderes também nunca tem funcionado para a armada espanhola.

    Em grande destaque a Bahrain (tem feito uma temporada incrível), em especial Magnus Cort Nielsen nesta Vuelta: três etapas fantásticas e não ficou longe da quarta hoje; e Jack Haig: partia como corredor livre e de apoio a Landa e assumiu a liderança da equipa chegando ao pódio (à semelhança de Caruso no Giro).

    De resto acabou por ser uma Vuelta morninha e que só teve duas ou três etapas de interesse mais nesta última semana.

    • Joao Ferreira
      Posted Setembro 6, 2021 at 12:34 pm

      Concordo com quase tudo, De facto Roglic está num nível absurdo, vamos ver como se dá contra o compatriota Pogacar no Tour 2022.

      Acrescento alguns pontos:

      – A Bahrain é uma equipa estranha… Tem um Landa que todos os anos falta qualquer coisa para se afirmar como voltista TOP5, tem uma segunda linha fabulosa (Jack Haig, Damiano Caruso, o próprio Pello Bilbao e o “jovem” Gino Mäder) mas só apareceu nas Grandes Voltas quando perdeu Landa: no Giro perde Landa e Caruso faz um fabuloso 2º lugar (no Tour correu para Colbrelli) e na Vuelta faz 3º com Jack Haig depois da queda de Landa. E depois há aquela etapa que tem uma fuga com elementos de todas as equipas menos a Bahrain, o bloco assume a perseguição mas quem acaba a colocar o ritmo agressivo é Jan Hirt da Wanty.

      – A QuickStep (para o ano deixa de ser Deceuninck) deu-me um grande nó: tem Evenepoel e João Almeida (até final do ano), esperava ver a equipa a trabalhar para o TOP10, e ela regressa às “origens” como a melhor equipa a lançar sprinters do WorldTour.

      – Pena Bernal ter estado infetado com COVID-19 antes desta Vuelta. Acredito que ainda não esteja no seu top-game e teria sido interessante ver o frente-a-frente com Roglic.

      – Yates e o bloco da INEOS foram a desilusão: esperava um Yates mais agressivo e ambicioso (e com mais pernas já agora) e um bloco mais coeso da equipa que tem o maior orçamento de toda a UCI.

      – Enric Mas a provar que é ciclista para TOP5 de grandes voltas, mas não para as ganhar. Falta-lhe aquela ambição que se vê em Roglic, Bernal, Pogacar e até nos jovens Jonas Vingegaard e o nosso João Almeida (apesar destes dois últimos ainda terem muito a provar).

      – Last but not the least, pensava que iria ser uma Vuelta penosa para a EF com a desistência de Carthy… Mas que grande aparição de Magnus Cort Nielsen!!! Já tinha deixado boas indicações no início do ano, quando ganhou uma etapa no Paris-Nice e fez 3º noutra etapa do Tour, mas a Vuelta é o seu local de afirmação: 1 vitória em 2016, o ano passado tinha ganho 2 etapas e este ano faz 3!! Fabuloso!

      Quanto ao resto, a Bora faz um honroso 10º com o Felix (o último nome dele é… coiso…), a Emirates conseguiu a vitória em etapa que queria (junta-se à Bahrain e à Jumbo como a equipa que conseguiu ganhar pelo menos 1 etapa em cada uma das grandes voltas) e a Wanty foi, para mim, a grande vencedora desta Vuelta. Com uma equipa recheada de ilustres desconhecidos, deu uma prova de força e resiliencia nesta última semana fenomenal.

    • charles eclair
      Posted Setembro 6, 2021 at 10:35 am

      No geral concordo com o que dizes menos em 2 pontos, Jumbo e Enric Mas.

      Sobre a Jumbo, Roglic não precisou muito que a equipa controlasse as etapas de montanha mas apresentaram uma equipa muito capaz nesta Vuelta. Sepp Kuss faz top 10 e esteve sempre ao lado de Roglic , exceto na penúltima etapa que ficou para trás e chega com os outros líderes, sendo que com o camisola vermelha estava Steven Kruijswijk, ele que fez uma grande 3ª semana. O resto da equipa não era tão talhada para a montanha, mas foram sempre das equipas que mais elementos tinha no grupo principal e na etapa dos Lagos de Covadonga, ganha por Roglic, tinham a equipa praticamente toda no grupo principal no momento em que Bernal ataca.
      Não fizeram um controlo como a Ineos (Sky) nos tempos de Wiggins, Froome, Thomas mas esta nem foi a melhor equipa possível da Jumbo e mesmo assim só a Bahrain pareceu ser mais forte, a classificação coletiva até acaba por demonstras isso, 1º Bahrain, 2º Jumbo (apesar de nem sempre ser o melhor indicador).

      Enric Mas, fez top 10 no Tour e apresentou-se ao seu melhor nível de sempre nesta Vuelta, igualou a sua melhor classificação de uma grande volta (em 2018 também na Vuelta), mas de uma forma muito mais sólida. Foi muitas vezes o único que conseguiu acompanhar Roglic e apesar de não ter um perfil tão atacante como outros ciclistas ainda mexeu com uma etapa sendo que Roglic nesse dia foi o único que respondeu e acabou por ganhar. O único dia que acredito que agora se tivesse forças faria diferente, foi o da etapa dos Lagos de Covadonga que Roglic vai com Bernal a 60 Km do fim, mas nem esteve mal, porque um ataque a 60Km podia correr mal se faltassem as forças no final (o próprio Roglic admitiu que nem pensou muito na distância quando respondeu ao Bernal) e porque se manteve no grupo que tinha a Bahrain a perseguir, sendo que teve azar porque o Erviti caíu quando se ia a juntar ao grupo para ajudar na perseguição na fase plana da etapa. Ainda assim não perdeu tempo para mais ninguém. O problema do Mas foi um Roglic intocável.

      Uma correção ao teu comentário, o Magnus Court é da EF e não da Bahrain. A Bahrain ganhou a classificação coletiva e a juventude com o Gino Mader, fez Pódio com Jack Haig mas “apenas” ganhou uma etapa com o Caruso, e que grande vitória essa.

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